I59p Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Habitação Social Problemas em Assentamentos Urbanos Precários na Região Metropolitana de Curitiba: Relatório I. Alguns municípios juntos formam uma área contígua de ocupação urbana, mas também existem cidades e zonas não contíguas, que são parte por lei da Região Metropolitana (mapa 1). A COMEC é a instituição responsável por abordar questões de interesse comum da região metropolitana de Curitiba e gerir o espaço metropolitano.
IPARDES (2005) também discutiu características da integração metropolitana e tipificou a dinâmica ocupacional da Região Metropolitana em um pólo metropolitano e três anéis.
CARACTERIZAÇÃO DA RMC INTEGRADA
Pode-se notar que a taxa de urbanização na PMR integrada manteve-se num nível sempre superior a 93%. A expansão da área urbana da RMC integrada ocorreu ao longo dos eixos rodoviários da BR-277, tanto para o leste, na ligação com o município de Paranaguá, passando por São José dos Pinhais, quanto para o oeste, no sentido Ponta Grossa. Com exceção de Mandirituba e Piraquara, os únicos municípios da RMC integrada que tiveram aumento no número de domicílios abaixo da média da RMC foram Campo Largo e Curitiba.
Posteriormente, serão avaliadas as questões institucionais da PMR integrada com base na pesquisa MUNIC realizada pelo IBGE (2008).
CARACTERIZAÇÃO POR MEIO DA MUNIC 2008
Tornou-se possível estreitar a relação entre as capacidades administrativas e o avanço da política habitacional, no que diz respeito à oferta de programas habitacionais. Todos os municípios deste grupo da PMR reconhecem a existência de problemas habitacionais e os critérios que classificam esses problemas (tabela 3). Não se sabe que tipo de levantamento e cadastramento e com qual administração esse instrumento está vinculado, ainda que seja o mais frequente entre os municípios do KRM.
Realizamos testes de Correlação Linear de Pearson e avaliamos cada tipo de oferta de serviço com cada instrumento administrativo identificado como um arcabouço burocrático que cria capacidade administrativa (essas variáveis são apresentadas nas tabelas anteriores) para os municípios da RMC.6 Verificamos que apenas em Nas relações entre a Construção de Unidades Habitacionais com a Existência do Conselho Municipal de Habitação e do Fundo Municipal de Habitação existe uma forte correlação linear.
PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA
Ações Governamentais sobre os Assentamentos Precários
Com o rápido crescimento dos assentamentos precários em Curitiba e arredores, a oferta de moradias para a população de baixa renda passou a fazer parte do planejamento da região. A partir de 2004, o município de Curitiba passou a se preocupar com a adequação do Plano Diretor ao Estatuto da Cidade e regulamentou a regulamentação de áreas ocupadas pela população de baixa renda em áreas de administração direta e indireta (Reg. o município de Curitiba agiu primeiro com uma política de construção de conjuntos habitacionais para a população de baixa renda.
A ação do Estado com o objetivo de solucionar o problema habitacional desenvolveu-se inicialmente de forma reativa, formando Associações Habitacionais para a construção de conjuntos habitacionais para a população de baixa renda, acompanhada de programas de realocação de pessoas que viviam nas áreas ocupadas. áreas. . Mas, a nível nacional, a solução para o deslocamento, erradicação de favelas e construção de conjuntos constitui uma visão relacionada com a direção nacional, através do Banco Nacional de Habitação (BNH). Vários complexos residenciais foram construídos em diferentes pontos da cidade; mesmo assim, não foi possível resolver os problemas de acesso à moradia de grande parte da população de baixa renda.
