Na primeira, caracteriza-se a região abrangida pelo Projeto, composta por 51 municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul do Paraná, abordando: a dimensão ambiental; o processo histórico de conquista do território e de organização do espaço regional; a dimensão económica; e ativos institucionais. Este relatório tem como objetivo subsidiar o estudo realizado pela COPEL para implantação de uma miniusina de produção de biodiesel na região sudoeste do Paraná, com impacto que se estende até o Território de Cantuquiriguaçu.
O PROCESSO DE OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO
Posseiros movidos pelo desespero se organizaram com o objetivo de pressionar as empresas fundiárias a deixarem a região. A partir do início da década de 1960, o governo federal, como parte de seus objetivos de modernização do país, passou a oferecer linhas de crédito agrícola e a incentivar a formação de cooperativas.
DINÂMICA POPULACIONAL RECENTE
Em troca, os proprietários rurais (assentados) aderiram aos programas de crédito e capacitação e levaram à formação de associações e cooperativas de produtores, que lhes deram acesso ao crédito, maquinários e insumos necessários ao plantio e à colheita. , e o subsequente armazenamento e comercialização da sua colheita. Isto fez com que estes produtores passassem a intervir de uma forma completamente diferente daquela em que anteriormente empregavam a divisão social do trabalho.
COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DA POPULAÇÃO
Em suma, em 28 municípios a taxa de urbanização é inferior a 50%, e em 17 municípios esta taxa não ultrapassa os 70%.
MIGRAÇÃO E MOBILIDADE PENDULAR DA POPULAÇÃO
ESTRUTURAÇÃO DA REDE DE CIDADES
CONDIÇÕES SOCIAIS
Em 2000, o menor Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) foi observado em Coronel Domingos Soares, correspondente a 0,4267, que apresentou valores abaixo de 0,500 com os municípios de Nova Laranjeiras e Bela Vista da Caroba. Na medição deste índice para o ano de 2005 ocorreram variações significativas, em que nenhum município apresentou índice inferior a 0,500.
CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS RECENTES
Relativamente ao sector produtivo, verifica-se que a estrutura produtiva da região assenta nos ramos da indústria alimentar, que incluem o abate e preparação de carne, a produção de óleos vegetais, rações animais e lacticínios. Esses municípios determinam o desempenho das principais cadeias produtivas já citadas, como a indústria da carne em Francisco Beltrão e Dois Vizinhos e a indústria madeireira em Palmas.
AGRICULTURA FAMILIAR
Nesse sentido, nota-se que, apesar da razoável diversificação da estrutura agrícola, a soja e o milho representaram 44,7% do valor bruto da produção (PIB) da agricultura da região na safra 2005/2006. A carne de frango, a soja e o leite, principais produtos em termos de renda da região, respondem por 24,5% do PIB estadual desses itens, respectivamente.
COOPERATIVISMO, ASSOCIATIVISMO E INFRAESTRUTURA TÉCNICO-
Twee buren COOAVISUL Pluimveehouderscoöperatie uit het zuidwesten van Paraná Francisco Beltrão COAGRO Cooperativa Agropec. Clevelândia Landbouwinstituut van Paraná - IAPAR (Agrometeorologisch station) IAPAR Clevelândia Clevelândia Stichting Hoger Onderwijs FESC IES. Laranjeiras do Sul Landbouwinstituut van Paraná - IAPAR (Agrometeorologisch station) IAPAR Laranjeiras do Sul UNICENTRO - Laranjeiras do Sul Uitbreiding IES Palmas Landbouwinstituut van Paraná - IAPAR (experimenteel station) IAPAR Palmas Diocesaan Universitair Centrum van Zuidwest Paraná UNICS IES Pato Branco Landbouwinstituut Van Paraná - IAPAR (experimenteel station) IAPAR Pato Branco CEFET-incubator Pato Branco-eenheid - INTIC Pato Branco-incubator Industrieel Technologisch Centrum van Zuidwest-Paraná - CETIS Inst.
Instituto Agronômico do Planalto do Paraná - IAPAR (Laboratório de Análise de Solos) IAPAR Quedas do Iguaçu Faculdade União de Quedas do Iguaçu FAC IES. Essa lista, disponibilizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), apresenta os dados básicos dos agricultores (nome, município de residência, CPF, data de emissão da declaração e classificação nos grupos de beneficiários do PRONAF). Neste primeiro capítulo do Relatório, procuramos desenvolver uma caracterização geral das famílias agricultoras entrevistadas na região Sudoeste do estado do Paraná.
CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO E DA FORÇA DE
Em geral, dependendo do perfil definido para a amostra, a grande maioria dos agricultores familiares entrevistados possuía áreas de exploração (próprias e de terceiros) menores que 50 ha. Ainda em relação à distribuição das áreas ocupadas, observa-se que 8,8% dos agricultores arrendam parte de suas terras a terceiros. Essas unidades estão concentradas no estrato de área de 10 ha a menos de 20 ha e alugam em média 7 ha.
Considerando apenas a safra, os agricultores declararam ter apresentado projetos de acesso ao PRONAF (ver anexo - Tabela A.5).
PROCESSOS DE PRODUÇÃO E DE COMERCIALIZAÇÃO AGRÍCOLA
Uso dos Solos, Sistemas de Produção e Fontes de Renda
Também é interessante analisar a distribuição das áreas de cultivo e pastagem entre as diferentes camadas da área e compreender as diferenças de desempenho entre elas. Nesse sentido, é curioso o comportamento das unidades localizadas no estrato entre 10 ha e menos de 20 ha, uma vez que esses domicílios, em média, possuem um percentual de área de pastagem bem superior aos demais estratos: ocupam 32%, enquanto nos estratos de 20 ha a menos de 50 ha, que aparece em segundo lugar, as pastagens correspondem em média a 18,9%. Esta forma de posse da terra está provavelmente relacionada com a maior importância que as famílias desta área atribuem à produção de leite.
A pecuária leiteira é uma atividade praticada por 81,3% das famílias entrevistadas, com presença relativamente maior entre os agricultores localizados no estrato superior, equivalente a 85% dos produtores desta área; A menor participação está nos estratos mais baixos (67,4%) (ver Anexo - tabela A.14).
Processos de Comercialização da Produção Agropecuária
Assim, das considerações apresentadas até aqui, verifica-se que os principais sistemas de produção implementados nas unidades entrevistadas combinam tipicamente dois a quatro produtos básicos. Além destes aspectos, o sistema de parceria a implementar nesta iniciativa experimental terá de ter em conta as relações que os agricultores já construíram com os agentes de comercialização locais (cooperativas, instituições comerciais de venda de produtos agrícolas e veterinários, indústrias de alimentação animal e grossistas). . Para os agricultores familiares, seguir este processo implicará o rompimento de certas relações comerciais, muitas das quais estão entrelaçadas com laços subjetivos.
Neste sentido, embora os agricultores possam obter benefícios importantes através da redução dos custos de produção, a ruptura destas relações também pode significar perdas que os agricultores nem sempre estão dispostos a incorrer.
Máquinas e Implementos Agrícolas e Consumo de Biodiesel
A percentagem de agricultores que recorrem aos serviços de cooperativas, câmaras municipais ou empresas de mecanização é muito pequena (ver anexo - tabela A.20). A utilização dessas tecnologias representa, segundo cálculos previstos pelos próprios entrevistados, um consumo anual de biodiesel de aproximadamente 521 mil litros.9 Desse total, 47,6% deverão ser utilizados em tratores e minitratores; 31,2%, em colheitadeiras; e 11,4% em caminhões. Os caminhões com 7,6%, os caminhões ou reboques de brinquedo com 1,5% e os motores estacionários com 0,7% completam o quadro do consumo de biodiesel (ver anexo - Tabela A.19).
Nesse sentido, é possível supor, ao estender esses dados para uma escala regional, que os tratores e colheitadeiras tendem a se configurar como máquinas que consomem a maior parte do biodiesel utilizado pelos agricultores familiares do Sudoeste do Paraná.
PARTICIPAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES E PERCEPÇÕES SOBRE BIODIESEL
Participação nas Organizações da Agricultura Familiar
No geral, as respostas refletem as percepções dos agricultores com base no seu contexto e nível de conhecimento sobre o processo de produção de biodiesel (ver Apêndice - Tabela A.23). 79,7% dos agricultores concordam com a utilização da soja como matéria-prima para a produção de biodiesel, e quanto maior a camada superficial, maior o índice de aprovação. Um dos elementos centrais desta pesquisa é a análise da demanda por biodiesel e subprodutos (ração, farelo e torta de soja) dos agricultores familiares, que são vistos como potenciais parceiros da COPEL no esquema de produção proposto.
A seguir, são elaboradas previsões de possíveis cenários para a demanda futura desses produtos por parte dos agricultores familiares da região sudoeste, levando em consideração as perspectivas e tendências de desenvolvimento das principais cadeias produtivas desta região estadual.
