A 14ª Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria – FRUTAL tem como tema central “Agroindústria e Responsabilidade Social”, refletindo a preocupação do Instituto Frutal com a agricultura familiar, que é priorizada por meio de um seminário específico de capacitação que estamos promovendo para pequenos produtores em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário – SDA e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Ceará – FETRAECE. Aproveitamos para registrar aqui o agradecimento dos diretores do Instituto Frutal pelo empenho e dedicação da Comissão que resultaram na alta qualidade das disciplinas dos cursos oferecidos, bem como na programação técnica completa da FRUTAL.
INTRODUÇÃO
No entanto, observa-se também uma tendência de queda na exportação de geléia de goiaba para esses países. No Brasil, o consumo da goiaba in natura ainda é muito baixo, chegando a apenas 380 g/pessoa/ano (Zambão & Neto, 1998).
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA, ALIMENTAR E SOCIAL DA GOIABA
AGRONEGÓCIO DA GOIABA
- NOVA VISÃO DO AGRONEGÓCIO
- COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
- SEGURANÇA DOS ALIMENTOS
- PRODUÇÃO MUNDIAL E PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA
- PERSPECTIVAS DE MERCADO
As principais zonas produtoras de goiaba do país estão nos estados de São Paulo e Pernambuco, responsáveis por mais de 78% da produção nacional (Gráfico 4). No mercado de goiaba in natura, o principal problema é o aumento acelerado da produção, incompatível com a demanda ainda baixa.
ASPECTOS BOTÂNICOS, FLORESCIMENTO E FRUTIFICAÇÃO
Ainda com relação à frutificação efetiva da goiabeira, outro fato de grande importância para o produtor de goiaba, tanto para exportação quanto para o mercado interno, é a curva de crescimento do fruto, que segundo Rathore (1976) tem a forma de um sigmóide duplo. Em estudo realizado na Índia, que caracterizou o aumento do fruto em altura e diâmetro, e em diferentes estações climáticas, foi demonstrado que a goiaba apresenta três diferentes períodos de crescimento (Rathore, 1976). O terceiro e último período é caracterizado por um aumento exponencial na taxa de crescimento dos frutos.
Ao final desse período, a coloração externa dos frutos muda de verde para amarelo. A variedade sem sementes, por outro lado, apresentou taxa de crescimento constante, porém mais lenta até os 90 dias. Em observações feitas com a variedade Paluma, em pomares da região do Submédio do Vale do São Francisco, foi confirmado um período de aproximadamente 120 ou 130 dias desde a floração até o início da colheita dos frutos na fase "simples".
O conhecimento da curva de crescimento da fruta, que pode variar em função da tecnologia de manejo, variedade e condições climáticas, é fundamental, principalmente para o produtor de frutas para consumo in natura e frutas destinadas a centros distantes do local de produção.
VARIEDADES
PRINCIPAIS VARIEDADES PARA O MERCADO INTERNO
A idade do porta-enxerto varia de 8 a 15 meses, dependendo dos tratos culturais empregados na formação da muda. Retire um retângulo de casca do tronco do porta-enxerto com as mesmas dimensões do retângulo de casca retirado da planta matriz que deseja multiplicar. A gema deve ser colocada no porta-enxerto de forma que haja casca em pelo menos um dos lados entre a gema e o porta-enxerto.
A fita que prende o enxerto ao porta-enxerto deve ser retirada logo após a união das peças, principalmente quando se notar que já está sufocando o caule do porta-enxerto. Na prática, a enxertia no topo em fenda completa confere maior aderência do enxerto, principalmente pela facilidade de fixação da copa ao porta-enxerto, pois a copa é colocada em uma ranhura do porta-enxerto. Outro fator importante na produção de mudas de goiabeira é a idade do porta-enxerto na época da enxertia.
Ainda referente à produção do porta-enxerto, é fundamental considerar os aspectos do local de produção.
