Este trabalho de conclusão de curso do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, elaborado pela pós-graduanda Ana Carolina Capella, sob o título Responsabilidade Civil do Profissional Contábil, foi submetido em 26 de novembro de 2010 à banca examinadora composta pelos seguintes professores: [Nome dos professores] ([Recurso]), e aprovado com a nota [Caráter] ([Nota estendida]). Concluiu-se como resultado da pesquisa que a responsabilidade cívica do contador pode estar presente, de forma clara e objetiva, nas diversas formas de atuação no exercício da profissão. A presente monografia tem como objetivo compreender a responsabilidade civil do auditor - contabilista e técnico de contabilidade, a sua evolução histórica, conceptualização, responsabilidades contratuais e extracontratuais, bem como a legislação aplicável, resultando no seu relatório em monografia para conclusão do curso de licenciatura. grau à direita.
No Capítulo 2, discute a responsabilidade civil quanto aos seus pressupostos e classificação, bem como os casos em que a responsabilidade é excluída. Este relatório de pesquisa conclui com observações finais que apresentam pontos conclusivos relevantes, seguidos de incentivo para um estudo mais aprofundado e reflexão sobre a responsabilidade civil dos contadores profissionais. Quanto à responsabilidade civil do profissional contábil, a legislação brasileira tem se manifestado a respeito das medidas que obrigam o contador a reparar ou ressarcir o dano quando este for injustamente causado ao cliente pelo qual é responsável de forma clara e objetiva.
- BREVE HISTÓRICO
- CONCEITO
- OBJETO DA CONTABILIDADE
- FINALIDADE DA CONTABILIDADE
- PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
- P RINCÍPIO DA E NTIDADE
- P RINCÍPIO DA O PORTUNIDADE
- P RINCÍPIO DO R EGISTRO PELO V ALOR O RIGINAL
- P RINCÍPIO DA C ONTINUIDADE
- P RINCÍPIO DA C OMPETÊNCIA
- P RINCÍPIO DA P RUDÊNCIA
A Contabilidade tem como objetivo o controle, “A finalidade da Contabilidade é permitir o exame e o controle dos fatos decorrentes da gestão de bens nas unidades econômico-administrativas” 27. Portanto, com o auxílio da contabilidade, o indivíduo tem consciência do tamanho do ativos, NAGATSUKA aprende. Assim, “o objeto da contabilidade são, portanto, os ativos, em torno dos quais a ciência da contabilidade desenvolve as suas funções, como meio para atingir o seu fim”37.
Da mesma forma, ensina o GRECO38, “o objeto da contabilidade são os ativos, que ela estuda e controla, registando as alterações dos mesmos”. Assim, a pessoa confia ao contador seu patrimônio e ele se organiza para aumentá-lo. O GRECO44 afirma que “os objectivos da contabilidade são: assegurar o controlo dos activos e fornecer informação sobre a composição e variações dos activos e os resultados das actividades económicas desenvolvidas”.
Segundo IUDÍCIBUS e MARION45 “ou seja, a principal função da contabilidade é ser uma ferramenta útil para a tomada de decisão do usuário, pensando na entidade”. Portanto, o objetivo da contabilidade é registrar fatos e produzir informações que auxiliem na gestão patrimonial. 4º – O princípio da ENTIDADE reconhece o património como objecto de contabilização e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade de diferenciar um determinado património dentro do universo do património existente, independentemente de pertencer a uma pessoa, a um grupo de pessoas, a uma sociedade ou a uma instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos.
O Princípio da Entidade reconhece o ativo como objeto contábil e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade de distinguir um determinado ativo dentro do universo de ativos existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um grupo de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer espécie. . ou propósito, com ou sem lucro. O princípio da oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação de componentes de ativos para produzir informações completas e oportunas. O princípio da PRECAUÇÃO determina a aceitação do menor valor para as componentes do ATIVO e do maior para o PASSIVO, sempre que sejam apresentadas alternativas igualmente válidas para a quantificação de variações patrimoniais que alterem o património líquido.
