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Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Como escrever agradecimentos para um trabalho que não é apenas sobre pesquisas feitas nos últimos dois anos, mas é o resultado da minha trajetória ao longo dos trinta anos de minha vida. A segunda corresponde à busca de um conhecimento universal, geral, que se aplique a todos os casos (Araújo, 2006).

ENTRE A LEI E A CLÍNICA: O DIREITO DO ADOLESCENTE TRANS

Mile: uma questão de identidade

Desde o momento de sua admissão, a presença de Mile provocou uma série de questionamentos na equipe. A presença de Mile enfatizou a importância e a urgência da capacitação dos profissionais de saúde no acolhimento e cuidado de adolescentes transexuais.

Atenção à saúde LGBT no Sistema Único de Saúde (SUS)

Primeiramente, pesquisaremos e examinaremos a história da atenção à saúde voltada à população trans, expressa nas normativas do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas Resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) relacionadas a esse tema. Em 2011, o Ministério da Saúde aprovou a Portaria nº. 2.836, que dispõe sobre a Política Nacional de Saúde Integral LGBT para Lésbicas, Homossexuais, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Política Nacional de Saúde Integral LGBT).

Nas entrelinhas da Lei

Abordando a construção do processo de Transexualização de forma mais detalhada do que o previsto nas normativas anteriores, o Regulamento define as atribuições de cada ponto da rede de saúde (RAS) no acompanhamento dos usuários e determina os valores dos serviços de internação e ambulatorial, por exemplo: terapias hormonais, consultas pré-operatórias, mastectomias, histerectomias, entre muitos outros procedimentos. Dado que o amparo legal que rege o processo de transexualização estabelece a idade mínima de 18 (dezoito) anos para o início da terapia hormonal e a inexistência de protocolos e regulamentações específicas voltadas para travestis e jovens transexuais, solicitamos a este Conselho uma manifestação sobre este assunto. questão: este pedido do CFM já foi apresentado.

André e a hormonioterapia

Foi a aceitação de André como transexual que possibilitou que Silvia ingressasse no grupo Mães pela Diversidade. A confirmação da transexualidade de André seria uma possibilidade para Silvia enfrentar Roberto e redescobrir, na condição de mãe de uma transexual, um lugar único e especial na sociedade.

Projeto de Lei João W Nery (PL 5002/13)

Em 2013, entrou em tramitação na Câmara dos Deputados Federal o Projeto de Lei 5.002, de autoria do ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ)12 e da deputada federal Érika Kokay (PT-DF), que previa o direito à identidade de gênero. A lei indicou o entendimento de que as questões relacionadas à identidade de gênero se manifestam muito antes dos dezoito anos e que esta realidade não pode ser omitida ou desconsiderada.

A Política anti-gênero

A disputa pelo mercado religioso na América Latina gerou uma “aliança estratégica”16, que surpreendentemente estabeleceu como inimigo comum o que esses grupos religiosos chamam de “ideologia de gênero”17. Os protestos organizados pelo movimento conservador foram contra a educação plena e gratuita e a “ideologia de género” que, segundo este movimento, promovia o abuso sexual de crianças e o casamento homossexual.

Fernanda e o Gênero

É o lastro da arqueologia foucaultiana sobre o poder disciplinar que Butler (2014) seguiu ao conceituar normas de inteligibilidade de gênero. A fala de Fernanda – caso clínico apresentado anteriormente – é paradigmática no que diz respeito à questão da regulação de gênero.

Brenda e Amanda e a Precariedade

Esta distribuição diferencial de incerteza é palpável nas condições de vida daqueles cujas mortes não são caracterizadas como deploráveis; eles enfrentam a fome, a privação de direitos, o desemprego e o subemprego, a exposição a vários níveis de violência e morte. Ao ser questionada se ela, assim como os meninos do abrigo, também acreditava que alguém nasce homem ou ‘bicha’, Amanda disse que não, pois não nasceu menina, não era menina, e iniciou uma longa explicação. .

Necropolítica

Mbembe afirmou que o poder não só exige o estado de emergência pela existência de um inimigo, mas ele próprio produz o estado de emergência e um inimigo imaginário. A instauração do estado de emergência nos territórios coloniais caracteriza todo o pensamento e práticas filosóficas modernas do imaginário político europeu, em que a colónia é um espaço em que o exercício do poder se realiza essencialmente à margem da lei, num estado contínuo. guerras.

Lugar de fala e Lugar de escuta

Promover a diversidade de vozes é romper com o discurso autorizado e único que se pretende universal, é romper com o regime de autorização discursiva. Essas interseções, apresentadas axiomaticamente em nossa clínica com jovens trans, nos levaram a diversos questionamentos.

