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PDF Fundamentos da Comunicação

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Academic year: 2023

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Altamir Celio de Andrade/ CES/JF Anderson Luiz da Silva/ EPICAR Djalma Rabelo Ricardo/ SUPREMA/JF Eliana Lúcia Madureira Yunes Garcia/ CUL/PUC-R. Moema Rodrigues Brandao Mendes/ CES/JF Nilton Paulo Ponciano/ IFAM Patrícia Fuentes/ UNC-CHAPEL HILL.

Um encontro com o processo de comunicação

Participaram das entrevistas cinco professores do ensino médio profissionalizante técnico do IFAM (Campus Manaus Centro, Campus Manaus Distrito Industrial, Campus Manaus Zona Leste e Campus Presidente Figueiredo) que concluíram o Mestrado Profissional em Educação Tecnológica do IFAM, pois essa situação gerou aproximação. entre nós e os sujeitos em questão, elemento importante da história de vida como método de pesquisa (JOSSO, 2006). A opção pela tecelagem indígena nos foi oportuna pela relação entre a ideia de funcionalidade que o artefato indígena traz, que representa o trabalho realizado nas aldeias por meio da produção desses utensílios, e a ideia de formação e ensino . , com a qual queremos trançar e entrelaçar as fibras existentes nas trajetórias de vida dos professores da Educação Profissional e Tecnológica.

Um comunicar alvoroçado

E foi aí que levei o primeiro golpe, porque errei na tabuada... eu era muito bom em recitar poemas, em escrever, em ler, mas era muito ruim em matemática. E eu disse: “Tenho que ir porque não posso sustentar onze pessoas, minha família e a da minha irmã. E o mais engraçado foi que quando cheguei lá na Zona Leste (CMZL), era por volta de meio-dia e não tinha nenhum humano, quem veio me receber foi uma cabra [risos]. Aí vem uma cabra [risos]. É bem rural né, lembra o Arcadismo [risos].

Durante o convívio, eles disseram: “Eu quero ser uma pipoca, quero ser uma pipoca branca, cheirosa e deliciosa e você.

Expressando-se no compromisso profissional

Hoje, por exemplo, na sala onde eu lecionava, o ar condicionado não funcionava, mas metade da iluminação funcionava. Quando criei meus filhos e voltei a estudar... aí eu falei: agora vou fazer pós-graduação. Esse foi meu quarto exame de mestrado, há quatro anos tentei ingressar no M.Sc.

Embora eu saiba que a maioria deles não seguirá essa área, o curso que ministro nesse caso é Paisagismo. Mas eu me vejo como um formador de profissionais, mesmo sabendo que alguns deles não serão paisagistas, a minha posição na sala de aula é que estou formando um profissional. Chega um momento que eles já me conhecem e já sabem o que vou dizer.

Tanto é que na minha prova oral na entrevista eu disse aos bancadores que acreditava que o que eu aprenderia neste mestrado poderia ser o que faltava para me ajudar em sala de aula, até porque eu não vinha de uma formação Como professor, não vim de uma educação. Mas o que tenho que fazer agora é escrever, analisar os dados e ajustar a base teórica, ainda faltam alguns ajustes a serem feitos. Mas não estou reclamando, porque tem gente que gostaria de estar no meu lugar, tem gente que gostaria de ter esse (papel) que eu tenho.

Um revelar-se na docência

Foi uma experiência que nunca mais terei... nem consigo imaginar minha vida sem aula. Tanto que pensei: “Prefiro tornar as pessoas melhores do que fazer parte dessa sujeira. Nesse caso, meus alunos, por mais que eu...eu não foco só no conteúdo, eu gosto...sempre gostei de contar a vida para eles.

Hoje já sei que estou formando cidadãos que devem ser independentes e envolvidos em toda uma questão social e política. Eu não sabia como funcionava, mas sabia que existia e tinha que aprender ou não conseguiria ensiná-los. Então eu treinei os alunos para isso, era a minha visão técnica, de trabalho técnico, totalmente positivista, tanto que demorei muito para sair daquela caixinha porque eu não conseguia entender esse universo da educação.

Então, desde o tempo que estudei para fazer o projeto e a prova, pensei: “Nossa, sendo professor você tem tudo, será mesmo!?”. E fiquei pensando: “Meu Deus, como é que vivi esse tempo todo sem saber disso. Risos] os alunos da outra turma estavam, meu Deus, eles já sabiam o que eu ia falar.

Comunicar-se por meio do ensinar para a cidadania

Tenho uma lembrança como se fosse hoje: “naquela época a fábrica do Samuel estava em construção, fui lá, mas não consegui emprego, a situação era muito difícil”. Miriti relata que era diferente, não havia tanta violência como hoje, ainda havia confiança entre as pessoas. Enquanto eu falava, estava ao meu lado um homem que era técnico de uma empresa, a fábrica de cimento.

Ele era um dos técnicos e disse que trabalhava na construção, era uma empresa paraense, a Engeplan. Expliquei minha história e ele ouviu e perguntou se eu queria trabalhar em Manaus, na construção da fábrica de cimento... tudo bem, não vou mais trabalhar em Balbina, vou ficar aqui mesmo em Manaus”. Na fábrica de cimento, ele mencionou que morava na residência da empresa Engeplan, que era uma construtora de Belém do Pará e abriu uma exceção para Miriti também morar lá, já que só paraenses poderiam morar na residência.

