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Prevalência de osteoporose em três instituições de longa permanência para idosos

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Academic year: 2023

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Neste sentido, procuramos demonstrar a relevância e identificar a prevalência de residentes com osteoporose em 3 instituições de longa permanência para idosos. Busca-se saber qual a incidência de osteoporose nas ILPI estudadas e relacioná-las com a realização do exame de densitometria articular óssea como ação preventiva.

PERGUNTA DE PESQUISA

12 O Serviço Nacional de Saúde do Idoso (PNSPI), tenta responder aos desafios que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem na gestão deste contingente populacional complexo e heterogéneo que cresce rapidamente. Portanto, este trabalho tem como objetivo quantificar idosos com osteoporose em três ILPI com o objetivo de abrir lacunas para pensar na prevenção e no cuidado das fraturas pela doença que pode levar o idoso à deterioração da saúde e à dependência física.

JUSTIFICATIVA

Para conseguir isso, são necessários dados confiáveis ​​para realizar um planejamento de saúde adequado. A pesquisadora observou durante estágios durante sua formação acadêmica que há necessidade de quantificar o número de idosos com osteoporose para que ela possa entender melhor a doença e pensar na prevenção antes que o problema ocorra.

OBJETIVO GERAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Com o aumento da idade, os idosos muitas vezes desenvolvem diversas patologias, muitas delas relacionadas à dor, o que pode limitar determinadas atividades, intelectuais e físicas, e portanto, trazer afastamento social para a vida do idoso, o que pode levar até mesmo à depressão. Segundo Silva (2016), os idosos constituem um grupo heterogêneo com características especiais e tendem a consumir mais serviços de saúde, pois estão mais propensos à ocorrência de doenças crônicas e infecciosas.

INCIDÊNCIA DE IDOSOS

Pelas suas limitações, merecem ser conscientizados de que não são seres frágeis e inválidos, pois reconhecemos toda a experiência de vida que carregam consigo. Portanto, este século em que vivemos destaca-se sobremaneira pelas transformações no aumento da expectativa de vida da população, resultando em mudanças em tudo o que diz respeito à saúde pública.

DENSITOMETRIA ÓSSEA

A aquisição, desenvolvida em meados da década de 1970, inclui a investigação das características de um radionuclídeo que emite duas bandas de energia e a capacidade de adquirir imagens da coluna vertebral e do fêmur, o que permite a análise da coluna lombar e do colo do fêmur, mesmo circundados por grande parte dos tecidos moles. Todos esses avanços tecnológicos permitiram a obtenção de estudos complexos e precisos da coluna lombar, do colo femoral e da parte distal do antebraço, além da avaliação da massa corporal (densitometria de corpo inteiro), muito utilizada em atletas. (CARDAL, 2002).

AQUISIÇÃO E FORMAÇÃO DA IMAGEM DE DENSITOMETRIA ÓSSEA

No final da década de 1980, as fontes radioativas foram substituídas por ampolas de raios X, dando origem à tecnologia DEXA (Dual Energy X-ray Absorptiometry). Para obter o mesmo resultado das fontes radioativas com dupla faixa de energia, utiliza-se uma variação da faixa de energia produzida pela ampola por meio de um DDP (Diferença de Potencial), fazendo mudanças muito rápidas entre as faixas de energia emitidas ou por meio de filtros específicos que permitem os mesmos resultados. 18 leva em consideração a espessura e a composição dos tecidos presentes durante a passagem do feixe de raios X (ANIJAR, 2003).

O equipamento DEXA é atualmente o mais utilizado e possui duas formas de radiação de raios X: um lápis ou um leque. Independentemente do método de aquisição, o princípio permanece o mesmo: são transmitidas duas bandas de energia, de modo que na imagem é possível distinguir tecido mole de tecido ósseo, utilizando faixas de energia de 70 a 140 kev. A ampola de raios X com tecnologia escova emite pequenos feixes de energia que são recebidos pelo detector. A largura deste feixe é pequena e é esta propriedade que dá nome ao método de aquisição.

Outra característica importante é que na maioria dos fabricantes, nessa forma de captação, o feixe de energia passa duas vezes pelo paciente com energias diferentes e combina a imagem por computador.

