Dutra Vieira – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação Luiz Fernandes Dourado – Universidade Federal de Goia Suzane da Rocha Vieira Gonçalves – Universidade Federal do Rio Grande Theresa Maria de Freitas Adrião – Universidade de São Paulo.
ENTREVISTA
Financiamento da Educação
Gilmar Soares Ferreira – Se considerarmos as necessidades da maioria da população, que matricula seus filhos em escolas públicas e depende exclusivamente da educação gratuita, responderíamos que sim. José Marcelino de Rezende Pinto – Já disse que esta lamentável decisão para a história da educação pública no país é resultado direto da atuação de Binh Marques e Maria Helena de Castro.
DOSSIÊ
CUSTO ALUNO-QUALIDADE
A partir de dúvidas comuns, os entrevistados destacam os conceitos, limites e potencialidades de financiamento da educação básica. No artigo intitulado “Financiamento da educação básica: um grande desafio para os municípios”, os autores, Thiago Alves; Adriana A. D.
Custo aluno-qualidade
Diretrizes da política de financiamento da educação básica brasileira: continuidades e inflexões no sistema jurídico-constitucional. PACTO PELO VALOR DO ENSINO E QUALIDADE DA EDUCAÇÃO – Conferência Nacional: Acordo Educação para Todos.
Federalismo, Vinculação, Fundeb, VAAT e CAQ
Desta forma, algumas redes municipais – não todas – em países que atualmente não recebem suplementos da União, passariam a usufruir de benefícios. Nenhum nível estadual perderia o subsídio de 15% da União, mesmo que as redistribuições fossem feitas internamente.
Vincular financiamento com qualidade
Iniciou-se outro período de silêncio governamental, que só foi quebrado em 2013, durante o Fórum Nacional de Avaliação do Financiamento da Educação Básica, realizado em julho (BRASIL, 2013), que coordenamos. O cálculo deixou de fora os cerca de 40% das receitas dos estados e municípios que complementam o financiamento da educação no Brasil e definiu para a União, como consequência, a necessidade de um complemento de mais de R$ 46 bilhões por ano, considerando valores de 2012 (FINEDUCA, 2013). Por esta razão, o relatório vinculou o CAQi/CAQ a um conjunto de referências nacionais organizadas em seis dimensões2 e organicamente ligadas a um sistema nacional de avaliação da qualidade da oferta do ensino básico.
Além disso, o Relatório destacou a necessidade urgente de estudos que demonstrem, na realidade das escolas brasileiras, os custos efetivos da oferta de cada etapa, segmento e modalidade da educação básica no Brasil, visto que conhecer os custos reais e regionalizados seria essencial para a melhoria . fatores de peso. A relatora optou por incluir em seu relatório apenas a parte do estudo que tratava do debate teórico e conceitual e das deficiências no financiamento da educação nacional. Cria grupo de trabalho para elaboração de estudos para implantação do Custo para a Qualidade do Aluno – CAQ, como parâmetro de financiamento da educação básica.
Manutenção e desenvolvimento da educação básica e valorização do corpo docente (FUNDEB): proposta de melhoria para introdução de custos da qualidade do aluno (CAQ).
Financiamento da Educação Básica
A primeira apresenta uma discussão sobre parâmetros de qualidade, como solicitação de financiamento da educação em condições de qualidade no Brasil. No que diz respeito à regulamentação de um padrão mínimo de qualidade definido em nível nacional, o Parecer Arti nº. A Portaria 08/2010 do CNE/CEB teve como objetivo regulamentar os padrões mínimos de qualidade da educação básica nacional (artigo 4º, Inc. IX) e estabelecer o Custo da Qualidade do Aluno (CAQi) inicial como parâmetro da política de financiamento.
Vale ressaltar que os valores do CAQi são nacionais, pois são gerados a partir de parâmetros de qualidade de referência para todo o país. A Tabela 4 apresenta as necessidades para o ano de 2019 (projeção) de turmas, salas de aula (ou seja, prédio), professores, funcionários escolares e despesas correntes exigidas pela unidade da federação (estado e município) em relação ao atual (2018) nas dependências, atender o mesmo número de matrículas de 2018 (ou seja, sem antecipar qualquer expansão ou redução na entrega) com padrões de qualidade. Desenvolvimento de modelo de previsão de custos para planejamento de sistemas públicos de educação básica em condições de qualidade: aplicação a municípios goianos.
