O modelo de aprendizagem integrada (MAI) foi testado por meio de duas versões de um curso em duas modalidades: semipresencial e online. Laal et al., 2012) com vistas à aprendizagem colaborativa, ao trabalho em equipe e às comunidades de conhecimento.
Solução de problemas
Futuramente, trataremos da última habilidade da lista daquelas consideradas parte de uma formação integral: a resolução de problemas. conhecimento prévio, articulação sociocultural; articulação de estratégias pessoais e articulação de preconceitos”. Do documento elaborado por Hancock et al. 2009) sobre as estratégias de ensino identificadas como potenciais para habilidades de resolução de problemas, elencam-se algumas delas: preparação conjunta de aulas; envolvimento e interações em programas de sala de aula; integração de turmas de calouros; mapeamento, incorporação e tribuna em equipes; preparar tutoriais fora das aulas; viagem ao campo de prisioneiros; engajamento com profissionais, elaboração de planos de negócios e resolução de estudos de caso; PBL e prática reflexiva sobre sistemas de informação empresarial; atividades em equipe; apresentações de trabalhos em grupos; O estudo de Kern (2002) utilizou um modelo teórico denominado hands-on, em ambiente de aprendizagem ativa, com o objetivo de investigar a capacidade dos alunos em resolver problemas.
Através dos resultados, comprovou-se que através da aprendizagem ativa, os alunos demonstraram melhor desempenho na resolução de problemas práticos de contabilidade. Observa-se também que no relatório PISA 2012, que examinou o desempenho individual na resolução de problemas, o Brasil não obteve melhor classificação, mostrando que tanto individualmente quanto em grupo, a competência para resolução de problemas ainda está bem abaixo dos níveis médios indicados nos relatórios. A resolução de problemas no contexto da formação integral pode ser desenvolvida através dos seguintes recursos: sala de aula invertida; casos para ensino e ABP;.
Modelos teóricos
Communities of Inquiry (COI)
Embora o estudo PISA de 2015 não tenha examinado estudantes de nível universitário, seus resultados aparentemente têm impacto na graduação, que os absorve imediatamente após a conclusão do ensino médio. Além disso, refletem os resultados da pesquisa de Odendaal (2015) sobre a não preferência por dificuldades ao lidar com metodologias que exigem maiores esforços cognitivos. Comunidades de Inquérito (CoI) é um construto desenvolvido por Garrison et al., 2000) com o objetivo de preencher uma lacuna conceitual, identificando e estruturando elementos cruciais para uma experiência de aprendizagem profunda.
Este evento provocativo é seguido por percepção, pensamento, concepção e ação, que segundo Garrison et al. 2000, pág. 99), aparece na dimensão da presença cognitiva, que se baseia no ambiente textual e produz a experiência do conhecimento. Assim como o professor desempenha um papel importante na comunicação oral, a sua participação no discurso crítico e construtivo é crucial nas comunidades que utilizam tecnologias, e a interação ocorre de forma assíncrona e é baseada na comunicação escrita (Garrison et al., 2000). As moderações conduzidas pelo professor por meio de regulação e mediação podem ser realizadas em sessões presenciais ou online.
Instrucional Learning Design Framework (ILDF)
Segundo os autores, a aprendizagem experiencial surge da interação entre presença social, presença instrucional e presença cognitiva, com as duas primeiras apoiando a última. Além disso, a comunicação escrita exige um nível de processamento de pensamento superior ao da comunicação oral, além de não conter as barreiras da timidez e da sensibilidade que podem limitar as expressões face a face. Nas aulas presenciais, por mais que o professor tenha empatia e tente motivar as interações e atividades grupais, os indivíduos tímidos podem não se integrar tão profundamente quanto possível e, não se sentindo plenamente pertencentes a um grupo, podem prejudicar-se no processo de construção de seu aprendizado.
Em seguida, são selecionadas estratégias de ensino ou aprendizagem a serem utilizadas para atingir os objetivos educacionais. A escolha do instrutor sobre estratégias e tecnologias instrucionais a serem usadas é a etapa final no processo de design. Embora suas características sejam visíveis como norteadoras nos processos de concepção de cursos ou disciplinas, é um modelo que não considera o aluno como membro e participante do processo de construção do fluxo de aprendizagem.
