Dr. Mauro Zamboni solicitou que o próximo Congresso Brasileiro fosse realizado no Rio de Janeiro; não conseguimos concretizar esse desejo, mas temos certeza que em breve o Dr. Mauro Zamboni trará o centro da nossa especialidade para o nosso estado. Adicionalmente, e esta foi uma vitória da diretoria anterior, teremos o Dr. Bernardo Maranhão representando o Rio na diretoria da SBPT do Dr. Roberto Stirbulov, como diretor científico.
Epidemiologia da DPOC no presente – aspectos nacionais e internacionais
RESumO
AbStRACt
Artigo original
A prevalência da DPOC foi definida pela soma daqueles que responderam “sim” à bronquite crônica e ao enfisema.9 Em 1996, o número estimado de adultos com 25 anos ou mais com DPOC era de 10,1 milhões, ou 6,0% da população. Na América Latina (estudo PLATINO), a prevalência da DPOC variou de 7,8% no México a 19,8% no Uruguai.
ResumO
Presidente da Comissão de Tabagismo da Associação de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (SBPT).
AbsTRACT
Programa Nacional de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer – Modelo Lógico e Avaliação, Rio de Janeiro. Secretaria de Saúde, Instituto Nacional do Câncer, Coordenadoria de Prevenção e Vigilância, Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco.
Tratamento do tabagismo pode impactar a DPOC
REsumO
Deixar de fumar é, portanto, a melhor terapia e também pela melhoria sintomática, pela qualidade e pela esperança de vida. Portanto, é condição fundamental para o sucesso do tratamento que o fumante queira parar de fumar.
DPOC - definições e conceitos - as bases clínicas
AbstRACt
A identificação dos fatores de risco representa um ponto importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento da DPOC. Apesar do acima exposto, a DPOC é “subdiagnosticada”, pois apenas 15 a 20% dos fumantes são diagnosticados com DPOC, embora a maioria deles desenvolva obstrução do fluxo aéreo. A presença de colonização bacteriana, bem como de infecções virais e bacterianas, pode contribuir para a patogênese e progressão da DPOC.
Contudo, o papel da nutrição como fator de risco independente para o desenvolvimento da DPOC ainda não está claro. A sociedade como um todo também sofre direta e indiretamente, principalmente devido à quantidade de recursos financeiros que devem ser alocados para controlar os sintomas e tratar as exacerbações e complicações relacionadas à DPOC.2 Atualmente é a quarta principal causa de morte no mundo1 e contribui significativamente colocar as doenças respiratórias como quarta causa de morte no Brasil.3 Neste capítulo abordaremos as alterações radiológicas relacionadas à DPOC e suas principais complicações considerando os 4 tipos morfológicos de enfisema4 que são:. Tomograficamente, as alterações descritas com o aparecimento de uma "árvore em botão" nem sempre estão presentes devido à referida alteração estrutural, que é substrato anatômico da DPOC.12 (Figura 7) A doença fúngica, especificamente a histoplasmose, também está representada em de forma relevante, quando pensamos no paciente com enfisema pulmonar.
Provas Funcionais e DPOC - o que se pode fazer e o que se faz na prática clínica
Assim, o estudo da expiração forçada através da curva fluxo-volume e da espirografia é o método mais utilizado na avaliação de fenômenos obstrutivos.2 Na curva fluxo-volume, quando há obstrução do fluxo aéreo, ela se tornará uma concavidade observada, a cuja intensidade será tanto maior quanto mais intenso for o defeito obstrutivo. Na DPOC, embora a limitação do fluxo aéreo não seja completamente eliminada com o uso de broncodilatadores (BD), eles são a medicação mais importante para o controle dos sintomas. A redução da força elástica pulmonar também é o fator mais importante no aumento da capacidade pulmonar total (CPT) que pode ser observada na DPOC.
O estudo das propriedades elásticas do pulmão pode ser realizado através da relação entre a variação do volume de ar intrapulmonar e a variação da pressão intrapleural, conhecida como complacência pulmonar. No contexto da síndrome obstrutiva brônquica, a difusão reduzida de CO (DLCO) pode ser interpretada como um marcador de enfisema, pois há perda de área de superfície alveolar e destruição do leito capilar pulmonar. Na DPOC, esta medida também tem sido utilizada como marcador de declínio acelerado do VEF1 e diminuição da sobrevida.
