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SANDRA CAPONI

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Academic year: 2023

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Embora tenha me formado em Filosofia pela Universidade Nacional de Rosario, Argentina, atualmente sou Professor Associado IV do corpo docente permanente do Departamento de Sociologia e Ciências Policiais. Por outro lado, como já mencionado, trabalhei no Centro de Ciências da Saúde da UFSC por 18 anos, sendo 3 anos como professora visitante no Departamento de Enfermagem e depois 15 anos como professora titular no Departamento de Saúde Coletiva. (de 1997 a maio de 2012).

SANDRA CAPONI - MEMORIAL 2015

Rosario era uma festa: O fim da ditadura

Naquele momento tínhamos 23 anos, um orgulho indescritível e ainda mais ignorantes das estratégias de gestão da Universidade. Trabalhei por três longos anos como "chefe de trabalho prático", algo equivalente a um professor assistente, no Departamento de Filosofia da Universidade Nacional de Rosario.

A UNICAMP

Por fim, buscou compreender as relações de poder que permeiam as estratégias de gestão e administração trabalhista que surgiram no final do século XIX e início do século XX em meio à efervescência da luta trabalhista. Procurei mostrar que os processos de normalização não ocorrem na fábrica da mesma forma que na medicina ou na escola, pelo menos na fábrica do final do século XIX e início do século XX.

Chegando à UFSC

Saía exausta de todas as aulas, embora já tivesse uma longa formação como professora de filosofia. Em 1995, foi aberta uma vaga para concurso no Departamento de Filosofia da UFSC, era para a área de ética. Assim, fui aprovado no concurso para o Departamento de Filosofia da UFSC, mas em segundo lugar, o que fez com que não pudesse assumir o cargo porque havia apenas uma vaga.

O que me fascinava na docência na área da saúde era que não se tratava mais de apresentar um autor, nem de fazer história da filosofia – passando por diferentes tradições filosóficas – nem de fazer comparações entre autores, Foucault e Habermas. , Apel e Arendt, Rawls e Kant, como muitos professores de filosofia. O primeiro desses textos foi resultado de um Congresso de Filosofia e Saúde que organizamos com o professor Leopardi e o Gustavo.

Uma problematização histórica da assistência médica

Foi um evento muito bom e o resultado foi este livro, do qual alguns convidados participaram e outros não. Foi um momento muito importante para mim, era 1996 e eu tinha acabado de passar no concurso da secretaria de saúde pública da UFSC. Como mencionei, em 1996 me candidatei a uma vaga de professor adjunto no Departamento de Saúde Pública e tudo continuou sem grandes mudanças.

Antes de ingressar no Departamento de Saúde Pública, Maria Teresa Leopardi, Bettina Bub, Gustavo e eu organizamos um Segundo Seminário de Filosofia e Saúde, desta vez com dois convidados internacionais: Fraçois Delaporte e Ilana Lowy. Foi um evento muito bom, reunimos pessoas muito interessantes e que interagiram muito bem com os colegas locais, sem estrelas ou formalidades.

Paris era uma festa

Gabriel Gachelin, que havia sido um dos diretores do Instituto Pasteur e a professora Annick Opinel, responsável pelo Departamento de História e Documentação do Instituto Pasteur. Assim, as portas deste belo e gigantesco edifício construído no século XIX no centro de um grande parque localizado a poucas ruas do Metro Pasteur, que guarda um dos arquivos mais importantes da história da medicina em Paris, permaneceram abertas para meu. Os vínculos com a professora Annick Opinel continuam até hoje, uma amiga próxima e querida, que se transferiu do Departamento de História para o Departamento de Epidemiologia do Instituto Pasteur.

Também analisei uma série de documentos que encontrei nas bibliotecas de história da medicina em Paris, na biblioteca da FIOCRUZ e na Biblioteca Nacional de Medicina na cidade de Buenos Aires, focando principalmente na leitura dos congressos latino-americanos de higiene e lei. medicamento. Nessa época aproveitei a oportunidade que me foi dada para trabalhar com os documentos dos arquivos do Instituto Pasteur e lá descobri um arquivo totalmente dedicado à medicina tropical.

O Instituto de Patologie exotique

Pe veneno ha pe ñati’ũ: aspecto epistemológico etiología ha profilaxis fiebre amarilla rehegua. Pe pohã tropical heñói Brasil ha Argentina-pe En: Ciencias de la vida: estudios.pri ed.Campinas, sp : AFHIC, 2006, p. Tesãi apertura ramo riesgo-pe En: Promoción de salud.1 ed. Buenos Aires: Lugar, 2006, pág.

A emergência da medicina tropical In: Estudos de Filosofia e história das ciências biomédicas ed. São Paulo: Discurso, 2006, p. Mais tarde, em 2004, recebi uma bolsa de pesquisa do National Centre of Recherche Scientifique - CNRS para realizar trabalho de pesquisa na Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales, EHESS, e também no Institut Pasteur em Paris.

A coordenação do Programa em Saúde Coletiva

Felizmente, houve alunos e também um pequeno grupo de colegas da área das Ciências Humanas e Sociais em Saúde com quem foi muito agradável trabalhar. O vínculo com os alunos foi muito estimulante e muito bom, todos os alunos de todas as áreas trabalharam e se comprometeram com o projeto, sabiam que a opção era simples ou a gente melhorava o Programa ou a CAPES fechava. Devo destacar que algumas dessas defesas foram feitas quando eu já trabalhava no Departamento de Sociologia e Ciências Políticas, após meu pedido de transferência ter sido feito no segundo semestre de 2011 e concretizado no primeiro semestre de 2012.

