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PEDMULHER-1a parte-Internet - FEE

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Academic year: 2023

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Se por um lado a população ativa feminina foi a que mais aumentou (9,6%), foi também a única que representou aumento do nível profissional, já que a ocupação praticamente estabilizou para os homens (-0,1%). . A carga semanal média é menor para as mulheres em todas as atividades.

As Mulheres Trabalhadoras Continuam Ganhando Rendimentos Inferiores aos dos Homens

Rendimento médio real das mulheres no emprego principal, por grupos de trabalhadores, por rendimento, na RMPA-1993-99. Salários reais médios dos homens na ocupação principal, por grupos de trabalhadores, por rendimento, na RMPA-1993-99.

Bibliografia

Estudos anteriores sobre o trabalho feminino e as características da entrada das mulheres no mercado de trabalho brasileiro apontaram para uma realidade caracterizada por uma dupla face: continuidade e mudança. Em estudo muito recente1, buscamos investigar as características e a dinâmica da inserção feminina em nichos profissionais que representam emblematicamente cada uma dessas faces.

A Dupla Face do Trabalho Feminino no Brasil

Por um lado, as continuidades dizem respeito ao ainda grande contingente de mulheres (cerca de 40% da força de trabalho feminina) que ingressam num pólo que inclui as posições menos favoráveis ​​em termos de emprego, remuneração, protecção do contexto social ou das próprias condições de trabalho. . São ocupações em que tradicionalmente as mulheres estão presentes, como trabalhos domésticos, atividades não remuneradas e atividades produtivas para consumo próprio e do grupo familiar.

Com o tempo, a categoria manteve a sua importância na absorção do trabalho feminino: em 1970, as trabalhadoras domésticas representavam mais de um quarto da força de trabalho feminina. No entanto, se isso sinaliza ou não uma tendência de novo crescimento na importância do trabalho doméstico para a entrada na força de trabalho feminina brasileira, apenas pesquisas futuras poderão confirmar. A análise regional baseada nas principais regiões metropolitanas do país3 revelou que apenas em São Paulo e Porto Alegre, duas das cidades mais desenvolvidas e onde se presume que as mulheres poderiam encontrar outras alternativas de trabalho mais gratificantes, a importância do trabalho em casa é ligeiramente pouco maior: nas duas cidades, em 1995, 16% das mulheres trabalhavam em casa.

Em suma, a análise do emprego doméstico dos últimos anos revelou a persistência de um nicho profissional que continua a ter um peso significativo na força de trabalho feminina: emprega um número significativo de mulheres, no Brasil e nas regiões analisadas, e continua a expandir. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a definição da jornada de trabalho fazem parte de um projeto de lei que tramita no Congresso desde 1989.

Trabalho Feminino: Persistem as Desvantagens Apesar da Maior Escolaridade

O primeiro é o sector em que a mão-de-obra feminina está melhor posicionada: 25,9% têm o ensino secundário e 22,3% o ensino superior, enquanto a proporção de homens é menor: 22,6% e 13,2%, respectivamente. Assim, no período analisado, a mão-de-obra feminina foi muito mais afectada do que a mão-de-obra masculina por esta situação bastante frágil devido à redução significativa das ocupações na indústria. Dependendo da forma de inserção na profissão, pode-se observar que a força de trabalho feminina possui um nível de escolaridade relativamente superior ao dos homens na mesma situação, em todas as categorias.

Por outro lado, ao comparar os salários médios reais, por género, de acordo com o nível de escolaridade, a Tabela 3 apresenta diferenças significativas, que confirmam a posição menos favorável das mulheres no mercado de trabalho. Por último, os dados sobre o nível de escolaridade mostram que a participação no mercado de trabalho está directamente relacionada com o aumento dos níveis de educação e que esta tendência é mais forte para as mulheres do que para os homens.

Reestruturação Produtiva, Qualificação e Gênero

A outra perspectiva aqui adoptada, sem descurar os aspectos estruturais e globais do problema, centra-se no local de trabalho. No campo da indústria produtiva, a hipótese de que este segmento da força de trabalho encontraria melhores condições de trabalho através da introdução de novas tecnologias também não se confirmou. Contudo, como tendência geral, mantém-se a concentração da mão-de-obra feminina entre os trabalhadores menos valorizados do mercado.

Este texto analisa as condições de trabalho das mulheres trabalhadoras em duas fábricas onde estavam localizadas. Em ambos os casos estudados, são examinados os requisitos relativos às competências necessárias para o desempenho do trabalho, bem como as perspectivas para a força de trabalho feminina, melhorias salariais e oportunidades de promoção.

O desenvolvimento da multifuncionalidade e a concretização da rotatividade de tarefas foram os objetivos almejados através da formação em contexto de trabalho. Não havia nenhum programa específico de treinamento de força de trabalho para as novas exigências do trabalho. Para os trabalhadores da indústria, cujas atividades eram principalmente manuais, a escolaridade formal significava pouco, dadas as melhorias nas suas condições de trabalho e rendimentos.

Nestas circunstâncias, as suas oportunidades de mobilidade vertical no mercado de trabalho com base na formação profissional foram drasticamente limitadas. No entanto, o desempenho do pessoal mudou: o trabalho em equipa melhorou a colaboração e a qualidade do produto, uma vez que promoveu a compensação por quaisquer falhas individuais.

2 - Considerações finais

Inovação tecnológica, qualificação de trabalhadores e ingresso no mercado de trabalho: perspectivas comparadas (indústria petroquímica, metal-mecânica, vestuário, comércio e bancos). Diferenciação de género no trabalho: diferentes condições de trabalho ou uma questão de sexo?” In: CHANLAT, Jean François (coord.). A desigualdade social no país é generalizada e tem consequências profundas para os trabalhadores, especialmente as mulheres.