O princípio da prudência determina a adoção do menor valor para as componentes do ativo e do maior para as componentes do passivo, sempre que sejam apresentadas alternativas igualmente válidas para a quantificação das variações no capital próprio que alteram o património líquido.
- NOÇÕES GERAIS DE RESPONSABILIDADE CIVIL
- BREVE HISTÓRICO
- PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL
- C ONDUTA H UMANA
- D ANO
- N EXO DE C AUSALIDADE
- C ULPA
- CLASSIFICAÇÃO DA RESPONSABILIDADE
- Q UANTO AO SEU F ATO G ERADOR
- E M R ELAÇÃO AO SEU F UNDAMENTO
- R ELATIVAMENTE AO A GENTE
- EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE CIVIL
Para analisar a responsabilidade é necessário compreender os seus pré-requisitos, “portanto quatro são os pré-requisitos da responsabilidade civil subjetiva ou clássica: 1. É, em nossa opinião, precisamente nesta preocupação, neste imperativo, que está a base da Deve haver fato para declarar a responsabilidade civil do indivíduo, “o dano deve ser certo, ou seja, baseado em fato específico.
Porque “uma das condições essenciais da responsabilidade civil é a existência de nexo de causalidade entre o ato ilícito e o dano por ele causado”103. De acordo com esta doutrina, afirma-se que a ligação entre a conduta humana e o dano é necessária, e que “a responsabilidade civil só se aplica quando se puder estabelecer que o agente causou o dano sofrido pela vítima, ao agir de determinada forma”. 107. 389 (antigo art. 1.056 do CC/1916) nos dá a regra básica da responsabilidade civil contratual, ou seja, ao estabelecer que o devedor, que descumprir sua obrigação, responde por perdas e danos, acrescido de juros e pecuniárias o ajuste segundo índices oficiais regularmente estabelecidos e honorários advocatícios não impunha outra coisa senão a obrigação de indenizar a vítima (credor ou contratante lesado) justamente por comportamento humano que, neste caso, consiste no descumprimento culposo de uma obrigação contratualmente estabelecida. obrigação.
389 (antigo Art. 1056 KZ/1916) dá-nos a regra básica da responsabilidade civil contratual, ou seja, Na mesma linha, SAMPAIO128 explica que “a característica decisiva da responsabilidade civil objectiva é o facto de o elemento culpa não ser essencial para a criação de um dever de indemnização”. A estrutura do Código Civil de 1916 foi preservada no Código Civil de 2002, afirma SAMPAIO136 que “a responsabilidade civil objetiva foi consagrada em novo texto legislativo baseado na teoria do risco de atividade”.
O conceito de “responsabilidade civil subjetiva ou clássica” seguido por SAMPAIO141, no qual foi estruturado o Código Civil de 1916, baseia-se essencialmente na teoria da culpa. A teoria da responsabilidade civil no nosso direito codificado baseia-se no facto de o dever de remediar decorrer destes três elementos: a antilegalidade da conduta do agente; danos à pessoa ou propriedade da vítima; relação causal entre uma coisa e outra. E “são as que excluem a responsabilidade civil as situações jurídicas descritas na lei que eximem o agente do dever legal de reparar o dano”155.
Após discutir a responsabilidade civil, é hora de unir o primeiro e o segundo capítulos para formar a ideia de responsabilidade civil dos profissionais contábeis, tema relevante nesta pesquisa.
PROFISSIONAL CONTÁBIL
No Código Civil, os contabilistas e técnicos de contabilidade são considerados agentes dos seus clientes e como tal respondem pessoalmente perante os representantes pelos factos criminosos que praticam no exercício das suas funções. O Código Civil em seu artigo 1.169 dispõe que “sem autorização escrita, o agente não poderá ser substituído na execução da preposição. No novo Código Civil, o contabilista e o técnico de contabilidade são considerados agentes dos seus clientes e como tal respondem pessoalmente perante os advogados pelos factos puníveis que pratiquem no exercício das suas funções.