Estabelece normas para aplicação do inciso IX do artigo 4º da lei da LDB), que trata dos padrões mínimos de qualidade de ensino para a educação básica pública.
Padrão de Qualidade de Referência (PQR)
Carga horária de ensino
Tamanho das turmas
Jornada de trabalho docente
Carreira e remuneração dos professores
Quadro de funcionários e remuneração
Formação continuada
Funcionamento e manutenção das escolas
Encargos e adicionais
O “Novo” Fundeb
Financiamento da educação básica no governo Lula: elementos de ruptura e continuidade com as políticas do governo FHC. Regulamenta o Fundo de Preservação e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB. Universalização, qualidade e equidade na destinação de recursos do Fundo de Preservação e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB): proposta para melhoria da implementação do Custo Qualidade Aluno (CAQ).
Disponível em https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/56a-legislatura/pec-015-15-Fundeb/documentos/outros-documentos. Disponível em https://www2.camara.leg.br/atividade-legislatura/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/56a-legislatura/pec-015-15-Fundeb. Financiamento da educação básica por meio de fundos contábeis: estratégia política para igualdade, autonomia e cooperação entre entes federados.
Beskikbaar by https://www2.camara.leg.br/atividade- legislative/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/56a-legislatura/pec-015-15-Fundeb/documentos/.
A tendência do valor aluno/ano do Fundeb e o CAQi
A Tabela 01 abaixo apresenta os valores mínimos de anos estudantis nacionais para cada curso e algumas modalidades de 2007 a 2019 e mostra a diferença desses valores ao longo do período. Quando analisamos os maiores valores entre os valores do ano estudantil nos países (que podem variar a cada ano, já que esse valor depende dos valores arrecadados na cesta de impostos e do número de matrículas no ano anterior), percebe-se que neste período houve diferenças menores, com crescimento entre 16% (ensino primário – anos iniciais urbanos) e 106% (creche integral). Percebe-se que, entre 2007 e 2019, as diferenças entre os valores mais altos e mais baixos do valor de um ano estudantil de creche integral diferem: ambos crescem ao longo do período, mas de formas muito diferentes.
Analisando os valores mínimos do valor do ano escolar dos anos iniciais do ensino fundamental urbano no gráfico 03, percebe-se que o menor valor entre os valores mínimos ocorreu em 2007, com R e o maior valor mínimo nacional é. a de 2019, com R$. Para melhor compreender esse fenômeno, foram criados os gráficos 4 e 5 que mostram as diferenças percentuais entre os valores máximos e mínimos do valor do ano-aluno da educação infantil em período integral e dos anos iniciais do ensino fundamental urbano. A Tabela 3 apresenta os valores mínimos nacionais de Endeb-ano-aluno dos anos de 2010 e 2018, bem como os valores máximos de Endeb-aluno encontrados em alguns estados nos respectivos anos.
Paralelamente, apresenta os valores dos custos iniciais para a qualidade dos alunos calculados pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação nos anos de 2010 e 2018.
Da lógica do gasto à do custo
Nesse cenário, justifica-se a necessidade de estudos na área de financiamento da educação como forma de “conscientização e politização fundamental” (MONLEVADE, 1997, p.7) para quem se preocupa com a educação como um direito a ser oferecido com qualidade para a população brasileira. Isso tem sido visto por vários autores como uma política focal que, ao priorizar uma etapa da educação básica, prejudica a educação infantil e o ensino médio, bem como outros tipos de oferta, incluindo a educação de jovens e adultos (EJA), que têm sido sua recursos tem. reduzidos e suas taxas ficam ainda mais desfavorecidas (MADZA; BASSI, 2009 e SAVIANI, 2008). Os estudos realizados por Carreira e Pinto (2007) revelaram algumas preocupações que ainda são relevantes em relação ao ensino secundário, última etapa do ensino básico.
Pensando na perspectiva dos Custos da Qualidade do Aluno, as políticas de financiamento exigirão um cálculo mais amplo sobre as necessidades mínimas de condições de trabalho, oferta e desenvolvimento da educação brasileira, em todos os níveis de ensino, que garantam um mínimo de qualidade social para atender. demanda educacional. Muito menos se planejam os gastos futuros, pensando efetivamente numa projeção de custos para garantir uma educação de qualidade. Embora as metas 6 e 20 do PNE 2014 indiquem legalmente a necessidade e o compromisso brasileiro, tanto na expansão da educação básica em tempo integral quanto na mudança da lógica de financiamento educacional de “despesa” para “custo”, ainda há muito a ser feito. progresso rumo à mudança efetiva na lógica de financiamento da educação.
