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Plano de Manejo da Reserva Biológica

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Academic year: 2023

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Caracterização do local de amostragem 6 Figura 3.19 Caracterização do local de amostragem 7 Figura 3.20 Caracterização do local de amostragem 8 Figura 3.21 Caracterização do local de amostragem 9.

DINÂMICA DA PAISAGEM COMO CRITÉRIO PARA OS ESTUDOS DE CAMPO .1 Dinâmica da Paisagem

Métodos de trabalho

Esta metodologia inclui dados de diferentes fontes e escalas, como fotografias aéreas, imagens de satélite e trabalhos de campo. O trabalho de campo foi realizado de 6 a 20 de julho (período seco) e de 27 de novembro a 16 de dezembro (período chuvoso), ambos em 2005.

CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA: MEIO FÍSICO .1 Clima

Geologia

  • Considerações iniciais
  • Descrição das Unidades Litoestratigráficas Complexo Xingu

Cobertura Detrito-Laterítica Pleistocênica – Latita É uma rocha sedimentar clástica, em depósitos com menos de 1 milhão de anos. Rochas sedimentares clásticas, correspondentes a depósitos de origem fluvial/eólica, com idade inferior a 11.000 anos.

Geomorfologia

Porém, durante a transição para a Depressão Sul Paraense, as falésias mais íngremes podem atingir 90 graus. Os inselbergs, formados por intrusões graníticas presentes na Depressão Sul do Pará e também dentro do complexo do Cachimbo, estão passando por uma renovação completa devido ao ciclo úmido iniciado no Holoceno.

Hipsometria

Podzólico vermelho-amarelo distrófico, argila de baixa atividade, textura argilosa e Roxo Distrófico Estruturado Solo, textura argilosa, florestal, relevo plano e suavemente ondulado. Podzólico vermelho-amarelo distrófico, argila de baixa atividade, textura argilosa, Latossolo Vermelho-escuro álico, textura argilosa, florestal, relevo suavemente ondulado.

Hidrografia

  • Aspectos Limnológicos

Os recursos da Bacia do Rio Flecha cobrem 33.253 hectares dentro da RBNSC, correspondendo a 10% da área total da UC. A bacia do rio São Bento ou Braço Norte ocupa 23.487 hectares ou 7% da área da RBNSC.

CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA: MEIO BIÓTICO

Caracterização dos Sítios Amostrados

47 indivíduos da ordem Hemiptera; 905 da ordem Hymenoptera, constituída pela ordem mais representativa e tendo a espécie Crematogaster sp., da subfamília Myrmicinae, a mais representativa; 76 pertencentes à ordem Isoptera;. Assim como no local anterior, foi registrado um grande número de espécies da Ordem Xenarthra (tamanduás e tatus; n=8). O táxon com maior abundância foi a classe Insecta, com 262 indivíduos, seguida pela classe Arachnida, com 10 indivíduos da ordem Araneae.

Assim como nas demais localidades, destaca-se o elevado número de espécies da Ordem Xenarthra (n=6), por serem espécies generalistas e com ampla ocorrência na área da RBNSC. Blattodeia; 44 da ordem Coleoptera; 6 da ordem Diptera; 42 da ordem Hemiptera; 478 da ordem Hymenoptera, que inclui o táxon de maior abundância e possui a espécie Crematogaster sp.

Caracterização Geral das Fitofisionomias e da Vegetação

  • Caracterização Geral

A floresta ombrófila submontana (Figura 3.24 e Figura 3.15) ocorre principalmente de forma aberta, com palmeiras, cipós e copas com brotos, mas em menor proporção também ocorre de forma compacta, principalmente em áreas mais baixas e com solos mais profundos. Contato Campinarana / Floresta Ombrófila – enclave/hóspede Floresta Ombrófila submontana Dossel emergente+Floresta Campinarana sem palmeiras+Vegetação secundária sem palmeiras. Floresta ombrófila aberta submontana com palmeiras + floresta ombrófila aberta submontana com cipós + floresta ombrófila densa submontana Dossel emergente.

