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QUE MODERNIDADES SÃO ESSAS?

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Academic year: 2023

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Estudo da arquitetura moderna paraibana nas casas ribeirinhas de João Pessoa (1960 a 1974) / Roberta Xavier da Costa; prefácio de Sônia Maria de Barros Marques. Foi uma viagem, uma aventura descobrir com ela a riqueza do moderno patrimônio residencial da orla de João Pessoa. 1930 diversifica em materiais e texturas, cuja arquitetura moderna se apresenta como inclusiva, e dá vários exemplos brasileiros para comprovar essa diversidade, que se demonstra com soberania no universo das casas à beira-mar de João Pessoa, escolhidas por Roberta Xavier.

Para a formação teórica de um designer de interiores no Curso Superior de Tecnologia em Design de Interiores (CSTDI) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) é necessário nas disciplinas de Cultura Brasileira, História do Mobiliário, História de Arte e Arquitetura e História do Design para estudar os conteúdos da arquitetura contemporânea no mundo, no Brasil e também na Paraíba. No entanto, quando o projetista se depara com a experiência real da intervenção, nem sempre essa literatura conduz a uma compreensão do que realmente é a arquitetura moderna. Inicialmente, verifica-se a casa na historiografia da arquitetura moderna internacional, identificando-se seus traços mais destacados, investigando-se os exemplos mais citados, inclusive as casas brasileiras, e comparando-se, na medida do possível, dados, discursos e iconografia.

Em seguida, o mesmo processo de observação é aplicado a uma lista de casas elaborada a partir da bibliografia dedicada especificamente à arquitetura moderna brasileira. Na parte 2, primeiramente, é apresentado o contexto das modernas casas de praia de João Pessoa e algumas considerações sobre a vida na praia.

Figura 1 Residência H. P. na
Figura 1 Residência H. P. na

CASA MODERNACASA MODERNA

A primeira é o método de implantação da casa moderna, a edificação “solta no terreno”, que permite a visualização do objeto arquitetônico sob diferentes óticas, oriundas da perspectiva cubista. Casas isoladas no lote realmente parecem muito comuns na arquitetura residencial do século XX. Os resultados obtidos mostram que embora a planta livre tenha sido recorrente em diversas casas e que esse elemento seja um dos ícones da modernidade, ela é rara nas casas onde ela aparece.

Vale ressaltar que Le Corbusier não fez essa opção em Pessac, onde as casas, apesar de terem a possibilidade de adotar a disposição que ele gostava, eram coladas nos limites dos lotes. Para concluir esta avaliação das casas modernas, vale referir que apenas aparecem na bibliografia consultada. Com relação aos aspectos do local, vimos que as casas modernas brasileiras citadas neste estudo estão localizadas na periferia, indicando um processo de expansão urbana que acompanha a modernização das cidades, como ocorreu na orla marítima de João Pessoa.

No entanto, isso não significa que eles se apóiam nos limites dos lotes, como os Garches, Pessac e outras casas internacionais, urbanas ou suburbanas. No Brasil, provavelmente por exigências legais em áreas de expansão urbana, as casas geralmente ficam soltas no terreno, nas quatro faces. Argan, outro autor resenhado, enfatizou a implantação da casa moderna - a edificação "solta no terreno" - que permite a visualização do objeto arquitetônico sob diversas perspectivas, derivadas da perspectiva cubista, e concretamente como material dominante, que promove um quadro independente.

Essas descrições parecem apontar para o modelo ideal da Casa Savoye – único na carreira do arquiteto.

Figura 2 - Resumo do caminho historiográfico percorrido. Fonte: Costa (2011)
Figura 2 - Resumo do caminho historiográfico percorrido. Fonte: Costa (2011)

CASAS E MODERNIDADES NA ORLA MARÍTIMA

A personagem de José América esteve associada a diversas ações que promoveram a modernização da cidade como um todo26, e.g. as casas que impressionavam os visitantes27 no litoral eram "mais modernas" do que a casa do ministro. Uma fórmula parece repetir-se nestas três casas: um quarto suspenso por pilares (meio-pilotis); terraço e varanda dos quartos na frente da casa – esquema de prisma trapezoidal no rebaixo; circulação interna dos cômodos aberta para a sala; No interior, um meio-nível foi utilizado para distribuir os ambientes sociais e separá-los dos íntimos, como afirmou Amorim (2001) a respeito da setorização da casa moderna.

Para muitos dos que frequentam o passeio, são estes volumes e elementos formais que representam as casas de praia modernas, traduzindo numa imagem o que parece ser um senso comum de modernidade praiana na primeira metade dos anos 60. , esta é a que tem mais espírito inovador, sem muitas divisões internas. A partir desses exemplos, podemos dizer que em relação ao plantio do prédio no terreno na década de 1960, as casas da orla marítima ocupavam uma ou mais faces, pois a legislação permitia ocupar a distância longitudinal com a superior. andar, e o andar térreo foi recuado.

As casas do período seguinte distinguem-se sobretudo pelos materiais de construção, economia de acabamentos e soluções de cobertura. Apaixonados pelo mar e mantendo a privacidade privada, os proprietários veem o terraço da casa como um local adequado para ocasiões especiais e não mais o local para tomar um café no final da tarde. Os elementos pré-fabricados e de concreto visavam tornar a casa mais prática e de fácil manutenção, com menos ajudantes, e combinar com a informalidade da casa de praia.

