Com a mudança na lei, a figura do menor sob tutela foi retirada do rol de dependentes do seguro previdenciário, com isso há uma antinomia entre a lei dos benefícios previdenciários e o estatuto da criança e do jovem, que prevê os menores como dependentes para fins previdenciários. 33 §3º do Estatuto da Criança e do Jovem, às crianças e aos jovens sob autoridade parental são garantidos todos os direitos civis, económicos e até sociais. Serão analisados os seguintes conceitos: familiares, menores sob tutela, benefício por morte e princípio da proteção integral de crianças e jovens.
A CRIANÇA E O ADOLESCENTE NO DIREITO BRASILEIRO 12
Dos direitos fundamentais da criança e do adolescente
Antes de nos aprofundarmos nos reais direitos das crianças e dos adolescentes, é necessário verificar e conceituar o que se entende por direitos fundamentais e qual a sua relação com o mundo das crianças e dos adolescentes. Além disso, é necessário realizar uma análise em relação ao história da infância, levando em consideração os motivos que levaram à criação de normas específicas para solucionar esse problema. Analisar a história das crianças brasileiras nos depara com um passado que se sente, mas se escolhe ignorar, repleto de tragédias anônimas que cruzaram a vida de milhares de meninos e meninas. Outro marco importante ocorreu em 1959, quando a Declaração dos Direitos da Criança reconheceu a criança como sujeito de direito.
A partir de 1980, iniciou-se o complexo processo de substituição dos direitos dos menores pelos direitos das crianças e adolescentes e da doutrina dos menores indisciplinados pela proteção integral. Ao substituir os direitos dos menores pelos direitos das crianças e adolescentes, começaram a aparecer resultados positivos. A Lei da Criança e do Adolescente, conhecida como ECA, que foi instituída pela Lei nº. os direitos da criança, que devem ser respeitados, aos deveres que a criança tem.
Assim, a lei divide-se em dois livros, sendo que o primeiro regula a protecção dos direitos fundamentais das crianças e jovens, e o segundo dos procedimentos protetivos. Em última análise, os direitos fundamentais que se aplicam às crianças são os mesmos que os dos adultos, mas as crianças necessitam mais desta protecção do Estado.
Instituto da guarda judicial
Os princípios estruturantes fornecem parâmetros para a atribuição do sentido jurídico da Lei da Criança e do Adolescente. Entre os primeiros estão os princípios do melhor interesse da criança e o princípio da universalização. Desta forma, tendo prioridades absolutas, entende-se que o superior interesse da criança deve prevalecer sobre todos os demais.
O princípio da prioridade absoluta no respeito aos direitos da criança e do adolescente está previsto no artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, que inclui: a prioridade para receber proteção e ajuda em qualquer circunstância; a prioridade de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; preferência na formulação e implementação de políticas sociais públicas e na alocação privilegiada de recursos públicos em áreas relacionadas com a proteção de crianças e jovens. Com isso, o Estado se preocupa em ajudar o menor e em garantir que ele possa crescer e se desenvolver, através do Estatuto da Criança e do Adolescente criou a possibilidade de inserção do menor em uma família substituta. Em casos como esse, os pais acabam perdendo o que é considerado poder familiar, que nada mais é do que o direito e o dever que os pais têm de cuidar dos filhos, dar-lhes carinho, educação e amor, principalmente para proteger os interesses do filho. proteger. e o adolescente.
Quando os pais não cumprem o seu dever, o Estado tenta intervir e garantir a concretização do direito das crianças e adolescentes à família, o que lhes ensina a importância da vida familiar para todos os aspectos que surgem fora deste ambiente. Ou seja, esse processo é considerado um ato solene, pois muitos trâmites burocráticos são realizados ao longo do processo de adoção até a chegada da criança na família substituta.
DO DIREITO PREVIDENCIARIO
Seguridade Social
Dos dependentes previdenciarios
Da pensão por morte
Em relação à pensão por morte, está em discussão o direito de considerar o menor sob tutela como dependente. Conforme já estudado nos capítulos anteriores, há uma grande polêmica sobre esta falta de consideração do menor sob supervisão como dependente, uma vez que o menor adquirido por adoção, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor é igual a todos os direitos legais. fins como filho da pessoa que o adotou. Nesse sentido, não há razão para que o menor sob tutela perca o direito de ser considerado dependente do segurado, haja vista que, assim como o filho legítimo, o menor adotado tem exigidos os cuidados e a proteção do segurado.
Recentemente, em decisão do Supremo Tribunal Federal, o número do menor custodiado foi reconhecido como dependente do segurado. OS MENORES TÊM DIREITO À CONCESSÃO DE PENSÃO POR MORTE DO SEU TUTOR, SE FOR COMPROVADA SUA DEPENDÊNCIA FINANCEIRA, NOS TERMOS DO ART. Embora a jurisprudência não seja pacífica, os entendimentos dos tribunais começam a compreender a necessidade de tratar os menores sob custódia como parentes por uma questão de segurança social.