Contato Campinarana / Floresta Umbrófila – enclave/Floresta Umbrófila Submontana Densa Dossel Emergente+Campinarana Florestada sem palmeiras+Vegetação secundária sem palmeiras. Contate o Campinarana / Floresta Ombrófila – enclave/Floresta Ombrófila Submontana Densa Dossel em Desenvolvimento+Campinarana Florestada Sem Palmeiras+Dossel em Desenvolvimento Floresta Ombrófila Submontana Densa.

Herpetofauna

  • Caracterização Geral
  • Espécies da Herpetofauna de Especial Interesse para a Conservação

Como resultado da amostragem das duas expedições de investigação da herpetofauna da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, utilizando o método de avaliação ecológica rápida, constatou-se que 24 espécies de anfíbios (foto 3.23) e 53 espécies de répteis (foto 3.24) foram registrados. ). Entre as espécies de anfíbios características da floresta amazônica destacam-se Bufo margaritifer, Hyla wavrini e Osteocephalus taurinus. 58 O número de espécies registadas na RBNSC foi muito inferior ao da região da Serra do Cachimbo, onde estão registadas 48 espécies de anfíbios e 72 espécies de répteis, sendo no entanto considerado abaixo da riqueza esperada.

Nenhuma das espécies registradas na região da Serra do Cachimbo consta da lista nacional de espécies brasileiras em perigo de extinção. Seis destas espécies foram registradas na Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo: Colostethus sp1, G.

Avifauna

  • Caracterização dos Ambientes Utilizados pela Avifauna
  • Caracterização da Avifauna
  • Táxons da Avifauna de Especial Interesse para a Conservação

Ao categorizar os ambientes amostrados (Tabela 3.4.3 do Anexo 3.4 desta cartilha 3), 11 das 16 áreas amostradas foram avaliadas como excelentes (7 áreas) e boas (4 áreas), o que indica a integridade dos ambientes amostrados. e para a herpetofauna, o tamanduá-bandeira (Cymbilaimus lineatus) (Foto 3.27) e o tamanduá-bandeira (Philydor erythrocercus) (Foto 3.28). Entre as aves registadas nas florestas de Terra Firma, encontram-se também diversas espécies ecologicamente muito exigentes, localmente presentes e bem adaptadas ao ambiente escuro da floresta, como a corkovada (Odontophorus gujanensis), a ariramba-grande-da-mata- virgem (Jacamerops aurea), uirapuru verdadeiro (Cyphorhinus aradus) e ruivo (Pipra rubrocapilla) (Figura 3.30). Estudos ornitológicos realizados no Parque Nacional do Tapajós (OREN & PARKER III, 1997) mostraram que há grande semelhança na composição de sua avifauna com a do Rio Cristalino e da Serra do Cachimbo.

Estes são os primeiros registros desta espécie para a Serra do Cachimbo, confirmando registros preliminares para o curso inferior e médio do rio Cristalino (BUZZETTI, 2002). 7 – Rabo-branco-de-garganta-escura (Phaethornis aethopyga) (Foto 3.33) Espécie rara e pouco conhecida (GRANTSAU, 1988) cuja posição taxonômica só recentemente foi resolvida (CBRO, 2005).

Mastofauna

  • Caracterização Geral da Mastofauna
  • Espécies da Mastofauna de Especial Interesse para a Conservação

Pequenos mamíferos foram capturados utilizando 2.032 armadilhas/dia (879 e 1.153 armadilhas/dia, Fase 1 e Fase 2, respectivamente), conforme mostrado na Tabela 3.10. O baixo sucesso de captura reflete em parte uma característica típica da região amazônica, que é a baixa abundância e alta riqueza de espécies de pequenos mamíferos. Quatro espécies de grandes mamíferos foram registradas no levantamento fotográfico, com um total de nove fotografias (Tabela 3.13 e Foto 3.35).

Dentre as nove espécies de carnívoros listadas como ameaçadas de extinção segundo a lista do IBAMA/MMA (2003), cinco ocorrem na RBNSC: ariranha (Pteronura brasiliensis), jaguatirica (Leopardus pardalis, foto 3.38), gato-do-mato (Leopardus tigrinus) , gato-maracajá (Leopardus wiedii) e onça-pintada (Panthera onca). Além dessas, outras espécies ameaçadas de extinção, como tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tatu gigante (Priodontes maximus), coatá-de-cara-branca (Ateles marginatus, foto 3.36), também foram registradas na RBNSC.

