• Nenhum resultado encontrado

Sudoeste do Paraná

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Sudoeste do Paraná"

Copied!
108
0
0

Texto

Na primeira, caracteriza-se a região abrangida pelo Projeto, composta por 51 municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul do Paraná, abordando: a dimensão ambiental; o processo histórico de conquista do território e de organização do espaço regional; a dimensão económica; e ativos institucionais. Este relatório tem como objetivo subsidiar o estudo realizado pela COPEL para implantação de uma miniusina de produção de biodiesel na região sudoeste do Paraná, com impacto que se estende até o Território de Cantuquiriguaçu.

FIGURA 1 - ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2008
FIGURA 1 - ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2008

O PROCESSO DE OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO

Posseiros movidos pelo desespero se organizaram com o objetivo de pressionar as empresas fundiárias a deixarem a região. A partir do início da década de 1960, o governo federal, como parte de seus objetivos de modernização do país, passou a oferecer linhas de crédito agrícola e a incentivar a formação de cooperativas.

DINÂMICA POPULACIONAL RECENTE

Em troca, os proprietários rurais (assentados) aderiram aos programas de crédito e capacitação e levaram à formação de associações e cooperativas de produtores, que lhes deram acesso ao crédito, maquinários e insumos necessários ao plantio e à colheita. , e o subsequente armazenamento e comercialização da sua colheita. Isto fez com que estes produtores passassem a intervir de uma forma completamente diferente daquela em que anteriormente empregavam a divisão social do trabalho.

COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DA POPULAÇÃO

Em suma, em 28 municípios a taxa de urbanização é inferior a 50%, e em 17 municípios esta taxa não ultrapassa os 70%.

MIGRAÇÃO E MOBILIDADE PENDULAR DA POPULAÇÃO

ESTRUTURAÇÃO DA REDE DE CIDADES

CONDIÇÕES SOCIAIS

Em 2000, o menor Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) foi observado em Coronel Domingos Soares, correspondente a 0,4267, que apresentou valores abaixo de 0,500 com os municípios de Nova Laranjeiras e Bela Vista da Caroba. Na medição deste índice para o ano de 2005 ocorreram variações significativas, em que nenhum município apresentou índice inferior a 0,500.

CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS RECENTES

Relativamente ao sector produtivo, verifica-se que a estrutura produtiva da região assenta nos ramos da indústria alimentar, que incluem o abate e preparação de carne, a produção de óleos vegetais, rações animais e lacticínios. Esses municípios determinam o desempenho das principais cadeias produtivas já citadas, como a indústria da carne em Francisco Beltrão e Dois Vizinhos e a indústria madeireira em Palmas.

AGRICULTURA FAMILIAR

Nesse sentido, nota-se que, apesar da razoável diversificação da estrutura agrícola, a soja e o milho representaram 44,7% do valor bruto da produção (PIB) da agricultura da região na safra 2005/2006. A carne de frango, a soja e o leite, principais produtos em termos de renda da região, respondem por 24,5% do PIB estadual desses itens, respectivamente.

COOPERATIVISMO, ASSOCIATIVISMO E INFRAESTRUTURA TÉCNICO-

Twee buren COOAVISUL Pluimveehouderscoöperatie uit het zuidwesten van Paraná Francisco Beltrão COAGRO Cooperativa Agropec. Clevelândia Landbouwinstituut van Paraná - IAPAR (Agrometeorologisch station) IAPAR Clevelândia Clevelândia Stichting Hoger Onderwijs FESC IES. Laranjeiras do Sul Landbouwinstituut van Paraná - IAPAR (Agrometeorologisch station) IAPAR Laranjeiras do Sul UNICENTRO - Laranjeiras do Sul Uitbreiding IES Palmas Landbouwinstituut van Paraná - IAPAR (experimenteel station) IAPAR Palmas Diocesaan Universitair Centrum van Zuidwest Paraná UNICS IES Pato Branco Landbouwinstituut Van Paraná - IAPAR (experimenteel station) IAPAR Pato Branco CEFET-incubator Pato Branco-eenheid - INTIC Pato Branco-incubator Industrieel Technologisch Centrum van Zuidwest-Paraná - CETIS Inst.

