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Protocolos de Enfermagem

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Academic year: 2023

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10 Tabela 3: Classificação das principais drogas utilizadas em oncohematologia segundo especificidade no ciclo celular, estrutura física e ação no nível celular. 15 Tabela 5: Exibição do nível esperado de metotrexato no soro de acordo com o tempo após o início da infusão. É o método terapêutico mais comum no tratamento das hemopatias malignas, podendo ser utilizado tanto para fins curativos quanto paliativos.

São medicamentos administrados exclusivamente por enfermeiros capacitados devido à complexidade da administração de alguns medicamentos e à necessidade de conhecimento aprofundado sobre os cuidados específicos relacionados a cada medicamento, indicações e efeitos colaterais da terapêutica.

Poliquimioterapia

Protocolos de Quimioterapia

Cálculo de Superfície Corporal

Ciclos de Quimioterapia

Resposta ao Tratamento

O tratamento é reiniciado sempre que há recidiva da doença, geralmente com mudança do protocolo quimioterápico para outro mais forte.

Tratamentos Paliativos

10 Auxílio na quimioterapia antineoplásica no tratamento das hemopatias malignas ECOG Performance Scale - Eastern Cooperative Oncology Group Nível de Atividade. 0 Totalmente ativo, capaz de realizar todas as atividades como antes da doença, sem limitações. 1 Não realiza atividades fisicamente exigentes, mas movimenta-se e é capaz de realizar tarefas leves ou sedentárias, por ex. trabalho doméstico e de escritório mais fácil.

2 Ambible e capaz de cuidar de si mesmo, mas incapaz de fazer qualquer trabalho; acordado e ativo mais de 50% de suas horas de vigília. 3 Capacidade limitada para o autocuidado, confinado à cama ou cadeira por mais de 50% das horas de vigília.

CLASSIFICAÇÕES DOS QUIMIOTERÁPICOS

No entanto, a divisão das células neoplásicas segue padrões normais, criando clones idênticos ao final do chamado processo do ciclo celular. Existem agentes químicos que atuam em uma fase específica do ciclo celular, denominada quimioterapia ciclo-específica, e outros que atuam em qualquer fase do ciclo, denominada quimioterapia inespecífica de ciclo. As drogas ciclo-específicas atuam na fração proliferativa do câncer e são mais efetivas se administradas por um período de tempo prolongado, onde um maior número de células, que estão em uma determinada fase do ciclo celular, em momentos diferentes, serão expostas a sua ação..

A classificação em termos de estrutura química e função no nível celular revela seis grupos de agentes quimioterápicos, que serão explicados na Tabela 3. 12 Quimioterapia Antineoplásica Auxílio no Tratamento das Hemopatias Malignas CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS AGENTES UTILIZADOS EM ONCO-HEMATOLOGIA. Vincristina Alcaloides vegetais - Os inibidores mitóticos bloqueiam a divisão celular na metáfase ligando-se às proteínas dos microtúbulos, destruindo-as e evitando a polarização dos cromossomos.

Responsável pelo recrutamento de células em repouso para o processo de divisão celular para ação de drogas cicloespecíficas. No tratamento das hemopatias malignas, as drogas pertencentes a esse grupo são os adrenocorticosteróides, como a prednisona, dexametasona e metilprednisolona, ​​que atuam no recrutamento de células no estágio G0 para proliferação celular, tornando-as mais sensíveis à ação de outros quimioterápicos específicos do ciclo .

Tabela 3: Classificação das Principais Drogas Utilizadas em Onco-Hematologia quanto  a Especificidade no Ciclo  Celular, Estrutura Física e Função em Nível Celular
Tabela 3: Classificação das Principais Drogas Utilizadas em Onco-Hematologia quanto a Especificidade no Ciclo Celular, Estrutura Física e Função em Nível Celular

EFEITOS COLATERAIS DOS QUIMIOTERÁPICOS

  • Náuseas e Vômitos
  • Mucosite
  • Alopécia
  • Mielotoxicidade

Lateralizar a cabeça do cliente durante episódios eméticos, se confinado ao leito, para evitar broncoaspiração. Para definir sua intensidade, é aplicada uma escala de avaliação, aceita pela Instituição, que classifica a mucosite em leve, moderada ou grave, em graus que variam de 1 a 4, de acordo com dados objetivos que definem sua gravidade. Os sinais e sintomas presentes na mucosite oral são: boca seca, espessamento da saliva, dificuldade para engolir e falar, eritema, ulceração, sialorréia, sangramento e necrose tecidual.

