Foram demarcadas cinco unidades (Mapa 1), cada uma das quais representa um sistema ambiental, pois são caracterizadas como um conjunto de variáveis físicas organizadas numa parte demarcada da Bacia da Mazomba. Foram produzidos alguns mapas para melhor compreender a realidade ambiental da Bacia da Mazomba. As serras de Mazomba, Pacheco, Leandro e outras, que fazem parte da serra do Mar, formam uma frente mais ou menos contínua que limita internamente a baixada da bacia do Mazombe.
AMOSTRA DE PRAIA
As características e padrões detectados nos histogramas são importantes para tentar inferir os diferentes processos de formação e ambientes de sedimentação de cada parte componente, nas cinco unidades ambientais. A presença dominante de areia grossa nesta parte componente indica a pouca blindagem das ondas, de forma a redistribuir os sedimentos mais finos ali depositados.
AMOSTRA DE MANGUE
AMOSTRAS DE FUNDO PLANO
É uma área onde a cobertura vegetal primitiva já foi totalmente substituída, com uso do solo bastante diversificado, com pastagens, plantações temporárias e permanentes, capoeiras e assentamento urbano. O mapa de gradiente, por representar as nuances de variação das encostas existentes na Bacia do Mazombe, torna-se outro elemento de grande valor no planeamento do uso do solo nesta área de estudo. Num projeto como este, onde o objetivo mais extenso é um estudo geomorfológico e ambiental de uma forma mais geral, com o objetivo de planejar o uso do espaço, o mapa que analisaremos (mapa 6) a seguir é muito importante para isso. pretendido.
Mas em qualquer caso, cumpre um dos seus objectivos, que é ser mais um elemento na compreensão ambiental da região em estudo e ao mesmo tempo importante no ordenamento do território. Como este trabalho pretende servir de subsídio ao ordenamento do território da bacia da Mazomba, a observação da situação actual pode ser complementada pela avaliação do potencial ambiental e dos riscos que surgirão do uso inadequado dos recursos naturais na área. estudado. A análise dos riscos ambientais é de grande importância nos trabalhos voltados ao ordenamento do território, principalmente quando um dos objetivos é fornecer subsídios para isso, desde que mantida a harmonia entre o uso e o meio ambiente.
É importante referir que os objectivos propostos foram alcançados, nomeadamente a aplicação de uma metodologia de estudo do meio físico, adaptada à nossa realidade, chamando a atenção para a necessidade de realizar estudos do meio físico, que têm um grande valor. no planejamento do uso da terra; o reconhecimento da bacia da Mazomba, área pertencente à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que passou por rápidas transformações no uso do solo, principalmente após a construção da rodovia Rio-Santos. Outra conclusão importante que se pode tirar é que neste projecto foram realizados não só estudos de relevo, mas também um estudo de solos, clima e cobertura vegetal, que pode ser utilizado como subsídio para uma gestão adequada do uso do solo na Bacia da Mazomba. . Embora tenham sido realizados levantamentos sobre os diversos aspectos que compõem o arcabouço natural, ficou evidente a necessidade de um grupo interdisciplinar de pesquisadores em um estudo ambiental, focado no planejamento do uso do solo.
Isto reforça uma noção incorporada nesta pesquisa, nomeadamente a necessidade de interdisciplinaridade nos levantamentos ambientais, especialmente quando se está interessado em utilizar o conhecimento para planear o uso da terra. Por se tratar de um trabalho focado no planejamento do uso do solo, também foram criados mapas de gradientes, unidades ambientais, mapas de uso do solo, de solo e geológicos. A necessidade de realizar estudos integrados do ambiente e da situação socioeconómica ficou evidente durante o planeamento do uso da terra numa determinada área.
VEADEIROS - GOlAS
É uma importante bacia hidrográfica e é drenada por afluentes dos rios Maranhão e Paranã, que formam o rio Tocantins. Os padrões de identificação nas imagens foram definidos combinando as características da cobertura vegetal com os elementos do subsolo (solo, água, rocha). O centro das operações de campo foi a cidade de Alto Paraíso de Goiás, localizada a aproximadamente 1.280 metros de altitude.
A partir daí foram realizadas diversas excursões para oeste, em direção ao Parque Nacional e aos vales dos rios Cobras, São Miguel, São Joaquim e Preto; a leste, ao longo da Serra Geral do Paranã, em direção aos vales dos rios São Bartolomeu e Macacão, na bacia do Paranã; ao nordeste, via Terezina, até a cidade de Porto Real, às margens do rio Paranã; e sul, em direção à cidade de São João da Aliança. Nas áreas onde as superfícies são escavadas por caminhos, há vegetação hidrofílica, com palmeiras típicas, conhecidas como buritis (Mauritia vinifera Mart.); À volta dos caminhos, em zonas pouco húmidas, existe vegetação rasteira, com predominância de ciperáceas; Em áreas áridas, o cerrado e o cerradão são generalizados.
APLAINAMENTOS NA "CHAPAD~· DOS VEADEIROS - GOlAS
O contato mais significativo ocorre na margem direita do Córrego São Miguel, afluente do Rio Tocantinzinho, na bacia do Rio Maranhão, onde existe localmente um conglomerado basal de até 1000 metros de espessura. Além disso, na página 18, lemos que, nas nascentes de muitos afluentes do rio Maranhão, podem ser vistos vestígios de uma superfície aplainada, na cota atual de 1.050 a 1.150 metros, que também corresponde ao pediplano Pós-Gonduano, e que as maiores extensões deste pediplano encontram-se, porém, ao longo da "cordilheira Brasília-Veadeiros", no extremo sul da cidade de Alto Paraíso de Goiás. Os afloramentos rochosos e morros isolados formam a intersecção das bacias do rio Tocantins, ao sul e sudeste, e do rio Paraná, ao norte.