O uso da fitoterapia na atenção primária à saúde: um estudo na comunidade do norte da ilha de Santa Catarina. Como sabemos, a atuação do professor universitário não se limita à pós-graduação, devendo ser articulada também com a graduação.

A medicalização dos fatos sociais

Este projeto teve como objetivo analisar a tendência crescente de construção de explicações biológicas para comportamentos considerados socialmente indesejáveis, como alcoolismo, violência, luto ou depressão. Como vários autores já apontaram, entre eles Lewontin, Gori, Pignarre, Uttal, são muitas as semelhanças e articulações entre os enunciados que caracterizaram grande parte do discurso sobre Higiene e Medicina Legal no final do século XIX e início do séc. século 20 - refere-se à herança mórbida e à localização cerebral dos transtornos mentais - com explicações biológicas atuais para patologias mentais e comportamento. Essa persistência de um século de explicações biológicas para o comportamento ou para os fenômenos existenciais não pode ser facilmente reduzida à história de conquistas progressivas na localização de lesões orgânicas, distúrbios cerebrais ou deficiências químicas, nem à identificação de genes não responsáveis ​​por doenças.

Este projeto articulou-se em torno de dois objetivos principais, um histórico e outro atual: (a) analisar os diversos argumentos utilizados para justificar o uso de explicações biológicas para comportamentos indesejáveis, no início do século XX, por higienistas, médicos e psiquiatras, cujos as explicações centravam-se na hereditariedade e, portanto, no caráter orgânico e inato dos desvios. b) Analisar os diversos argumentos utilizados para justificar as explicações biológicas de comportamentos considerados indesejáveis ​​que surgem em estudos recentes da medicina, sociobiologia, genética e neurociência. Em 2009 encerrei o projeto anterior e iniciei o segundo projeto referente a estudos genealógicos dedicados à saúde mental, agora mais especificamente voltados para explicações biológicas e reducionistas relacionadas ao sofrimento psíquico.

Paris, mais uma vez

Dedicarei esta seção a explicar os motivos que me levaram a solicitar a transferência do Departamento de Saúde Coletiva (CCS) para o Departamento de Sociologia e Ciência Política (CFH) da UFSC. Infelizmente, por motivos alheios ao Ministério da Saúde Pública, a disciplina que por muitos anos lecionei na graduação em Farmácia, Saúde e Sociedade esteve à beira da extinção. No entanto, todas as minhas solicitações visavam a criação de disciplinas eletivas em ciências sociais e saúde ou bioética para alunos das diversas graduações do CCS, bem como todas as minhas solicitações para ministrar disciplinas obrigatórias ou optativas em outros centros da UFSC (especialmente no Centro de Ciências Humanas ) já foi sistematicamente negado em diferentes ocasiões pelos chefes do Departamento de Saúde Pública.

Durante meu estágio de pós-doutorado sênior em Paris, as disciplinas que lecionei por muitos anos no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública foram Fundamentos Teóricos da Saúde Pública (anteriormente conhecida como Introdução Histórica e Filosófica às Ciências da Saúde) e Bioética. não são mais consideradas disciplinas obrigatórias. Ou seja, meu compromisso com a linha de trabalho sociologia, epistemologia e história da saúde ia muito além de algumas leituras que pudessem servir de auxílio para ministrar algumas aulas, e meus colegas da área da saúde coletiva no Brasil reconheciam esse fato.

O Departamento de Sociologia

Algumas dessas disciplinas foram ministradas pelo programa interdisciplinar de humanidades em parceria com a professora Myriam Mitjavila, sempre aberto aos alunos do curso de sociologia política. Participei como membro da comissão organizadora do X Congresso Brasileiro de Bioética, que aconteceu na cidade de Florianópolis de 23 a 29 de setembro de 2013. Local do Dossiê Biopolítica e Medicalização da revista Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas.

Supervisão de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) da Universidade Federal de Santa Catarina. Edição e organização do Dossiê: Biopolítica, Saúde e Gestão de Riscos - Em Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas.

O NESFHIS e os vínculos institucionais

Fora da UFSC, temos parcerias estreitas com instituições como Centre Canguilhem (Paris VII), Pós-Graduação em Antropologia Médica (Univ. Rovira e Virgili-Tarragona-Espanha), Universidad Nacional de Colombia (Medelhin), Universidade Nacional de Santiago do Chile, Universidade Nacional de Rosario e Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris-França). Em 2011, após retornar do meu pós-doutorado, fui convidado para lecionar uma disciplina concentrada para o programa de doutorado em Ciência Política da Universidade Nacional de Rosario. Universidad Nacional de Rosario – UNR- Vínculo institucional- Professor convidado para ministrar Ciclo de Conferências: Biopolítica do Comportamento e Transtorno Mental.

Fortes vínculos institucionais também foram estabelecidos com a Universidade Nacional de Santiago do Chile, em particular com os professores Jury Caravajal e Miguel Kottow; com a Professora Elisabeth Ortega da Universidad de la República, Uruguai; com o Prof. Naquela universidade, a convite do Professor Valderrama, ministrei dois seminários na Universidad Nacional de Colombia - Sede Medellín - Unalmed.

Referências

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Quando você tinha em mãos um livro de Arte, você tinha que imprimir aquilo, pra imprimir tinha que ser em cor, então o custo, na verdade, pra se dar aula, sempre foi um custo