Desde que a Internet se tornou mais acessível, os debates sobre a utilização da videoconferência em processos penais intensificaram-se. Este estudo levantou questões como: Qual a motivação para a utilização da videoconferência no processo penal.
P RINCÍPIO DA A MPLA D EFESA
Mesmo Chiovenda, Carnelutti e Calamandrei, já no século XX, cujas contribuições para o direito processual são gigantescas, não estudam esta matéria como uma teoria geral dos princípios, mas o fazem de forma dispersa, assistemática, sem unificá-los. . 5., LXXIV CF, temos um princípio relacionado que é fornecer assistência jurídica completa e gratuita aos necessitados, reduzindo-a assim, esperançosamente.
P RINCÍPIO DO C ONTRADITÓRIO
O princípio da ampla proteção visa garantir às partes o direito de levantar argumentos a seu favor, demonstrando por meio de provas que serão ou não válidos dentro dos limites possíveis. Para que o princípio do contraditório funcione bem, é necessário que ambas as partes participem da produção das provas e se manifestem sobre os documentos envolvidos no processo.
P RINCÍPIO DA I DENTIDADE F ÍSICA DO J UIZ
Este conceito está intimamente relacionado com o princípio da garantia do juiz natural estabelecido no artigo 5º, incisos LIII e XXXVII, do C.R. O princípio da identidade física do juiz obriga o julgamento do processo penal e o torna vinculado e acessível à condenação motivada pelo juiz que dirige a sua instrução. Com o advento da reforma processual penal, o princípio da identidade física do juiz tornou-se exigência legal constante na redação do art.
Na verdade, alinhou-se com o novo sistema de processo penal que privilegiou o princípio da oralidade, o que levou à concentração dos atos processuais num único julgamento e ao contacto imediato do juiz com as provas.
P RINCÍPIO DA P UBLICIDADE
Vale destacar que a desobediência ao princípio da identidade física do juiz, na esfera penal, constitui motivo de nulidade relativa da pena, devendo, portanto, ser comprovado o preconceito fático contra a parte. À medida que o processo avança, determina-se que o arguido ou o arguido (ambos juntamente com o seu defensor) sejam devidamente notificados para que sejam informados, em tempo útil, de todos os atos do processo. Este procedimento é essencial para o acesso à informação, permitindo que as partes contestem o conteúdo do processo e participem na formação da convicção do juiz.
P RINCÍPIO DO D EVIDO P ROCESSO L EGAL
Ressalte-se que no aspecto processual os procedimentos devem ser respeitados de acordo com as regras estabelecidas tanto na investigação como na investigação e julgamento. O Código de Processo Penal Brasileiro enquadra o interrogatório como meio de prova, inserindo suas normas legais no Capítulo III do seu Título VII, destinado especificamente a detalhar a natureza da prova.
C ONCEITO
É tratado como uma soma de atos preclusivos e coordenados, realizados dentro da formalidade pelas partes envolvidas, especialmente para respeitar a competência do juiz. O interrogatório consiste na fase da acusação, através da qual é dada ao arguido a oportunidade de ilustrar a sua versão dos factos. O interrogatório é um ato judicial, presidido por um juiz, em que o arguido é questionado sobre os factos que lhe são imputados, decorrentes de uma denúncia ou acusação, informando-o, oferecendo-lhe a possibilidade de defesa.
É um ato privado do juiz e muito pessoal do suspeito, permitindo a este exercer a sua defesa e legítima defesa.
N ATUREZA J URÍDICA
Tal como tratam os artigos 185 a 196 do CPP, é de extrema importância para a produção de provas através das quais as partes procurem esclarecer os acontecimentos do mundo real. Da mesma forma, Capez conduz sua opinião dizendo que é no ato judicial de interrogatório que o juiz ouve o acusado sobre a acusação que lhe é imputada. Sendo a defesa técnica um mecanismo muito importante para o réu, ele não pode ser obrigado a prosseguir com o processo sem que esse direito seja garantido e exercido.
C ARACTERÍSTICAS DO I NTERROGATÓRIO
- Pessoalidade
- Oralidade
- Publicidade
- Espontaneidade
- Individualidade
- Retratabilidade
O acusado deve resolutamente, sem qualquer coerção, exclamar tudo o que lê como lhe agrada. Desta forma, o juiz estará familiarizado com as provas apresentadas no caso e deverá dar a sua própria interpretação. Mas à luz de todas as evidências discutidas, a confissão não é mais a “rainha das evidências” porque é facilmente influenciada por fatores ambientais sociais e psicológicos, coerção, etc.
Desta forma, o arguido pode sempre alterar a sua confissão durante a fase de interrogatório com direito de retirada.
L OCAL DO I NTERROGATÓRIO
Refira-se que quando o investigado confessa durante a fase de inquérito ou instrução, é naturalmente necessário nesse momento que sejam recolhidas as provas relativas ao facto. Sobre este mesmo ponto, é importante destacar que o interrogatório do arguido numa prisão também tem as suas falhas, pois o arguido numa sala localizada numa prisão tende a sentir-se oprimido devido ao ambiente em que se encontra. Permitindo que o juiz esteja na sala do tribunal e o réu no ambiente prisional, o sistema é responsável pelas transições de imagens de uma para outra em tempo real.
Vale ressaltar que este sistema foi criado para beneficiar a agilidade do processo, permitindo que ele seja concluído de forma mais rápida e dinâmica.