O setor íntimo fica em um volume separado, com acesso direto ao living, por meio de uma circulação aberta ao pergolado central, que distribui os fluxos da casa. Do jardim frontal é possível chegar ao interior da casa por diferentes percursos para cada setor: para a área social, chegando pelo terraço; para a privacidade, pela passagem lateral ou pelas varandas dos quartos e da sala; e, no setor de serviços, passando pelo terraço ou pátio de serviço. As casas de Carlos Alberto Carneiro da Cunha neste período atingiram maior sofisticação não só em termos de conforto como também em termos de programa residencial.

45 Durante a visita de investigação de campo, não foi possível aceder para verificar a utilização, uma vez que esta zona da casa se encontrava deteriorada e com muitos resíduos. Quanto às abas laterais, assim como as casas nacionais e internacionais, as casas portuárias estão soltas nas quatro abas, o que não garante a perspectiva cubista. Os balneários não faziam parte do projeto inicial – em ambos os casos tratam-se de reformas, localizadas nos recuos posteriores do terreno, sinalizando que o quintal não é mais exclusivo para atividades de serviços, indicando maior sofisticação no programa da casa.

Assim como nas casas nacionais, todas as casas da orla possuem setores (social, íntimo e de serviços). Quanto aos aspectos estéticos, destacamos que a maioria das casas possui volumetria trapezoidal, e em relação à axialidade, as casas da orla se diferenciam das nacionais e internacionais, pois as composições privilegiam o eixo de simetria, principalmente no sentido de enfatizar a frente. fachada.

Figura 3 Casa de D. V. de M.
Figura 3 Casa de D. V. de M.

CONCLUSÕES

O objetivo foi proporcionar ao leitor um panorama historiográfico da arquitetura residencial moderna na cidade de João Pessoa, especialmente na região de Cabo Branco, Tambaú e Manaíra, em relação à produção internacional e nacional. a) Haveria uma predominância de elementos da modernidade que são usados ​​como fórmulas. Até que ponto a especificidade do lugar (praia), dos costumes (cultura) e dos atores (clientes e designers) mudariam as características modernas das casas à beira-mar. Segundo os controles, os cinco pontos de Le Corbusier não foram adotados nas casas de Pessoa.

Confirmando parcialmente a bibliografia, identificamos que a setorização das casas modernas à beira-mar, assim como outras nacionais, continua separando os funcionários. As casas da orla são livres no terreno e, assim como as casas de Estado, estão implantadas em meia quadra e obedecem a recuos mínimos, o que não significa necessariamente que a expectativa da visão cubista, onde o objeto (o edifício ) é visto em perspectiva, é atendido. O modernismo de fachada foi mais recorrente na década de 1960, quando os projetistas, muitas vezes aproveitando as exigências da legislação municipal da época, encontraram um programa mais extenso, avançando o pavimento superior para os limites laterais do lote, o que era mais frequente em parcelas estreitas, como na Casa M. Elevadas parcialmente do solo, nestas casas, os quartos dispõem-se sobre o terraço e a solução híbrida semi-pilis segue dois modelos: coberta pela varanda dos quartos do piso superior ou, conforme a dois dos casos vistos, com arranjo em L que libera parte do pavimento térreo, como nas casas da Vila Zula Miranda.

Nas casas da orla de João Pessoa, o terraço - mais comum nas casas internacionais e menos frequente nas casas nacionais - é um espaço de celebração por excelência. Este ambiente, que até à década de 1960 era generoso, aberto à paisagem e ao nível da rua, surgiu na década de 1970 como continuação do jardim, elevado num planalto. 1974), da autoria de Carlos Alberto Carneiro da Cunha, foi a residência ribeirinha que melhor aproveitou este elemento e se mantém até aos dias de hoje.

Quase todas as casas examinadas na orla marítima de João Pessoa foram divididas em setores, seguindo os princípios do paradigma setorial – dividindo a habitação em três zonas distintas: residencial, de descanso e de serviços (AMORIM, 2001; . LEMOS, 1999). Quanto às soluções de cobertura, as casas à beira d'água possuem lajes planas cobertas por telhas e ocultas por vigas de concreto (plataforma). Essa dificuldade provavelmente levou à adoção da segunda solução muito popular, principalmente na década de 1970: o telhado de quatro águas.

Em termos de boas práticas de adaptação ao clima, poucas casas apresentaram de fato soluções eficientes. O pátio pergolado central, apontado na literatura como adequado para a renovação constante do ar interior, causou problemas de infiltração e alagamento em casas de praia em João Pessoa. Não havia fórmula, as partes eram combinadas, mas aqui já se percebe uma distinção: as casas projetadas por arquitetos são as mais eruditas, embora também houvesse engenheiros habilidosos, como Newton Maia, que construiu a casa de D.

Dissertação (Mestrado em Conforto no Ambiente Construído; Forma Urbana e Habitação) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2011. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente –​​​​PRODEMA, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa , 1999 questão de metros no litoral de João Pessoa (bairros de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco).

Tese (Doutorado em Estruturas Ambientais e Urbanas)–Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. Dissertação (Mestrado em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo)–, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo São Paulo, São Carlos, 2008. A História Oral da Arquitetura Moderna: Entrevistas com os Maiores Arquitetos do Século XX.

O processo histórico de produção da estrutura fundiária urbana no litoral norte de João Pessoa e sua importância para a compreensão da segregação socioespacial.

Imagem

Figura 1 Residência H. P. na
Figura 2 - Resumo do caminho historiográfico percorrido. Fonte: Costa (2011)
Figura 3 Casa de D. V. de M.
Figura 4 - Casa H. P. (planta baixa, com indicação da setorização em três setores) Fonte: Costa (2008)
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Referências

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