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Relatório de Desenvolvimento Juvenil

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Academic year: 2023

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A construção do IDJ proposta neste artigo baseou-se em critérios semelhantes aos utilizados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mas adaptado para abordar questões específicas enfrentadas pelos jovens. de 15 a 24 anos. Desde então, novos índices desagregados foram criados, sendo os principais o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) e o Índice de Condições de Vida (ICV).

A partir de 1940, a taxa de mortalidade começou a diminuir decisivamente, enquanto a taxa de natalidade permaneceu extremamente elevada. Este declínio gradual – produto do declínio das taxas de natalidade – conduz a um envelhecimento cada vez maior da população.

Analfabetismo entre os jovens

A partir desses dados podemos perceber que o analfabetismo no Brasil ainda é elevado, mesmo se considerarmos o contexto dos vinte países da América Latina, que se encontram num desconfortável 13º lugar. Esta melhoria de 43,9% no analfabetismo juvenil entre 2001 e 2006 tem diversas fontes. a) Melhoria histórica nas taxas de educação.

Situação educacional dos jovens

Ou estará a esgotar-se um certo modelo de compensação tardia para os jovens mais atrasados? Assim, entre os extremos do período analisado, a matrícula de jovens inadimplentes vem diminuindo a uma taxa significativa: 3,14% ao ano.

Escolarização: freqüência à escola

Existe uma diferença entre o que chamamos de educação bruta (que inclui todos os níveis de educação no índice: ensino primário, secundário e superior) e educação adequada (que abrange a educação obtida a partir do ensino secundário) entre os jovens dos 15 aos 24 anos. . Verifica-se que no primeiro decil de rendimento quase 2/3 dos jovens (60,9%) ainda frequentam o ensino primário, quando já deveriam estar pelo menos no ensino secundário.

Anos de estudo

A Tabela 3.4.2 permite-nos verificar a evolução histórica dos anos de estudo dos jovens nos cinco anos desde o primeiro relatório. O Gráfico 3.4.1 e a Tabela 3.4.3 mostram que os jovens com rendimentos mais baixos, os do primeiro decil, têm seis anos de estudo.

Qualidade do ensino

Além disso, estudos realizados pelo INEP34, ao reanalisarem os resultados do SAEB para alunos do 8º ano da escola pública, chegam a conclusões extremamente preocupantes sobre a qualidade da educação ministrada aos nossos jovens. Qualidade educacional: uma nova leitura do desempenho dos alunos do 8º ano do ensino fundamental. Para focar os resultados do SAEB na temática juventude, objetivo deste estudo, foram considerados relevantes os resultados da 3ª série do ensino médio e da 8ª série do ensino fundamental.

Os resultados do 8º ano do ensino primário e do 3º ano do ensino secundário estão, portanto, na mesma escala. No terceiro ano do ensino médio, sete das 27 unidades federadas apresentam relativamente pouco ganho nos últimos dez anos. Desempenho dos alunos nas provas do SAEB da 8ª série do ensino fundamental, por unidade da federação e região.

Desempenho dos alunos nas provas do SAEB da 3ª série do Ensino Médio por unidade da federação e região.

R enda e atividades

Renda

Há também grandes diferenças geográficas: a renda familiar média dos jovens alagoanos ou maranhenses representa quase um terço da renda familiar dos jovens do Distrito Federal ou de São Paulo. Entre 2001 e 2005, o nível de desigualdade de renda no Brasil diminuiu acentuada e continuamente, atingindo em 2005 o nível mais baixo dos últimos trinta anos. Que factores explicam estes aumentos de rendimento nos sectores mais pobres?

As estimativas obtidas mostraram que dentre os determinantes (..) dois foram essenciais para explicar a redução da desigualdade de renda per capita ocorrida entre 2001 e 2005: a renda não derivada do trabalho e a renda derivada do trabalho por trabalhador. Uma das técnicas mais simples para considerar o grau de concentração de renda é vincular grupos de renda extrema. Nos mecanismos de rendimento do trabalho, os autores referem-se às transferências de rendimento através de três mecanismos diferentes: (a) pensões e pensões públicas; (b) Benefício de Prestação Continuada (BPC), programa federal que concede subsídio de salário mínimo a qualquer idoso ou pessoa com deficiência cadastrada pertencente a domicílios com renda média mensal por pessoa de até ¼ SM; e (c) os benefícios do Bolsa Família e outros programas similares, como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e o Bolsa Escola.

Renda Familiar Per Capita em MS de Jovens por Grupos de Renda Por Unidade da Federação e Região.

Ocupação e atividades

Em termos de trabalho, destaca-se a região Sul, com 57,5% dos jovens com trabalho remunerado, com destaque para Santa Catarina, onde 61,9% dos jovens estão no mercado de trabalho. Se em Santa Catarina mais de 60% dos jovens trabalham, em Alagoas e no Amazonas esse índice gira em torno de 40%. Somando os que trabalham (11,8%), observa-se que nesta idade apenas 17,7% dos jovens estão estudando.

A proporção de pessoas que trabalham aumenta drasticamente à medida que os jovens envelhecem, de tal forma que aos 19 anos mais de metade já se encontra no mercado de trabalho. Isto pode ser verificado se dividirmos as formas ocupacionais dos jovens de acordo com os níveis de rendimento familiar, e também de acordo com possíveis determinantes de género. Dos dados da tabela 4.2.4 podemos concluir que a relação entre os níveis de rendimento familiar e a estrutura ocupacional dos jovens não é tão simples ou imediata como alguns discursos ou estudos afirmam.

