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TCC - Gabriel Tristao Mazzoli Coutinho.pdf

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Academic year: 2023

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1 A INSTRUMENTALIDADE OU CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO PROCESSO: UM DOS DEMANDOS DA DOUTRINA JURÍDICA, O SUJEITO POR TRÁS DO PROCESSO. Para fins didáticos, a teoria processual será dividida em duas correntes de doutrina processual: a primeira defendendo a instrumentalidade do processo, tendo como precursor Cândido Rangel Dinamarco (2009), e a segunda, uma corrente vanguardista crítica da instrumentalidade, que pode ser substanciado pelas reflexões de José Joaquim Calmon de Passos (2000).

A MARCHA HISTÓRICO-DIALÉTICA DO ACESSO À JUSTIÇA: DA DUALIDADE ENTRE O LAISSEZ-FAIRE E O WELFARE STATE À DUAL

No entanto, a exemplo do processo como instituição independente de estudo (o que não significa total autonomia em relação ao direito substantivo, como discutido anteriormente), o acesso aos tribunais também teve seu deslocamento a partir do surgimento do estado liberal, em o "século da luz" No sistema liberal do Laissez-faire ("deixa acontecer, deixa passar, deixa passar"), o acesso à justiça era visto como tal.

O PROJETO FLORENÇA E O PROGNÓSTICO AO PROBLEMA DO ACESSO À JUSTIÇA

É, assim, no Estado de bem-estar social que o acesso aos tribunais se torna um direito fundamental, correspondendo ao direito do cidadão individual de exercer a função jurisdicional sobre uma demanda específica de direito material (GRECO, 2003, p. 64). A análise do conceito de acesso à justiça pelo quadro histórico acima proposto só foi possível graças aos resultados do projeto Florence. Esse novo paradigma resultou no surgimento de ondas reformistas que buscam superar os obstáculos ao acesso efetivo à justiça encontrados no relatório de Garth e Cappelletti.

Assim, se no capítulo anterior se chegou a um “diagnóstico” de acesso à justiça, obter-se-á um prognóstico neste, conforme a abordagem acadêmico-científica proposta. Nesse sentido, o programa de reformas do movimento universal pelo acesso à justiça foi dividido em três “ondas” cronológicas que coincidem com os obstáculos a serem enfrentados e as soluções fornecidas. Com isso, Cappelletti (1988, p. 27) pretendeu ampliar o conceito de acesso à justiça, elevando-o ao status de “novo foco da ciência jurídica”, que se preocupa em “verificar o papel e a importância de diversos fatores. e as barreiras envolvidas, a fim de desenvolver instituições efetivas para enfrentá-las", como conceito abstrato da "síntese" de acesso à justiça oferecida no ponto anterior.

Por isso, não buscamos esgotar todas as soluções apresentadas pelas três ondas do movimento de acesso universal à justiça, até porque já sabemos quais medidas de políticas públicas foram tomadas para solucionar o problema do acesso à justiça, e quais resultado disso foram tentativas durante a década de 1980, como será explicado no próximo capítulo.

A REFORMA GERENCIAL PÓS PROJETO FLORENÇA: O NOVO PROBLEMA DA CRISE DA ADMINISTRAÇÃO JUDICIÁRIA

Esse fato justifica a realização de uma análise crítica dos efeitos desse fenômeno em termos de esgotamento da autonomia da sociedade como espaço de discussão e tomada de decisões. Essa explosão litigiosa ocorreu no início da década de 1970, período em que terminou a expansão econômica e se presumiu o início de uma recessão de caráter estrutural pela incapacidade do Estado em cumprir as promessas de auxílio e previdência e pela redução dos recursos das finanças estatais (SANTOS, 1999, p. 145), o que também resulta na incapacidade de expandir a administração da justiça. O problema do acesso aos tribunais deu assim lugar ao quase lógico oposto da explosão da litigância e da consequente crise de eficiência.

Veja como o movimento dialético é uma constante: se atingimos previamente o duplo sentido do acesso à justiça, formal e material, por meio da “síntese” da “tese” do Estado Liberal e da “antítese”. Assim, a missão do Conselho Nacional de Justiça é “contribuir para que a prestação jurisdicional seja exercida com moralidade, eficiência e eficácia, em benefício da sociedade”, tendo como diretrizes: “o planejamento estratégico e a proposição de políticas públicas judiciais; a modernização do Judiciário, ampliação do acesso à justiça, pacificação e responsabilidade social", conforme definição do Portal Eletrônico do Conselho2. Ou seja, quando falamos em acesso à justiça, a primeira coisa que vem à mente deve ser não ser “desonerar o judiciário” como sua finalidade fundamental, mas sim garantir direitos e resolver conflitos com qualidade e em tempo hábil. NUNES; TEIXEIRA, 2013, p. 113).

