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PDF Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Capital imobiliário, Estado e desigualdade socioespacial na cidade do Rio de Janeiro / Gustavo Ferreira de Azevedo. Destacaremos as intervenções da cidade estado para modernizar as favelas da cidade do Rio de Janeiro.

Tabela 1 –  Índice de Desenvolvimento Social por Região Administrativa-2000........  38  Tabela 2 –  Índice de Desenvolvimento Social (IDS) e seus indicadores constituintes,
Tabela 1 – Índice de Desenvolvimento Social por Região Administrativa-2000........ 38 Tabela 2 – Índice de Desenvolvimento Social (IDS) e seus indicadores constituintes,

As Áreas de Planejamento da Cidade do Rio de Janeiro

  • AP1 - Centro
  • AP2 - Zona Sul
  • AP3 - Zona Norte
  • AP4 - Barra da Tijuca/Jacarepaguá
  • AP5 - Zona Oeste

A área 1 do plano é composta por 15 bairros e 6 regiões administrativas (I RA-Portuária, II RA-Centro, III RA-Rio Comprido, VII RA-São Cristovão, XXI RA-Ilha de Paquetá, XXIII RA-Santa Teresa), representando 2 , 8% do território municipal. Utilizando dados coletados no censo de 2000, o IPP criou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para a cidade do Rio de Janeiro10. A área de planejamento 2 é composta por 25 bairros, divididos em 6 regiões administrativas (IV RA-Botafogo, V RA-Copacabana, VI RA-Lagoa, XXVII RA-Rocinha, VIII RA-Tijuca, IX RA-Vila Isabel), representando 8,2 bairros. do território da cidade.

A Área de Planejamento 3 possui 80 bairros distribuídos em 13 Regiões Administrativas (X RA- Ramos, XI RA- Penha, XII RA- Inhaúma, XIII RA- Méier, XIV RA- Irajá, XV RA- Madureira, XXII RA- Anchieta, XXV RA - Pavuna, XX RA- Ilha do Governador, XXVIII RA- Jacarezinho, XXIX RA- Complexo do Alemão, XXX RA- Complexo da Maré, XXXI RA- Vigário Geral), representam 16,6% do território municipal. Em relação ao IDH da região, podemos dizer que há variações, mas possui o menor IDH da cidade do Rio de Janeiro. A Área de Planejamento 4 é composta por 19 bairros distribuídos em 3 Regiões Administrativas (XVI RA- Jacarepaguá, XXIV RA- Barra da Tijuca e XXXIV- Cidade de Deus), representando 24% do município.

A Área de Planejamento 5 é composta por 20 bairros e 5 regiões administrativas (XVII RA- Bangu, XXXIII RA- Realengo, XVIII- Campo Grande, XIX RA- Santa Cruz, XXVI RA- Guaratiba) representando 48,4% do território.

Figura 1 - Área de Planejamento 1, Regiões Administrativas e Bairros
Figura 1 - Área de Planejamento 1, Regiões Administrativas e Bairros

A desigualdade nas AP's: da literatura para os dados

Estas intervenções permitem verificar que as obras públicas mais importantes da cidade do Rio de Janeiro, ao longo do século XX, foram realizadas nas zonas centro e sul. As áreas abertas pela ferrovia devem ser destinadas aos mais pobres, que já se deslocam para lá voluntária ou involuntariamente [...] Trem, subúrbios e população de baixa renda tornaram-se sinônimos do que a associação bonde/zona sul/estilo de 'moderno 'vida (ABREU, 2008. p.57). Com base no detalhado trabalho de Abreu que apresenta um panorama histórico do legado espacial da cidade do Rio de Janeiro, utilizaremos posteriormente os dados produzidos nos censos de 2000 e 2010 como forma de analisar o legado espacial deste período para comparar.

O índice de qualidade habitacional mostrou que “todas as áreas populares e populares mantiveram percentuais abaixo dos observados” (RIBEIRO, 2000, p. 19). Apesar da pesquisa que aceita a região metropolitana do Rio de Janeiro como área espacial, encontramos no texto informações que confirmam o estudo realizado, onde apresentaremos dados dos últimos censos populacionais que indicam padrões geográficos na cidade do Rio de Janeiro. Janeiro. Na pesquisa anteriormente citada, RIBEIRO (2000) afirma que “a exclusão urbana no espaço social carioca é produto das práticas de autossegregação das elites dominantes e intelectuais” (RIBEIRO, 2000, p. 20).

Por fim, nesta parte do texto apresentamos trabalhos já realizados, que indicaram o padrão geográfico da cidade do Rio de Janeiro.

