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Renato Adriano Martins

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Academic year: 2023

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Tese apresentada em defesa pública como requisito para obtenção do título de Mestre em Geografia, pela Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão, Programa de Pós-Graduação em Geografia, na área de concentração: Geografia e Ordenamento do Território e Linha de Pesquisa em Estudos Ambientais . 134 TABELA 5 Classes de uso e cobertura do solo mapeadas na área de estudo – municípios de Caldas Novas e Morrinhos – Goiás, com base no sensor TM do satélite LANDSAT – 5.

Objetivo

Procedimentos Metodológicos

Para delinear APPs localizadas em picos e cristas (resolução CONAMA), foi necessário desenvolver um modelo digital de elevação (MDE), que é uma representação matemática da distribuição espacial de uma determinada feição relacionada a uma superfície real (SPOMLADSKA VODNICA, 2010). . Ao delimitar APPs margeantes de corpos hídricos, foi criado um mapa de distância (buffer) para representar um tipo de análise de proximidade (medida da distância entre objetos, geralmente medida em unidades de comprimento) que representa as zonas.

O Cerrado e suas fitofisionomias

O segundo significado, cerrado no sentido mais amplo (lato sensu), reúne as formações cerrado e campestre do bioma, abrangendo desde o cerradão até o Campo Limpo (Coutinho, 1978; Eiten, 1994). Caracteriza-se pela presença de espécies que ocorrem no Cerrado em sentido estrito e também de espécies florestais.

O geoprocessamento

A representação computacional correspondente aos conceitos de “unidade de área” de Hartshorne é o polígono fechado, que delimita cada região de estudo e um conjunto de atributos, geralmente armazenados em um banco de dados relacional. Rosa; Brito (1996, p. 8) define SIG como “um sistema destinado à aquisição, armazenamento, manipulação, análise e apresentação de dados espacialmente referenciados na superfície terrestre, integrando diversas tecnologias”.

O Sensoriamento Remoto

Princípio de Sensoriamento Remoto

Ocupação antrópica da área de estudo

  • Ocupação pré-histórica do Cerrado
  • Ocupação moderna do Cerrado
  • A ocupação da área de estudo
    • Ocupação do Município de Morrinhos
    • A ocupação do Município de Caldas Novas
  • Base econômica da área de estudo

Então primeiro será apresentada a ocupação do Cerrado e depois os detalhes contidos nas ocupações dos municípios Morrinhos e Caldas Novas. Esses bandeirantes se estabeleceram inicialmente no município de Santa Cruz, uma das cidades mais antigas do estado de Goiás e a 69 km de Caldas Novas. Martinho Coelho chamou este local de Caldas Novas em oposição às já conhecidas Caldas Velhas.

Martinho Coelho de Siqueira é considerado o descobridor dessas terras, que hoje pertencem ao município de Caldas Novas. Nesse sentido, “Os agricultores mineiros e paulistas, que se estabeleceram nessas regiões, tiveram importante papel na construção do espaço urbano de Caldas Novas” (COSTA, 2009, p. 79). Este novo empreendimento trouxe um desenvolvimento vertiginoso para a região, tendo em vista que os demais clubes de Caldas Novas seguiam a mesma política econômica.

Como já demonstrado, o turismo desempenha papel de destaque na economia da área de estudo, principalmente no município de Caldas Novas.

Caracterização Geoambiental da área de estudo

Aspectos da Geologia

A Unidade B do Grupo Araxá constitui a parte principal da área de estudo, ocorrendo em quase todo o município de Caldas Novas, a leste da área de estudo, até a parte central do município de Morrinhos (Fig. 13.). A área de estudo ocupa uma pequena faixa na divisa entre os municípios de Caldas Novas e Ipameri, e apresenta uma litologia constituída por granito com quartzo azul, hornblenda e granito. Neoproterozóico: Na área de estudo, as rochas originárias do Neoproterozóico são representadas pelo Grupo Paranoá (Figura 13).