Instituto Agronômico do Planalto do Paraná - IAPAR (Laboratório de Análise de Solos) IAPAR Quedas do Iguaçu Faculdade União de Quedas do Iguaçu FAC IES. Essa lista, disponibilizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), apresenta os dados básicos dos agricultores (nome, município de residência, CPF, data de emissão da declaração e classificação nos grupos de beneficiários do PRONAF). Neste primeiro capítulo do Relatório, procuramos desenvolver uma caracterização geral das famílias agricultoras entrevistadas na região Sudoeste do estado do Paraná.

TABELA A.5 - NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS E PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL NO TOTAL ESTADUAL, SEGUNDO SETORES ECONÔMICOS - ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2006
TABELA A.5 - NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS E PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL NO TOTAL ESTADUAL, SEGUNDO SETORES ECONÔMICOS - ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2006

CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO E DA FORÇA DE

Em geral, dependendo do perfil definido para a amostra, a grande maioria dos agricultores familiares entrevistados possuía áreas de exploração (próprias e de terceiros) menores que 50 ha. Ainda em relação à distribuição das áreas ocupadas, observa-se que 8,8% dos agricultores arrendam parte de suas terras a terceiros. Essas unidades estão concentradas no estrato de área de 10 ha a menos de 20 ha e alugam em média 7 ha.

Considerando apenas a safra, os agricultores declararam ter apresentado projetos de acesso ao PRONAF (ver anexo - Tabela A.5).

PROCESSOS DE PRODUÇÃO E DE COMERCIALIZAÇÃO AGRÍCOLA

Uso dos Solos, Sistemas de Produção e Fontes de Renda

Também é interessante analisar a distribuição das áreas de cultivo e pastagem entre as diferentes camadas da área e compreender as diferenças de desempenho entre elas. Nesse sentido, é curioso o comportamento das unidades localizadas no estrato entre 10 ha e menos de 20 ha, uma vez que esses domicílios, em média, possuem um percentual de área de pastagem bem superior aos demais estratos: ocupam 32%, enquanto nos estratos de 20 ha a menos de 50 ha, que aparece em segundo lugar, as pastagens correspondem em média a 18,9%. Esta forma de posse da terra está provavelmente relacionada com a maior importância que as famílias desta área atribuem à produção de leite.

A pecuária leiteira é uma atividade praticada por 81,3% das famílias entrevistadas, com presença relativamente maior entre os agricultores localizados no estrato superior, equivalente a 85% dos produtores desta área; A menor participação está nos estratos mais baixos (67,4%) (ver Anexo - tabela A.14).

Processos de Comercialização da Produção Agropecuária

Assim, das considerações apresentadas até aqui, verifica-se que os principais sistemas de produção implementados nas unidades entrevistadas combinam tipicamente dois a quatro produtos básicos. Além destes aspectos, o sistema de parceria a implementar nesta iniciativa experimental terá de ter em conta as relações que os agricultores já construíram com os agentes de comercialização locais (cooperativas, instituições comerciais de venda de produtos agrícolas e veterinários, indústrias de alimentação animal e grossistas). . Para os agricultores familiares, seguir este processo implicará o rompimento de certas relações comerciais, muitas das quais estão entrelaçadas com laços subjetivos.

Neste sentido, embora os agricultores possam obter benefícios importantes através da redução dos custos de produção, a ruptura destas relações também pode significar perdas que os agricultores nem sempre estão dispostos a incorrer.

Máquinas e Implementos Agrícolas e Consumo de Biodiesel

A percentagem de agricultores que recorrem aos serviços de cooperativas, câmaras municipais ou empresas de mecanização é muito pequena (ver anexo - tabela A.20). A utilização dessas tecnologias representa, segundo cálculos previstos pelos próprios entrevistados, um consumo anual de biodiesel de aproximadamente 521 mil litros.9 Desse total, 47,6% deverão ser utilizados em tratores e minitratores; 31,2%, em colheitadeiras; e 11,4% em caminhões. Os caminhões com 7,6%, os caminhões ou reboques de brinquedo com 1,5% e os motores estacionários com 0,7% completam o quadro do consumo de biodiesel (ver anexo - Tabela A.19).