PRINCIPAIS VARIEDADES COM POTENCIAL PARA EXPORTAÇÃO
PROPAGAÇÃO
- ALPORQUIA
- ESTAQUIA
- ESTAQUIA DE RAÍZES
- ESTAQUIA DE RAMOS HERBÁCEOS
- ESTAQUIA DE RAMOS LENHOSOS
- PROPAGAÇÃO POR ENXERTIA
- TIPOS DE ENXERTIA
- PRODUÇÃO DO PORTA-ENXERTO
A produção do porta-enxerto pode ocorrer em viveiros tradicionais ou de formas mais modernas em vasilhames individuais, com volume de solo variando de 5 a 7,0 litros e com altura mínima de 30 cm. Isso é essencial para iniciar o processo de diferenciação celular que dará origem à ligação vascular entre o enxerto e o porta-enxerto, ligando o que seria o floema e o xilema da planta mãe ao floema e xilema do porta-enxerto. A enxertia em T (normal ou reversa) e a enxertia em placa de janela aberta geralmente são feitas com um canivete afiado como ferramenta para fazer os cortes necessários para remover a gema e o porta-enxerto.
Ao borbulhar uma placa ou janela aberta, quando se utiliza a faca de enxertia, são feitas duas incisões transversais e duas longitudinais no porta-enxerto, retirando a casca contida no retângulo, para deixar livre a área a ser ocupada pela bolha. Acredita-se que o sucesso da pega esteja mais relacionado ao diâmetro do caule e não à idade do porta-enxerto. Às vezes, os porta-enxertos mais velhos têm um diâmetro menor do que um porta-enxerto mais jovem devido às práticas culturais utilizadas.
O porta-enxerto pode ser produzido em viveiros, em local tradicional, ou de forma mais moderna em vasilhames individuais, como é utilizado em diversas outras fruteiras.
INSTALAÇÃO DO POMAR
PREPARO DO SOLO
Embora a goiabeira responda satisfatoriamente à poda dos frutos, dois aspectos de fundamental importância devem ser levados em consideração: a época e a intensidade da poda. A época de poda dos frutos deve depender basicamente da época em que se pretende colher e comercializar os frutos. A poda dos frutos, seja ela drástica ou contínua, deve ser praticada com um mínimo de conhecimento dos princípios da fisiologia vegetal.
Ao podar para frutificar, deve-se, portanto, deixar preferencialmente os ramos na posição horizontal, pois são os mais propensos a dar frutos. Este princípio é muito importante e deve ser considerado principalmente no desbaste de ramos após a brotação da poda dos frutos. A germinação após a poda de frutificação se deve à germinação das gemas axilares do ramo podado.
O não reconhecimento do impacto dessa relação na poda da goiabeira pode levar a baixas produtividades ou produção de frutos sem valor de mercado adequado.
MARCAÇÃO DO TERRENO, ABERTURA DAS COVAS E PLANTIO DAS MUDAS
PODAS
PODA DE FORMAÇÃO
A goiabeira destinada à produção de frutos para consumo natural ou para industrialização deve possuir copa adequada e funcional, que facilite os diversos tratos culturais necessários para a obtenção de frutos com o padrão de qualidade exigido pelo mercado consumidor. Assim, é fundamental que a poda de formação seja realizada desde cedo, na fase de produção das mudas, e principalmente após o plantio no local definitivo, para direcionar a copa da goiabeira para a arquitetura desejada. Após o plantio no local definitivo, as mudas devem ser conduzidas em um único caule ou talo, até a altura de 50 cm ou 60 cm, quando for retirada a gema terminal ou meristema, tendo os últimos 20 cm ou 30 cm 3 ou 4 patas ou ramos primários bem espaçados nos quatro pontos cardeais e colocados de forma desigual no tronco, para a formação da copa.
Esses ramos primários ou pernas principais, após a maturidade, devem ser podados de modo que tenham 50 cm ou 60 cm de comprimento. A partir desta operação, permite-se que a copa se forme conforme desejado, eliminando apenas os ramos secundários que aparecem muito próximos ao tronco, pois podem fechar a copa no centro. Dependendo do espaço adotado, principalmente os mais largos, as pernas principais ou os ramos principais podem ser mais longos, de forma a formar uma copa com maior diâmetro e, portanto, mais volume.
Dos ramos primários inferiores, devem ser retirados os brotos que vão em direção ao solo ou se cruzam dentro da copa para formar uma copa aberta e arejada no centro.