Mas Miriti disse que resolveu tentar, se matriculou, ainda não tinha especialização, só graduação, mas tinha muita experiência em sala de aula. Ele descreveu que fez a prova, eram dez candidatos, mas conseguiu passar primeiro e na ocasião foi chamado junto com o segundo candidato, o professor Dalmir Pacheco. Entrou no mestrado quando percebeu que era importante fazer uma pós-graduação, foi a primeira seleção que tentou, apesar de já ter feito vários projetos antes, mas sem dar continuidade ao processo de candidatura.

Comunicando-se com versatilidade

Então acho que o choque foi esse, porque saí de um ritmo e depois entrei em outro ritmo. Mas acho que esse talvez seja o maior desafio de trabalhar no instituto, trabalhar em diferentes níveis. Acho que a gente tem um papel que vai além do nosso papel social, até mesmo como professor profissional.

Aí...deitei na cama e falei: “não, espera aí...não posso, porque...comecei a pensar nos alunos. Então, ao longo da vida tem momentos que você tem que fazer sacrifícios, eu penso muito mais do que comprar livros e fazer cursos, estudar... eu acho que são essas pequenas coisas que representam os grandes investimentos que você faz, quando você está preocupado..então , se eu vejo que o aluno está faltando muito, se eu vejo que o aluno não está fazendo as atividades, eu vou no setor pedagógico, pergunto para a pedagoga se ela tem algo a dizer sobre o aluno. Acho que é muito importante repensar o aspecto social do ensino, o lado humano do ensino.

Porque você pensa: “eu contribuí para essa formação, para esse passo que essa pessoa dá”. Eu acho que essa formação que estou fazendo, esse mestrado... se no futuro vou passar para a gestão... é fundamental porque gostaria que os gestores tivessem a experiência para a qual estamos treinando. ensinando, porque o que a gente vê é que...nós temos a sorte de ter bons gestores...não estou reclamando, nós temos bons gestores, que escutam, porque tem gestores que não te escutam. Então acho que todo esse caminho foi muito válido e hoje faz parte da professora que sou.

O processo de comunicação na pesquisa por meio do trançar e

E por fim decora, porque representa a finalidade do ensino, a satisfação com o sucesso dos outros, através da formação do aluno, que se torna o sucesso e a formação, talvez a autoformação, do próprio professor. O sentido pessoal do trabalho não está diretamente no salário, mas naquilo que, como bem social, incentiva os professores a lecionar (LIMA, 2005) como já dissemos, comprovando a ligação entre a categoria anterior, que traz o sentido de trabalho como responsabilidade social com esta categoria, que está relacionada ao trabalho, ou seja, às experiências. Identificado, por exemplo, quando Bacaba nos contou sobre o impacto de chegar na sala de aula, ou quando Inajá revelou que a sala de aula foi uma experiência que a surpreendeu, ou quando Miriti explicou as diferentes escolas pelas quais passou, ou quando Arumã entende quem também vem de uma escola de Ensino Profissional percebeu a mudança na dinâmica do instituto e a necessidade de adaptação e quando Açaí nos contou sobre o diferente trabalho que realiza no IFAM, tendo em mente o lado estético, humano e criativo que precisa ser desenvolvido em Educação Tecnológica.

Isso mostra que como houve um processo contínuo de identificação dos sujeitos com as proposições vivenciadas, no mestrado foram delineados novos valores e comportamentos e nesta tensão entre mudança e sustentabilidade, continuidade e diferença, segundo Lima (2005), são identidades construídas. Ou seja, o sentido dado ao trabalho, traduzido nos contornos da vida, é entendido como o processo de constituição da identidade educativa, que entrelaça o indivíduo com o seu compromisso com a profissão, com a prática profissional e com o que dela acontece. buscado. do que acontece como experiência. Ou quando Arumã percebeu que também não conseguia se distanciar das experiências de trabalho que teve antes de ingressar no Instituto Federal do Amazonas, nos contando que todos os momentos que ela viveu antes estão presentes em sua identidade, e também constituem a professora que ela é, em sala de aula, e que ela considera o momento de maior felicidade e satisfação, pois mesmo quando estava cansada, ela disse que esquecia todos os seus problemas quando ia para o instituto lecionar, e sentia-se satisfeita em ensinar.

Percebemos que à medida que há um processo contínuo de identificação dos sujeitos com as proposições vivenciadas, novos valores e comportamentos emergem, nessa tensão entre mudança e permanência, continuidade e diferença, constroem-se identidades (LIMA, 2005), portanto à medida que percebemos observado nas falas sobre o sentimento de pertencimento à profissão, relatado por exemplo por Inajá, quando ela disse que esse sentimento começou e foi aumentando ao longo do tempo, desde o período em que ela teve aulas na Universidade Federal de Roraima. Esse sentimento de pertencimento foi expresso por Miriti ao considerar trabalhar na instituição durante sua trajetória de cerca de 23 anos no Instituto Federal ou quando Açaí comentou sobre seu desejo de ser professora, desde a infância e ao longo de sua vida através dos processos de a formação a que se submeteu, a atitude assumida nas aulas, a obrigação moral e o compromisso com a comunidade (CONTRERAS, 2002), a satisfação com os sucessos específicos dos alunos, a realização com a profissão e a reflexão sobre a prática (DAG , 2001). O trabalho como satisfação nos move a compreender o contorno da vida através da identidade constituída no contorno do trabalho, ou seja, nas experiências do fazer e do ser.

Referências

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