A CONSTITUIÇÃO DO SUJIETO NA PSICANÁLISE: DA EXPULSÃO DA

Sujeito da psicanálise e sujeito da ciência

Um século depois, num novo diálogo entre filosofia e ciência, foi Kant quem concordou filosoficamente com o gesto de Newton, fundador da física moderna, ao postular as formas de conhecimento construídas a priori no campo da percepção, momento em que a razão como meio de acesso ao cognoscível do sujeito transcendental kantiano (Elia, 2004). Foi esta subversão que permitiu explicar aquele discurso científico, que se caracteriza por afirmar-se como universal, assemântico e contingente (Alberti. & Elia, 2008), ao mesmo tempo pela introdução e expulsão do sujeito do seu campo de representação.

Sujeito: um acidente entre dois significantes

Pode-se deduzir, portanto, que a existência do inconsciente é determinada pela existência do Outro, como campo onde se articulam os significantes que estão antes da constituição do sujeito. Com Lacan entendemos, portanto, que não é justamente a castração, pedra angular da constituição do sujeito freudiano, que faz com que o sujeito neurótico se retire.

Adolescência e psicanálise

É fazer da sua castração algo positivo, ou seja, a garantia da função do Outro, daquele Outro que escapa na remissão infinita dos sentidos, daquele Outro em que o sujeito se vê como nada mais que um destino, mas um destino que não tem fim, um destino que se perde no oceano das histórias. Na adolescência, época de renascimento do complexo de Édipo, o sujeito terá que lidar com a falta do Outro de forma mais devastadora, ao optar por agir ou não, na intersecção das aparências, tal como concebida por Alberti.

A hermenêutica do sujeito “do lado de baixo do Equador”

O autor definiu a consciência como o lugar da ocultação, da alienação e do esquecimento, e a memória como exemplo do “não saber o que sabe, aquele lugar das inscrições que restaura uma história não escrita, o lugar da verdade, daquela verdade que se estrutura. ficção” (Gonzalez, 1984, p. 224). Mas o que esconde todo esse glamour, baseado no mito da democracia racial, é o outro lado do cotidiano dessas mulheres negras que no carnaval se transformavam em rainhas.

Gabriela e a política do corpo

Ele disse que é um homem muito complicado que está faltando alguma coisa, mas não sabe o que é. Com muita indiferença, Gabriela disse que iria anotar as perguntas para não esquecê-las.

O preço da carne

Neste ensinamento, Lacan propõe uma leitura surpreendente da passagem bíblica em que Abraão oferece Isaque a Deus como sacrifício. Um momento em que se estabelece um corte onde o sacrifício do primogênito deixa de ser uma exigência para se submeter ao prazer desse Deus sombrio, onde a queima do animal substitui a queima do filho.

O vazio da imagem

Assim, como lembram os autores, com o advento da imagem espelhada e a concomitante formação do self, as imagens fragmentadas do corpo dão lugar à visão de um corpo inteiro e limitado. A presença perfilada no lugar do Outro, tal como formulada no esquema óptico, mostra o vazio na parte inferior da imagem.

Questões (im)pertinentes, respostas (im)possíveis

Quais as consequências de considerar a autonomia da visão na modernidade na constituição do sujeito inconsciente. Como analisar a primazia do olhar na cultura de um sujeito que aparece e cobre o vazio no fundo da imagem espelhada.

A presença da psicanálise em uma equipe de saúde multiprofissional

E é muito menos uma tentativa de minar, ignorar ou mesmo refutar a psicanálise. Mas todo este problema torna-se ainda mais intenso quando consideramos que não há nenhuma evidência sináptico-neural, genética ou adrenérgica que determine a causa da doença psiquiátrica.

DO EROTISMO À GESTÃO DA SEXUALIDADE: TRANSEXUALIDADE E O

Gênero e Sexualidade na era da tecnociência

Sade com Lacan

Na Crítica da Razão Prática, Kant formulou o seguinte postulado como lei fundamental da razão prática pura: “aja de tal maneira que a máxima da sua vontade possa sempre ser válida ao mesmo tempo que o princípio de uma lei universal”. ( p.42), ou seja: segundo Kant, a ação só pode ser ética se puder ser entendida como uma máxima universal. Este é o tema que analisaremos a seguir através da ligação entre o princípio do prazer, das Ding e o gozo, tal como pudemos explorar no ensino lacaniano.

Alberti destaca, portanto, que “a ação específica é causada pelo princípio de realidade a serviço do princípio de prazer, na relação com o outro” (p.67). Lacan, ao retomar o mecanismo do princípio do prazer como mediador do aparelho psíquico, ao mantê-lo em baixo funcionamento homeostático, indicou que o.