Nesse sentido, é possível supor, ao estender esses dados para uma escala regional, que os tratores e colheitadeiras tendem a se configurar como máquinas que consomem a maior parte do biodiesel utilizado pelos agricultores familiares do Sudoeste do Paraná.

PARTICIPAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES E PERCEPÇÕES SOBRE BIODIESEL

Participação nas Organizações da Agricultura Familiar

No geral, as respostas refletem as percepções dos agricultores com base no seu contexto e nível de conhecimento sobre o processo de produção de biodiesel (ver Apêndice - Tabela A.23). 79,7% dos agricultores concordam com a utilização da soja como matéria-prima para a produção de biodiesel, e quanto maior a camada superficial, maior o índice de aprovação. Um dos elementos centrais desta pesquisa é a análise da demanda por biodiesel e subprodutos (ração, farelo e torta de soja) dos agricultores familiares, que são vistos como potenciais parceiros da COPEL no esquema de produção proposto.

A seguir, são elaboradas previsões de possíveis cenários para a demanda futura desses produtos por parte dos agricultores familiares da região sudoeste, levando em consideração as perspectivas e tendências de desenvolvimento das principais cadeias produtivas desta região estadual.

DEMANDA POR DIESEL

Por fim, é calculada a demanda de soja e milho necessária para operar a miniusina, conforme proposto originalmente pela COPEL. Diante dessas dificuldades, optou-se por um método de estimativa indireta, baseado em informações sobre o número de produtores e a área plantada com soja e milho, obtidas em pesquisas de campo, e nos parâmetros técnicos fornecidos pela SEAB quanto à demanda média de óleo por hectare. para. cada um desses produtos. Com esses dois indicadores e com o parâmetro que se refere ao uso de óleo por hectare, foi possível estimar a quantidade de óleo para a produção, respectivamente, de soja e milho, segundo o grupo de produtores, em 16,7 milhões e 15,4 milhões. milhões de litros. familiares de 19.

Dentre eles, destacam-se: o aumento da produção tanto de leite quanto de grãos (milho e soja); a diminuição do número de pessoas que trabalham nas zonas rurais; a redução da quantidade de mão-de-obra disponível para o trabalho agrícola; e o crescimento do uso de máquinas e diesel.

TABELA 3 - NÚMERO DE PRODUTORES, ÁREA PRODUZIDA NA AMOSTRA E ESTIMATIVA DA DEMANDA DE ÓLEO, SEGUNDO PRODUTOS - MUNICÍPIOS SELECIONADOS DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2008
TABELA 3 - NÚMERO DE PRODUTORES, ÁREA PRODUZIDA NA AMOSTRA E ESTIMATIVA DA DEMANDA DE ÓLEO, SEGUNDO PRODUTOS - MUNICÍPIOS SELECIONADOS DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2008

DEMANDA POR RAÇÃO, FARELO E SOJA

Demanda Atual

Assim, a demanda aumentaria para 33,7 milhões e 38,6 milhões de litros de diesel por ano agrícola nos 19 municípios aqui considerados (Tabela 4). Esse valor, calculado com base em cada coeficiente técnico volumoso/soja, farelo/soja e torta/soja, corresponde a um total de 487,2 toneladas de soja. Assim, para alimentar o rebanho leiteiro que os agricultores familiares pesquisados ​​possuem atualmente, são necessárias 218,6 toneladas de soja para a produção de forragem, 249,9 toneladas para a produção de farelo e outras 18,6 toneladas para a produção de torta de soja.

Como nos 19 municípios da área abrangida pelo ensaio existem 21.390 agricultores cadastrados nos grupos C, D e E no PRONAF, pode-se estimar que a quantidade total de soja que eles demandam hoje é na realidade de 54,3 mil toneladas. soja (Tabela 5).

Demanda Futura

Para os 21.390 agricultores cadastrados nos 19 municípios analisados, a quantidade total de soja demandada é de 255,33 mil toneladas de soja. Nesse caso, levando-se em conta que a taxa de produção de 500 litros de óleo a partir de três toneladas de soja (de 6 para 1) e a equivalência em volume de óleo bruto de soja ao biodiesel (de 1 para 1)16, a demanda adicional por soja para produzir a demanda atual de biodiesel seria de 192,84 mil toneladas (considerando apenas o diesel utilizado pelos agricultores, sem o valor gasto indiretamente com aluguel de máquinas). Segundo informações de técnicos da COPEL e da SEAB, o projeto traçado da miniusina prevê uma demanda de 12 mil toneladas de soja/ano, o que permitiria a produção de aproximadamente 2 milhões de litros de biodiesel.