Fatores como condição física do cliente, cavidade oral, função hepática e renal, taxa de infusão, dose e protocolo quimioterápico afetam a gravidade da mucosite. Os recursos existentes para a prevenção da mucosite são poucos e se limitam a algumas drogas adjuvantes e à laserterapia profilática, mais comumente utilizada no transplante de células-tronco hematopoiéticas. Incentivar ou realizar a higiene oral pós-prandial com escova de cerdas macias, creme dental não abrasivo, fio dental extrafino, técnica adequada e fornecer enxágues ou soluções para bochechos de acordo com o protocolo institucional.

Inspecionar a cavidade oral diariamente para avaliar a higiene bucal, identificar sinais e sintomas de mucosite, sangramento ativo ou má retenção dentária e solicitar avaliação médica/odontológica quando necessário. Classifique a mucosite de acordo com a escala adotada pela instituição e implemente as medidas previstas no protocolo institucional de acordo com o grau de mucosite. As drogas utilizadas no tratamento das hemopatias malignas, com exceção da vincristina e da asparaginase, são mielotóxicas e causam leucopenia, trombocitopenia e anemia devido à supressão de progenitores hematopoiéticos na medula óssea, o que em alguns casos leva à ocorrência de infecções e levar ao sangramento. .

A infecção em clientes neutropênicos é a complicação mais preocupante e requer maior atenção da enfermagem para prevenção e implementação de cuidados, identificação precoce de sinais e sintomas e início imediato do tratamento. Preste atenção aos sinais e sintomas de sepse, como temperatura elevada ou hipotermia, taquipnéia, taquicardia, sudorese e hipotensão. Realizar cuidados quanto ao acesso venoso periférico ou central para prevenir infecções conforme protocolo institucional.

Avaliar rigorosa e sistematicamente o paciente quanto a sinais e sintomas de infecção: presença de lesões na pele e mucosas, processos inflamatórios locais, cefaléia, dor paranasal, tosse, coriza e muco; sintomas urinários como urgência para urinar, disúria e piúria, distúrbios intestinais como diarreia ou prisão de ventre, lesão perianal ou hemorróidas. Orientar o cliente e a família sobre o risco de infecção após a infusão da quimioterapia e como reconhecer os sinais e sintomas relacionados; Orientar o cliente a ir imediatamente ao hospital se apresentar temperatura axilar acima de 37,8°C ou sinais e sintomas de infecção.

Tabela 4: Classificação das Mucosites pela Escala OMS e a NCI-CTCClínico (HANRIOT & MELLO, 2008)
Tabela 4: Classificação das Mucosites pela Escala OMS e a NCI-CTCClínico (HANRIOT & MELLO, 2008)

RISCO OCUPACIONAL

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

  • Via Oral (VO)
  • Vias Intramusculares (IM) e Subcutâneas (SC)
  • Via Intratecal (IT)
  • Via Endovenosa (EV)

A administração intratecal consiste na infusão de medicamentos no líquido cefalorraquidiano e é realizada pelo médico por meio de punção lombar, com o enfermeiro auxiliando no procedimento preparando o material, colocando o cliente no leito e identificando efeitos colaterais. A via mais comumente utilizada no tratamento quimioterápico é, sem dúvida, a via intravenosa, que permite a administração em bolus, por gotejamento e por infusão contínua, por acesso venoso periférico e central, da maioria dos medicamentos.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA 21

Administração por Via Endovenosa em Infusão Contínua e por Gotejamento

Administração por Via Endovenosa em Bolus de Quimioterapia Vesicante

Os medicamentos quimioterápicos em baixas doses com tempo de infusão de até 01 hora podem ser administrados por gotejamento. Pique ou avalie as condições do acesso venoso de acordo com as recomendações da Tabela 01 – Acesso Venoso Seguro para Administração de Quimioterapia Vesicante. Questionar o cliente sobre a ocorrência de alteração da sensibilidade local durante a aplicação e incentivá-lo a verbalizar suas sensações durante o procedimento.

Interromper a administração diante de sinais e sintomas de extravasamento conforme indicado na Tabela 2 – Assistência de enfermagem no manejo do extravasamento. As infusões superiores a 30 minutos só podem ser administradas por meio de um cateter venoso central e requerem supervisão direta da enfermeira. Utilizar cateter agulhado de menor calibre levando em consideração o tratamento a ser realizado e o calibre do vaso sanguíneo.