Ictiofauna

  • Localização dos Pontos de Coleta da Ictiofauna
  • Caracterização Geral
  • Influência das Condições Ambientais sobre a Ictiofauna
  • Espécies da Ictiofauna de Especial Interesse para a Conservação

Brycon (matrinxã): muito difundido nos rios da região, mas sempre sob corredeiras e cachoeiras; hábito alimentar onívoro, o que facilita a captura pelos pescadores e o torna muito valorizado na pesca esportiva. Representantes do gênero Myleus são mais abundantes e facilmente capturados em locais de seva; O gênero Tometes, encontrado nos rios Curuá e Ipiranga, é mais importante na pesca amadora. Hydrolicus scomberoides (cação), Acestrorhynchus microlepis (cação) e Boulengerella (bicuda; Foto 3.38): espécies de grande porte e muito valorizadas na pesca.

Paulicea luetkeni (jaú): é uma espécie de grande porte, de extrema importância na pesca esportiva e comercial, pois é um predador voraz que se alimenta principalmente de peixes. É de grande porte e importante em toda a região amazônica, tanto na pesca comercial quanto na recreativa.

Classificação Intertemática dos Ambientes Amostrados na Avaliação Ecológica Rápida – AER

  • Categorização das informações por Grupo Temático
  • Sistematização intertemática dos Dados
  • Classificação Geral e Descrição dos Ambientes Amostrados

Principalmente no local 2, as possibilidades de conexão com outras áreas com fitofisiologia semelhante já foram comprometidas. Fragmentação de ambientes: as principais causas da fragmentação dos ambientes e paisagens da RBNSK são as pastagens, a malha viária e os incêndios. A fragmentação aumenta a vulnerabilidade dos ambientes e afeta diretamente espécies que necessitam de grandes habitats ou que vivem em grupos, bem como aquelas que têm maior dificuldade de movimentação entre áreas florestais.

Espécies exóticas: Espécies exóticas ocorrem em vários pontos da RBNSC, principalmente em áreas de pastagens e ao longo de estradas. Quanto às espécies de aves, raramente houve qualquer evidência direta de existência ou de caça desportiva, exceto no local 4, onde foram encontrados vestígios de aves mortas.

CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA: MEIO ANTRÓPICO

Histórico e Caracterização da Ocupação da Área da RBNSC

Incêndios: representam ameaça para algumas áreas da RBNSC, principalmente aquelas com fitofisiologia Campinarana e áreas próximas a pastagens. Grandes volumes de mogno foram retirados das áreas florestais incluídas na atual área da RBNSC, bem como da região do Vale do XV e da região leste dela, hoje Terra Indígena, que é explorada desde a década de 1980. A Madeira teve um papel importante na abertura inicial da área RBNSC, contudo desde o início foi mais seletiva no que diz respeito às espécies com maior valor comercial.

No âmbito da RBNSC, a expansão da pecuária foi essencialmente limitada pela ocorrência de vastas áreas de Campinarana, com solos arenosos e improdutivos. Porém, nos últimos dois anos, foram identificadas vastas áreas de Campinarana derrubadas, queimadas ou degradadas, uma delas com 9,5 mil hectares, localizada na parte noroeste da área RBNSC, com indicações concretas de novas áreas em desenvolvimento estão prestes a sofrer as consequências do desastre. mesmo tipo de degradação.

SITUAÇÃO FUNDIÁRIA

Finalmente, por um lado, para os produtores do sistema comercial de produção pecuária familiar e da pecuária capitalista, a securitização das suas explorações representa um valor de grande interesse, quer para permitir a expansão da sua produção através do acesso ao financiamento, quer para valorizar ativos, que passariam a ter um fator adicional de composição de preços. A maioria dos produtores do sistema de produção pecuária familiar comercial vive exclusivamente da atividade produtiva que possui e nela reinvestiu todo o seu dinheiro. A realocação de produtores deste sistema comercial de produção pecuária familiar para áreas próximas dificilmente será viável, a menos que seja acompanhada de algum outro benefício, como acesso a melhor infraestrutura de transporte ou título de propriedade, mesmo com certa redução em relação à área atual .