PODA DE FRUTIFICAÇÃO
A poda drástica dos frutos, por outro lado, permite de fato concentrar o período de colheita, o que pode render um maior volume de frutos em um período de tempo menor. Alguns autores recomendam o uso de desfolhantes antes da poda para forçar a planta a entrar em produção precoce e concentrar a colheita em um período comercialmente favorável. Métodos de poda de frutificação mais modernos, já conhecidos pelos produtores, devem ser utilizados no lugar desses artifícios que podem trazer mais problemas para a planta.
Ramos em posição vertical favorecem uma maior velocidade de circulação do fluido no interior, enquanto que, em galhos em posição horizontal, a velocidade de circulação é menor. Tal princípio é muito importante; por isso, é aconselhável sempre fazer uma avaliação criteriosa do número de ramos secundários que devem permanecer nos ramos frutíferos após a poda dos frutos, que basicamente tem a ver com o número de ramos secundários que aparecem nos ramos frutíferos. Recomenda-se que os ramos da planta frutífera tenham um número de ramos secundários de acordo com sua força, pois estes competem, para assimilação, com os frutos em crescimento e desenvolvimento presentes naquela unidade produtiva.
Dessa forma, devem ser removidos apenas os galhos redundantes e aqueles em posição que possam causar atrito e ferir os frutos próximos.
NUTRIÇÃO, ADUBAÇÃO E CALAGEM
ALGUNS SINTOMAS VISUAIS DE DEFICIÊNCIA
Arora & Singh, Singh & Rajput e Singh et al., citados por Ital (1988), estudaram e recomendaram o uso de macronutrientes em goiaba por adubação foliar. Singh & Rajput citados por Ital (1988) em relação à aplicação foliar de nitrogênio mostram que houve um aumento significativo na produção quando se aplicou 4% de uréia. Ahlawat & Yamdagni, citados por Ital (1988), acrescentam que houve melhora na qualidade dos frutos de goiabeiras de oito anos pulverizadas com solução de sulfato de potássio a 1% uma semana após o vingamento dos frutos e mais seis vezes em intervalos semanais, principalmente em termos de sólidos solúveis e açúcares totais.
Arora & Singh (1970) também concluíram que a aplicação foliar de soluções de sulfato de zinco a 0,2% e 0,4% em goiabeiras não apenas reduziu o período de amadurecimento, mas também aumentou o diâmetro e o comprimento, reduzindo os açúcares, o teor de vitamina C, as substâncias pécticas e os sólidos solúveis totais dos frutos tratados. Singh & Chhonkar, citados por Ital (1988), estudando o efeito da aplicação foliar de boro e zinco, concluíram que os melhores resultados foram obtidos quando zinco ou boro foram aplicados separadamente nas concentrações de 0,4% e 0,2%, respectivamente. Outros experimentos realizados também mostram que a pulverização foliar com 0,3% de sulfato de magnésio melhorou a qualidade dos frutos (Mansour & El-Sied;.
Além disso, sabe-se que a adição de matéria orgânica melhora as propriedades físicas e químicas do solo, pois os macro e microelementos que ele contém são benéficos para o crescimento das plantas, a produção e a qualidade química dos frutos gerados.
CONSORCIAÇÃO E CONTROLE DE INVASORAS
61 Plantas invasoras causam uma série de preocupações para a goiabeira e seu controle é essencial, especialmente em pomares recém-estabelecidos. As plantas invasoras retardam o crescimento das árvores frutíferas, favorecem o surgimento de pragas e doenças e dificultam as operações de inspeção do pomar e o manejo da irrigação. Em locais onde a irrigação é feita por mangueira em uma bacia hidrográfica, o controle de ervas daninhas pode ser feito por meio de coroamento manual das plantas, com enxada, principalmente na fase de formação do pomar.
O controle com herbicidas é recomendado, sujeito a um inventário cuidadoso da população de ervas daninhas. No entanto, há uma redução significativa na população de plantas daninhas após o quarto ano de instalação da goiabeira, principalmente nas condições do semiárido nordestino, devido ao sombreamento natural produzido pelas goiabeiras, principalmente quando espaçadas, e à cobertura morta, formada pela troca de folhas e material vegetal proveniente da poda frutífera.
PRODUÇÃO, PRODUTIVIDADE E COEFICIENTES TÉCNICOS