Dutra Vieira – National Confederation of Education Workers Luiz Fernandes Dourado – Federal University of Goiás Suzane da Rocha Vieira Gonçalves – Federal University of Rio Grande Theresa Maria de Freitas Adrião – University of São Paulo.
ENTREVISTA
Discípulos de Paulo Freire
Havia muita ansiedade, até um certo frenesi, um certo espanto em torno da figura de Paulo Freire. Cristiano Di Giorgi: Paulo Freire tem uma proposta de educação libertadora que busca acabar com a opressão.
DOSSIÊ
Paulo Freire
O objetivo é descobrir por que Paulo Freire se tornou o foco preferencial do movimento Escola sem Partido (ESP). Comecemos este artigo esclarecendo o principal motivo pelo qual Paulo Freire foi escolhido como alvo preferido do movimento Escola Sem Partido.
Paulo Freire e sua influência
Torres (2001) enfatiza que a pedagogia educacional crítica de Paulo Freire começa no Brasil e circula pela América Latina, Estados Unidos, Canadá e África. Mas como se deu essa influência da pedagogia crítica de Paulo Freire nos Estados Unidos? Apresentamos, portanto, a influência da pedagogia crítica de Paulo Freire no contexto norte-americano e, a seguir, como ela se caracteriza, seus principais pressupostos e categorias.
Giroux diz sobre a tendência freireana nos Estados Unidos que em alguns lugares o nome de Paulo Freire “[..] tornou-se sinônimo do conceito e da prática da pedagogia crítica. MacLaren (1999) e Giroux (1998) discutem a pedagogia crítica de Paulo Freire a partir de uma perspectiva filosófica, com embasamento teórico. In: OLIVEIRA, Ivanilde Apoluceno de; SANTOS, Tânia Regina Lobato dos; MARCONDES, Maria Inês (ed.) A Educação de Paulo Freire nos Contextos Latino e Norte-Americanos.
É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz
É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz: Paulo Freire e a Pedagogia da Esperança. Reafirmamos que Paulo Freire é o autor com maior reconhecimento no mundo, colecionando títulos no país e no exterior e que influenciou muitos autores, inclusive autores que se alinham à pedagogia crítica. Para recriá-lo, consideramos importante recuperar a experiência de Paulo Freire como gestor, que começou em Pernambuco, como supervisor do Sesi (Serviço Social da Indústria), no período de 1954 a 1957 e terminou em São Paulo, como secretário municipal. de Educação.
Numa perspectiva hoje distanciada (ou “admirada”, nas palavras de Freire), esta frase pode servir para resumir Paulo Freire como líder público. A liderança de Paulo Freire à frente da secretaria municipal de educação de São Paulo e suas consequências. Instituto Paulo Freire e Comissão de Anistia, Ministério da Justiça, SP: Educação e Livraria IPF; Brasília: Comissão de Anistia, Ministério da Justiça, 2012.
A práxis freiriana
Minha simples contribuição para este dossiê é estabelecer um diálogo autêntico3 entre alguns conceitos da prática freiriana e os princípios educativos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), definidos e utilizados entre 1995 e 20054. Aspecto crucial do projeto educativo do MST, desenvolvido entre 1995 e 2005. Em 2005 a intenção era que os sem-terra se tornassem sujeitos de sua própria pedagogia. O processo de transformação dos 'sem-terra' em educadores6 que refletem sobre a sua própria educação se dá por meio de uma relação permanente entre teoria e prática – ou seja, por meio de uma 'pedagogia da prática'.
Esses valores humanistas e socialistas, que a educação do MST tenta cultivar entre os sem-terra, estão alinhados com a visão de Paulo Freire da educação como uma “prática de liberdade”. Os sem-terra conseguem aprender e produzir conhecimento por meio do trabalho e das lutas coletivas. Como mencionado anteriormente, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Brasil levou muito a sério a sugestão de Freire de que as pessoas deveriam “reinventar” as suas ideias em vez de simplesmente segui-las.
Paulo Freire e o ser humano em processo de formação permanente
Paulo Freire e o homem em processo de formação permanente.. Freirianismo nos sistemas públicos de ensino. Vieira (2008) estudou a política e a prática de formação continuada em uma rede pública do município de Diadema, São Paulo. A formação continuada e sua implementação na rede pública de ensino de Caxias do Sul no âmbito do Governo da Administração Popular foi o foco do trabalho.
Implementou o processo de formação continuada em educação de jovens e adultos (EJA) na rede pública de ensino do município de Chapecó, que ocorreu entre os anos de. Formação continuada de professores na rede municipal de ensino de Blumenau: a Escola de Formação Continuada Paulo Freire – EFPPF. O legado de Paulo Freire para a formação continuada: uma leitura crítica de dissertações e teses sobre formação de professores.
A perspectiva freireana
O ponto de partida para a formação são sempre as situações-limite do grupo de educadores que surgem a partir de ações dialógicas em momentos de trabalho coletivo, em grupos de formação. Muito diferente disso, os educadores tornam-se profissões que criam o currículo à medida que o processo educacional ocorre. A formação continuada é necessariamente coletiva e ocorre por meio de grupos de formação que garantem tanto o trabalho de desconstrução de práticas estabelecidas quanto a construção de alternativas, especialmente a reconstrução coletiva do currículo escolar.