Fixe o cateter venoso de forma segura, sem excesso de material, de forma que a região fique bem visível durante a administração de vesicantes. Inspecione a área de acesso venoso em busca de sinais e sintomas de flebite e/ou infiltração, como dor, calor, vermelhidão e inchaço. Realizar manobras de irrigação de acordo com o protocolo do cateter em caso de ausência de fluxo e/ou refluxo no cateter venoso central.

Solicitar avaliação e parecer médico da comissão de cateteres caso as intervenções não apresentem resultados satisfatórios. É contraindicado administrar medicamento vesicante em veia puncionada por mais de 03 dias, na ausência de fluxo e refluxo, pela veia jugular externa, nas extremidades inferiores, em membros superiores edemaciados, com lesões, flebite, fístula arteriovenosa, semelhantes à mastectomia, com alterações motoras e/ou sensitivas.

Figura 2: Administração de quimioterapia  vesicante.
Figura 2: Administração de quimioterapia vesicante.

Administrações Endovenosas de Drogas Irritantes

No entanto, recomenda-se seguir as demais instruções contidas no ponto 7 para a prevenção e tratamento de sinais e sintomas de toxicidade dermatológica local.

CUIDADOS ESPECIAIS COM ALGUMAS DROGAS

Metotrexato

Preparar o paciente para administração de metotrexato por meio de hiperidratação endovenosa e alcalinização da urina com solução de glicose 3000ml/m2 5% com bicarbonato de sódio 40 mEq/L soro. Em caso de pH urinário inferior a 7,5, a reposição é feita com bicarbonato de sódio 20 mEq em 100 ml de Soro Glicado 5% em 1 hora, conforme plano terapêutico. Iniciar metotrexato em alta dose às 14h por bomba de infusão contínua (rotina institucional).

Instalar o medicamento por meio de bomba de infusão, rigorosamente no horário e horário prescritos, e mantê-lo protegido da luz por ser um medicamento fotossensível. Bloqueie a bomba de infusão para evitar mudanças acidentais de programação, exposição ao medicamento por mais tempo do que o recomendado pode ser fatal. Realizar balanço hídrico, verificar o pH urinário a cada 6 horas e repor o bicarbonato de sódio, se necessário durante a infusão e até 48 horas após o início do metotrexato.

Para clientes com cateter venoso central de longa permanência, coletar uma amostra em frasco de EDTA (tampa roxa) até a marca, estritamente dentro e 48 horas após o início da administração do metotrexato, para medir o nível sérico e enviar para o laboratório protegido contra a luz. Atente-se para possíveis ajustes do ácido folínico no plano de tratamento, que podem ocorrer após o monitoramento do nível sérico de metotrexato.

Mabthera (Rituximab)

Tratamento Infusão na 1ª hora Infusão na 2ª hora em diante Dose máxima Primeira dose 50 mg/h Aumentar em 50 mg a cada 30 minutos. , para facilitar a consulta de dados. Aplicar colírio de dexametasona 0,1% duas a quatro vezes ao dia em terapia de alta dose (acima de 1 g) para prevenir conjuntivite química.

Fique atento à febre, que é um efeito colateral comum do tratamento com altas doses, e procure orientação médica em caso de hipertermia. Interromper a administração em caso de sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, dor torácica, taquicardia, tontura e suores frios. Interromper a administração em caso de sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, dor torácica, taquicardia, tontura e suores frios.

Aplicar compressa quente nos casos de extravasamento e seguir as demais orientações para o tratamento da complicação. Aplicar compressa quente nos casos de extravasamento e seguir as demais orientações para o tratamento da complicação. Além da descrição dos cuidados de enfermagem padronizados na instituição, buscou-se destacar o reconhecimento das necessidades psicoemocionais de cada cliente, buscando o apoio de profissionais especializados.

Masterscriptie, Universiteit van São Paulo, Ribeirão Preto School of Nursing, Ribeirão Preto.

Tabela 6:Tempo de Infusão do Rituximab
Tabela 6:Tempo de Infusão do Rituximab

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Tabela 1: Os Cinco "Rs" da Resposta Quimioterápica
Tabela 2: Escala de Performance ECOG -Eastern Cooperative Oncology Group. (BONASSA & SANTANA, 2005)
Tabela 3: Classificação das Principais Drogas Utilizadas em Onco-Hematologia quanto  a Especificidade no Ciclo  Celular, Estrutura Física e Função em Nível Celular
Tabela 4: Classificação das Mucosites pela Escala OMS e a NCI-CTCClínico (HANRIOT & MELLO, 2008)
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Referências

Documentos relacionados

O documentário é para Nichols uma representação parcial e subjetiva da realidade Se o documentário fosse uma reprodução da realidade, esses problemas seriam bem