Do FUNDEF ao FUNDEB: uma breve reflexão sobre as mudanças recentes no financiamento da educação brasileira.
A Emenda Constitucional 95
6 Nota Técnica 141/Dieese, “Transformações recentes no perfil dos professores das escolas estaduais e municipais de educação básica”, disponível (acesso em: https://www.dieese.org.br/notatecnica/2014/ NotaTec141DocentesPnadvf.html. 8 Fonte: Inep/MEC, página (acessível em http://inep.gov.br/indicadores-financeiros-educacionais Esta é a informação mais recente disponível; nenhuma atualização foi publicada após 2015. Os dados aqui apresentados podem ser obtidos da RAF , Relatórios de Acompanhamento Fiscal, produzidos pelo Senado Federal e publicados pela Instituição Fiscal Independente (Senado Federal) - acesse https://www12.senado.leg.br/.
20 Os dados relativos ao DPF podem ser obtidos na página do Tesouro Nacional (acesso ao ano de interesse): http://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/relatorio/relatorio-anual-da-divida-rad / Publicação . Disponível em https://www2.camara.leg.br/orcamento-da-uniao/orcamento-da-uniao-em-foco/web-orcamento-em-foco-2018 Acessado em 30/09/2019. Disponível em https://www.ibge.govtisticas/economicas/precos-e-custos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html?=&t=series-historicas.br/esta Acessado em 30/09/2019.
Disponível em www.orcamentofederal.gov.br/clientes/portalsof/portalsof/orcamentos-annuals/orcamento-2017/ploa/ploa-2017-orcamento-cidadao Acessado em 30/09/2019.
ESPAÇO ABERTO
A Avaliação da Educação Básica
Esse processo foi promovido em 1995, quando o Governo Federal aceitou integralmente os resultados do Seminário sobre Ensino Fundamental e Produtividade Empresarial. Como resultado, o autor destaca que o impacto dos resultados na tomada de decisões e na mudança das dimensões dos processos de ensino e aprendizagem é reduzido. Com base nesses resultados, a segunda fase da pesquisa coletou dados referentes à percepção dos professores vinculados a uma das redes municipais de ensino.
Num processo de autoavaliação e intervenção eficaz relacionada aos resultados, a tendência é que a secretaria municipal de educação e as escolas aumentem a divulgação dos resultados, incentivem a avaliação e o planejamento participativo para colaborar na melhoria dos processos de ensino e aprendizagem. por Ribeiro e Gusmão (2010). A relevância da avaliação educacional reside no potencial que ela proporciona para a tomada de decisões que ajudem a melhorar os processos de ensino e aprendizagem. 1º O Indique é um instrumento de autoavaliação destinado às escolas primárias, que tem como objetivo envolver a comunidade escolar em processos de promoção da qualidade do ensino.
O processo de avaliação de desempenho escolar do estado: um tema esquecido entre os sistemas municipais de ensino.
Abordagens de gênero e sexualidade
Este artigo, resultado da pesquisa de mestrado realizada na Universidade Federal de Pernambuco, tem como objetivo analisar a importância das abordagens de gênero nas escolas e desconstruir os ataques do movimento/programa Escola Sem Partido (ESP) a esses temas. Até então, foram apresentados 46 projetos de lei (PL)8, seja em nível federal, estadual ou municipal, que proíbem a discussão de gênero ou orientação sexual na escola e em materiais didáticos. Além de trazer um tema específico sobre questões de gênero e sexuais, tendo como base tais questões.
O termo “ideologia de gênero” está subjacente a diversos documentos do ESP, como os próprios projetos de lei e o aviso extrajudicial, além de estar presente em diversas charges e materiais em sites relacionados. Dessa forma, fica claro que não há respaldo legal para PLs que visam retirar conteúdos de gênero e sexuais no ambiente escolar ou, ainda, para notificações extrajudiciais que possam ser protocoladas pelos pais e responsáveis. As abordagens sobre gênero e sexualidade no ambiente escolar trazem consigo toda a amplitude de construção por trás dessas categorias.
Atualmente temos dois documentos principais relativos às abordagens de gênero e/ou sexualidade no ambiente escolar.