OSTEOPOROSE

  • Causas da Osteoporose
  • Fraturas decorrentes da osteoporose
  • Prevenção da osteoporose
  • Tratamento da osteoporose
  • Sinais e Sintomas da osteoporose
  • Diagnóstico da osteoporose

Santana afirma ainda que a osteoporose tem causas secundárias de fragilidade óssea, como doenças neuromusculares – como paralisia cerebral, distrofia muscular e imobilização. Segundo Santana (2010), diferentemente de outras doenças onde os sintomas são observáveis, a osteoporose pode permanecer sem diagnóstico por muito tempo até que ocorram complicações como fraturas. As fraturas de quadril reduzem a expectativa de vida em 36% para os homens e 21% para as mulheres, ocorrendo a morte nos primeiros seis meses após a fratura do colo do fêmur (CARVALHO, 2014).

Gali (2001) relata que a osteoporose é menos comum em homens do que em mulheres; Estima-se que entre 1/5 e 1/3 das fraturas de quadril ocorram em homens, e homens com 60 anos considerados brancos têm 25% de chance de sofrer uma fratura. fratura por osteoporose. 2010), a osteoporose contribui para o aumento da frequência de fraturas, e também para aumentar as possibilidades de fraturas de diferentes tamanhos, como fraturas morfométricas do corpo vertebral, fraturas incompletas, fraturas cominutivas, fraturas como as do corpo vertebral, que pode deixar sequelas muito dolorosas e outras sequelas podem resultar em morte ou incapacidade física permanente do paciente, como fraturas da extremidade proximal do fêmur. Segundo Jamoulle (2000), prevenção primária é um comportamento realizado para evitar ou eliminar a causa de um problema de saúde antes que ele ocorra, com o objetivo de evitar que um indivíduo seja exposto a um fator de risco para uma patologia. A realização de exame de DO para monitorar a progressão da osteoporose e repor cálcio e vitamina D é uma medida preventiva terciária.

O diagnóstico da osteoporose é feito pela medição da densidade mineral óssea (DMO) pela técnica de densitometria óssea de raios X de dupla emissão (DXA).

Figura 2 - Demonstra um osso normal e um osso com osteoporose
Figura 2 - Demonstra um osso normal e um osso com osteoporose

INCIDÊNCIA DE OSTEOPOROSE

Tal como acontece com outras patologias, o diagnóstico da osteoporose é feito através da história clínica, exame físico e exames complementares (GALI, 2001). Silva (2015), afirma que o diagnóstico da osteoporose é feito através da mensuração da densidade mineral óssea dada como (DMO) e que valores inferiores a 2,5 desvios padrão (DP) ou inferiores à média da DMO em adultos jovens são considerados saudáveis, referindo para. à doença, enquanto valores entre -1 e -2,5 DP são considerados osteopenia. De acordo com Kulak et al. 2011) A DMO tem seu valor padronizado pela DXA, que possui valores de T-score e Z-score, esses valores são baseados no desvio padrão (DP) da DMO medida em pacientes e comparada com uma população de referência.

Os sistemas de saúde enfrentarão a demanda por procedimentos diagnósticos e terapêuticos para doenças crônicas não transmissíveis (BEZERRA, 2012). Carvalho (2014) retrata que a doença é considerada um grande problema de saúde pública global devido à sua prevalência e impacto na saúde física e psicossocial, resultando em grandes perdas financeiras.

INSTITUIÇÔES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA ISOSOS

No Brasil, o número de estudos sobre sua prevalência é pequeno, embora seja a doença osteometabólica mais comum. Dadas as necessidades dos idosos, cabe às ILPI prestar cuidados gerontogeriátricos que atendam às necessidades de seus residentes. Para isso, é necessário que os ILPs possam oferecer seus serviços com uma equipe multidisciplinar e qualificada, focada nas necessidades e no cuidado dos idosos.