Partindo do entendimento de que os menores sob custódia, assim como os filhos legítimos, não podem se sustentar sem seus dependentes. Ao não levar em conta a função do menor como tutor dependente, a lei, além do disposto no ZEK, viola o objetivo central do instituto da tutela, pois confere ao tutor do menor o título de responsável pela criação de um família. personagem secundário e suporte.
O RETROCESSO DA LEI 9.528/97 E O POSICIONAMENTO DA
A inconstitucionalidade da norma que exclui a criança e adolescente
Em regra, resultará de nova declaração de intenções do órgão que a emitiu, e os seus efeitos só produzirão no futuro, ex nunc. Quando o Supremo Tribunal Federal declarar que lei ou ato normativo é contrário à Constituição, e observada a segurança jurídica ou interesses sociais atípicos, o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois terços de seus membros, poderá limitar os efeitos desta declaração ou decidir que ela produz efeitos apenas a partir de sua decisão final e irrecorrível ou de outro momento que vier a ser determinado.55. Ou seja, após ser considerada inconstitucional, a lei deixará de produzir efeitos no mundo jurídico e será retirada do ordenamento jurídico.
Para saber como uma lei é considerada inconstitucional, resta saber se no caso em que há antinomia entre as normas que regem os menores custodiados, há inconstitucionalidade. Ressalte-se que a Constituição em seu artigo 227, quando são elencados os direitos da criança e do adolescente, em seu inciso II, § 3º assegura que sua proteção inclui a garantia dos direitos previdenciários. Diante desse viés, alguns estudiosos entendem que a alteração introduzida pela lei nº. 9.528/97, em relação à exclusão de menores detidos, é inconstitucional, desde que previsto no referido artigo da Constituição, uma vez que a lei não determina o direito do menor como a Constituição o faz.
Decisões judicais a respeito do tema
INCLUSÃO DE MENOR SOB PROTEÇÃO COMO PESSOA NATURAL APOIADA NO PLANO DE SAÚDE – ARTE INTELIGÊNCIA. A condição de dependência económica dos tutelados de menores confere-lhes o direito de serem incluídos no plano de saúde como dependentes naturais, sendo esta questão analisada na perspectiva da legislação que protege os menores, que prevalece sobre o regulamento interno do plano de saúde. 5. EQUAÇÃO DE ATO DE GUARDIÃO MENOR COM CONDIÇÃO DE FILHA - IMPOSSIBILIDADE - INTERPRETAÇÃO LIMITADA - SÚMULA NESTA CLASSE - RECURSO E REFERÊNCIA OFICIAL CONCEDIDA.
Contudo, a interpretação ampla do disposto no parágrafo único do art. 5º, da Lei nº 3.373/58, para que a situação do menor custodiado seja equiparada à da filha, o que possibilita a continuidade do recebimento da pensão. Aqui, a concessão de pensão por morte ao menor sob custódia judicial a classifica como possível, uma vez que o benefício exigido é característico do falecimento do segurado e da condição de dependente, para que seja possível a percepção da pensão. Estando presentes os requisitos, não há razão para falar na impossibilidade de receber a pensão, nesse sentido é claro que o menor sob autoridade parental preenche estes requisitos.
10, I, § 1º da lei nº, o menor sob guarda, desde que comprovada a dependência econômica e a falta de bens suficientes para sua manutenção e educação, equivale à condição de filho. De acordo com a decisão acima, o menor sob tutela será considerado dependente, desde que comprovada a dependência econômica e a falta de bens suficientes para seu sustento e educação em relação ao seu tutor.
Critérios para a solução da antinomia
Contudo, a base da remuneração não foi estabelecida, uma vez que o menor custodiado já constava da lista de dependentes, podendo-se presumir que esta já existia no que diz respeito à fonte de financiamento e não está a ser criada. ou aumentou algo que não existia. 16, incluindo para todos os efeitos previdenciários o menor custodiado como dependente. Embora a seguridade social brasileira esteja em situação deficiente, no caso em análise há necessidade de reavaliar a Lei 9.528/97, relativa aos menores em regime de internação, no que diz respeito à sua igualdade como dependentes de benefícios previdenciários.
Também foi abordada a necessidade de não respeitar o direito dos menores, como crianças e adolescentes, de constituir família. Após analisar esses conceitos, adentramos no sistema previdenciário brasileiro, com o objetivo de compreender o que se concebe como seguridade social, analisando seus objetivos e princípios, além de abordar neste ponto a relação entre o segurado e o dependente na relação com o pensão. o benefício resultante da morte do segurado. E por fim, foram apresentados os meios pelos quais o menor sob tutela pode ser tratado como criança para fins previdenciários, mostrando a necessidade de revisão da lei 9.528/97, em seu artigo 16.
As alterações trazidas pela referida lei resultaram na exclusão do menor sob tutela como dependente para fins previdenciários, violando assim o disposto no artigo 41 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que dispõe que o processo de adoção equipara a criança e o adolescente adotado como criança para todos os efeitos, incluindo a segurança social. Com as alterações promovidas na concessão da pensão por morte aos menores sob tutela, pretende-se fazer a correção necessária para que estes não sejam desqualificados como independentes e deixem de ter uma vida digna por não terem o seu tutor. e as condições para se manter sozinho.