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Sem título-2

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Academic year: 2023

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O processo de crise e de reformas nas telecomunicações que resultou na privatização das telecomunicações no Brasil é explorado profunda e inteligentemente por Renato Dalmazo neste livro, cujas origens estão em sua tese de doutorado em economia, defendida em 1999 no Instituto de Economia da Universidade Estadual . de Campinas. Em primeiro lugar, porque ainda não temos estudos sistemáticos sobre a privatização das telecomunicações no Brasil, embora o tema da reforma das telecomunicações esteja na mídia há algum tempo e desperte interesse entre acadêmicos e especialistas da área. Sem negar a validade dos argumentos sobre as consequências da revolução digital, das pressões internas e externas, da crise orçamental e das consequências do défice orçamental, o autor mostra como estas dimensões são factores condicionantes e não determinantes da crise e das telecomunicações. reforma. .

Portanto, a análise convergiu para “compreender a influência dos atores intervenientes e a natureza do papel mediador do governo federal na definição da política pública de privatização das telecomunicações”. A trajetória tem assim suas curvas, é condicionada por determinantes gerais que estimulam ou bloqueiam determinados rumos, como mostra Dalmazo no caso das revisões constitucionais abortadas de 1992 e 1993, que paralisaram a estratégia de reforma das telecomunicações.

AGRADECIMENTOS

RESUMO

ABSTRACT

SUMÁRIO

5.4 - Mediação de direitos e obrigações em contratos 5.5 - Mediações de última oportunidade e resultados de leilões 5.6 - Novos proprietários de telecomunicações.

LISTA DE TABELAS

Tabela 2 - Posição estrutural, recursos e limites de poder dos atores no processo de abertura das telecomunicações no Brasil. Tabela 1.2 - Cargos de Gerente de Sistema Telebrás ocupados por nomeação política no início da Nova República 1985-86 Tabela 2.1 - Tipos de serviços de telecomunicações por finalidade.

LISTA DE QUADROS

Tabela 4.6 - Alterações introduzidas na Segunda Substituição do Relator Tabela 4.7 - Pontos-chave retirados do texto da 2ª Substituição do Relator. Tabela 4.9 - Cenários para a reestruturação do Sistema Telebrás Tabela 4.10 - O modelo conceitual selecionado para as telecomunicações brasileiras 2B. Tabela 4.11 - Condições para concretização do modelo competitivo 2B Tabela 4.12 - Características da autonomia e independência da Anatel Tabela 4.13 - Principais competências da Anatel e do Poder Executivo.

Tabela 5.8 - Principais objetivos do Plano Geral de Universalização Objetivos da telefonia de uso público (TPs). Tabela 5.11 - Programa de financiamento do BNDES para fabricantes de equipamentos e operadoras de telefonia móvel nas bandas B e A no Brasil.

APRESENTAÇÃO

INTRODUÇÃO

A dimensão específica da política de abertura do Brasil foi a trajetória cautelosa, truncada e não planejada de mudanças político-institucionais. Certamente, tais argumentos influenciaram as decisões sobre a política de abertura e servirão de referência na análise. Nesta perspetiva, queremos analisar a política de abertura no domínio das telecomunicações, o que significa ter em conta o processo de decisão, os interesses, as alianças e coligações de interesses dos atores.

O conjunto de decisões sobre a política de abertura das telecomunicações caracterizou uma trajetória cautelosa, truncada e não planejada. Posições estruturais, recursos e limites de poder dos atores no processo de abertura das telecomunicações no Brasil — 1986-98.

1 - A FORMAÇÃO DA POLÍTICA DE ABERTURA DAS

Por outras palavras, criaram equipamentos de telecomunicações “inteligentes” que podem mudar o conceito de uma única empresa que opera serviços de telecomunicações. Em particular, alegou controlar o funcionamento dos serviços de comunicações de dados e de comunicações por satélite. O caso Victor foi a primeira decisão de abertura que permitiu ao sector privado explorar comunicações de dados e serviços de comunicações por satélite.

Por outras palavras, os serviços de telecomunicações funcionam como uma “auto-estrada” aberta a todos os produtores de informação. O ministro admitiu ter desistido do uso de transponders ao sector privado para operar serviços de comunicação de dados por satélite. Em suma, a decisão de abertura contou com o apoio da administração do Minicom, que decidiu disponibilizar serviços de dados e comunicações por satélite.