Figura 6 - Núcleo Metropolitano do Município do Rio de Janeiro (1978)
Figura 6 - Núcleo Metropolitano do Município do Rio de Janeiro (1978)

Levantamento de dados

Dados de infra-estrutura

Ou seja, as ARs que compõem a AP 5 apresentam as menores taxas do município (ver Tabela 1). O primeiro dado, o Índice de Desenvolvimento Social, apresenta um resultado importante para esta pesquisa que, com base em um índice elaborado pelo IPP, apenas duas áreas da cidade conseguem ficar acima da média. No caso da AP4, temos os bairros Barra da Tijuca, Joá, Freguesia e Taquara, que apresentam desenvolvimento acima da média da cidade.

Chamamos a atenção para esse fato, que a energia é um fator fundamental para a vida na cidade, pois a falta de energia elétrica significa a falta de acesso às informações da mídia, a falta de uso da geladeira, a limitação da vida noturna em ambientes fechados e a privação de outros serviços típicos. áreas urbanas. Além dos dados sobre a existência de energia elétrica, identificamos a origem da energia elétrica, entendendo que uma pessoa pode ter acesso adequado à energia elétrica por meio de uma distribuidora, no caso da Rio de Janeiro LIGHT. A Tabela 4 mostra que na cidade, em média, 94% dos domicílios recebem energia por meio de uma distribuidora.

Podemos perceber que esse distanciamento está relacionado à produção da cidade, identificada por Abreu no início do século XX, com as intervenções estatais e a alocação seletiva de capital privado na cidade do Rio de Janeiro.

Figura 7 - Índice de Desenvolvimento Social por Região Administrativa (2000)
Figura 7 - Índice de Desenvolvimento Social por Região Administrativa (2000)

Dados socioeconômicos

Isto é resultado da crescente falta de serviços públicos e do deslocamento de uma parte da população que não conseguia sustentar o aumento do custo de vida em áreas próximas ao centro e foi forçada a se mudar para a periferia do Rio de Janeiro. . Com dados desagregados é possível visualizar a qualidade de vida dos moradores que vivem em áreas da cidade. De acordo com o índice educacional das dez primeiras, cinco regiões administrativas são AP2 (ou seja, toda a área do Plano 2), AP1 com duas, AP3 com duas e AP4 com uma.

Com o Índice de Renda identificamos novamente a maioria das regiões administrativas AP2 entre as primeiras regiões, porém a região da Barra da Tijuca se destaca neste índice, ficando em terceiro lugar. Por fim, destacamos a esperança de vida ao nascer em anos para observar a expectativa de vida na cidade do Rio de Janeiro. Não seria surpreendente se AP1 e AP2 tivessem as melhores taxas de longevidade.

Isso significa que as áreas com maior expectativa de vida são os melhores lugares para se viver.

Tabela 5 - Índice de Desenvolvimento Humano por Região Administrativa - 2000
Tabela 5 - Índice de Desenvolvimento Humano por Região Administrativa - 2000

Síntese dos dados

A relevância deste dado é que as favelas, juntamente com a zona oeste da cidade, são as áreas com mais problemas de acesso aos serviços da cidade. Os dados sobre a urbanização das favelas são destacados como uma importante intervenção estatal na geografia da cidade. Espacializamos os dados como forma de encontrar um padrão de intervenção urbana nas favelas do Rio de Janeiro.

A favela para o Estado

Ocupação ilegal de terreno, ou seja, construção em terreno alheio (público ou privado) no presente ou no último período (adquirir o direito de propriedade do terreno há 10 anos ou menos); e b) tenham pelo menos uma das seguintes características: urbanização além dos padrões atuais – refletida em rotas de tráfego estreitas e irregulares, muitos tamanhos e formas desiguais e estruturas não regulamentadas pelas autoridades públicas; ou a incerteza dos serviços públicos essenciais.” (IBGE, 2010, p. 19). Dessa forma, encontramos um certo direcionamento do Estado para definir a favela como um lugar de ausência: legalidade, serviços, infraestrutura, normas. , etc. É importante ressaltar que nesse entendimento o país parte do ideal urbano padrão: no caso do IBGE, as favelas não estão nesta categoria ideal e são rotuladas como “aglomerados subnormais”, a cidade do Rio de Janeiro se refere a áreas da cidade que não são favelas como “área formal”19 (o que significa que as favelas são áreas informais da cidade).

Urbanização de favelas no país

Nesse período, na década de 1980, os governos estaduais e municipais começaram a desenvolver programas de urbanização das favelas, deixando a responsabilidade pela urbanização para a federação. É importante lembrar que ao mesmo tempo há um fortalecimento dos movimentos sociais urbanos que atuarão na cidade com maior ênfase do que nos anos anteriores, resultando em mudanças nas políticas governamentais. Sobre esse momento, DAVIDOVICH (2000) resume: “A 'década perdida' representou de fato um período rico em movimentos sociais e em crescente consciência política na sociedade civil”.

Depois, na década de 1990, os municípios que tinham favelas em seu território colocaram na agenda municipal a melhoria dessas áreas por meio da urbanização. Neste momento, a nova fonte é o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Programa de Urbanização de Assentamentos Populares (PROAP), por exemplo, que é utilizado pela cidade do Rio de Janeiro. Esta nova fase de intervenções urbanas na favela terá como objetivo não serem pontuais, mas sim programas de intervenção abrangentes que tentem integrá-la aos bairros vizinhos.