O quadro a seguir foi resultado da observação participante (CHIZZOTTI, 2006; . BRANDÃO, 1985; MINAYO, 2010), que realizamos no processo freireano de formação continuada com educadores rurais. O trabalho educativo ocorreu entre os meses de maio e novembro de 2018, durante todo o ano letivo, durante o período de planejamento dos educadores. De acordo com as informações obtidas durante a pesquisa, os educadores nunca vivenciaram uma formação na perspectiva proposta: a concepção freireana articulada com a educação do campo.
O Manuscrito da Pedagogia do Oprimido e a criação transcultural em Paulo Freire
Segundo relatos do próprio Freire, definidos principalmente no livro Pedagogia da Esperança (FREIRE, 1999), a Pedagogia do Oprimido foi escrita entre 1967 e 1968. Essa estrutura é justamente o conjunto de princípios e conceitos centrais que sustentam a mentoria. à Pedagogia do Oprimido. Assim, nos concentraremos na abordagem de Pedagogia do Oprimido: O Manuscrito (2013), edição fac-símile dos originais da maior obra de Freire.
Pouco antes de morrer, em 1997, Paulo Freire disse a seus amigos mais próximos, incluindo Moacir Gadotti e José Eustáquio Romão, que gostaria muito de revisar os escritos originais da Pedagogia do Oprimido. Assim, após se distanciar de sua produção, Freire a releu novamente e, com um olhar mais profundo, fez as revisões necessárias e escreveu o último capítulo de Pedagogia do Oprimido. Na verdade, a Pedagogia do Oprimido foi um processo criativo decorrente de um círculo cultural permanente.
Os originais da Pedagogia do Oprimido
Um diálogo que se revela mais como um movimento de ajuste conceitual para torná-lo mais preciso do que uma simples preocupação em refinar o estilo. Esses movimentos redutivos das escrituras refletem uma prática de reescrita dialógica que depende de sua prática de leitura. Oscilando entre o papel de leitor e o de escritor, o que vemos são os sinais de um escritor em ação que lê, atravessa, movimenta, refaz e sublinha o texto, mostrando muito mais do que diz.
Percebendo a coerência radical que se percebe ao longo da Pedagogia do Oprimido, o leitor do Manuscrito pode aproximar-se gradativamente do ethos de um enunciador encarnado, localizado fora do texto e que se mostra congruente, coerente, lógico, é racional e dialético, atribuindo autoridade sobre o que é dito. A leitura do manuscrito, por se configurar como passaporte para outros espaços-tempos discursivos, autoriza o leitor a testemunhar o diálogo que se estabelece entre o pensável e o dizível nesta versão da Pedagogia do Oprimido. Este movimento palimpséstico cria um espaço heterogéneo em que diferentes camadas de escrita se sobrepõem, permitindo a coexistência e o diálogo entre diferentes tempos de criação.
Mesmo em tempos de COVID-19, não dá para lavar as mãos de Paulo Freire
Acreditamos que o modelo de educação de jovens e adultos - o que chamamos de modelo deficitário - e agora estamos falando especificamente do Brasil com alguma ressonância para outros países latino-americanos, está esgotado. Ao examinar o relatório brasileiro do II Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos (sigla Grale em inglês2), sentimos a falta de uma perspectiva mais abrangente do que se entende por educação de adultos3. A seguir, proponho discutir brevemente o contexto que antecedeu a chegada desta última pandemia, a COVID-19 – não é a primeira pandemia do século XXI – e a situação em que se encontrava a educação de jovens e adultos no Brasil.
É neste contexto que terá lugar o debate sobre o futuro da educação de jovens e adultos. Ao escrever a nova narrativa da EJA, os desafios já estão postos: a saúde como questão de educação e prevenção e não apenas de medicina curativa, a crise ecológica que enfatiza a importância da diversidade da vida e da forma como nos organizamos para viver em sociedade. Na Europa, o termo Aprendizagem e Educação de Adultos (ALE) tornou-se popular.
ESPAÇO ABERTO
Política de avaliação da educação básica
O tema do artigo é o estudo da política educacional na região Nordeste a partir da análise de amplas avaliações, dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para os anos finais do ensino fundamental e médio e do Programa de Desenvolvimento Internacional. Avaliação do Aluno (Pisa), bem como a política nacional de educação. Dessa forma, inicialmente foram revisados dois documentos do site do Inep2, a saber: 1) “Sumário técnico dos resultados do índice de desenvolvimento da educação básica”, denominado neste texto como “Sumário técnico do Ideb”; e 2) “Brasil no Pisa 2015 – Análise e Reflexões sobre o Desempenho dos Estudantes Brasileiros”, aqui referido. Uma dessas avaliações, que representa um instrumento de regulação da política educacional no Brasil, é o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), administrado pelo Inep/MEC.
O Saeb é realizado periodicamente pelo Inep desde a década de 1990, porque é baseado em censos, e seus objetivos se enquadram no âmbito da educação básica, segundo o MEC: 1. O indicador mais importante do Brasil, que foi adotado pelo Inep/ O MEC criou em 2007 o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que combina os resultados do fluxo escolar obtidos pelo Censo Escolar com as médias de desempenho do Saeb. O Ideb está em sua sétima edição e também foi calculado pelo Inep em 2005.6 Neste texto serão apresentados dados relativos aos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio da região Nordeste, fases mais críticas do ensino fundamental. em consideração.