Este número descreve uma série de ambientes naturais do Maciço do Urucum [capoeires, pastagens e matas caducifólias submontanas (florestas secas) em encostas]. Um aspecto interessante é a presença de cinco espécies de primatas que utilizam áreas florestais no maciço do Urucum.
Área de Influencia Estratégica - A Planície Pantaneira
Isso se deve ao fato de a planície pantaneira proteger um grande número de espécies de áreas adjacentes não inundáveis, tornando-a uma região cuja biota terrestre está em grande parte relacionada aos ecossistemas vizinhos. Parte significativa da fauna regional também é dependente dos peixes do Pantanal, que inclui não apenas dezenas de espécies de aves, mas sete espécies de cobras (especialmente a sucuri-amarela, Eunectes Notaeus, endêmica do Pantanal) e três espécies de mamíferos (lontra Lontra ) longicaudis, a lontra Pteronoura brasiliensis e o morcego pescador Noctilio leporinus).
Singularidade da Biota
Espécies Endêmicas
As florestas estacionais decíduas (“florestas secas”) são um dos habitats mais característicos do maciço do Urucum. Com distribuição mais ampla ocorre no Maciço do Urucum Oligoryzomys chacoensis, endêmico do Chaco e oeste do MS e MT, Ctenomys nattereri, que é considerado endêmico.
Espécies Ameaçadas
As categorias de fitofisionomias Silva (2000): Floresta Estacional Decidual Submontana (floresta seca), 2- Floresta Estacional Aluvial Semidecidual (mata ciliar), 3- Floresta Estacional Semidecidual Submontana, 4- Savana Arborizada (campo cerrado, cerrado s.s.), 5- s.s. Savana Gramínea Arborizada (Campo Limpo e Campo Sujo), 6- Savana Estépica (Chaco), 7- Floresta Estacional Decídua Ecótona/Savana Estépica/Savana, 8- Floresta Estacional Decidual Ecótona/Savana Estépica, 9- Floresta Estacional Estacional Semi-Decídua Ecótona/ Savana Estépica, 10- Relíquia em banco laterítico, 11- Capoeiras, 12 – Pastagens, 13- Complexo Pantanal. Entre as 10 espécies faunísticas consideradas ameaçadas, cinco ocorrem em florestas caducifólias (três a quatro compartilhadas com florestas caducifólias), duas nos remanescentes de Cerrado e nos diversos ecótonos e no Banco Laterítico e duas foram identificadas apenas em pastagens (A. hyacinthinus e S. hipoxantha).
Processos Ecológicos
O formato sinuoso do Rio Paraguai e seus afluentes ao longo da planície pantaneira também é determinado pelos relevos remanescentes (serras e morros), que atuam como controles geológicos e retardam o fluxo das águas. Com a drenagem do leito do rio Paraguai, espera-se que o nível do rio caia, provocando o escoamento de grande parte da planície pantaneira.
Dinâmica do Desmatamento
Na região Amazônica e no Pantanal haverá uma redução entre 25% e 50% e na bacia do Paraná-Prata a vazão dos córregos deverá aumentar entre 20% e 40%. Prevê um aumento de 20% a 60% nas vazões do rio Paraná-Prata e uma diminuição entre 10% e 15% nas bacias do Amazonas e do São Francisco no Nordeste do Brasil, contrariando as projeções do modelo HadGEM1 para este região. As projeções do HadGE1 e da média do modelo (que inclui o HadGEM1) mostram aumentos nas vazões no Paraná-Prata e reduções na Amazônia e Pantanal, com maior confiança nas projeções para as bacias Amazônica e sudeste da América do Sul, enquanto as incertezas para a bacia do São bacia do Francisco ainda são significativos.
O Morro do Rabichão representa a única parte do sistema montanhoso do Maciço do Urucum que ainda possui extensa ligação com a Planície Pantaneira, permitindo a passagem de animais durante ciclos de cheias e secas. Área e percentual de ocorrência dos diferentes tipos de classes de uso e ocupação do solo no maciço de Urukum.