É o caso do Favela-Bairro na cidade do Rio de Janeiro, programa que será objeto de investigação neste trabalho.

Qualificando as intervenções urbanísticas nas favelas do Rio de Janeiro

Para esclarecimento, explicaremos as intervenções urbanas nas favelas da cidade do Rio de Janeiro que ocorreram entre 1993 e 2012. Primeiro, o Favela-Bairro, o mais ambicioso programa de urbanização das favelas da cidade do Rio de Janeiro. , tinha como objetivo integrar as favelas ao restante da malha urbana da cidade. O Programa Favela-Bairro consolida a Urbanização Integrada como principal política para as favelas do Rio, incluindo ações concretas para ampliar oportunidades de melhoria das condições socioeconômicas das favelas, por meio de programas de geração de renda e emprego e construção de equipamentos sociais dentro das favelas. que no Rio de Janeiro têm tamanhos diferentes.

Outra intervenção urbana estatal nas favelas do Rio de Janeiro, o programa Grandes Favelas, foi o resultado do crescimento do Favela-Bairro, criado para atender as favelas. mais de 2.500 domicílios com expectativa de abranger uma população de 10 mil habitantes ou mais. Porém, ele só atuou na favela Morro Dona Marta, zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Contudo, as obras na cidade do Rio de Janeiro têm se mostrado pontuais e atuam principalmente em determinadas áreas como mobilidade interna (alargamento de estradas e teleféricos) e habitacional (conjuntos habitacionais).

Na próxima parte do trabalho apresentaremos as áreas da cidade que receberam as intervenções urbanísticas estaduais acima descritas para urbanização de favelas, em relação às áreas de planejamento da cidade do Rio de Janeiro.

A Espacialização da urbanização das favelas na cidade do Rio de Janeiro

Portanto, verifica-se que há uma concentração de intervenções em favelas em determinadas áreas de planejamento da cidade. A próxima informação que coletamos foi a relação entre a proporção de favelas com intervenções urbanas dentro do universo de favelas em cada área de planejamento. Com esses dados saberemos a proporção de favelas urbanizadas em cada AP (ver Tabela 9). Expõe a seletividade de alguns pontos da cidade para esse tipo de intervenção urbana do Estado.

Ao mesmo tempo, AP4 e AP5 possuem menos de 10% de favelas com intervenção, abaixo da média da cidade. Isso resulta em um marco importante para a compreensão da cidade do Rio de Janeiro (ver gráfico 1). As áreas de planeamento que apresentam maior concentração de intervenções urbanas (ver Mapa 9) são historicamente as áreas que a ABREU (2008) identificou como o núcleo metropolitano privilegiado por intervenções públicas para melhorar os serviços, desde os transportes aos serviços domésticos (água, águas residuais, electricidade ) etc.).

O mapa acima é um resumo da densidade de intervenções para urbanização de favelas na cidade do Rio de Janeiro.

Tabela 9 - Proporção de Favelas Urbanizadas na cidade do Rio de Janeiro
Tabela 9 - Proporção de Favelas Urbanizadas na cidade do Rio de Janeiro

Síntese das Intervenções Estatais nas Favelas

Este trabalho mostrou a produção capitalista do espaço na cidade do Rio de Janeiro com base na teoria do desenvolvimento geográfico desigual. Os dados dos censos de 2000 e 2010 foram uma forma de identificar e sistematizar a desigualdade na cidade do Rio de Janeiro. A preocupação que temos sobre a cidade do Rio de Janeiro com o referencial teórico e os dados coletados é que não haja erros no planejamento urbano da cidade, mas sim um planejamento urbano eficaz.

A eficiência do planejamento urbano e das intervenções estatais serve ao capital, pois não há “fracasso” há mais de cem anos, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro. São os trabalhadores empobrecidos da cidade do Rio de Janeiro que são obrigados a ocupar as piores partes da cidade, mas viajam pela cidade utilizando meios de transporte caros e inseguros. Bairro Favela: Outra História da Cidade do Rio de Janeiro, uma ação de urbanização do Rio de Janeiro.

APÊNDICE A - Mapa da cidade do Rio de Janeiro mostrando o percentual do aluguel em relação à renda.

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Tabela 1 –  Índice de Desenvolvimento Social por Região Administrativa-2000........  38  Tabela 2 –  Índice de Desenvolvimento Social (IDS) e seus indicadores constituintes,
Figura 1 - Área de Planejamento 1, Regiões Administrativas e Bairros
Figura 2 - Área de Planejamento 2, Regiões Administrativas e Bairros
Figura 3 - Área de Planejamento 3, Regiões Administrativas e Bairros
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Referências

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Erick Felinto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ, Brasil Francisco Rüdiger, Pontifícia Universidade Católica e Universidade Federal do Rio Grande do Sul