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PDF Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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A tese, que era requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Educação, no programa de pós-graduação em educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A tese, que era requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Educação, no programa de pós-graduação em educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A Tese para o Currículo

Ao mesmo tempo, é urgente que o currículo responda aos apelos dos grupos de demanda articulados pela estratégia identitária. O limite da identidade é a alteridade, a justiça, a democracia por vir, a decisão única, a vigilância do essencialismo, assim como o limite da desconstrução da identidade é o apelo da comunidade à sobrevivência, na ordem da ética e da política.

Escrita e identificação: rastros da herança

Neste sentido, quero refletir sobre a decisão de responder “sim” pela segunda vez à herança identitária como pré-condição para os processos de identificação indecidível na tensão entre a herança identitária do que é definido como negro e as respostas singulares. dos herdeiros irrepresentáveis. Nesta perspectiva, o segundo “sim” é o momento de decisão na tensão entre o património identitário e a sua reinterpretação, o seu deslocamento, a sua transformação, o seu regresso precipitado.

Escrever sem Ver: o Hetero-auto-biográfico em Ruína

É uma tentativa de calcular a queda e evitá-la, mas a queda expõe a cabeça do abismo (DERRIDA, 2010a, p. 12). Ruína é a experiência que sofremos com o que vem sem perceber, destruindo a escuridão, a presença, a representação, a memória (DERRIDA, 2010a, p. 74).

Tema Arruinado

A estratégia discursiva de uma história a ser conhecida e repetida será sempre ofuscada pela inevitabilidade da circulação contingente. A metáfora de uma história negra que precisa ser avaliada, reparada e valorizada no currículo não rompe com a lógica colonial da temporalidade continuada.

Identidade e Processos de Identificação

Sim, os movimentos negros lutam pela representação de suas demandas na liminaridade política da nação, e sabendo que tais movimentos não partem de uma origem possível e não se constituem de forma homogênea, quais as estratégias de poder para constituir a identidade negra no país? diante da impossibilidade de encerramento. A identificação das singularidades subjetivas ocorre na tensão entre o pedagógico e o performativo, entre a ficção identitária forjada pela autoridade da tradição e os movimentos estratégicos que produzem o sentido de tal ficção. Tal como Laclau, reconheço a relação entre a identidade negra e os discursos hegemonizados nos processos de negociação de reivindicações perante outros não-negros.

Meu foco de reflexão, porém, são os esforços de construção do coletivo, da identidade como estratégia de convencimento de singularidades subjetivas. É aí que reside uma tensão entre uma herança totalizada na força da identidade colectiva e respostas a acontecimentos imprevistos através de uma agência performativa. A estratégia identitária segue assim o processo de identificação com uma herança anterior e ocorre na sequência impossível de enumeração.

A própria imagem da identidade carrega o significado de um fechamento total da fronteira; no entanto, trata-se apenas de uma projecção inacabada num processo interminável de adiamentos sem origem absoluta e pertencente a um sistema de referências que não se esgotou. A perspectiva desconstrutiva de um currículo como precipitação reconhece as iniciativas de imitação da identidade em relação à mesma e de adiamento da concretização da mesma. A identificação ocorre no espaço de tensão entre o convite oculto da identidade e o futuro na experiência imprevisível da diferença, na fronteira entre a aceitação e a reafirmação da identidade fantasma e a confissão das suas fissuras.

Currículo Responsável: Entre a Confissão e a Estratégia

É sempre uma questão de poder entre as forças que autorizam e abusam da sua influência hegemonizada e o poder dos grupos cujos excessos não destroem o racismo contra os negros; Por exemplo, a discriminação que os estudantes brancos sofrem em instituições de ensino frequentadas principalmente por estudantes negros não altera a compartimentalização dos negros em muitos outros espaços – tempos sujeitos à hegemonização branca. A admissão da impossibilidade da presença dos projetos desejados confere ao currículo responsável o compromisso com a estratégia, uma abertura para lidar com o encerramento e a vivência da diferença de forma indecidível. Derrida (2001, p. 28) reconhece a existência (não como presença, mas como algo que acontece) de narrativas externas que, mesmo sendo uma farsa inventada, respondem ao desejo de (re)aparecimento de fantasmas para o fundamentos de uma época, os fundamentos de um campo teórico, os fundamentos da política democrática.

Considero a afirmação da identidade como uma estratégia discursiva de luta pelo poder para significar a totalização de uma reivindicação, de um grupo, de uma articulação hegemonizada que interessa aos movimentos negros que insistem no uso da nomeação em sistemas de classificação excludentes. As consequências do texto das Diretrizes Étnico-Raciais Curriculares Nacionais, criadas em resposta às externalidades, apenas excluem os sentidos de uma narrativa racista e discriminatória. Nesta perspectiva, um currículo responsável vive num terreno indecidível entre reconhecer a impossibilidade de uma lógica equivalente homogeneizadora e submeter a singularidade à violência monástica.

Enfatizo que a difusão das políticas e as tensões envolvidas nos processos de negociação em um sistema de traços que lida com os fantasmas de uma ilusão metafísica do objeto da política, tanto pela sua precipitação no texto escrito quanto em outras práticas cotidianas de relacionamento com a alteridade não é refletida por um dos fundadores. Quero enfatizar a noção de indecidibilidade na produção de políticas curriculares que respondam às afirmações de um coletivo identitário, para discutir a complexa tensão entre a responsabilidade pelo reconhecimento da farsa totalizante e a estratégia de essencialização pela prescrição. É infame a luta dos movimentos sociais pelo reconhecimento de demandas construídas em relações antagônicas, baseadas na reivindicação da aplicabilidade da justiça, evocada pela força da lei.