DPOC – tratamento do paciente estável
ABstRACt
A vacina anti-influenza é recomendada para pacientes com DPOC, principalmente naquelas formas com maior limitação respiratória, e deve ser repetida anualmente no outono. A combinação da corticoterapia inalatória com um beta-agonista de longa ação (fluticasona + salmeterol e budesonida + formoterol) pode reduzir a mortalidade e as exacerbações e melhorar a qualidade de vida em pacientes com DPOC. Na fase estável dos pacientes com DPOC, não há indicação do uso de corticoide sistêmico de manutenção (oral ou injetável) porque não há melhora da função pulmonar, além de levar a efeitos sistêmicos indesejados.
A oxigenoterapia é, sem dúvida, uma medida importante para melhorar a sobrevida de pacientes hipoxêmicos com DPOC. Na doença pulmonar obstrutiva crônica, uma combinação de ipratrópio e albuterol é mais eficaz do que qualquer um dos medicamentos isoladamente. Comparação do efeito do ipratrópio e do albuterol no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica.
DPOC – o tratamento do paciente grave
Recentemente, o índice BODE tem sido utilizado na prática clínica como marcador de gravidade e prognóstico em pacientes com DPOC. Apesar da recomendação do CDC com nível de evidência A, o uso da vacinação pneumocócica em pacientes com DPOC é apoiado por dados limitados na literatura. Seu aparecimento está diretamente relacionado à gravidade da doença, sendo mais frequente (e mais grave) em pacientes com doença avançada.
Em pacientes com DPOC, a aplicação de PEEP externa pode ser utilizada para contrabalançar os efeitos da PEEP interna. O fornecimento contínuo de oxigênio (idealmente > 15 horas/dia) é indicado para pacientes com PaO2. Uma avaliação nutricional deve ser realizada em todos os pacientes com diagnóstico de DPOC, principalmente nos casos mais graves.
Cirurgia redutora de volume no enfisema pulmonar difuso
Resumo
Isto também é demonstrado por um estudo recente do grupo de Cooper (Meyers et al. 2008)14, grupo responsável pelo ressurgimento desta modalidade de tratamento, altamente resistente à cirurgia unilateral. Neste estudo retrospectivo de 43 pacientes, os autores mostram que a cirurgia unilateral em pacientes sem necessidade ou contraindicação para o procedimento bilateral (enfisema unilateral, pleurodese ou toracotomia prévia, aderências firmes em um hemitórax, radioterapia torácica unilateral) apresenta melhorias significativas na função pulmonar, capacidade de exercício e qualidade de vida, mas em um nível inferior ao do procedimento bilateral. Este facto é reforçado pelas observações de Brenner et al., 1998), que notaram que a queda do VEF1 pós-operatório foi mais rápida em pacientes com cirurgia bilateral do que com cirurgia unilateral, implicando uma menor duração do alívio dos sintomas da DPOC em pacientes com cirurgia bilateral.
O paciente também deve ter teste de caminhada de 6 minutos de pelo menos 140 metros e baixa capacidade de treinamento (pós-reabilitação). O enfisema deve ser predominante nos lobos superiores na tomografia computadorizada de alta resolução e no preparo pré-operatório completo. Podemos afirmar que a cirurgia de redução volumétrica pulmonar tem potencial para melhorar a qualidade de vida de um grupo limitado e muito selecionado de pacientes com enfisema pulmonar.
DPOC - exacerbação aguda – diagnosticar, prevenir e tratar
Esses estudos foram comparados a outros que tomam a decisão de usar antibióticos com base na purulência do escarro. Particularmente para pacientes que necessitam de suporte respiratório, a ventilação não invasiva com pressão positiva intermitente (VNIPP) deve ser recomendada nessas exacerbações agudas, pois melhora os gases arteriais e o pH, reduz a mortalidade hospitalar e reduz a necessidade de intubação e ventilação mecânica. reduz a hospitalização (Evidência A).17 1. Validação broncoscópica do significado da purulência do escarro nas exacerbações graves da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Antibiotic treatment of exacerbations of COPD: a randomized controlled trial comparing procalcitonic guidance with standard therapy. Anthonisen, NR, Manfreda, J, Warren, CP, et al. Antibiotic therapy in exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Oral corticosteroids in patients hospitalized with exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease: a prospective randomized controlled trial.
