• Nenhum resultado encontrado

querela nullitatis insanabilis

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "querela nullitatis insanabilis"

Copied!
34
0
0

Texto

O presente trabalho tem como objetivo analisar a segurança jurídica da decisão de mérito, causada por vício incurável e já transitado em julgado, tendo em vista a utilização da Querela Nullitatis Insanabilis – Ação Declaratória de Invalidez. Este artigo tem como objetivo analisar a segurança jurídica dos condenados antes da utilização da Ação Declaratória de Nulidade – Querela Nullitatis Insanabilis, perante as sentenças afetadas por vícios transcisionais.

Evolução Histórica

8 DIAS, Luciano Souto e, SILVA, Priscila Kélita Leal, A QUERELA NULLITATES INSANABILIS A PARTIR DO CÓDIGO DE CIVIL PROCESS DE 2015, 2017. Na voljo na:.

Direito Comparado da Querela

Macedo15 também entende, no mesmo sentido, que a Querela Nullitatis Insanabilis se constitui como remédio utilizado na impugnação de decisões que contenham erros de nulidade ou omissão de citação da parte contrária. Disponível em:< https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-processual-civil/a-querela-nullitatis-insanabilis-face-ao-principio-da-seguranca-juridica/.>.

Citação

Conforme mencionado em outro lugar, a Querela Nullitatis Insanabilis, apesar de não estar regulamentada positivamente nas normas jurídicas brasileiras, pode ser sustentada pelo artigo 239 do Código de Processo Civil18, pois estabelece que a citação do réu é indispensável para a validade do procedimento. Além disso, conforme estipula o artigo 239 do Código de Processo Civil20, o réu deverá ser convocado para a validade do procedimento. A citação será pessoal, mas poderá ser feita por representante legal ou mandatário do réu, do devedor ou de interessado.

2º O locador que sair do Brasil sem avisar o locatário de sua saída será intimado ao local onde se encontra o imóvel por advogado com poderes para citar o processo na pessoa do administrador do imóvel responsável pelo recebimento dos aluguéis, que ser considerado qualificado para representar o proprietário em tribunal. O serviço também poderá ser feito onde quer que se encontre o arguido, arguido ou interessado, com a ressalva de que o militar da ativa será convocado para a unidade onde presta serviço, caso se desconheça a sua residência. ou, se não houver, encontra-se nos termos do artigo 243 e seu parágrafo único do Código de Processo Civil22. Quanto às modalidades de citação, estas são reguladas nas alíneas do artigo 246.º do mesmo regulamento legal acima referido23, entregues por correio, pelo escrivão, pelo escrivão ou pelo chefe da secretaria, se o referido comparecer no notário. . , mediante edital e por meio eletrônico, na forma regulamentada em lei.

Assim, quando o réu for validamente acionado, nos termos do artigo 240 do CPC24, causará litispendência, tornará o processo litigioso e constituirá o devedor inadimplente. Antes da citação, prevista no artigo 335 e no artigo 336 do Código de Processo Civil25, o réu poderá apresentar defesa no prazo de 15 (quinze) dias, a quem compete fazer valer todas as questões de defesa, indicando as razões de fato e de direito. com o qual é impugnado o pedido formulado na reclamação pelo autor, indicando as provas que pretende apresentar nos autos.

Réu revel

Não há nenhum dispositivo nas normas jurídicas brasileiras que imponha ao réu a obrigação de apresentar defesa, mas caso não o faça, será considerado ausente dos autos, o que terá consequências como a decretação de sua causa à revelia . Direito Processual Civil29, onde o magistrado avaliará previamente o pedido, caso entenda que são suficientes os fatos alegados na peça excessiva e os elementos apresentados nos autos, ainda nas palavras de Frantz30. Contudo, ainda é útil discutir casos em que a citação ocorre de forma inválida, ou seja, está crivada de infração de transgressão, tão grave que, mesmo diante do silêncio (omissão) do réu, constitui violação dos direitos fundamentais inerentes ao indivíduo, elencados por Junior31.

Citação nula

Para que a citação seja considerada nula, ela deverá ter ocorrido de forma inválida, bem como ter causado dano à Ré, entendido como dano quando a capacidade do vício impedir a consecução do objeto do ato processual, denominado pelo doutrina como “pas de nullité sans agrave”, traduzida no sentido literal: “não há nulidade processual sem prejuízo”, nas palavras de Fernandes35. De início, é necessário ressaltar que no âmbito do processo civil brasileiro podem existir vícios nos atos processuais que, consequentemente, os tornam inválidos ou ineficazes. No âmbito do processo civil, esses vícios geralmente decorrem da inobservância da forma como determinado ato deve ser praticado.

A nulidade do ato processual poderá ser executada de ofício ou, por instigação das partes, com caráter de sanção. Assim, para ser considerado inválido, o ato processual deve ser defeituoso e, consequentemente, causar dano à parte. Essa perda deve ser entendida como a capacidade do vício de impedir que a finalidade do ato processual seja alcançada, o que é doutrinariamente chamado de princípio do “pas de nullité sans tristeza”, ou seja: “não há nulidade processual sem preconceito”, nas palavras de Fernandes37.

Conceituando a nulidade absoluta, Komatsu39 defende que ela teria quatro características, ou seja, imediata, ou seja, invalidaria o ato processual desde o momento de sua formação, ou seja, nulidade “completa de jure”; absoluta, pois qualquer parte pode reclamar e, tendo o juiz conhecimento da nulidade, deve reconhecê-la de ofício; incurável, por ser uma ação nula, sua confirmação não é possível e, em última análise, eterna, pois a ação nula não é curada por prescrição. Assim, quando o ato processual é quebrado, gerando uma nulidade absoluta, a validade não é permitida por razões de interesse público protegido, portanto, a nulidade absoluta decorre de vícios incuráveis, conforme palavras de Cabral41.