D IREITO DE S ILÊNCIO
Trata-se de um interrogatório realizado à distância, estando o juiz no seu gabinete no tribunal e o arguido numa sala especial dentro do próprio estabelecimento prisional, onde existe interligação entre ambos, através de câmaras de vídeo, com imagem e som completos, para que que um pode ver e ouvir o outro perfeitamente. O direito ao silêncio também estipula um novo dever para a autoridade policial ou judiciária que conduz o interrogatório: alertar o sujeito passivo de que ele não é obrigado a responder às perguntas feitas. Como se vê na obra de Lopes Jr., se o réu recorrer ao silêncio durante seu interrogatório, é de seu próprio direito, uma vez que o magistrado lhe comunicou essa opção em tom claro e distinto, correndo o risco de nulidade caso o faça. . não faça isso.
Ao escolher este direito, não pode haver presunção de culpa ou qualquer desvantagem legal para o suspeito, nem pode haver qualquer coação contra ele para violar o seu direito de permanecer calado.
M OMENTO DO I NTERROGATÓRIO J UDICIAL
Se o silêncio é direito do réu e ele deve estar ciente da extensão de suas garantias, existe o correspondente dever da autoridade estatal de informá-lo disso, sob pena de anulação do ato por violação da lei constitucional. garantia. 1. As provas serão apresentadas em audiência única, podendo o juiz rejeitar as provas que considere irrelevantes, presunçosas ou morosas. Num julgamento com júri, a fase de audiência ocorre após a recolha de todas as provas orais, podendo ser na primeira fase (CPP, art. 411) ou no plenário do júri (CPP, art. 474).
Contudo, as questões devem primeiro ser dirigidas ao magistrado para que o próprio magistrado as leve ao arguido.
F ASES DO I NTERROGATÓRIO J UDICIAL
1º As penas aumentam de um sexto para um terço, se o crime for cometido mediante suborno ou se for praticado com o objetivo de obter provas destinadas a produzir efeito em processo penal, ou em processo cível em que a administração pública direta entidade é parte ou indiretamente. 2. O facto deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retratar ou declarar a verdade. Essas alterações ocorreram no artigo (art. 185 a 196), que regulamenta o interrogatório, a defesa técnica organizada (art. 261), e na citação do réu preso (art. 360), é necessário ressaltar que estes artigos são de extrema importância para a compreensão do tema tocante, e sem dúvida para toda a idealização do assunto que é tratado.
Proclamação da Lei nº. A Lei 11.900/09 intensificou os debates sobre a constitucionalidade ou não das audiências por videoconferência.
O INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA NO DIREITO COMPARADO
Pensando no futuro, o Rio de Janeiro já instituiu a Lei nº. 4.554, de 2 de junho de 2005, que autorizou o Poder Executivo a introduzir salas de videoconferência nos presídios estaduais. No estado de São Paulo, a Lei nº. permitiu o uso de um sistema de videoconferência durante interrogatórios e interrogatórios de prisioneiros. Contudo, no acórdão habeas corporal nº 90.900/SP, o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade formal da Lei nº com base no art.
22 da Constituição Federal que confere competência exclusiva à União para legislar sobre direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e trabalhista.
A EXCEPCIONALIDADE DO INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA NO
II - possibilitar a participação do réu na referida ação processual quando houver dificuldades relevantes de comparecimento em juízo por motivo de doença ou outras circunstâncias pessoais; (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) III - impedir que o réu influencie o ânimo de testemunhas ou vítimas, enquanto não for possível a colheita de seu depoimento por meio de videoconferência, nos termos do art. O artigo mostra detalhadamente que se aplica o princípio da proporcionalidade misturado com a natureza da excepcionalidade, pois este procedimento distorce enormemente os princípios básicos do presente. Como a ideia é que os presos perigosos sejam detidos “em local afastado de suas convicções” (art. 86, § 1º, do Código de Processo Penal), para evitar que continuem “atuando nos presídios estaduais e cooptando outros presos", e porque "o isolamento dos dirigentes alivia a tensão nas prisões e reduz o poder de comando para motins e tumultos", fica claro que o transporte e a escolta destes presos para assistirem aos interrogatórios criminais devem ser mantidos à distância do local onde os detidos, que geralmente envolvem operações policiais em grande escala envolvendo transporte aéreo, múltiplos veículos de transporte terrestre e grande número de escoltas policiais, são extremamente caros para os cofres públicos.
Embora a regra ainda seja o interrogatório do réu detido em sala específica, na instituição em que se encontra detido, na presença física do juiz (CPP, art. 185, § 1º), a Lei publicada passa a autorizar, em situações excepcionais, que o magistrado, por decisão fundamentada, de ofício ou a pedido das partes, realize audiência do réu preso por meio do sistema de videoconferência, desde que atenda a uma das finalidades previstas no § 2º do arte.
A PROBLEMÁTICA QUANTO À CONSTITUCIONALIDADE DO INTERROGATÓRIO POR
No caso de interrogatório e audiência à distância, o valor comparado à proteção integral, especialmente o direito de estar presente, é a eficiência processual. Por um lado, existe o direito de presença do arguido, derivado do princípio da proteção integral, que é garantido na videoconferência através da tecnologia. Dispõem que o interrogatório do arguido em processo penal, como expressão maior da garantia constitucional, pressupõe o exercício do direito de presença e do direito a ser ouvido.
Se o advogado estiver ao lado do acusado (de onde ele nunca deve sair), o caso fica com o juiz.