Na área de estudo, este grupo está presente na cúpula de Caldas Novas e é constituído, nesta localidade, por metarenito e quartzo com estruturas ondulatórias e lentes de mármore, metarenito conglomerático, metarcoso e metassiltito, com intercalações de metargilito. Mesozóico: Na área de estudo, o terreno datado do Mesozóico é representado por rochas do Grupo São Bento, Formação Serra Geral, que constitui esta unidade geológica. Na área de estudo, esta unidade está localizada a sudoeste do município de Morrinhos, com espessura média de cerca de 100 m (MOREIRA et. al. 2008).

Cenozóico: Ocasionalmente são encontradas rochas cenozóicas na área de estudo, datadas do período Quaternário, localizadas próximas ao município de Morrinhos, região.

Aspectos da Geomorfologia

  • Planalto Central Goiano
  • Planalto Setentrional da Bacia do Paraná

Na área de estudo, essas subunidades são representadas pelo Planalto Rebaixado de Goiânia e pelo Planalto do Alto Tocantins-Paranaíba. Na área de estudo, esse domínio ocupa quase toda a parte oeste do município de Morrinhos, desde a BR – 153 até o rio Meia Ponte (Fig. 14). Na área de estudo, este loteamento é representado apenas pela Área Pediplanificada Ribeirão da Serra-Rio Meia Ponte.

Morrarias e Serrarias do Rio Corumbá: este loteamento se estende até o extremo leste da área de estudo. A área de estudo contém principalmente nitissolos vermelhos (solos carmesim estruturados e solos carmesim estruturados similares) ocorrendo nas margens das Chapadas na bacia do Paraná, no sudoeste do município de Morrinhos (Figura 15). Os argissolos, juntamente com os latossolos, são os solos mais importantes da área considerada.

Bacia Hidrográfica do Rio Piracanjuba: Esta bacia hidrográfica está localizada no centro da área de estudo e drena terras tanto do município de Morrinhos (à direita) quanto do município de Caldas Novas (à esquerda).

Aspectos do Clima

De acordo com a Resolução CONAMA nº. 303/2002 no artigo 3º, ponto I, a área de proteção permanente relativa às florestas fronteiriças é determinada a partir da zona de borda, medida a partir do nível mais alto, numa projeção horizontal. A decisão constante do artigo 3º, IV. Neste contexto, as áreas de conservação permanente só existem pela sua importância para o equilíbrio do ambiente que as rodeia.

A Lei nº 12.596, de 14 de março de 1995, em seu artigo 5º, dispõe que “serão consideradas permanentemente conservadas as florestas e outras formas de vegetação natural localizadas em todo o território do Estado de Goiás:”[..]. Com a aprovação da Resolução CONAMA 369, de 28 de março de 2006, que “assegura casos excepcionais de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental” que permitam a invasão ou supressão de vegetação em área de proteção permanente. Tanto o Código Florestal Brasileiro quanto o Código Goiano deixam lacunas e indícios sobre as possibilidades de uso e alteração da área de conservação permanente.

Refira-se que em ambos os casos é muito explícita a possibilidade de intervenção e alterações na área da proteção permanente.

Caracterização das Áreas de Preservação Permanente

Nascentes, as Matas de Galeria e as Matas Ciliares

As Veredas

Caminhos superficiais tabulares – Geralmente são caminhos antigos que se desenvolvem em áreas de planalto e se originam do transbordamento de aquíferos superficiais. Caminhos em socalcos - são caminhos que se desenvolvem em depressões, que se dividem em caminhos de superfície plana e terraços fluviais, desenvolvidos em zonas planas, com origem no transbordamento de águas subterrâneas; Vereda de Sopé – Caminhos que se desenvolvem no sopé da falésia – têm origem no transbordamento de lajes profundas;

Encrave Path – Caminhos que se desenvolvem em forma de enclave entre duas elevações no terreno em zonas movimentadas, provocados pela saliência/transbordamento de peles profundas; Veredas de Patamar – Caminhos que se desenvolvem em Patamar – que surgem do transbordamento de mais de um lençol de água; Caminhos de cordão linear – Caminhos que se desenvolvem às margens de cursos d’água de médio porte, formando cordas lineares como mata ciliar em áreas sedimentares;

Caminhos de vale assimétricos - Caminhos que se desenvolvem em vales assimétricos, em resultado do espalhamento do lençol freático em zonas de contacto litológico, responsável pela assimetria das encostas.