Porém, além da disponibilidade de soja para o funcionamento deste arranjo produtivo, a produção de ração também exige a introdução de um volume muito maior de milho, ou seja, 30 mil toneladas.

TABELA 6 - DEMANDA POTENCIAL POR RAÇÃO, FARELO, TORTA E SOJA DOS AGRICULTORES FAMILIARES DA AMOSTRA E DOS 19 MUNICÍPIOS DE ABRANGÊNCIA DA PESQUISA - 2008
TABELA 6 - DEMANDA POTENCIAL POR RAÇÃO, FARELO, TORTA E SOJA DOS AGRICULTORES FAMILIARES DA AMOSTRA E DOS 19 MUNICÍPIOS DE ABRANGÊNCIA DA PESQUISA - 2008

FATORES POTENCIALIZADORES

Nesse sentido, podemos perceber o papel fundamental que a produção familiar desempenha nas cadeias produtivas que formam a base dos sistemas produtivos predominantes e ao mesmo tempo em sistemas adequados para a instalação de uma minifábrica de biodiesel e de uma fábrica de rações para animais de estimação. comida animal. Diante desse cenário, a tendência é que o Sudoeste amplie sua participação como grande bacia leiteira, além de país caracterizado pela produção de grãos e carnes, criando uma região com forte potencial de demanda por biodiesel e subprodutos. de soja. Os sistemas de produção predominantes na agricultura familiar no Sudoeste proporcionam, em princípio, condições adequadas para a instalação desses equipamentos de infraestrutura, pois os agricultores familiares poderiam reduzir os custos de produção de suas atividades agrícolas através da utilização de biodiesel e subprodutos da extração de petróleo, em nomeadamente rações, bolos e farinha de soja.

Além disso, este projeto experimental também pode servir como importante base para a geração de referências técnicas para a produção de biodiesel obtido a partir de outras oleaginosas que possam se adaptar às condições climáticas regionais e trazer maior eficiência energética e menores custos de produção.

FATORES LIMITANTES

NOTA: Questão de múltipla escolha, que pode ser um número maior que o número total de fabricantes pesquisados. SEGUNDOS TIPOS DE PRODUTOS - MUNICÍPIOS SELECIONADOS DA ÁREA DE ATUAÇÃO DO PROJETO BIODIESEL - SUDOESTE DO PARANÁ - 2008. NÚMERO DE PRODUTORES DE CARNE PRINCIPAIS LOCAIS DE COMPRA TIPO I. Veterinários Indústria alimentícia Atacadistas.

TABELA A.1 - NÚMERO DE PRODUTORES RURAIS PESQUISADOS, SEGUNDO CONDIÇÃO LEGAL DE USO DAS TERRAS POR ESTRATOS DE ÁREA - MUNICÍPIOS SELECIONADOS DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - SUDOESTE DO PARANÁ - 2008
TABELA A.1 - NÚMERO DE PRODUTORES RURAIS PESQUISADOS, SEGUNDO CONDIÇÃO LEGAL DE USO DAS TERRAS POR ESTRATOS DE ÁREA - MUNICÍPIOS SELECIONADOS DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - SUDOESTE DO PARANÁ - 2008

Imagem

FIGURA 1 - ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2008
GRÁFICO 1 - PIRÂMIDE RELATIVA POR IDADE SIMPLES - SUDOESTE PROJETO BIODIESEL - -2000/2007
TABELA A.5 - NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS E PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL NO TOTAL ESTADUAL, SEGUNDO SETORES ECONÔMICOS - ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - 2006
TABELA A.6 - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO DA AGROPECUÁRIA E PARTICIPAÇÃO NO TOTAL MUNICIPAL, SEGUNDO MUNICÍPIOS E PRINCIPAIS PRODUTOS - ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO BIODIESEL - SAFRA 2005/2006
+7

Referências

Documentos relacionados

priorizando os municípios com possibilidade de expansão da cultura, conforme pode ser visualizado no mapa com destaque para os municípios da área de abrangência do pólo