Ações Conservacionistas
Na Planície Pantaneira
De acordo com Harris et al. 2005b), até 2005 existiam apenas cinco Unidades de Conservação de Conservação Integral (UCPI) públicas e dezesseis RPPN12 na Planície Pantaneira (em terras do MS e MT) (Tabela 6.13). Porém, no MS existe apenas uma unidade de conservação pública na Planície Pantaneira, o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, cuja área representa aproximadamente 0,5% do Pantanal gaúcho. Estância Dorochê Cáceres Pantanal Federal --- --- RPPN SESC-Pantanal Barão de Melgaço --- Pantanal RPPN Jubran Cáceres Pantanal Federal --- --- EP* Poconé-Porto Cercado.
Porto Jofre State Pantanal 1996 --- EE Taiamã Cáceres Federal Pantanal --- --- PE Encontro das Águas Poconé–Barão de. RPPN in die implementeringsproses in Mato Grosso do Sul Bewaringseenheid Munisipaliteit Esfera Bioma Jaar van.
Disponibilidade Hídrica
- Águas Superficiais no Maciço do Urucum
- Águas Superficiais na Planície Pantaneira 13
- Águas Subterrâneas – Maciço do Urucum
- Uso da Água no Maciço do Urucum
A área mínima da superfície da água da lagoa é de 44 km2 e no período chuvoso chega a 76 km2. A rede hidrográfica da Planície Pantaneira, contida integralmente na BAP, é formada pelos riachos que drenam a parte superior da bacia do rio Paraguai. O riacho que passa próximo à siderúrgica margeia seu território é o Córrego Piraputangas, que nasce no Morro de Santa Cruz, corta uma área comum e deságua no Rio Verde (afluente do Paraguai), em direção ao sul.
O nível da água no solo provavelmente está relacionado ao nível do córrego que forma o córrego Piraputangas. Na área da usina Termopantanal não existem córregos superficiais, nascentes ou várzeas.
Aspectos Meteorológicos
De acordo com dados meteorológicos horários medidos no Aeroporto de Corumbá, o vento flui principalmente do quadrante leste, com algumas variações entre os períodos de inverno e verão. As Figuras 6.16 a 6.19, referentes ao ano de 2004, ilustram tal comportamento, tanto para a zona urbana de Corumbá quanto para a borda oeste do Pantanal. No período de inverno a velocidade do vento é mais intensa e a direção predominante é mais estável, soprando basicamente do quadrante leste.
Rosa dos Ventos – Período Chuvoso – Área do Complexo Siderúrgico Mineiro Fonte: LIMA/COPPE/UFRJ, com base em dados medidos no Aeroporto de Corumbá (2004).
Qualidade do Ar
Monitoramento da Qualidade do Ar em Corumbá e Ladário
O monitoramento sistemático da qualidade do ar realizado pela Cia Rio Doce Manganês (RDM), da VALE, em sua área de influência, teve início em fevereiro de 2002, com a instalação de três estações amostrais. O monitoramento da qualidade do ar realizado pela MMX teve início em junho de 2007 para atender às condições de suas licenças de instalação e operação. Localização do monitoramento na área de influência da MMX Fonte: Relatório de Monitoramento da Qualidade do Ar da MMX (2007).
O monitoramento das concentrações de dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e ozônio na qualidade do ar foi realizado pela MMX, em duas campanhas isoladas, utilizando a técnica de tubo passivo. Tal como na campanha de monitorização anterior, as concentrações foram baixas em comparação com os padrões de qualidade do ar estabelecidos pela legislação.
Fontes de Emissão de Poluentes Atmosféricos
A Resolução 382 do CONAMA também estabelece os limites de emissão de poluição atmosférica para siderúrgicas integradas e semi-integradas. Além disso, uma fonte relevante de emissão de partículas em áreas urbanas é o tráfego de veículos em estradas não pavimentadas (55% das estradas de Corumbá não são pavimentadas - AAE Rio Tinto), a resistência do vento nessas estradas, a ressuspensão de poeira nas estradas pavimentadas e a intensa tráfego de caminhões transportando o minério. Inclui também a emissão de gases provenientes dos gases de escape dos veículos, principalmente os movidos a diesel, além dos geradores ENERSUL que também utilizam diesel.