Um fenómeno claramente oposto ocorre no trabalho com jovens, como mostra o gráfico 4.2.3.

O marco da mortalidade juvenil

A Tabela 5.1.1 abaixo detalha os dados de mortalidade juvenil por unidade federativa e permite comparar com anos anteriores. Maiores evidências destes padrões novos e específicos de mortalidade juvenil podem ser encontradas nos dados do Gráfico 5.1.1. Se dividirmos o universo de óbitos registados pelo SIM em dois grandes grupos por idade: os óbitos juvenis (aqueles entre os 15 e os 24 anos) e os óbitos não juvenis (dos 0 aos 14 anos e dos 25 e mais anos), é possível veja, que a estrutura de mortalidade para ambos os grupos é marcadamente diferente.

Podemos constatar que o Rio de Janeiro ultrapassa a taxa de 187 mortes por 100 mil jovens, tornando-se o estado com a maior taxa de mortalidade juvenil do país, fundamentalmente graças ao fato de ter a maior taxa de mortes por causas externas ( 149, 5 em 100 mil). Pernambuco, com 174,7 mortes por 100 mil jovens, tem a segunda maior taxa de mortalidade juvenil do país, e também é o segundo, depois do Rio de Janeiro, na incidência de mortes por causas externas. No outro extremo, Amazonas, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte apresentam as menores taxas de mortalidade juvenil, com menos de 100 mortes por 100 mil jovens.

Em termos de mortalidade por causas violentas, a diminuição foi bem menor: passou de 93,2 para 89,1 por 100 mil jovens.

Mortalidade por causas violentas

Os estados do Piauí, Acre e Pará são os que apresentam as maiores taxas de mortalidade por causas naturais: cerca de 60 em cada 100 mil jovens, indicando sérios problemas com a cobertura dos serviços de saúde nesses estados, pelo menos para os jovens. Varia desde extremos como os de Pernambuco e Rio de Janeiro, com taxas de cerca de 100 homicídios juvenis para cada 100.000 jovens em 2005, até estados como Tocantins e Santa Catarina, onde essas taxas mal chegam a 20 por 100.000 jovens. No Norte e Nordeste essa taxa era bem menor, em torno de 17 em cada 100 mil jovens.

Individualmente, os estados de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul são os únicos com taxas acima de 40 mortes por 100 mil jovens. Com extremos que variam de 11,3 suicídios no Amapá e 12,7 por 100 mil jovens no Mato Grosso do Sul, a dois suicídios por 100 mil jovens, como no Maranhão. Por exemplo, nos homicídios, o menor percentual de homens é observado no Acre, com 88,1% por 100 mil.

Taxas de mortalidade juvenil (por 100 mil) por causas violentas, por região e unidade da Federação, por raça/cor.

Mortalidade por causas internas

As maiores taxas de mortalidade por causas internas são registradas nos estados das regiões mais pobres do país – Norte e Nordeste. Porém, mesmo algumas unidades que possuem maior nível de renda, como o Distrito Federal e o Rio de Janeiro, também apresentam altas taxas de mortalidade por causas internas. Apesar das descidas registadas nos últimos anos, a região Norte continua a registar a maior taxa de mortalidade por causas internas: 42,5 por 100 mil jovens.

Nesta região destacam-se Acre e Pará, com taxa de mortalidade por causas internas próxima de 50 por 100 mil jovens. A região Nordeste é a segunda região com elevados índices de mortalidade entre jovens por causas internas, com taxa de 37,7 por 100 mil jovens. Roraima, ao contrário, teve um aumento significativo no período, de 57,8% por 100 mil habitantes da mortalidade por causas internas.

As proporções de mortalidade por causas internas entre homens e mulheres mostram algumas diferenças notáveis ​​nos padrões de mortalidade por género.

O s jOvens e O univeRsO digital

O IDJ

A intenção fundamental na criação do Índice de Desenvolvimento Juvenil foi identificar locais, aspectos e graus de desigualdade que afetam os jovens em relação às possibilidades de acesso a serviços sociais considerados fundamentais, como educação, renda e saúde. Qualidade do ensino – média padronizada das escalas de proficiência do 8º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, nas áreas de língua portuguesa e matemática. Trata-se de níveis de aproveitamento extremamente baixos e de uma erosão contínua ao longo do tempo da proficiência dos alunos do 8.º ano do ensino primário e do 3.º ano do ensino secundário no domínio da língua portuguesa e da matemática.

De acordo com esta releitura, no 8º ano do ensino básico, apenas 10,29% dos alunos apresentaram competências consideradas suficientes para o ano de escolaridade que frequentam na área da língua portuguesa. No terceiro ano do ensino secundário a situação não é melhor: 5,34% dos alunos portugueses e 5,99% dos alunos de matemática apresentam competências adequadas no terceiro ano do ensino secundário. O recém-lançado Programa de Desenvolvimento Educacional, com um amplo conjunto de programas, ações e objetivos de curto, médio e longo prazo, visa mudar a situação da nossa educação básica, especialmente os problemas de qualidade da educação que existem no país oferecido.

Qualidade educacional: uma nova leitura do desempenho dos alunos do 8º ano do ensino fundamental. Qualidade educativa: uma nova leitura do desempenho dos alunos do 3º ano do ensino secundário. Os Jovens do Brasil” (Brasília: UNESCO, Instituto Ayrton Senna, Secretaria Especial de Direitos Humanos, 2004), “Revertendo a Violência, Semeando Futuros”.

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Referências

Documentos relacionados

Também se instituiu um bônus, para os gestores, professores e funcionários das escolas que atinjam as metas estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de