O episódio não terminou com a suspensão dos contratos de concessão, a demissão da administração da Embratel e a manutenção do monopólio estatal, já que o comando do Minicom posteriormente tomou nova medida para abrir os serviços de comunicação de dados. Os serviços CT incluem telefonia, radiodifusão, transmissão via satélite, comunicação de dados e muito mais. 27 O monopólio da Embratel sobre serviços de comunicação de dados criou temores do início da nacionalização do setor, à medida que ali se desenvolveu o projeto Cirandão.

O relatório foi surpreendente, pois manteve o monopólio do Estado sobre a prestação de serviços de telecomunicações e também continha alguns pontos controversos. XI Utilização de serviços telefônicos, telegráficos, de dados e outros serviços de telecomunicações, diretamente ou mediante concessão a empresas sob controle estatal. A prestação de serviços de informação a entidades de direito privado é assegurada através da rede pública de telecomunicações gerida pela União.

O texto final retirou a palavra permitir, fato que tornava inquestionável a prestação de serviços de telefonia, telegrafia e comunicação de dados diretamente ou por empresa sob controle estatal. Os serviços de informação, armazenamento e processamento de dados foram fornecidos ao setor privado através da rede pública.

2 - AS DECISÕES TRUNCADAS DA LIBERALIZAÇÃO DAS

Nele, o Minicom priorizou investimentos na modernização da rede de geração para novos serviços de telecomunicações e por sua vez negligenciou a expansão da telefonia universal. Em suma, a prioridade dos investimentos era possibilitar a geração de novos serviços e a criação de redes modernas, o que resultou no descaso com a universalização da telefonia. Apesar do aumento de domicílios urbanos com acesso em todas as regiões brasileiras, o grau de universalização da telefonia fixa é considerado baixo pelos padrões internacionais (Tabela 2.3).

Contudo, dados de 1995 mostram que havia uma concentração brutal da telefonia fixa nas faixas de renda mais elevadas. Portanto, a expansão da telefonia fixa na década de 90 beneficiou as famílias dos grupos de renda mais elevada em detrimento dos grupos de renda mais baixa. Exemplo disso foram as iniciativas para atrasar a implementação da telefonia móvel (Banda A) em São Paulo, o que contribuiu para as falhas nos documentos de licitação e os desafios legais.

Apresentamos a seguir breves reflexões sobre as origens da telefonia móvel no Brasil, com o objetivo de traçar a formação de interesses e demandas que deram corpo à decisão de abertura.11. Conforme observado, a primeira medida legal de abertura da telefonia móvel foi tomada pelo presidente José Sarney. É importante ressaltar que o plano de concessão de telefonia móvel previa a necessidade de concorrência; Por conseguinte, o serviço deverá ser gerido por dois operadores.

13 Sobre os reveses da telefonia móvel na Telesp, ver Almeida (1994, p. 228) e as revistas Telebrasil e RNT. Basearam-se na leitura de que a telefonia móvel era uma extensão da telefonia pública fixa, discordando e contestando a sua classificação como serviço público limitado. Em suma, a decisão de abrir a telefonia móvel foi frustrada pela ilegalidade e pelas iniciativas de nova regulamentação, que proporcionaram uma base jurídica frágil.

As novas diretrizes do ministro Sérgio Motta liberaram os programas de investimentos e o controle do sistema Telebrás na área econômica, conferindo-lhe grande poder na gestão das telecomunicações para implementar mudanças político-institucionais. 2ª fase - implementação do plano de investimentos denominado Programa de revitalização e expansão do sistema de telecomunicações e do sistema postal (Prilepi) para propor alterações significativas à Lei de Concessões em relação às concessões de serviços de telecomunicações através da regulação, reequilibrando tarifas e eliminando subsídios cruzados; Ou seja, sua aprovação resultaria em uma futura reestruturação do sistema Telebrás e em uma futura re-regulamentação por meio da nova Lei Geral de Telecomunicações.

No interior do país, os serviços de telecomunicações eram financiados por serviços nos grandes centros urbanos. A integração da operação estatal e privada poderia ser uma forma de autofinanciamento do sistema de telecomunicações. As organizações sindicais trabalharam arduamente para rejeitar a emenda, pela função social do sistema Telebrás e pela definição de um novo modelo de gestão.