Em relação às atividades de extração mineral, a legislação ambiental aplicável não prevê a determinação de valores limites de emissão para estas atividades.
Queimadas
O número de focos detectados no estado de Mato Grosso do Sul parece estar aumentando e a área correspondente à planície pantaneira é uma das mais afetadas pela frequência dos incêndios. Como se pode verificar, a qualidade do ar é avaliada com base nas concentrações medidas de poluentes na atmosfera e em comparação com os padrões legalmente definidos. Ao analisar os resultados apresentados foi possível verificar a qualidade do ar na área adjacente à zona urbana de Corumbá monitorada pela Rio Doce Manganês (RDM).
Vale ressaltar que é a interação entre as fontes de poluição e a atmosfera que determina o nível de qualidade do ar. Quanto à área onde está localizado o complexo siderúrgico, os níveis de concentração de material particulado em suspensão medidos na escola Castro Alves estão bem abaixo dos padrões de qualidade do ar e não apresentam variação sazonal.
Aspectos Socioeconômicos
Dinâmica Populacional
Em termos de distribuição populacional, em 2007 a região do Alto Pantanal registrou uma taxa de urbanização em torno de 81,7%, inferior à taxa estadual de 84,6%. O crescimento demográfico no estado foi mais acelerado na década de 1970, a uma taxa de 3,2% a.a. devido à elevada taxa de natalidade e aos movimentos migratórios, enquanto na década de 1980 era de 2,4% a.a., que começou a diminuir a partir de então. No Brasil, essa taxa tem apresentado tendência constante de queda, principalmente devido à diminuição da taxa de fecundidade, o que reflete a eficácia da divulgação e utilização de métodos contraceptivos.
Corumbá foi um dos municípios que contribuiu para esse declínio, com taxa de 0,10% ao ano, indicando tendência à relativa estagnação, principalmente no que diz respeito aos fluxos migratórios. Segundo informações do MCR AAE (2007), a microrregião da qual fazem parte os municípios de Corumbá e Ladário apresentou uma taxa anual de imigração de 0,66% no período de 1981 a 1991, inferior à taxa de emigração (0,75% por ano), que se caracteriza como região de expulsão populacional.
Condições de Vida
A mortalidade até um ano é um indicador relacionado com as condições socioeconómicas da população, com forte influência na forma da estrutura populacional. Na maioria dos municípios da região do Alto Pantanal, a média de anos de escolaridade da população adulta (25 anos ou mais) situava-se, em 2000, na faixa de 3,6 a 6,3 anos, evidenciando o baixo nível de escolaridade básica. A taxa de participação mostra a proporção da População em Idade Ativa (PIA) – população com mais de dez anos – em relação à População Economicamente Ativa (PPE), ou seja, inserida no mercado de trabalho como ocupada ou desempregada.
Considerando os dados sobre a composição da população empregada (PO) em 2000, verifica-se que existem diversas categorias de desempregados. Apesar das elevadas necessidades e da pobreza, todos os municípios apresentaram uma diminuição na proporção de pobres e indigentes na população total (tabela 6.37).
Base Econômica
O número total de estabelecimentos industriais na região do Alto Pantanal oscilou nos últimos anos, de 170 em 1997 para 168 em 2001. No período de 1999 a 2003, Corumbá registrou um aumento no número de estabelecimentos industriais, de um total de 48 para 65 unidades. Do total de estabelecimentos do setor, estes estavam ligados ao setor alimentício, seguidos pelos minerais não metálicos, com 16,9%.
As atividades comerciais estão concentradas em Corumbá, que em 2001 contribuía com 47,9% do total de empresas. Entre 1997 e 2001, Corumbá foi o município que apresentou maior crescimento no número de empreendimentos comerciais.
Comunidades Especiais
Patrimônio Histórico e Arqueológico