Topo de morro e linhas de cumeada

Mesmo com os parâmetros estabelecidos pela referida resolução, identificar e demarcar essas áreas continua sendo uma tarefa difícil. A cumeeira, ao constituir a bacia hidrográfica, subordina seu delineamento à escala de análise devido à hierarquia da rede de drenagem. É importante destacar que devido a essas subjetividades e ambiguidades, essas áreas raramente são reconhecidas e tratadas como APPs.

A primeira apresentará os resultados relacionados à quantidade de APPs na área de estudo, a segunda apresentará o uso e cobertura do solo e os impactos ambientais inerentes causados ​​pelas APPs.

Quantificação das áreas de preservação permanente

Outro fato é que nem todos os modelos Vereda estão diretamente ligados às margens de um rio (FERREIRA, 2007; . BOAVENTURA, 1977), seja à sua nascente ou à Mata/Galeria Costeira, ficando assim excluídos nas atuais pesquisas de quantificação de APPs, mesmo fazendo parte deles. As APPs às margens do lago são as menos representadas, com 4,45 km² ou 0,1% da área. Ressalta-se que este valor corresponde apenas às APPs localizadas na margem direita do Lago Corumbá I, tendo em vista que as APPs da margem esquerda não foram quantificadas por estarem localizadas fora dos limites da área de estudo, mais precisamente no município . de Ipamer.

Como pode ser observado na Figura 22, os valores das APPs de relevo - Topo de Morro e Linha de Serra - são praticamente iguais, considerando que as APPs no topo dos morros representam 3,05% e as da linha de serra 3,08% da APP. valores na área de estudo, um total de 135 e 136,30 km² respectivamente. Porém, esses valores mudam dependendo da escala utilizada porque são diretamente proporcionais à escala, ou seja, quanto maior a escala, maior será o nível de detalhe e consequentemente esse detalhe será refletido na quantidade de APP. Também na escala 1:50000, Sousa et al.(2007) realizaram uma quantificação semelhante à desenvolvida em nossa pesquisa, incluindo praticamente os mesmos procedimentos metodológicos, mas ao nível da bacia hidrográfica alcançou um percentual de 32,01. % de toda a área de estudo, valor muito superior ao que encontramos (12,58%).

Portanto, quando as linhas de cristas são definidas em nível de sub-bacia regional ou local, os valores serão muito mais elevados do que quando definidos em nível de bacia estadual ou nacional.

Cobertura e uso da terra na área de estudo e os impactos ambientais em APP . 136

Partindo dessa premissa, buscou-se realizar um mapeamento do uso e cobertura do solo na área de estudo (Figura 22). Por conta dos avanços na pecuária, essa foi a turma que mais espaço recebeu na área de estudo. A soma das classes que compõem o Cerrado Denso e o Cerrado Ralo resulta na quantidade de remanescentes florestais na área de estudo.

Portanto, pode-se concluir inicialmente que os resíduos florestais encontrados na área de estudo estão de acordo com as exigências da legislação ambiental vigente. Amortecimento para formação de reservatórios: esse tipo de impacto ocorre em grande escala na área de estudo, principalmente na APP de Vereda. Edificações e construções irregulares: Este tipo de impacto é encontrado na área de estudo relevante, principalmente nas APPs localizadas às margens do Lago Corumbá, no município de Caldas Novas.

As observações realizadas nos centros urbanos da área de estudo, na cidade de Morrinho e na cidade de Caldas Novas, confirmam esse argumento. Pelo que ficou evidente na pesquisa, a modernização e o avanço das práticas agrícolas redirecionaram o uso da terra na área de estudo onde nos últimos anos a. Porém, quando são calculadas e excluídas as APPs que, de acordo com a legislação vigente, devem existir na área de estudo, restam apenas 13,48% dos remanescentes florestais, tendo em vista que a pesquisa mostrou que as áreas destinadas à conservação permanente representam 12,58%. da área de estudo. .

Referências

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E, segundo os especialistas em aquecimento global, vai continuar subindo, inundando no mundo inteiro, inclusive Brasil, praias belíssimas, cidades baixas, ilhas baixas,