Apesar da implementação de programas inovadores como a autoconstrução e a construção de conjuntos residenciais integrados à rede urbana, que respeitam a paisagem e o meio ambiente, a administração municipal de Curitiba não tem conseguido superar o desmonte dos instrumentos de crédito e financeiros para o construção de moradias com base no sistema financeiro de habitação (SFH) e BNH, extinto em 1986. A implantação dessa modalidade de moradia foi planejada para implantação nas regiões de conjuntos habitacionais já consolidados. Isto resulta em mais dificuldades para lidar com questões comuns, entre as quais se destacam aquelas enfrentadas pela política habitacional popular que busca regular a situação dos assentamentos precários na capital.
No mesmo período, as empresas habitacionais foram extintas sem a criação de qualquer estrutura específica para o desenvolvimento da questão habitacional. A constituição do Ministério das Cidades e Câmaras Municipais (nos diversos níveis federais), a criação de uma política nacional de habitação e o desenvolvimento de um plano nacional de habitação de interesse social são elementos que indicam uma tentativa de reformulação de parâmetros, metas e objetivos nacionais. propostas para a área.
DISCUTINDO CONCEITOS: ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS
A ideia da habitação como direito provoca a necessidade de repensar a cidade, num esforço para superar as dificuldades nas relações entre as políticas setoriais. Por outro lado, as forças ora centralizadas e ora descentralizadas de ação estatal na área residencial correspondem à continuidade de ambos os lados e à coexistência de caminhos na trajetória do Estado brasileiro. O contexto atual de desenvolvimento de planos habitacionais com o objetivo de alterar as condições de moradia da população faz das favelas e assentamentos informais nas cidades centrais, ou nas periferias das regiões metropolitanas, um dos aspectos mais visíveis do problema habitacional.
A vulnerabilidade social caracteriza-se pela existência ou predomínio de grupos sociais com dificuldades de acesso a recursos que lhes permitam participar ativamente na sociedade. Dentre os estudos realizados pelo Ministério das Cidades, o plano nacional de habitação social trabalha com quatro categorias para distinguir e caracterizar os problemas dos assentamentos inseguros: 1. Essa divisão e cuidados especiais são importantes para o diagnóstico e o desenvolvimento das ações direcionadas previstas nos planos habitacionais locais e estaduais.
Por fim, sabemos que geralmente existe um grande desconhecimento sobre os fenômenos envolvidos na existência, formação e permanência de assentamentos precários. Quanto à mensuração dos assentamentos precários e à possibilidade de processamento de dados gerais que possam ser comparados nacionalmente, existe, além do Censo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que é realizada anualmente sob responsabilidade do IBGE. A literatura sobre o assunto considera os setores de aglomerados subnormais como proxy para favelas ou assentamentos precários.
Realizamos uma série de pesquisas sobre os dados habitacionais da PNAD, mas as oscilações ano a ano e, em muitos casos, a falta de precisão nas estimativas, cada vez que tentamos desagregar melhor os dados e combinar características para qualificar as informações, levaram ao abandono esta abordagem.10. Em busca de melhores informações, realizamos algumas comparações entre metodologias existentes para mensuração de pessoas que vivem em situações precárias ou assentamentos.
AVALIAÇÃO SOCIOECONÔMICA E ASSENTAMENTOS
Apresentamos então uma comparação entre as informações disponibilizadas pela prefeitura de Curitiba e a discussão sobre vulnerabilidade social realizada pelo Observatório das Metrópoles em relação aos dados de Curitiba, bem como uma discussão dos dados locais com os dados produzidos pelo CEM/CEBRAP . . Os autores se preocuparam em avaliar o impacto da degradação ambiental nos diferentes grupos sociais e em discutir os elementos que contribuem para determinar a vulnerabilidade social. Segundo o relatório, foram selecionadas variáveis para determinar o nível de vulnerabilidade social de cada uma das áreas, que indicam privação social que se refere a grupos de pessoas e unidades domiciliares, que podem se referir tanto a famílias como a domicílios e, em alguns casos, a grupos de pessoas.