Pela Precipitação Urgente da Democracia Porvir

O mito da harmonia e da paz permite estratégias discursivas que promovem a conformidade amigável, limitam a expressão de exigências específicas em favor do bom senso e apagam conflitos diferenciais. Ora, se o antagonismo é inevitável, se a divisão entre singularidades não pode impedir a diferenciação, o modelo agonístico da democracia é mais responsável do que a determinação dos universalismos ao criar um “nós” absoluto e predeterminado. A produção de “nós” e “eles” absolutos é a base para conflitos políticos irresponsáveis ​​que separam amigos de inimigos com base em categorias universais.

Na tentativa de desconstruir a dicotomia amigo/inimigo e bem/mal, Mouffe (2006) propõe que as práticas articulatórias de um “nós” e um “eles” em processos de impasse ocorrem a partir de uma perspectiva democrática que não tenta fazê-lo. Vejo como uma contribuição muito importante para as discussões em torno da política curricular a percepção da ação política entre adversários e aliados contingentes, que se estabelece nos processos de tomada de decisão na ordem política. Se o propósito da política envolve o reconhecimento de um “eles” em relação a um “nós”, os processos de produção dos significados da política devem envolver o reconhecimento das fraquezas da narrativa identitária dos grupos e o reconhecimento de que toda decisão política é uma decisão precipitada e excludente.

É preciso que as práticas articulatórias narem a precipitação e o adiamento de uma conclusão nas negociações com o futuro indefinidamente adiado. Apressa-se em um modelo como um encerramento inconclusivo para negociar significados emergentes na ordem da política sem ignorar as impossibilidades discursivas discutidas na ordem da filosofia. Propor um modelo põe em risco o próprio futuro democrático comprometido com a diversidade de vozes, de formas de negociação nos outros, de perspectivas, de consensos possíveis.

Entre a Multiplicidade de Demandas e o Chamado da Equivalência

Responder à narrativa externa do racismo articulando reivindicações e enunciando as suas reivindicações na forma de uma invenção performativa de implicações políticas que não devem ser ignoradas e que requerem um coletivo. Nesse sentido, as práticas de articulação de demandas aparecem como precipitações necessárias num sistema sempre aberto à invenção performativa, ou seja, à possibilidade de mudança. Há ainda algo de estratégico na representação, na identidade, nos apelos à equivalência, sem descurar a tensão intratável com a multidão de exigências diferenciais e precipitadas.

É esta tensão que garante a fé na democracia e na justiça, no sentido de abertura às possibilidades de reconfigurações nos conflitos políticos, às reconfigurações da multiplicidade de demandas diferenciais e equivalentes. Sob a influência dos traços do autor, defendo que a identidade é forjada por duas formas de lidar com a multiplicidade de demandas: a afirmação de uma particularidade diferencial isolada de outras demandas - a lógica da diferença - e a elevação13 do que é equivalente ao particularidades em comum – a lógica da equivalência. A imprevisível singularidade da diferença continua a sublinhar o apelo à equivalência como estratégia de luta na constituição do grupo identitário.

A noção de singularidade permite-nos interrogar os limites da lógica da equivalência e destacar tudo como singularidade – práticas articulatórias como respostas únicas ao apelo à totalização. A estratégia equivalente pode configurar-se como meio de possibilitar o reconhecimento e a legitimação de reivindicações de contestação e reivindicações comuns a um coletivo constituído em deslocamento; e também pode configurar-se como um veneno que desloca e multiplica os efeitos daquilo que pretendia negar. A resposta do currículo será sempre uma correria que rompe com a diversidade de demandas e declarações políticas.

Entre o Acontecimento e o Currículo que Responde

Mas, ao pensar em Derrida, a singularidade seria a condição das práticas articulatórias e da natureza estratégica da identidade. Nessa perspectiva, a inevitabilidade da identidade como estratégia nas relações éticas e políticas, mantendo um “nós” oposto a um “eles” nas disputas por declarações de significados, não consegue adaptar a agência ao lugar da repetição e do cálculo. Esclareço que estou menos interessado em questionar as objeções da autora à perspectiva desconstrutiva e mais em estender a sua reflexão sobre a autoidentificação como ação política à discussão da identidade negra como estratégia política de luta.

Muniz (2009b, p. 277) acredita que o uso da identidade como estratégia política de contestação, exigência e intervenção constitui uma força importante na “junção de identidades” em torno de um objetivo político. Para Muniz (2009b), lidar com a identidade de forma relacional e politicamente motivada é a vigilância necessária para romper com a perspectiva essencializante e prisioneira da identidade. A vontade de desconstruir essencialismos negativos através da estratégia de reconhecimento e valorização da cultura negra tem trabalhado a autoestima dos indivíduos que são chamados a responder ao racismo afirmando a sua identidade como posição política.

É estratégico que os movimentos negros anunciem a identidade, bem como que as forças institucionalizadas respondam aos apelos da identidade. Seu pensamento não nega a impossibilidade da identidade e tenta negociar com esse desejo adotando a ideia de cristalização. Tal perspectiva insiste na lógica da pluralidade de identidades e na lógica da fragmentação identitária.

As diretrizes sugerem pelo menos duas formas estratégicas contraditórias de responder ao legado da identidade negra: uma estratégia pejorativa de subalternização e uma estratégia afirmativa como prática articuladora de movimentos de reivindicação. Nesta pesquisa, esse argumento é questionado em relação à impossibilidade de fixação temporária de identidade também como estratégia.

Referências

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Formiga*1,3PQ 1 Instituto de Química, Universidade do Estado do Rio de Janeiro 20550-900 2 Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro 20551-030 3