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o processo de consolidação do trabalho social em projetos

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Academic year: 2023

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Circulação de ideias e práticas no tempo: o processo de consolidação do trabalho social em projetos de melhoria de favelas CDHU1. Os resultados preliminares mostram que três fatores principais influenciaram o processo de circulação, difusão e institucionalização das ideias e práticas do serviço social nas políticas de melhoria de favelas da CDHU: (i) o perfil e o desempenho da burocracia implementadora, com ênfase na burocracia do ativismo dos atores envolvidos; (ii) as diversas redes de implementação de políticas cujos acordos envolvem intervenientes estatais e não estatais; e (iii) diferentes contextos organizacionais/institucionais cujas restrições e/ou incentivos configuraram diferentes cenários de implementação. Apesar das inúmeras dificuldades e contradições inerentes aos projetos de melhoria de favelas e ao próprio Serviço Social (ST)4, a equipe social da SARU conseguiu, com muito esforço e envolvimento pessoal e profissional, criar um repertório próprio.

Nesse contexto, o artigo busca responder à seguinte questão de pesquisa: como o trabalho social da SARU se consolidou nos projetos de urbanização de favelas apesar da administração conservadora da CDHU. Ou seja, quais fatores influenciaram a consolidação do método de serviço social da SARU nos projetos de urbanização. Portanto, quando neste artigo há referências ao projeto Serra do Mar, ambos são projetos de urbanização da Cota 200 e Pinheiro do Miranda.

Os resultados da pesquisa mostram que três fatores principais condicionaram a consolidação do serviço social ao longo do tempo e dos projetos de urbanização de favelas em que foi implementado, a saber: (1) o perfil da burocracia implementadora; (2) rede de contratantes; (3) fatores organizacionais e político-institucionais, ou o contexto de implementação de um projeto individual. O trabalho da CDHU em projetos de urbanização de favelas é oportuno e tardio, dado o pioneirismo dos governos municipais da região metropolitana de São Paulo e do Rio de Janeiro na promoção de projetos de urbanização (BUENO, 2000; DENALDI, 2003). 11 Figura 1 – Diagrama das principais áreas de atuação social da SARU/CDHU nos programas de urbanização de favelas.

Perfil da burocracia atuante no Eixo 1 do TS

É importante ressaltar que este grupo de técnicos vai muito além do previsto no âmbito das atividades de TS. O Perfil B é caracterizado por técnicos que atuam numa perspectiva mais sistêmica, levando em consideração o conjunto de relações envolvidas na implantação do projeto de urbanização e do TS como um todo - desde o nível de tomada de decisão até determinadas peculiaridades no momento da implantação (a maioria está localizada em BME). Por considerarem as possíveis consequências advindas da forma como determinadas informações dos TS são registradas em bancos de dados ou em relatórios, esses burocratas enfatizam que se sentem responsáveis ​​pelas informações registradas nos TS – pois podem subsidiar a tomada de decisões.

Embora não sejam arquitectos, realizam frequentemente (quase diariamente) inspecções a vários edifícios da área a desenvolver, conforme exigido pela TS. Entre considerações semelhantes, há críticas à falta de apoio técnico e institucional da CDHU para a realização do ET. A tabela abaixo resume os principais aspectos dos perfis do grupo que atua no eixo 1 do TS.

Tensão entre gestão dos TS versus decisões políticas (incapacidade da equipe social ser 100% transparente com os moradores) - Falta de apoio da CDHU aos TS (negligência e ineficácia política).

Esses recursos materiais e “relacionais” são mobilizados tanto a favor da ST, mas também a favor de diferentes demandas dos moradores, como partidos e. Além disso (ii) atuam como articuladores com outras áreas técnicas da CDHU ou de outras instituições parceiras, obtendo apoio, viabilizando alternativas e/ou construindo instituições que possam adaptar ou legitimar o desenvolvimento do TS Além das atividades de gestão do TS (as principais âmbito destes grupos), os organizadores estiveram muito envolvidos na concepção e execução das actividades do Eixo 2, em conjunto com técnicos do grupo 2C.

Segundo o entrevistado, embora a SARU tenha garantido espaço dentro da empresa através de muito trabalho, os técnicos do TS ainda têm que trabalhar muito mais do que os técnicos de outras partes da CDHU para ganhar espaço e legitimidade dentro da instituição: “quando cheguei aqui, nós [ a equipe social] não valia nada, (..) e a gente começou a mudar isso” (entrevista nº 49). Além disso, numa escala menor, existem vários graus de espaço para a autonomia e discrição dos técnicos (BME e BNR) no processo de implementação dos TS. Em qualquer caso, compreender a implementação das ET implica também abordar estas “camadas mais intermédias” do processo, tendo em conta os diferentes atores envolvidos, bem como os incentivos ou constrangimentos institucionais decorrentes do contexto institucional organizacional e político que caracteriza qualquer urbanização. programa. estudou aqui.

Nessa perspectiva, a próxima seção apresenta: a rede de atores envolvidos na implementação da ST; os principais fatores organizacionais e político-institucionais de cada projeto e uma breve descrição dos principais resultados políticos relacionados aos órgãos participativos. Mobilizar a população em torno do projecto de urbanização e do TS; dar visibilidade aos TS (dentro e fora da CDHU); mediar as relações CDHU-comunidade por meio de práticas de comunicação educativa. Promover diversos interesses da comunidade, facilitando a presença dos TS da CDHU (festas, empréstimo de equipamentos, etc.) - “Minimizar boatos” e possibilitar a intervenção - Ênfase na transparência/.