Essa desigualdade se baseia na distribuição injusta da renda - os 50% mais pobres detinham apenas 13,5% da renda, enquanto os 10% mais ricos se apropriavam de 47,5% em 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - e se agravou em o período recente devido à estagnação económica, às elevadas taxas de desemprego, aos empregos e às condições de trabalho inseguros, e às políticas de redução da despesa pública através de cortes nos fundos destinados à saúde, à educação, à habitação, ao saneamento e a outros serviços essenciais à qualidade de vida da população. São os mais pobres: em 1999, no Distrito Federal e nas cinco regiões metropolitanas (Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Recife) onde é realizada a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)1, o rendimento médio real dos as mulheres atingiram entre 62% e no máximo 68% da renda dos homens, conforme mostra a Tabela 1.

Gênero, Igualdade Social e Sindicalismo: as Mulheres no Mundo do Trabalho

Pelo contrário, existem as tendências actuais do capitalismo para a flexibilização de direitos e a insegurança do trabalho, com a abertura de vagas para mulheres em empregos a tempo parcial, naqueles que não incorporam tecnologia de ponta, em empregos irregulares, no mercado informal, no trabalho doméstico e nos segmentos menos dinâmicos da economia.

Trabalho, sindicalismo e gênero

Os temas discutidos são amplos e abrangem os aspectos mais importantes relacionados com o mundo do trabalho: recrutamento, salários e recompensas, saúde, segurança e condições de trabalho, formação profissional, organização sindical, organização dos trabalhadores no local de trabalho e novas formas. A insegurança no emprego e no emprego e as taxas de desemprego elevadas e persistentes combinam-se para criar um cenário desfavorável para os trabalhadores que é generalizado, mas que afecta fortemente as mulheres. Os dados relativos ao mercado de trabalho mostram que, embora as exigências educativas das empresas estejam a aumentar (mesmo que o conteúdo objetivo das tarefas que desempenham permaneça o mesmo), o seu acesso a cargos e setores de gestão não tem sido tradicionalmente tido em conta. As rações para as mulheres permanecem limitadas.

As condições de trabalho estão principalmente relacionadas com o aumento dos horários flexíveis e das horas extraordinárias, que têm impacto direto no emprego e afetam a saúde e a vida pessoal dos trabalhadores e trabalhadoras. Ainda são poucos os estudos sobre discriminação racial no mercado de trabalho brasileiro, mas eles têm desempenhado um papel importante.

A Inserção da Mulher Negra no Mercado de Trabalho da RMPA: Uma Nota Introdutória

Contudo, examinar a PEA por situação ocupacional ilumina o mapeamento da inserção das mulheres negras no mercado de trabalho regional. Em conjunto com o estudo das taxas de desemprego, a análise da duração deste fenómeno proporciona uma rica fonte de conhecimento sobre a situação das mulheres negras no mercado de trabalho regional. No setor privado, porém, a existência de carteira assinada é mais frequente entre os trabalhadores não negros.

Essa tendência de crescimento continuou na década de 1990, apesar da crise vivida pela economia brasileira e do seu impacto no mercado de trabalho.1. Contudo, esta entrada massiva de mulheres no mercado de trabalho não foi acompanhada por uma mudança significativa no padrão de desigualdade que tradicionalmente marca a presença de homens e mulheres no mercado de trabalho.

O Trabalho Desvalorizado: as Mulheres Valem Menos no Mercado de Trabalho

É interessante notar que essa disparidade de rendimentos é menor entre o segmento assalariado: nos últimos quatro anos, o salário real médio das mulheres oscilou em torno de 80,0% do salário dos homens. A análise destes indicadores, tendo em conta os grupos de rendimento, mostra que as disparidades são ainda maiores para os 25% de trabalhadores mais pobres: neste grupo, o rendimento médio das mulheres era de 68,3% do dos homens em 1999, enquanto entre os 25% com os rendimentos mais elevados, as mulheres ganhavam 70,8% dos rendimentos dos homens. Entre os 25% que auferem os rendimentos mais elevados, os salários das mulheres eram 83,1% dos dos homens.5.

Examinando os rendimentos na perspectiva das diferentes formas de ingresso na profissão, fica claro que onde as mulheres ocupam uma posição melhor em comparação aos trabalhadores do sexo masculino, é como trabalhadoras assalariadas no setor público, e a diferença mais intensa é encontrada nos trabalhadores independentes trabalhadores, onde o rendimento médio das mulheres atingia apenas 59,3% do rendimento dos homens. Percentagem do rendimento médio real das mulheres em relação ao dos homens, por escolaridade, idade, posição no agregado familiar, posição profissional, grupos ocupacionais e dimensão da empresa.

Notas metodológicas

2 - Expansão da amostra

3 - Principais conceitos

Excluídas as pessoas que, sem demanda, tenham realizado algum trabalho excepcionalmente nos últimos sete dias. Desemprego aberto – pessoas que efetivamente procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista e não trabalharam nos últimos sete dias. Desemprego oculto por desânimo e outros - pessoas sem trabalho e que não procuraram trabalho nos últimos 30 dias devido a perturbações no mercado de trabalho ou circunstâncias aleatórias, mas que procuraram trabalho nos últimos 12 meses.

4 - Principais indicadores

Anëtarët: Egídio Pedro Backes, José Renato Braga de Almeida, Olemar Antônio Teixeira, Otília Beatriz Kroeff Carrion, Sérgio Sant'Anna Pegoraro dhe Valmir Antônio Susin. Ekipi i aplikimit: Teknikët: Estela Belíssimo Campos de Abreu (FEE), Juçara Zdonek Mongeló, Lisiane Nunes Pontes, Sueli Maria Cabral (FGTAS/SINE-- RS).

Referências

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