Os municípios de Almirante Tamandaré, Campo Largo, Campo Magro, Mandirituba, São José dos Pinhais, Araucária e Colombo apontam que são classificados como muito vulneráveis socialmente. As proporções de domicílios com aspectos indicativos de vulnerabilidade social foram espacializadas no mapa da RMC institucional. Mas enfatizamos que devemos ser mais cautelosos na conclusão de que é possível espacializar a vulnerabilidade social com base nas médias das condições socioeconómicas familiares e individuais.
Segundo o relatório, a vulnerabilidade social está associada à situação em que indivíduos ou grupos têm menos recursos pessoais ou alternativas para enfrentar os efeitos externos (menos probabilidade de ter uma resposta positiva a um evento adverso). Quanto à possível comparação entre a espacialização da vulnerabilidade social e a localização das ocupações irregulares em Curitiba12, confirmamos as limitações dos dados para verificar a diversidade e dispersão das ocupações nas cidades. O seu âmbito é panorâmico e aponta para regiões mais amplas onde mais famílias estão em condições vulneráveis.
Dizer que um município inteiro apresenta alto risco de vulnerabilidade social não ajuda a tentar entender como as ocupações irregulares afetam o município e por que existem ocupações irregulares em alguns locais dele. As áreas definidas pelo estudo como altamente vulneráveis socialmente (média alta, alta e muito alta) são áreas menos densas, de modo que a maior parte da população do município pólo vive em áreas com baixa vulnerabilidade social.
SETORES PRECÁRIOS E OCUPAÇÕES IRREGULARES: COMPARANDO
Nossa primeira tentativa de avançar na discussão sobre a identificação de assentamentos precários na RMC consiste em cruzar os setores precários identificados no estudo realizado pelo CEM/CEBRAP com a base cartográfica municipal de ocupações irregulares. O objetivo deste exercício é verificar a consistência da estimativa desse estudo e discutir a localização dos assentamentos precários. As circunstâncias locais dos municípios da RMC no que diz respeito à medição e monitorização das ocupações ilegais são difíceis de comparar.
A base cartográfica de Curitiba foi consolidada por meio de trabalhos de fotografias aéreas corrigidas e verificações de campo da área fotoidentificada. Há uma relativa sobreposição entre as bases cartográficas trabalhadas nos setores e aquelas identificadas pelo controle local em Curitiba (figura 2). 14 Há uma diferença entre os dados extraídos pelo IPPUC em artigo publicado (reproduzido na tabela 7 deste documento), que contabiliza 301 ocupações irregulares, e o arquivo original disponibilizado pela mesma instituição, que, conforme descrito, contabiliza para 274 ocupações irregulares no ano 2000.
Contudo, esta distribuição demonstra que o problema das ocupações irregulares não atinge apenas os grandes assentamentos, nem apenas as áreas periféricas (figura 3). Centro Metrópole - IBGE Setores de Aglomerados Subnormais Setores Precários (CEM) Ocupações Irregulares 1997 - Legenda Específica COMEC. Das 490 ocupações irregulares identificadas pela COMEC, na RMC integrada, exceto no município núcleo, apenas 110 estavam dentro dos setores precários estimados pelo estudo CEM/CEBRAP.
No que diz respeito à avaliação dos domicílios, a proximidade entre o estudo CEM/CEBRAP (83.176 domicílios em setores precários para a RMC institucional) e os dados municipais totais (81.682 domicílios em ocupações irregulares para todos os municípios do KRM integrado) fortalece o esforço de aproximação do dados sobre condições socioeconômicas para encontrar situações semelhantes nos espaços de. Como enfatizámos em vários casos, a existência de assentamentos inseguros não significa relações sociais inseguras. A identificação da segregação e exclusão social do espaço urbano nas cidades brasileiras com o processo de especulação imobiliária e a periferalização das ocupações irregulares tornou-se senso comum.
A ocupação de bacias hidrográficas na Região Metropolitana de Curitiba: do planejamento à gestão ambiental urbano-metropolitana.