Noutras passagens ele obscurece a questão: “Não é intenção do Governo privatizar todos os serviços de telecomunicações. O principal critério para a nomeação dos cargos de gestão foi evitar interferências políticas e partidárias na vida das empresas e a desprofissionalização do sistema Telebrás. A profissionalização do sistema Telebrás foi alcançada em parte através da ocupação de posições-chave nas telecomunicações.

Nomeações para cargos de liderança em telecomunicações do Sistema Telebrás — Mar.-Ago./95 OPERADORES E. Diretor Financeiro Dellinger Mendes Ministro Cargo de confiança do ministro. Em seguida, é examinada a segunda fase correspondente à higienização do Sistema Telebrás, por meio da Paste, da recuperação e balanceamento de tarifas e outras medidas. Cabe destacar também que a reestruturação do Sistema Telebrás teve como objetivo prepará-lo para atuar em um mercado competitivo.

A implementação do Programa de Recuperação e Expansão do Sistema de Telecomunicações e do Sistema Postal, no final de Setembro de 1995, caracterizou a segunda fase da implementação da política de abertura. Em outras palavras, assumiram que os serviços básicos poderiam ser mantidos como responsabilidade do Sistema Telebrás.

VLVWHPDGHWHOHFRPXQLFDo}HVHGRVLVWHPDSRVWDO — PASTE.  Brasília.  p. 63, tab. II.2.8.
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4 - A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO NOVO MODELO

Contudo, houve outra leitura que defendia que tais leis não se aplicavam ao sector das telecomunicações. O projeto de lei especial (PL) previa a definição do serviço telefônico móvel, categorizado como serviço de telecomunicações terrestre, que utiliza tecnologia celular abrangendo as bandas A e B e o chamado PCS (sistema de comunicação pessoal), incluindo a telefonia celular individualizada via satélite; serviços de telecomunicações por satélite, incluindo infra-estruturas para monitorização e controlo de satélites em posições orbitais; e serviço de valor agregado. Este foi o conteúdo de uma lei especial para libertar flexibilidade antes da criação de uma nova lei geral sobre telecomunicações e do estabelecimento da autoridade.

7 A Comissão Especial de Telecomunicações avaliou a proposta de lei n. 821 de 1995, que regulamentou a alteração nº. 8 de 1995 e estabeleceu a política de exploração dos serviços públicos de telecomunicações e anexou outros projetos de lei (31 projetos) que estavam em apreciação no Congresso. , que também tem como objetivo regulamentar a alteração nº. 8 de 1995. O princípio da universalização, que significava acesso a serviços individuais de telecomunicações para todos os brasileiros a preços comercialmente razoáveis ​​e com um nível aceitável de qualidade. A Lei Geral trata de quatro temas centrais: os princípios fundamentais acima expostos; estabelecimento e funcionamento de uma autoridade reguladora; reclassificação e organização dos serviços de telecomunicações; e a reestruturação e privatização do sistema Telebrás.

O tema relativo ao órgão fiscalizador prevê a criação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel),9 em 1995, que deverá ser uma entidade integrante do Serviço Público Federal Indireto, sujeita a regime especial autônomo e vinculada ao Ministério das Comunicações. . Vale destacar também o poder de arbitragem da Agência em caso de conflitos na organização dos serviços de telecomunicações. O artigo 60.º da lei caracteriza o serviço de telecomunicações como o conjunto de atividades que permitem a prestação de telecomunicações11 e é considerado um serviço público e cabe à União assegurar a sua prestação, diretamente ou através de subsídios a terceiros.

No caso dos usuários não econômicos, o acesso e uso da telefonia dependem de incentivos financeiros e fiscais para a prestação de serviços financiados pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST)12. Essa preciosidade conceitual dos serviços de telecomunicações expressa na Lei Geral visava esclarecer a confusão conceitual de serviço público, público limitado, limitado, etc. Ou seja, propôs que o grupo de trabalho do Minicom escolhesse como referência o modelo norte-americano de telecomunicações (fragmentado por território e serviço, competitivo e totalmente liberalizado).

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VLVWHPDGHWHOHFRPXQLFDo}HVHGRVLVWHPDSRVWDO — PASTE.  Brasília.  p. 63, tab. II.2.8.

Referências

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