Distinção entre nulidade e anulabilidade

Ressalta-se que para a propositura da ação rescisória é imprescindível o atendimento ao rol de requisitos específicos e exaustivos previstos no artigo 966 do CPC, conforme afirmam Junior e Miyamoto47. Quanto à lista exaustiva que distingue uma ação de nulidade de uma Querela Nullitatis, menciona-se a prescrição para a propositura de ambas. O prazo prescricional para o tratamento do crédito impugnado é de 2 (dois) anos - sem possibilidade de prorrogação - após a decisão transitada em julgado ou sentença que se pretenda anular, ver artigo 975.º do Código de Processo Civil49.

É imprescindível destacar também, conforme a súmula 514 do Supremo Tribunal Federal52: “É admitido recurso contra decisão transitada em julgado inapelável ainda que não tenham sido esgotados todos os recursos”. No que diz respeito à competência para ajuizar o processo de demissão, com base na interpretação da Constituição Federal, conclui-se que a competência da referida ação é dos tribunais, mas para a definição de qual tribunal é competente, é necessário analisar, o que é a anulação da sentença, no entendimento de Rodrigues53. Diferentemente da ação rescisória, Rodrigues56 entende que a competência para a pretensão Nullitatis será a apreciação da pretensão originária, tendo em vista que não havendo regra especial de competência para a acusação em questão, a aplicação na regra do artigo é integralmente no artigo 61 do Código de Processo Civil57: “A ação acessória será submetida ao tribunal competente para a causa principal.

No que diz respeito à legitimidade para ajuizamento da ação de impugnação, à luz do artigo 967 do Código de Processo Civil59, são considerados legítimos: I - quem foi parte no processo ou seu sucessor em caráter geral ou singular, II - terceiro legalmente interessado ou, III - ministério público. Rodrigues60 entende que quem tem direito a interpor uma ação de impugnação são as pessoas que sofreram as consequências do trânsito em julgado, a consequente imutabilidade do que consta da decisão final, justificando assim a sua legitimidade para propor uma ação.

Cabimento da Querela Nullitatis Insanabilis no ordenamento jurídico

Ressalte-se ainda que a falta de citação e a notificação defeituosa na ausência do réu são erros que impedem a própria configuração da coisa julgada ou da coisa julgada contra o réu. Considerando que o arguido não era regularmente convidado para o processo e não o integrava, a relação processual consistia apenas entre o autor e o juiz, sem decisão final e irrevogável sobre o arguido. Portanto, ao tomar conhecimento de uma ação em que ocorreu alguma dessas deficiências, o réu poderá ingressar no processo e alegar a nulidade da declaração, conforme permite o art.

Assim, mesmo após a chegada da decisão final, ainda que o prazo para recurso já tenha decorrido, o réu poderá questionar tais vícios processuais, que poderão ocorrer na defesa em execução, conforme mencionado anteriormente, ou ainda por ação autônoma. , se a execução não tiver sido iniciada: trata-se de ação que declara a nulidade da pena. Dessa forma, o réu que não tenha sido regularmente citado no processo é considerado legitimamente ativo para o ajuizamento da Querela Nullitatis, haja vista que buscará o reconhecimento da nulidade da sentença que lhe causou dano. É importante ressaltar também que um terceiro interessado que não apareça no processo como réu configura-se como um bem legítimo para contestar a sentença que viola seus direitos, pois esse terceiro pode ser um co-réu necessário, apesar de não estar envolvido no processo original.

Por fim, outras partes do pedido original deveriam constar no polo passivo, como diz Rodrigues65. Além disso, importa referir que o requerente do procedimento original não tem legitimidade para propor a Reclamação, dado que o foi durante o processamento dos autos, dado que qualquer desacordo com a decisão proferida deverá argumentar com as fontes competentes e não com da Querela, nas condições estabelecidas por Rodrigues66.

Ato nulo e ato inexistente

Querela Nullitatis Insanabilis como Ação Declaratória de Nulidade

RECURSOS CÍVEIS - PROCEDIMENTO DETERMINATIVO - NULIDADE DA SENTENÇA - AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO VÁLIDA - INADIMPLÊNCIA DE TRANSMISSÃO - DENÚNCIA NULLITATIS INSANABILIS. Ao utilizar o Instituto da Querela Nullitatis Insanabilis como meio de recurso para contestar decisão atingida por vício transcisório, após a decisão se tornar definitiva e irrevogável, haverá afronta à autoridade substantiva da coisa julgada. Disponível em:.

Querela Nullitatis Insanabilis – Ação Declaratória de Nulidade, no ordenamento jurídico brasileiro, é o meio pelo qual se combate a coisa julgada material, a qualquer tempo, quando afetada por vícios de rescisão. Disponível em:< https://jus.com.br/artigos/37366/a-querela-nullitatis-como-mecanismo-de-relativizacao-da-thing-julgada#_ftn7>. CASTRO, Guilherme Fortes Monteiro, 2013, Querela Nullitatis Insanabilis (ação declaratória de inexistência de condenação) em coisa julgada inconstitucional.

Dostopno na: . Dostopno na: < https://jus.com.br/artigos/37366/a- querela-nullitatis-como-mecanismo-de-relativizacao-da-coisa-julgada#_ftn7>.

Beschikbaar op:.

Referências

Documentos relacionados

Já se analisou a possibilidade de rompimento da barreira da coisa julgada para atacar a sentença inconstitucional na via de exceção, pela querela nullitatis. Resta, porém,