Por fim, chega-se à inevitável conclusão apresentada por Nunes e Teixeira (2013), ou seja, a defesa da cidadania pela via judicial carrega consigo uma contradição paradoxal: “é tão necessária quanto possível”; um judiciário ativo pode ser útil e prejudicial à democracia inclusiva, especialmente quando se trata de agendas contramajoritárias.

3 A CRIAÇÃO DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS: A SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DO ACESSO À JUSTIÇA?

Porém, antes de fazê-lo, é de extrema importância retornar à constituição dos juizados especiais cíveis, a fim de melhor compreender esse contexto e suas implicações para o seu papel institucional. A competência legislativa exclusiva da União para instituir Juizados Especiais Cíveis e Criminais, a serem exercidos nos Estados e no Distrito Federal, fica clara à luz do art. Os Estados, Distritos Federais e Territórios deverão instituir e instituir juizados especiais no prazo de seis meses a contar da entrada em vigor desta Lei.

Dessa forma, o microssistema dos juizados especiais cíveis é uma de suas finalidades para satisfazer a demanda reprimida e mitigar os efeitos causados ​​pelo chamado julgamento limitado (XAVIER, 2016, p. 8), que pode ser avaliado como um dos medidas desde a reforma gerencial até a crise judicial. Mas não caia na armadilha de ver os juizados especiais como uma solução mágica para todos os problemas relacionados ao acesso. Conforme explicado no início deste capítulo, o próprio Kazuo Watanabe (1985) deixou claro que o objetivo do juizado de pequenas causas não é resolver toda a crise da justiça, tampouco dos juizados especiais cíveis.

Ou seja, ao invés de resolver a contenda, o problema foi apenas transferido para o âmbito dos juizados especiais.

4 ACESSO À JUSTIÇA EM TEMPOS DE PANDEMIA E OS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS

O MÉTODO DE PESQUISA TEÓRICO-EMPÍRICO E A TÉCNICA DO QUESTIONÁRIO

Como mencionado anteriormente, esta pesquisa visa responder se os Juizados Especiais Cíveis têm mantido sua finalidade durante a pandemia do Coronavírus à luz da instrumentalidade ou constitucionalização do processo e do acesso à justiça, que a “multiplicidade do Um” traz à tona. Tendo isso em vista, para não cometer esse erro e atender aos requisitos da jurisprudência, agora que chegamos ao "específico", a investigação teórica será alinhada com a empírica, o que nos permitirá compreender o fenômeno entendido em espécie, seus resultados concretos e materializações, ou seja, compreender o funcionamento dos Juizados Especiais em tempos de pandemia, utilizando para tanto a técnica do questionário, que consiste em ferramenta hábil para responder às questões correlatas. Esse serviço funciona da seguinte forma: após triagem dos documentos necessários para a abertura dos processos, o relato da parte é convertido em petição inicial, sendo então registrado e distribuído por sorteio a um dos cartórios dos Juizados Especiais.

Eis o método de pesquisa que será utilizado para responder à questão central deste trabalho, que será elaborada no próximo capítulo. A partir da simples descrição do método de pesquisa que será utilizado para responder a questão deste trabalho, já é possível identificar a importância de todos os conceitos que foram estudados até aqui. No entanto, não pense que a adoção deste método de pesquisa é contrária à tese desenvolvida a priori e que constitui a “Ideia” através da qual se analisa a “pluralidade sensorial”, ou seja, a base teórica através da qual se concretiza a obra do É analisado Juizados Especiais.Direitos civis na prática forense.

Portanto, o diagnóstico do CNJ será tratado para produzir um prognóstico favorável à democratização da justiça, como se verá a seguir.

RESULTADO DA PESQUISA: O ACESSO À JUSTIÇA SOBREVIVEU À PANDEMIA NO ÂMBITO DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS?

  • Os dados do Relatório Justiça em Números 2021 e o resultado empírico da técnica do questionário
  • Unindo o empírico ao teórico: onde está inserido o público-alvo dos Juizados Especiais Cíveis na Justiça 4.0?