A Erótica

Sade com Bataille

Contudo, o autor chamou a atenção para um paradoxo interessante: o princípio da negação do outro conduz, em última análise, à negação do próprio sujeito. A natureza ilimitada do prazer, que originalmente servia como negação do outro e afirmação de si, levada ao extremo do possível, acaba por tornar o próprio sujeito vítima de sua soberania implacável.

A ausência do amor em 120 dias de Sodoma

O sujeito se retira do seu prazer e o faz quando percebe a imagem do outro, pois é a imagem sobre a qual formamos a nossa. É nesse reconhecimento da imagem do outro como semelhante, “na semelhança que temos conosco e com tudo que nos coloca no registro imaginário” (Lacan p. 235) que recuamos diante do acesso ao gozo.

Preciado e a anti-erótica da modernidade

Nesse modelo de funcionamento, a energia sexual nada mais é do que uma modalidade de energia corporal que pode ser transformada em trabalho ou em força procriativa, no caso da cópula heteronormativa. O prazer sexual nada mais seria do que um resíduo, um resíduo resultante do consumo de energia sexual.

Tecnologias e seus modos de transubstanciação

Trabalho e sexualidade pertenceriam, portanto, ao mesmo circuito, no qual a energia sexual pode ser capturada e transformada em energia de trabalho a serviço do capital. Perfurar o prepúcio com um anel ressurgiu na cena gay e S&M como forma de prolongar ereções e orgasmos, a comercialização de impulsos elétricos sobre a área genital, especialmente a glande, vem de uma série de técnicas de repressão como alarmes, luzes elétricas, que alertavam para a descarga noturna do jovem masturbador.

Erotismo e transexualidade

Assim, seguindo os pilares dos estudos foucaultianos, Preciado (2017) aponta que as técnicas de inibição tátil “não devem ser reduzidas a dispositivos de poder que produzem posições de sujeito” (p. 107), o uso de toda tecnologia está aberto à apropriação, criação e perversão. A transformação de técnicas de dominação em técnicas de si constitui o que Preciado (2017) resgatou de David Halperin, sob o nome de práxis queer.

Breve histórico sobre o fenômeno da transexualidade

Segundo Castel (2001), além dos rumores sobre algumas experiências, obviamente de falsa ética, a história empírica da transexualidade começou durante a Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos da América. Foi nesse processo de apropriação do fenômeno da transexualidade pelo discurso médico e pelo psi, somado ao progresso da biologia e da evolução tecnológica, ao possibilitar intervenções muito complexas no organismo humano, que a experiência da inadequação do corpo havia sido vivenciado até então. causada por esses indivíduos de forma individual e marginal tornou-se um problema médico-legal que requer tratamento (Arán & Murta, 2009).

Da Soberania à Biopolítica

Poder que se exerce através da afirmação, da positividade e que se espalha por duas formas distintas, mas inter-relacionadas. Esta interação é notória, por exemplo, na prática racista do Estado com uma justificação biológica, onde o tema do sangue é invocado para manter e justificar uma forma de poder político exercida através da ferramenta da sexualidade (Foucault .

O regime farmacopornográfico

Segundo a autora, a construção da norma transexual surgiu a partir de critérios clínicos e científicos, em procedimentos que estudaram cuidadosamente corpos e sujeitos. Assim, a resistência à imposição da norma transexual ocorre no contexto do próprio dispositivo que deu origem à norma.

Da ascensão da nova ordem mundial e a gestão da sexualidade

No que diz respeito, especificamente, à emergência da questão trans no âmbito da tecnociência, Lima (2011), no artigo “A invenção do dispositivo transexualidade: a produção de “verdades” e experiências trans”, a partir da noção de dispositivos de controle na trabalho de Foucault, procurou-se investigar a emergência da transexualidade como patologia psiquiátrica ao longo do século XX. Hardt (2000), por sua vez, no artigo “A sociedade de controle global”, retomou e aprofundou o termo cunhado por Deleuze.

A noção de ‘gênero’ na era farmocopornográfica

Um dos primeiros sinais de tal transformação do somatopoder é a molecularização dos meios de produção e controlo das diferenças sexuais e de género. Estes regimes de produção e controlo de corpos e identidades sexuais não são estanques nem historicamente deslocados.

Caso Leonardo: Existe clínica fora da política?

Questões completas e concisas sobre a fundamentação teórico-clínica da psicanálise, de um conhecimento que se afirma ao não se deixar enganar pela distância entre a prática e uma suposta tentativa de universalização do observado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed A subversão do sujeito e a dialética do desejo no inconsciente freudiano.

Referências

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