Um representante pode ser um assistente direto, um empregado, um subordinado, uma pessoa que aceita missões no exterior ou um empresário independente responsável por uma atividade específica, enquanto o proponente é uma pessoa que, em seu nome, por conta própria e sob suas dependências, cuida dos negócios relacionados às suas atividades. O agente deve exercer suas funções com muito cuidado e diligência, pois embora pratique suas ações em nome do titular, poderá ser responsabilizado pelo uso indevido da proposta. A importância do contador na empresa: Com o novo Código Civil, a responsabilidade técnica dos contadores aumentou.
II – manter em sigilo o que tiver conhecimento em decorrência do exercício profissional jurídico, inclusive objeto de serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando exigido pelas autoridades competentes, inclusive os Conselhos Regionais de Contabilidade; Esse é o perfil atual do contador e está sujeito a evolução a cada dia, pois acompanha as mudanças que ocorrem no ambiente empresarial. Portanto, atualizar e melhorar continuamente a formação dos Contadores é essencial para o desempenho das suas funções.
Caso o mandatário nomeie outra pessoa em seu lugar para atuar como tal, sem consentimento expresso, será pessoalmente responsável pelos atos do substituto e pelas obrigações que este possa ter. Assim, agindo sem autorização ou não cumprindo fielmente os deveres previstos no Código de Ética Profissional Contábil, você será responsabilizado civilmente por atos ilícitos.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO PROFISSIONAL CONTÁBIL
- R ESPONSABILIDADE C IVIL DO P ROFISSIONAL C ONTÁBIL NO D IREITO DO C ONSUMIDOR
O contador desenvolve um trabalho integrado com os demais setores da empresa, visto que foca a visão global e deve, portanto, atuar no apoio à decisão. O Código Civil Brasileiro (lei que entrou em vigor em janeiro de 2003) possui uma seção específica intitulada Livro II do Direito Societário [xxxiii].Para o Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, o profissional contábil é um profissional liberal como ensina OLIVEIRA207 que “Como contador, somos responsáveis pelos artigos 14 e 18 da Lei 8.078 de 1990, do Código de Defesa do Consumidor, que trata da responsabilidade pela prestação de serviços e pelo art.
De acordo com o disposto no artigo 14, parágrafo 4º da Lei de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, os contadores só respondem com base em erros profissionais. Com a alteração do Código Civil, o profissional contábil ficou sujeito a uma carga de responsabilidade por seus atos maior do que estava acostumado. Quando queremos atribuir responsabilidade legal ao contador, é necessário avaliar todos os requisitos mencionados nesta monografia, incluindo a conduta do agente, causalidade, danos, e assim por diante.
Conforme demonstrado nesta monografia, os profissionais de contabilidade são estritamente responsabilizados por seus atos, sejam eles dentro ou fora do empreendimento comercial do requerente, sendo considerados autorizados os atos praticados fora dele. Portanto, é de extrema importância que o profissional contábil cumpra sua função de auxiliar do empresário individual, respeitando o Código Civil bem como as demais disposições que norteiam esse profissional. Havendo algum dano e comprovado o nexo de causalidade, caberá ao profissional contábil o dever de indenizar o empresário pessoa física lesado por essa atitude imprudente, negligente ou mesmo dolosa.
No caso de culpa do contador, apenas o contador é responsável, mas quando há dolo, o envolvimento do autor nos eventos que causaram o dano deve ser investigado e as pessoas certas envolvidas. responsável. Além de estar na esfera cível, o profissional contábil pode ser preso criminalmente, judicialmente e administrativamente, no Conselho Federal de Contabilidade, por violar a ética e os princípios da profissão contábil.