Esta não é uma descrição extensa, mas sim notas sobre os aspectos institucionais e organizacionais mais importantes que podem ter influenciado o processo de implementação e consolidação das práticas de ST ao longo do tempo. 1 Espaço TS: 6 meses sem energia elétrica no escritório, prédio com trechos fechados por risco físico e trechos “inutilizáveis” quando chove Fonte: Elaborado pelo autor, com base em informações coletadas em relatórios e entrevistas da CDHU. Um entrevistado acredita que o projeto Pimentas só teria continuidade devido à presença no campo do TS, que interage diariamente com os moradores (entrevista nº 49).

Os outros dois projetos não tiveram esse tipo de influência, embora o fato de terem sido financiados com recursos do PAC tenha contribuído para o processo de registro e sistematização das ações desenvolvidas - o que especialmente aos olhos dos burocratas do perfil 1B (atentos à congruência de TS), foi um ganho importante para o trabalho com registro histórico dos projetos e TS. Outro fator importante para a compreensão da implementação das ET diz respeito aos diferentes setores aos quais cada um deles estava vinculado dentro da CDHU. Por fim, no que diz respeito à equipe e às condições do TS, nota-se que a Serra do Mar e o Pantanal possuíam mais infraestrutura para trabalho e possuíam mais locais para realizar as atividades dos eixos 1, 2 e 3 do TS.

Quanto ao número de técnicos/burocratas de TS atuando em cada projeto, observa-se um número reduzido no Pantanal, seguido por Pimentas e por último Serra do Mar.

Fatores relacionais

Esses atores incentivaram a criação do fórum, que também serviu de palco para discussão de diversos aspectos do projeto de urbanização – com a participação de técnicos sociais do TS CDHU. 25 Número composto por pessoas dos seguintes grupos: Líderes Comunitários/ACUs, pessoas representando instituições parceiras e “apoio à segurança” (explicado abaixo). Com o tempo, esses dirigentes (assim como as demais ACUs) acabaram se tornando “armas” dos TS para realizar diversas tarefas, como fiscalizações de acompanhamento nas áreas, mediação entre os técnicos sociais e a população, visitas supervisionadas às empresas, etc. . .27.

Estas mesmas estatísticas, analisadas por projecto, mostram que o grupo de “apoio à segurança” vem em primeiro lugar, mesmo à frente dos actores da ST. O grau de centralidade dos actores – centralidade média por grupo de actividades – evidencia em termos gerais os padrões anteriormente observados: há uma centralidade significativa dos técnicos sociais (nos três projectos de urbanização), seguidos do grupo de apoio à segurança (com destaque para Pantanal) e por lideranças comunitárias. Em relação ao coeficiente de agrupamento, o perfil 1B (“atenção à congruência TS”) apresenta padrões intimamente conectados (coeficiente médio de 0,63 - o mais alto comparado aos demais perfis) - o que poderia representar o menor impacto no desempenho, apesar do papel relacionado ao registro e sistematização da informação dos TS/apoio à gestão dos TS.

As estatísticas de centralidade, distribuídas pelo nível de burocracia do TS, mostram maior influência do BME e do AE em relação ao BNR. Esse perfil reitera a ideia sobre a importância da burocracia de nível médio no processo de difusão das ideias e práticas da ST ao longo do tempo e nas áreas de atuação da CDHU, dado o poder de influência e mediação nas relações dos diferentes atores envolvidos na implementação . . Para retomar a análise da consolidação dos TS da SARU ao longo do tempo e nas áreas onde a SARU atuou e, tendo em conta os principais fatores que podem ter influenciado a implementação dos TS, a tabela abaixo foi 5, que resume os marcos mais importantes da o TS. ET, classificado por EE: experiência embrionária; IP: implementação inovadora, R: replicação, RI: replicação com incrementalismo, RD: replicação com dificuldades.

A tabela também mostra o perfil da burocracia de implementação predominantemente associada aos marcos de consolidação da TS e indica os contextos de implementação em cada projeto de urbanização: fatores relacionais comunitários (grau de ação comunitária coletiva/organizada) e fatores organizacionais/institucionais. Consolidação dos TS (marcos do TS na implementação). listagem, AIP) Perfis de burocracia28: 1A (atento ao morador/direitos), 1B (atento à congruência), 1C (atento ao território), 1D (habilitador). eleições setoriais. Isto deveu-se em grande parte à falta de infra-estruturas necessárias - como mencionado, o edifício TS no terreno fechou troços devido a riscos físicos e ficou sem electricidade durante seis meses).

No caso de Pimentas, apesar de todo o conhecimento acumulado nas experiências de TS no Pantanal e na Serra do Mar, a falta de apoio institucional teve consequências negativas – entre muitas outras – a perda de credibilidade das ACUs e dos líderes envolvidos/engajados inicialmente na o processo. Os burocratas (perfil 2A) que se consideram “facilitadores” desse processo são os principais responsáveis ​​pelo caráter criativo, marcado por experimentações e adaptações cotidianas do desenvolvimento das ações deste Eixo ST. Porém, de forma geral, o projeto de urbanização de Pimentas apresenta dificuldades na replicação das ações de TS nos três eixos de atuação, o que pode estar associado aos contextos de implementação mencionados acima.

Além dos resultados políticos mencionados acima, vale destacar que três aspectos foram transversais em relação à análise do perfil da burocracia implementadora das ET.

Referências

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- Compreender como o tema família foi estudado no programa de Pós Graduação, scricto senso em Serviço Social, na UNESP Câmpus de Franca – Faculdade de Ciências Humanas e