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taise carolina linhares soares - LPH

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Academic year: 2023

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A história recente da Igreja Católica brasileira tem um capítulo importante nas comunidades eclesiásticas de base. Ainda hoje, as CEBs representam uma referência para muitas igrejas em todo o Brasil e obtiveram status legítimo em documentos oficiais da igreja. Mais especificamente, dentro da Igreja Católica, as CEBs foram criadas com o objetivo de rever a rígida estrutura existente em tal instituição.

Houve quem, dentro da hierarquia da Igreja Católica, aplaudisse e quem rejeitasse essa posição como algo que ameaçava destruir a estrutura da Igreja de dois mil anos. Foi um dos arcebispos mais populares da Arquidiocese de Mariana e também ligado aos setores mais tradicionais da Igreja brasileira. A partir da periodização semanal, o periódico referenciado para nosso estudo serviu, ainda que não exclusivamente, como o eixo que norteou nosso trabalho, uma vez que deduzimos o discurso oficial da Igreja em Mariana.

Muito por informações sobre as comunidades e mais ainda por representar - na maioria das vezes - o discurso de setores avançados da Igreja Católica. Esse tipo de campanha desenvolvida pelo jornal parece responsabilizar os assinantes pela mensagem da igreja, tentando vincular esse processo com a formação e o funcionamento da igreja católica na cidade.

Neste capítulo também tratamos do papel da Igreja e das conquistas das CEBs em seu surgimento e organização.

O Histórico da igreja Católica na cidade de Mariana

O histórico da Igreja Católica na cidade 30

Desde os primórdios do povoamento, a religião desempenhou um papel importante na organização e união dos povos mineiros. Conforme mencionado na primeira parte deste capítulo, a instalação da sede episcopal na cidade de Mariana ocorreu em 1745, juntamente com a elevação da Vila do Carmo à categoria de cidade. Antes desse acontecimento, o exercício do poder espiritual sobre a região era contestado pelos bispados do Maranhão, Bahia e Rio de Janeiro.

A Igreja desempenhou papéis significativos na administração da vida colonial, pois estes se refletiram na vida social desta região. Ela foi responsável por quase todas as atribuições da vida civil e foi a primeira representante da metrópole (estado português) de Minas. Assim, além de manter a "boa prática religiosa", a igreja também era responsável por vários aspectos da vida social, como representante da administração portuguesa.

Quando o bispado foi estabelecido na região de Minas, em 1745, já era bastante desenvolvido, com mais de 40 paróquias e uma população de aproximadamente 300.000 habitantes. A instalação do bispado ocorreu no dia 27 de fevereiro de 1748, e foi feita com grandes festejos, o que na verdade foi uma pequena amostra de como seriam as cerimônias religiosas a partir dessa data na cidade de Mariana. Aproximadamente quarenta paróquias foram estabelecidas aqui pela diocese do Rio de Janeiro de 1702 a 1721.

Após cento e sessenta anos, a Diocese de Mariana foi elevada a arquidiocese juntamente com a Diocese de Belém do Pará pelo mesmo documento papal "Sempiternam Humani Generis" das congregações religiosas de São Pio X. (Cisterciense, Dominicana, Franciscana, lazarista, salesiano e jesuíta) e cinco sacerdotes da secular ordem de São Pedro.7. Estão presentes desde os primeiros povoamentos e se instalaram na paisagem antes da implantação do aparato burocrático e militar e da fundação do primeiro povoado.

Em geral, as irmandades se dedicavam a tarefas sociais e espirituais, caracterizadas por uma organização hierárquica seletiva. A ausência de uma estratificação social bem definida na região propiciou o surgimento de innandades singulares. Estes ergueram as primeiras capelas temporárias que serviriam a todos e que mais tarde se tornariam templos definitivos (VASCONCELOS, 1977).

As Comunidades Eclesiais de base e a Teologia da Libertação -

Por fim, neste capítulo, cabe-nos fazer algumas considerações gerais sobre a atuação das Comunidades Eclesiais Fundamentais, a influência teórica recebida pela chamada “Teologia da Libertação” e também o papel da Igreja Católica tradicional em relação a ambas . Propomos, aqui, discutir o papel da Igreja Católica em relação às Comunidades de Base. Na concepção do setor progressista da Igreja Católica, aqui representado por Boff, desde o início serviu às classes dominantes para legitimar seu domínio.

Assim, se considerarmos a influência do pensamento marxista em suas mais variadas correntes interpretativas, temos a emergência da Teologia da Libertação em espaços da Igreja Católica que surge como um canal onde as chamadas “classes populares” podem reivindicar o que pensavam ser realmente tem direito a isso. No entanto, a origem das Comunidades Eclesiásticas de Base não teve como objetivo inicial ser um espaço político dentro da Igreja Católica para o qual o. Tanto em seu discurso como em suas práticas, o CELAM reflete as fases da organização econômica e política do continente e as concepções de Igreja que se sucederam nesse período.

Se analisarmos cada uma dessas palavras que compõem o nome desses novos grupos que surgiram dentro da Igreja Católica, veremos que elas criam uma ligação com os aspectos políticos adquiridos ao longo de sua trajetória. O surgimento das CEBs proporcionou às camadas menos favorecidas da população um espaço minimamente organizado de enfrentamento político, o que seria, na visão dos setores progressistas da Igreja Católica, o início de um processo de libertação. Essas mesmas comunidades criaram espaço para o movimento popular, ajudando a criar ou fortalecer formas autônomas de organização popular, separadas do Estado e da Igreja.

Portanto, não podemos ignorar o contexto nacional brasileiro em que surgiu a teologia da libertação: o cenário pós-golpe militar de 1964 e também a sombra do comunismo dentro da Igreja Católica tradicional. Tal movimento colidiu com a oposição do Vaticano II e da hierarquia da Igreja na América Latina - CELAM. Na América Latina, o surgimento da teologia da libertação pode ser explicado pela articulação ou convergência entre as mudanças internas e externas da Igreja no final dos anos 1950.

As CEBs e as pastorais da Igreja - pertencentes à pastoral dos trabalhadores, pastoral rural e pastoral urbana - forneceram o tecido sobre o qual foram construídas as unidades básicas dos novos movimentos sociais e políticos que antecederam o que foi chamado de "abertura". regime militar. Assim, o comunismo pode ser percebido como uma preocupação da Igreja Católica já no século XIX, por meio de três encíclicas, sendo o principal momento a Rerum Novarum de 1891 de Leão XIII. A existência de grupos anticomunistas diretamente ligados a quadros da Igreja Católica no Brasil também demonstra efetivamente o quanto a.

Associado aos valores e grupos da Igreja Católica, foi fundado em 1960 tendo Plínio Corrêa de Oliveira como seu líder. Antes de sua fundação, Plínio e seu grupo já haviam ganhado expressão com a ascensão e retomada do conservadorismo da Igreja Católica após 1945, período em que também atuaram de forma decisiva, mas sem organização formal.

A atuação das Comunidades Eclesiais de Base 59

Referências

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