Exemplos desses vestígios são as serras da Boa Vista e do Rio Preto, em quartzitos Araí, e as serras das Almécegas, Cobras, Ferro de Engomar, Conceição, Segredo e Silêncio. Ali estão localizadas as nascentes dos rios Cobras e Almécegas e do rio Couros, na bacia do rio Tocantinzinho. A leste da cidade, a superfície é dissecada pelas nascentes do Rio São Bartolomeu, afluente do Rio Macacão, na Bacia do Paranã.
A oeste, na área granítica da bacia do rio Claro e a leste nas rochas do grupo Bambuí onde se localizam os afluentes do rio Paranã, a intensa erosão praticamente eliminou os restos deste pediplano, possibilitando o desenvolvimento de uma planície aluvial a uma altitude de cerca de 500 metros. Enquanto nesta região o anticlinório, em forma isoclinal, favorece a presença de uma superfície paleogênica "etch", em dois níveis (> 1200 m e m), sustentada por quartzitos do Grupo Paranoá, na "Chapada" dos Veadeiros os vestígios deste plano está localizado entre cotas médias de 1.250 metros na região de Alto Paraíso de Goiás e 1.000 metros no médio curso do rio Tocantinzinho. 34;Chapada" dos Veadeiros forma uma superfície levemente inclinada em direção aos principais vales do seu entorno; está incrustada na superfície paleógena e distribui-se geograficamente desde a altura máxima aproximada de 1.200 metros, até a depressão ocupada pela Vista da Boa riacho dos rios Cobras e Couros, entre as serras Boa Vista e Cobras, até a cota mínima de 850 metros na bacia do rio Tocantin.
Tanto na região de Brasília quanto na Chapada dos Veadeiros, a transição de uma feição geomorfológica para outra geralmente ocorre de forma abrupta, sempre indicando controle litológico ou tectônico.
ANALISE COMPARATIVA DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DA
METROPOLITANA DE SÃO PAULO
A influência do relevo nos tipos de poluição que afetam as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo está indissociavelmente ligada aos processos morfogenéticos e morfoclimáticos característicos das áreas intertropicais. Quanto aos municípios do extremo litoral, Maricá (no leste) e Mangaratiba (no oeste) apresentam as maiores dificuldades de participação na vida econômica da região metropolitana do Rio de Janeiro. A região metropolitana de São Paulo abrange uma área de 7.951 km2 e é composta por 37 municípios localizados no verso da “serra”.
A Região Metropolitana de São Paulo é, portanto, um contraste paisagístico em relação à Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os relevos montanhosos apresentados como limites naturais da Região Metropolitana de São Paulo criam um contraste paisagístico com o centro. As terras baixas do estado do Rio de Janeiro formam paisagens que contêm (!Apenas diversos e graves problemas de poluição.
Conclui-se, portanto, que o desenvolvimento urbano e rural desequilibrou os ecossistemas lagunares da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. São, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mais constantes e de maior extensão que as de erosão. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a bacia do rio Paraíba do Sul é a mais importante, mas apenas os afluentes da margem direita são de interesse para estudos.
Enquanto na região metropolitana de São Paulo há uma amplitude fraca, estabelecida entre os níveis de 800-1.300 metros de altitude, na região metropolitana do Rio de Janeiro os níveis estão entre 0-2.000 metros de altitude. As características do relevo da Região Metropolitana de São Paulo podem ser resumidas como uma série de alinhamentos montanhosos periféricos, como: As condições do relevo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro apresentam formato aproximadamente triangular, aberto ao oceano, através de diversas planícies .
USO DA TERRA NO MUNICIPIO ,
DE ALBERTINA - MINAS GERAIS
LEVANTAMENTO E MAPEAMENTO-
A demarcação final da área do Município foi realizada nessas fotografias aéreas utilizando um estereoscópio de espelho (Zeiss). A sede do município está localizada em um amplo trecho do rio Albertina, onde a erosão fluvial criou um amplo alvéolo. Devido à sua localização geográfica em relação aos sistemas regionais de circulação atmosférica, topografia robusta e altitude razoavelmente elevada, o balanço hídrico e o clima do município de Albertina podem ser conhecidos através dos valores hídricos e climáticos do município de Ouro Fino (MG). 3•.
O café ocupa 1.025.662 hectares (18,45%) da área total do Município de Albertina, com lavouras de café localizadas desde as áreas mais altas até próximas aos vales. Os pomares ocupam 3.150 hectares (0,05%) da área total de Albertina e estão esparsamente localizados na zona oeste do Município, quase sempre próximos à sede da propriedade. As florestas naturais cobrem 532.125 hectares (9,58%) da área total do Município, localizadas principalmente no curso superior dos rios.
A área ocupada por esta categoria foi calculada pela diferença entre a área total do município e a soma das áreas das demais categorias, o que equivale a 3.959.385 hectares (71,24%) da área total do município. De modo geral, existe uma ligação entre as estradas principais, vicinais e veredas, o que mostra que a malha viária do município está intimamente ligada ao cultivo do café. Dentre as categorias de uso do solo, a mais importante em termos de área é representada pelas pastagens/outros (P), num total de 3.959.385 hectares (71,24%), o que mostra que a pecuária é a principal atividade econômica do município.
A comparação da Folha Pinhal (1972) com fotos aéreas (1979) mostra que a rede viária do município de Albertina permaneceu praticamente inalterada, pois a única alteração consistiu no endireitamento da parte da estrada principal que fica a oeste da cidade.