A presença deste tipo de produção na zona é recente, o que significa que o contexto cultural local é menor. Para os sistemas de subsistência familiar e de produção pecuária comercial, o mecanismo de compensação na fase de implementação pode representar uma boa solução alternativa, uma vez que é provável que vá ao encontro dos interesses dos posseiros.

FOGOS E OUTRAS OCORRÊNCIAS EXCEPCIONAIS

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

Atividades Apropriadas

  • Reuniões Comunitárias

Desde a portaria da RBNSC, ocorreu em dezembro de 2006 uma campanha de fiscalização (sobre a qual tivemos acesso a informações), organizada pela DIREC - Brasília e realizada por fiscais do IBAMA de Mato Grosso (foto 3.42). Para a elaboração deste plano de manejo foram realizados levantamentos para diagnosticar o ambiente físico, biótico e socioeconômico da RBNSC e sua região (Fotos 3.43). Fotos 3.43 Os investigadores estão a recolher informações sobre a vegetação, aves e mamíferos da RBNSC para preparar este plano de gestão.

Durante a elaboração deste Plano de Manejo foram realizadas diversas reuniões com a comunidade local, principalmente em Guarantâ do Norte. A foto 3.44 mostra a reunião que contou com a participação de um técnico do IBAMA para esclarecer questões relacionadas à regularização fundiária e a foto 3.45 mostra aspectos da Oficina de Planejamento Participativo.

Atividades ou Situações Conflitantes

  • Caça e Pesca
  • Invasões
  • Extração Mineral (Garimpo)

No entanto, a área RBNSC não é identificada como sendo de alto valor para a exploração madeireira e a exploração madeireira é motivada mais pela abertura de pastagens do que pela exploração intensiva dos recursos florestais. Esta representa a principal atividade dos moradores da RBNSC e para o seu desenvolvimento aproximadamente 6% da área foi convertida em pastagem. As informações obtidas nas entrevistas mostram que não há trabalho voltado para pescadores profissionais ou amadores na área da RBNSC e entorno.

Esses novos invasores são responsáveis ​​por mais de 10 mil ha de queimadas indiscriminadas e pela abertura de pistas de pouso ilegais e descontroladas, como a da Foto 3.45, localizada ao N-NE da RBNSC (coordenadas UTM 21S 757.010mE e 9.033.866mN). , em local típico de Campinarana. Este empreendimento (Foto 3.49), junto a uma cascata anteriormente frequentada e ao longo do limite da RBNSC, tem um grande impacto ambiental e paisagístico.

BIBLIOGRAFIA

Relatórios Temáticos Utilizados na Elaboração do Encarte

Durante a preparação deste plano de gestão, o RBNSC ainda não dispunha de pessoal, infra-estruturas e recursos financeiros. Porém, devido à importância da RBNSC, localizada em uma área estratégica para a conservação do sul da Amazônia, há boas perspectivas de cooperação institucional para viabilizar sua implementação efetiva, como o que já está acontecendo, entre WWF Brasi, ICV e ICMBio , visa o seu planejamento através deste plano de manejo.

Bibliografia Citada no Encarte

Os beija-flores do Brasil: uma chave para identificação de todas as espécies de beija-flores do Brasil. Chaves práticas para as ordens e famílias de centopéias da região Neotropical (Myriapoda: Diplopoda). Uma nova e distinta espécie de sagui (Callitrichidae, primatas do baixo rio Aripuanã, Estado do Amazonas, Amazônia Central Brasileira) Goeldiana Zoologia, n.

Impact of conflict and resolution of new taxa on phylogenetic studies of Neotropical cascudinhos (Siluroidei: Loricariinae) In: L. A new species of forest falcon (Falconidae: Micrastur) from southeastern Amazonia and the Atlantic rainforests of Brazil.

Referências

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