Wisdom Communities
Para o autor, este último item se destaca por ser a causa do fracasso de algumas redes de aprendizagem. A partir dessa base, os três modelos baseiam-se na Teoria da Aprendizagem Experiencial, cujo apoio vem principalmente de Dewey (1981) e Kolb (1984). O ILDF, como modelo focado no alcance de objetivos específicos de aprendizagem, é norteado teoricamente pela Taxonomia de Bloom (Tabela 2), pois expressa que a aprendizagem ocorre em domínios, sendo eles o afetivo, o psicomotor e o cognitivo. No domínio cognitivo, o conhecimento é processado de forma gradual e cumulativa através dos níveis: 1) Conhecimento; 2) Compreensão; 3) Aplicação; 4) Análise; 5) Síntese; e 6) Avaliação, nesta ordem de gradação (Ferraz & Belhot, 2010).
Quanto aos aspectos comuns dos modelos CoI, ILDF e Wiscom, pode-se concluir que eles estão focados na estruturação de formatos de aprendizagem que produzem aprendizagem por meio de aprendizagem construtiva e experiencial, por meio de redes colaborativas, embora cada um o faça de forma independente. Teoria declarada Teoria da aprendizagem experiencial Teoria da aprendizagem experiencial Teoria da aprendizagem experiencial Objectivos do modelo Estruturar o processo de aprendizagem focalizado. Os processos do modelo mantêm relações com o ambiente de aprendizagem, que são, para o ILDF, salas de aula e, para CoI e Wiscom, comunidades de aprendizagem.
Modelo de aprendizagem integral – MAI
No âmbito da docência presencial, na fase de preparação de um curso, o MAI aproveita a orientação estrutural do ILDF para determinar as estratégias pedagógicas mais adequadas ao Modelo e a forma de abranger os conteúdos a abordar na formação. para determinar. retirado do CoI. Ambos os modelos teóricos partem de um problema ou evento motivador, passam pela exploração, reflexão individual, construção coletiva e consolidação da aprendizagem através da criação/inovação (Wiscom) ou da prática (CoI). A estruturação do ambiente de ensino é organizada e apresentada com base nas dimensões escolhidas para o MAI: Presença Docente, Presença Social e Presença Cognitiva.
Embora a presença da educação envolva uma fase preparatória de grande importância e tais dimensões sejam concebidas e previstas separadamente na estruturação de uma instrução, ambas ocorrem simultaneamente durante o processo de ensino-aprendizagem. O esquema proposto pelo MAI permite alternar estratégias ao longo do processo de ensino-aprendizagem, proporcionando dinamismo e motivação a alunos e professores, pois traz novos e variados desafios em todas as fases do ensino. Ao final da apresentação do MAI é explicado o fluxo de desenvolvimento instrucional, que deverá culminar na formação integral dos indivíduos.
Metodologia
- Público alvo
- Pré-requisitos para o curso
- Edições semipresencial e online
- Amostra
- Forma de análise dos resultados
Neste ponto observamos também a atribuição de atividades pelo instrutor aos alunos que, sob atendimento, realizam o item cinco, vinculado ao processamento do conhecimento em experiências de aprendizagem, por meio da participação ativa de todos os agentes envolvidos. A avaliação do MAI foi realizada com a oferta de duas edições do curso, uma presencial e outra totalmente online. A primeira edição ocorreu em julho de 2017 e foi distribuída por meio de redes sociais, e-mails institucionais e listas de contatos de ex-alunos obtidas de cursos de graduação e pós-graduação, sem restrições territoriais.
A segunda edição, realizada em setembro de 2017 e, por ser on-line, teve maior distribuição, atingindo todo o Brasil, por meio de redes de contato entre as secretarias das IES que oferecem cursos de graduação e pós-graduação em Ciências Contábeis. A Tabela 4 apresenta um resumo da composição e distribuição geográfica dos participantes nas duas edições do curso. Em geral, a extensão da formação integral é medida pelo desenvolvimento de competências: comunicação, pensamento crítico, colaboração e resolução de problemas.