Em 2019, o processo em fase de instrução nos Juizados Especiais Cíveis teve prazo médio de 1 (um) ano e 6 (seis) meses, sendo a sentença proferida em 9 (nove) meses. Por outro lado, em 2020, o processo em fase de instrução no âmbito dos juizados especiais cíveis terminou com a média de 1 (um) ano e 8 (oito) meses e o tempo médio de condenação. foi entregue há 11 (onze meses). Portanto, as linhas a seguir serão reservadas para a troca dos resultados do questionário enviado ao Centro de Abertura de Juizados Especiais Cíveis (CAJE) de Vitória/ES em diante.

Nesse sentido, a Central de Abertura de Processos dos Juizados Especiais Cíveis de Vitória/ES informou que, embora não tenha havido levantamento de dados sobre o número de processos tramitados no ano, houve uma queda significativa em relação aos anos anteriores , que obedecem aos números do CNJ. Acima de tudo, é fundamental valorizar o trabalho de todos os servidores e estagiários que atuam na Central de Iniciativas dos Juizados Especiais Cíveis de Vitória/ES e do 1º Juizado Especial Cível de Vitória, comprometidos com a missão de proporcionar acesso à justiça mesmo nas condições mais adversas e cumprir o imperativo constitucional de democratizar o processo em tempos de pandemia. Como visto, o CNJ (2021) apontou uma diminuição de 12,3% no número de processos por mil habitantes nos Juizados Especiais Cíveis, em relação ao ano de 2019.

Portanto, ao se falar em Justiça Digital como um planejamento de visão macro, conforme proposto pelo CNJ, faz-se necessário o seguinte questionamento: onde está o público-alvo dos Juizados Especiais Cíveis inseridos na Justiça 4.0.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O segundo enfoque temático destacou a importância acadêmico-científica do Projeto Florence – pesquisa coordenada por Cappelletti e Garth (1988) para identificar as causas e efeitos das barreiras ao acesso efetivo à justiça, que deu início ao movimento de acesso universal à justiça Justiça. ” e a três ondas cronológicas de reformas destinadas a superar essas barreiras. A importância de entender a previsão dada pelo projeto Florence na década de 1970 se dá porque a partir dela é possível compreender o atual contexto de reformas no acesso à justiça. O problema do acesso aos tribunais cedeu assim lugar ao problema da eficiência, tendo como resposta as reformas de gestão que transferiram a mentalidade da gestão empresarial para o poder judiciário.

Logo após estabelecer o conceito de acesso à justiça e seu contexto dentro da Gestão Judicial, a criação dos Juizados Especiais e o impacto desse ambiente começaram a ser melhor compreendidos. De acordo com a competência material do CEC, a possibilidade de a parte se apresentar em juízo sem o auxílio de advogado e a isenção de custas na primeira instância deixam claro o papel dos Juizados Especiais Cíveis na garantia do efetivo acesso à justiça das pessoas , às vezes. , mais modesto, sem condições financeiras para pagar o serviço judiciário. Dessa forma, a vocação do microssistema se cristaliza na construção de um acesso mais próximo e democrático à justiça, o que nos leva, por fim, à questão de pesquisa: esse objetivo de ampliar e garantir maior acesso à justiça foi preservado durante a pandemia do Coronavírus.

Dessa forma, pode-se afirmar, em primeiro lugar, que sim, os Juizados Especiais Cíveis mantiveram-se fiéis ao seu apelo institucional para ampliar e garantir maior acesso à justiça durante a pandemia do Coronavírus, considerando que, apesar do declínio disfuncional dos processos judiciais, mecanismos de adequação dos o serviço judiciário foram adotados com entusiasmo, a informatização era a única saída possível diante das medidas sanitárias contra a propagação do vírus, especialmente o distanciamento social.

Acesso à Justiça e Mediação: considerações sobre os obstáculos à implementação de uma forma alternativa de resolução de conflitos. Políticas públicas de mediação efetiva pelo judiciário e o direito fundamental de acesso à justiça no Brasil.2016. Dissertação (Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos e Garantias Constitucionais Fundamentais) – Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2016.

Referências

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O trabalho é dividido em três partes: na primeira, discute-se o conceito de idoso, ilustrando a opinião da literatura e das principais organizações mundiais de