Reabilitação respiratória em DPOC – a importância da abordagem fisioterapêutica
ABStRACt
Pacientes com DPOC apresentam fraqueza muscular respiratória significativa, o que pode contribuir para dispneia e redução do desempenho nos exercícios. A depressão em pacientes com DPOC é caracterizada por desespero e pessimismo, diminuição do sono, diminuição do apetite, aumento da letargia, dificuldade de concentração. Déficits neuropsicológicos não relacionados à idade foram observados em pacientes com DPOC.
Em pacientes com DPOC com comprometimento funcional, o exercício que estimula as fibras musculares do tipo II tem um efeito positivo nos testes de exercício submáximos. O exercício físico para ganho de força e aumento de massa muscular é possivelmente a melhor estratégia para pacientes com DPOC grave, o que afeta a capacidade funcional e o consumo de oxigênio, bem como a qualidade de vida.16. Embora a reabilitação pulmonar melhore os sintomas e a qualidade de vida, é um desafio para a maioria dos pacientes com DPOC exercitar-se em níveis suficientemente elevados para melhorar a capacidade de oxigênio.
DPOC - o impacto da oxigenioterapia domiciliar no tratamento
ResuMO
ABsTRACT
Os pacientes foram randomizados para receber apenas oxigênio suplementar noturno (NOT) usando uma fonte estacionária de oxigênio. O outro grupo recebeu oxigênio contínuo (COT) também por meio de fonte portátil de oxigênio. Os pacientes que devem utilizar oxigenoterapia domiciliar prolongada são aqueles com PaO2 < 55 mmHg ou SaO2.
O fluxo a ser prescrito é o menor fluxo de oxigênio necessário para obter os parâmetros descritos acima. Os concentradores de oxigênio (Figura 2) são equipamentos que separam o oxigênio do nitrogênio do ar ambiente, concentram-no e fornecem fluxos de O2 de 0,5 (meio) a cinco, sete ou até 10 litros por minuto. Ao utilizar um fluxo de oxigênio de dois litros por minuto, essa bolsa tem autonomia de cerca de sete horas e possibilita maior mobilidade do paciente.
DPOC - hipoxemia noturna e os distúrbios do sono
HAP e cor pulmonale são frequentemente encontrados em pacientes com DPOC e hipoxemia crônica (PaO2 < 55 mmHg). Na época, esse percentual era considerado elevado, sugerindo que a prevalência de DPOC em pacientes com apneia do sono seria maior do que na população geral. O IAH dos pacientes com SAOS sem DPOC não diferiu do IAH dos pacientes com síndrome de sobreposição.
Os valores espirométricos de pacientes com DPOC sem SAOS são comparáveis aos de pacientes com ES18,27. Finalmente, em pacientes com SS mais grave, a hipoxemia diurna pode persistir mesmo com tratamento eficaz da SAOS. Pacientes com ES apresentam dessaturação noturna mais pronunciada que pacientes com DPOC sem SAOS, com o mesmo grau de obstrução brônquica.
Vacinação profilática em pacientes portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica
REsuMo
AbstRAct
Alguns estudos clínicos mostraram resultados conflitantes quanto à utilidade da vacinação pneumocócica em pacientes com DPOC.18 Estudos observacionais mostraram fortes evidências de que a vacina pneumocócica protege indivíduos saudáveis contra doenças pneumocócicas invasivas, como a bacteremia. Nichol et al.,20 em estudo com 1.898 pacientes idosos com doença pulmonar crônica, constataram que a vacinação pneumocócica resultou em redução de 43% nas hospitalizações por pneumonia e redução de 29% na mortalidade. Uma revisão sistemática Cochrane não mostrou nenhuma evidência estatisticamente significativa que sugerisse que a vacinação pneumocócica previne exacerbações agudas ou pneumonia em indivíduos com DPOC.23.
Contudo, a vacinação com ambas as vacinas foi associada a uma redução de 63% no risco de hospitalização por pneumonia e a uma redução de 81% no risco de morte em comparação com aqueles que não receberam nenhuma das vacinas.24 No entanto, são necessários mais estudos. para confirmar o efeito aditivo das duas vacinas na incidência de exacerbações agudas em pacientes com DPOC. A recomendação da vacinação contra influenza e pneumococo para pacientes com DPOC é confirmada em inúmeras publicações e nas diretrizes de diversas associações médicas. Se o número de autores for maior que seis, apenas os seis primeiros deverão ser listados, seguidos de et al.
REGIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA
Ficha de Inscrição para Novo Sócio