Pesquisas mostram que o percentual de idosos residentes em Instituições de Longa Permanência, em países em transição demográfica avançada, chega a 11,0%, enquanto no Brasil não chega a 1,5% (GAUTERIO, 2012). Há uma tendência de aumento da demanda no Brasil, embora as políticas dêem prioridade à família como financiadora do cuidado ao idoso (CREUTZBERG, 2007). A RDC nº 283/05 é uma resolução da ANVISA que abrange todas as ILPIs, governamentais ou não governamentais, e regulamenta a habitação coletiva para pessoas consideradas idosas, tem como base a lei nº. 8.842/94, que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso (PNI) e cria o Conselho Nacional do Idoso.

Portanto, à medida que aumenta esse conhecimento sobre o número de idosos, os profissionais vêm construindo sua formação, conhecimentos e práticas para garantir a saúde e a qualidade de vida dos idosos.

DIREITO DO IDOSO

Os pais têm o dever de ajudar, criar e educar os filhos menores, e os filhos mais velhos têm o dever de ajudar e apoiar os pais na velhice, na necessidade ou na doença. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de apoiar os idosos, assegurando a sua participação na comunidade, protegendo a sua dignidade e bem-estar e garantindo o seu direito à vida. A metodologia adotada caracteriza-se como um estudo transversal, descritivo, com abordagem quanti-qualitativa, realizado em 3 (três) Instituições de Longa Permanência para Idosos, selecionadas aleatoriamente no estado de Santa Catarina.

Foram analisados ​​89 prontuários com dados de idade, sexo, fraturas, medicamentos para prevenção e tratamento da osteoporose, e registrado quantitativamente o número de idosos com osteoporose, determinado com base nos resultados da densitometria óssea. Para a coleta de dados utilizou-se uma câmera onde foram registrados prontuários e posteriormente criou-se uma planilha no Microsoft Excel para organização dos dados, Anexo B. Para embasar o tema foram feitas leituras sobre os temas osteoporose, fraturas. , densitometria óssea, diagnóstico, tratamento, prevenção, causas, ILPI, além de reflexões sobre o que significa ser mais velho hoje. Bases de dados nas quais foram realizadas pesquisas de pesquisa nos últimos dez anos. a) RISCOS.

Ressalta-se que o estudo caracteriza-se como de baixo risco para o público-alvo (idosos e profissionais de saúde e instituições de longa permanência).

ANÁLISE DE DADOS

TAMANHO DA AMOSTRA

ASPECTOS ÉTICOS

Nas ILPI estudadas encontramos 34% de idosos entre 80 e 90 anos, o que representa um número maior de idosos mais velhos. Isso não acontece nas ILPIs porque todos os moradores de ambos os sexos recebem atendimento médico. A Figura 6 apresenta a categoria etária e o sexo dos moradores das 3 ILPIs, permitindo a análise de ambos os pontos.

A taxa de fraturas nas ILPIs estudadas atingiu 10% do total de idosos, sendo apenas um caso de osteoporose fratura de fêmur em homens entre 60 e 70 anos. Nesse sentido, o gráfico mostra que nas três ILPI o risco de fraturas é elevado, pois fatores como sexo feminino e idade avançada estão bastante presentes nas ILPI. Esta figura apresenta uma visualização macro da prevalência de fraturas e osteoporose em três instituições separadas por faixa etária.

Algumas patologias ou condições podem ser causas de osteoporose Segundo Santana (2010), como doenças inflamatórias intestinais, cirurgia de bypass gástrico, tabagismo, diabetes e imobilização, entre outras, e todas estas citadas foram apresentadas nas ILPIs. Este estudo mostrou que a prevalência de osteoporose nas três ILPIs é a descrita na literatura, sendo a idade avançada o fator de risco mais significativo. Os dados coletados nas ILPIs permitiram quantificar o número de fraturas ocorridas e avaliar a faixa etária mais prevalente.

Figura 3 - Número de residentes nas ILPIs A, B e C
Figura 3 - Número de residentes nas ILPIs A, B e C

LIMITAÇÔES DA PESQUISA

Imagem

Figura 2 - Demonstra um osso normal e um osso com osteoporose
Figura 3 - Número de residentes nas ILPIs A, B e C
Figura 4 - Faixa etária dos moradores das ILPIs  A, B e C
Figura 5 - Prevalência de homens e mulheres nas ILPIs A, B e C
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Referências

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