Resultados
Vale ressaltar que de acordo com a visão dos empregadores, identificada pela pesquisa de Ngoo, Tiong e Pok (2015), a comunicação é considerada a habilidade mais importante para os contadores, o que também é confirmado pelos achados de De Lange, Jackling e Gut (2006), Evans e Cable (2011) e Harris et al. Mas a visão de Arquero et al. 2007) sobre a percepção da comunicação, contida no perfil dos estudantes e profissionais de contabilidade, característica que significa um retraimento na capacidade de expressão e integração entre seus pares e que, em ambientes onde o aluno está no centro, torna-se representante certo . . Esta competência está intimamente relacionada com a comunicação, conforme explicado no ponto anterior, pois, mesmo antes de um pensamento ser extrapolado verbal ou oralmente, deve ter sido previamente elaborado e concebido no plano cognitivo de um indivíduo (D. Garrison et al., 2000) . .
Isto confirma os resultados de Zhang et al., 2016) de que indivíduos maduros são capazes de aprender com os seus pares mais capazes e de se fortalecerem socialmente. Quando um aluno expressou sua opinião sobre se o curso permitia o progresso na capacidade de resolução de problemas, ele revelou o trecho selecionado para resumir esta subseção: “O curso em si, a forma como acabou acontecendo, para onde saiu o pessoal, tem muita coisa de atividade coletiva que por exemplo eu tive que fazer sozinho, isso já é um aprendizado na resolução de problemas (Dez). Essa conclusão do estudante Dez deixa clara a afirmação de Laal, Laal e Kermanshahi (2012) de que o conceito de colaboração também traz benefícios psicológicos e acadêmicos e, além disso, incentivar, superar e melhorar as habilidades emocionais é considerado um ganho. de atividades em equipe (L. Wang et al., 2009), ainda que neste caso o aluno realizasse o trabalho sozinho.
Considerações finais
Por fim, acredita-se que as atividades propostas pelas metodologias de ensino selecionadas contribuíram para o aprimoramento da capacidade de resolução de problemas práticos, embora a principal atividade proposta para atingir esse objetivo não tenha sido realizada por todos os grupos da questão - a oferta do curso não tem foi entregue. Os resultados deste estudo revelam o quão eficaz pode ser a utilização de metodologias ativas na formação integral de um indivíduo e no aumento dos níveis de aprendizagem de conteúdos específicos, tal como sugere o MAI no contexto da Contabilidade e atestado pela apresentação do curso de notas explicativas . As instituições de ensino superior são beneficiadas pelo MAI pelo fato de que, ao atuar em quaisquer modalidades, o Modelo abre caminho para a expansão do formato misto ao utilizar 20% da carga horária dos cursos e disciplinas em atividades extramuros para encorajar. da escola, o que implica redução de custos.
Além disso, a efetividade da formação integral implementada pelo modelo leva à melhoria da qualidade do ensino e, consequentemente, das avaliações de qualidade, como o Enade. Portanto, acredita-se que as instituições devem incentivar os professores e dar condições de planejar antecipadamente suas disciplinas, olhando para um contexto mais amplo, com aulas articuladas logicamente e aprofundamento gradual, com nuances de interdisciplinaridade, com o uso racional de estratégias e tecnologias para o ensino. e projetar espaços de colaboração, levando, em última análise, a um treinamento abrangente. Isso porque muitas vezes os professores não colocam a ênfase do processo de ensino-aprendizagem no aluno, pois esse fato inicialmente aumenta significativamente a quantidade de trabalho e o tempo de preparação das disciplinas.
Exploring causal relationships between teaching, cognitive and social presence: Student perceptions of the framework of the community of inquiry. Australian perceptions of the roles and practices of universities in the education of professional accountants. Enhancing accounting students' problem-solving skills: the use of a practical conceptual model in an active learning environment.
Students' perceptions of flipped learning: new methods to increase interaction and active learning in economics. Promoting collaborative writing through wikis: a new approach for promoting innovative and active learning in an ESP context. An investigation into students' perceptions of the usefulness of case studies for the development of financial and accounting skills and knowledge.