DEMANDA POR DIESEL
Por fim, é calculada a demanda de soja e milho necessária para operar a miniusina, conforme proposto originalmente pela COPEL. Diante dessas dificuldades, optou-se por um método de estimativa indireta, baseado em informações sobre o número de produtores e a área plantada com soja e milho, obtidas em pesquisas de campo, e nos parâmetros técnicos fornecidos pela SEAB quanto à demanda média de óleo por hectare. para. cada um desses produtos. Com esses dois indicadores e com o parâmetro que se refere ao uso de óleo por hectare, foi possível estimar a quantidade de óleo para a produção, respectivamente, de soja e milho, segundo o grupo de produtores, em 16,7 milhões e 15,4 milhões. milhões de litros. familiares de 19.
Dentre eles, destacam-se: o aumento da produção tanto de leite quanto de grãos (milho e soja); a diminuição do número de pessoas que trabalham nas zonas rurais; a redução da quantidade de mão-de-obra disponível para o trabalho agrícola; e o crescimento do uso de máquinas e diesel.
DEMANDA POR RAÇÃO, FARELO E SOJA
Demanda Atual
Assim, a demanda aumentaria para 33,7 milhões e 38,6 milhões de litros de diesel por ano agrícola nos 19 municípios aqui considerados (Tabela 4). Esse valor, calculado com base em cada coeficiente técnico volumoso/soja, farelo/soja e torta/soja, corresponde a um total de 487,2 toneladas de soja. Assim, para alimentar o rebanho leiteiro que os agricultores familiares pesquisados possuem atualmente, são necessárias 218,6 toneladas de soja para a produção de forragem, 249,9 toneladas para a produção de farelo e outras 18,6 toneladas para a produção de torta de soja.
Como nos 19 municípios da área abrangida pelo ensaio existem 21.390 agricultores cadastrados nos grupos C, D e E no PRONAF, pode-se estimar que a quantidade total de soja que eles demandam hoje é na realidade de 54,3 mil toneladas. soja (Tabela 5).
Demanda Futura
Para os 21.390 agricultores cadastrados nos 19 municípios analisados, a quantidade total de soja demandada é de 255,33 mil toneladas de soja. Nesse caso, levando-se em conta que a taxa de produção de 500 litros de óleo a partir de três toneladas de soja (de 6 para 1) e a equivalência em volume de óleo bruto de soja ao biodiesel (de 1 para 1)16, a demanda adicional por soja para produzir a demanda atual de biodiesel seria de 192,84 mil toneladas (considerando apenas o diesel utilizado pelos agricultores, sem o valor gasto indiretamente com aluguel de máquinas). Segundo informações de técnicos da COPEL e da SEAB, o projeto traçado da miniusina prevê uma demanda de 12 mil toneladas de soja/ano, o que permitiria a produção de aproximadamente 2 milhões de litros de biodiesel.
Porém, além da disponibilidade de soja para o funcionamento deste arranjo produtivo, a produção de ração também exige a introdução de um volume muito maior de milho, ou seja, 30 mil toneladas.
FATORES POTENCIALIZADORES
Nesse sentido, podemos perceber o papel fundamental que a produção familiar desempenha nas cadeias produtivas que formam a base dos sistemas produtivos predominantes e ao mesmo tempo em sistemas adequados para a instalação de uma minifábrica de biodiesel e de uma fábrica de rações para animais de estimação. comida animal. Diante desse cenário, a tendência é que o Sudoeste amplie sua participação como grande bacia leiteira, além de país caracterizado pela produção de grãos e carnes, criando uma região com forte potencial de demanda por biodiesel e subprodutos. de soja. Os sistemas de produção predominantes na agricultura familiar no Sudoeste proporcionam, em princípio, condições adequadas para a instalação desses equipamentos de infraestrutura, pois os agricultores familiares poderiam reduzir os custos de produção de suas atividades agrícolas através da utilização de biodiesel e subprodutos da extração de petróleo, em nomeadamente rações, bolos e farinha de soja.
Além disso, este projeto experimental também pode servir como importante base para a geração de referências técnicas para a produção de biodiesel obtido a partir de outras oleaginosas que possam se adaptar às condições climáticas regionais e trazer maior eficiência energética e menores custos de produção.
FATORES LIMITANTES
NOTA: Questão de múltipla escolha, que pode ser um número maior que o número total de fabricantes pesquisados. SEGUNDOS TIPOS DE PRODUTOS - MUNICÍPIOS SELECIONADOS DA ÁREA DE ATUAÇÃO DO PROJETO BIODIESEL - SUDOESTE DO PARANÁ - 2008. NÚMERO DE PRODUTORES DE CARNE PRINCIPAIS LOCAIS DE COMPRA TIPO I. Veterinários Indústria alimentícia Atacadistas.