Este artigo faz uma breve análise do comportamento das exportações paranaenses no período de 1990 a 2002, enfocando as maiores variações na pauta de produtos, em combinação com os principais mercados de destino. Nesse período, os números indicam uma evolução de 205,12% na receita com as exportações gaúchas, o que mostra um dinamismo superior ao desempenho brasileiro, cujo crescimento nas vendas ao exterior, no mesmo intervalo, correspondeu a 92,15%. No período analisado, o grupo soja manteve-se na liderança das exportações paranaenses, apesar da perda de representatividade, principalmente nos últimos quatro anos da série.
Não se pode negar que a participação marcante da soja foi fator determinante para o desempenho das exportações totais do estado. No entanto, dadas as características de uma commodity agrícola, as exportações do grupo conferem certo grau de vulnerabilidade ao desempenho geral do estado, em termos de variáveis exógenas à economia estadual e, portanto, com margem de manobra local limitada, como, por exemplo, flutuações de preços internacionais. e mudanças na política cambial, no âmbito federal, acabam tendo um impacto decisivo no resultado final das exportações. Em 2002, a retomada dos patamares de preços e a desvalorização cambial estimularam os embarques de cereais, gerando significativo ganho de receita e sustentando o aumento das exportações totais do Paraná naquele ano.
Além da União Européia, que respondia por quase 80% das exportações do grupo em 1990, outros blocos passaram a formar uma lista mais expressiva de compradores de soja paranaense. Assim, as vendas externas de automóveis representam o principal item das exportações do Paraná para a Argentina em 2000 e 2001. Ressalte-se que as exportações de automóveis para o México e Estados Unidos compensaram as perdas geradas pela retração do Mercosul, garantindo o ritmo crescente das exportações. do grupo.
De referir ainda os embarques de madeira serrada, que representam a segunda maior exportação do grupo, e mais recentemente a incorporação de esquadrias, cujas exportações continuam a crescer. Outro grupo relevante na pauta de exportação paranaense refere-se às carnes, que chamam a atenção pelo aumento dos embarques, que garantiram o aumento da participação na pauta estadual, de 4,61% em 1990 para 8,38% em 2002, e pela diversificação de seus mercados. Pode-se supor que essas oscilações se devam às características do próprio produto, classificado como commodity, que condiciona o desempenho das exportações às oscilações do mercado mundial.
Apesar do comportamento evolutivo das exportações paranaenses no período estudado, vale destacar os resultados dos grupos referentes ao algodão e ao cigarro, considerados praticamente extintos da pauta de exportação. Com relação às exportações de algodão, que chegaram a representar 4,08% das vendas totais em 1998, o fim dos embarques deveu-se principalmente à migração da cultura algodoeira do estado para a região do cerrado. Em síntese, pode-se considerar que as exportações paranaenses no período de 1990 a 2002 apresentam uma pauta mais apertada, muito centrada na inclusão de bens industrializados, com destaque para as exportações de automóveis e motores.
Em relação ao Paraná, o intercâmbio comercial com a China, diferentemente do contexto nacional, mostra o predomínio das exportações. As mudanças na composição das exportações do complexo soja não ocorreram repentinamente. Apesar das oscilações nas exportações neste curto período de análise, é válido supor que os embarques de grãos iniciam uma fase sustentada de aquisições chinesas de grande potência, expressando parte do potencial deste mercado.
Além disso, há indícios de leve diversificação da pauta, com a inclusão dos segmentos relacionados a material de transporte e madeira, que em 2002 ocupavam o 2º e 3º lugar respectivamente no ranking das exportações do Paraná para a China.
AGROPECUÁRIA
AGROINDÚSTRIA
Com investimentos de R$ 14 milhões, uma nova fábrica da Cooperativa Agropecuária Castrolanda foi inaugurada no município de Piraí do Sul. do Frigorífico Batávia S.A. A Perdigão emprega atualmente 2.677 trabalhadores no estado e exporta frango para Ásia, União Européia, Rússia. África do Sul e Angola.
Em 2002, abateu 33,2 milhões de frangos e 5,5 milhões de perus somente em Carambeí. A produção de frango no Paraná cresceu 10,4% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado. O número de abates passou de 60,2 milhões para 66,5 milhões de unidades, mantendo o estado na liderança da produção de frango, respondendo por 19,1% da produção total do país.
O crescimento da produção foi sustentado pelo aumento das exportações, que cresceram 77,1% nos últimos 12 meses, passando de 18,8 mil para 33,3 mil toneladas.
INDÚSTRIA
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou 50% do valor total investido por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Desde junho do ano passado, a montadora produz a picape Frontier em sua fábrica de São José dos Pinhais, onde já investiu 100 milhões de dólares. Com o novo veículo, a Nissan pretende dobrar suas vendas no país neste ano e conquistar 10% do mercado nacional de SUVs.
Em 2003, a Incepa Revestimentos Cerâmicos investirá R$ 10 milhões em suas fábricas de tintas instaladas no Paraná (duas em Campo Largo e uma em São Mateus do Sul). Com esse investimento, a empresa pretende aumentar a produção em 6%, chegando a 17 milhões de metros quadrados, e aumentar a receita em 16,6%, chegando a R$ 175 milhões. Com 40% de sua produção destinada ao mercado externo, com vendas em mais de 30 países, a Incepa pode registrar um aumento de 40% no faturamento com exportações neste ano, chegando a R$ 70 milhões.
Atualmente, as três fábricas do grupo mantêm bons níveis de produção, graças ao aumento das vendas externas, que compensaram a queda de 4% no mercado interno registrada entre janeiro e maio.
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ECONOMIA PARANAENSE - INDICADORES SELECIONADOS