INTRODUÇÃO
EMBASAMENTO TEÓRICO
- Envelhecimento
- Memória
- Memória e Envelhecimento
- Crenças ou Meta-memória
A memória de curto prazo refere-se à capacidade de reter informações por um período limitado (de alguns minutos a três a seis horas), que gasta o tempo necessário para utilizar a informação e tem a função de analisá-la. A memória de longo prazo refere-se à capacidade de recordar informações e fatos que já aconteceram e envolve um processo de consolidação que pode durar de meses a anos ou até mesmo a vida inteira (DALGALARRONDO, 2008). Damasceno (1999) utiliza os termos memória recente e memória remota para se referir à memória de curto e longo prazo, respectivamente.
Gazzaniga, Ivry e Mangun (2006) e Izquierdo (2002) também incluem o priming como memória processual, um tipo de memória que é recuperada e recuperada. Stella (2004) ressalta que problemas de memória de curto prazo podem ocorrer em idades muito avançadas. Para Bertolucci (2000), a memória de curto prazo pode mudar com o envelhecimento quando se compara o desempenho em testes de idosos com adultos jovens.
Damasceno (1999) confirma esses dados considerando que a memória de curto prazo diminui com o envelhecimento normal e são identificadas alterações no processo de armazenamento de novas informações e eventos. A memória de trabalho, relacionada ao gerenciamento da informação, apresenta declínio com o aumento da idade, pois estudos mostram que há dificuldades crescentes na manipulação da informação com o envelhecimento (BERTOLUCCI, 2000; DAMASCENO, 1999).
ASPECTOS METODOLÓGICOS
O instrumento utilizado para coleta de dados foi uma entrevista semiestruturada (ANEXO A) elaborada para conter questões sobre os tipos de memórias mais afetadas nesse período de acordo com a literatura revisada. As questões foram organizadas em tabela (ANEXO B) e divididas de acordo com os objetivos investigados. Segundo Rauen (2006), a entrevista semiestruturada é entendida como uma forma de interação verbal controlada, na qual o pesquisador tenta coletar dados relevantes para a realização de sua análise qualitativa.
E foram escolhidas três mulheres por atenderem aos seguintes critérios: ter mais de setenta anos e realizar atividades diárias sem dependência de terceiros. Antes de iniciar a entrevista, a pesquisadora apresentou os objetivos da pesquisa e convidou os idosos a participarem livremente da pesquisa, de acordo com seu espaço e tempo. Os idosos realizaram uma pré-entrevista (ANEXO A) e em seguida assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO C).
Foram realizadas entrevistas semiestruturadas (ANEXO A) com os idosos e os dados foram registrados em gravador digital, sendo posteriormente transcritos e analisados. A transcrição dos dados foi feita da forma mais confiável possível para garantir a qualidade das respostas e a confiabilidade da pesquisa. Após a coleta dos dados, as entrevistas foram transcritas e analisadas pelo método denominado Análise de Conteúdo.
Segundo Moraes (1999), a análise de conteúdo é “uma técnica de leitura e interpretação do conteúdo de todos os tipos de documentos, que, quando devidamente analisados, abrem portas para o conhecimento de aspectos e fenômenos da vida social que de outra forma seriam inacessíveis” (pp. 9-10). Para Moraes (1999), a análise de conteúdo é composta por cinco etapas: a primeira caracterizou-se pela organização dos dados coletados, ou seja, pela transcrição das entrevistas. A terceira etapa foi a categorização, onde as unidades foram ordenadas em categorias para extrair o significado de cada elemento segmentado.
Por fim, segundo Moraes (1999), foram realizadas as etapas de descrição e interpretação de cada categoria para a compreensão do conteúdo obtido na entrevista, o que será realizado no próximo capítulo.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
- Crenças
- Memória de longo prazo
- Memória de curto prazo
- Memória de trabalho
- Memória episódica
A memória de longo prazo refere-se à capacidade da pessoa de reter informações arquivadas por longos períodos de tempo (YASSUDA, 2006). Da mesma forma, houve pouca alteração na memória de longo prazo quando questionados sobre o vencedor da última eleição presidencial e sobre a memória do almoço dos últimos dois dias, com a maioria dos participantes respondendo corretamente e apenas um respondendo incorretamente à primeira pergunta. Stella (20004) confirma esses dados ao afirmar que a memória de longo prazo está preservada nos idosos.
Posteriormente, serão analisados os efeitos do envelhecimento na memória de curto prazo, com base nas percepções dos idosos entrevistados. A memória de curto prazo abriga os pensamentos e sentimentos que o sujeito está prestando atenção naquele momento, retém a informação por um curto período de tempo e após esse momento a informação é descartada ou arquivada como memória de longo prazo (YASSUDA, 2006) . Dessa forma, puderam ser identificadas as percepções dos idosos sobre as transformações da memória de curto prazo geradas pelo envelhecimento.
A maioria dos entrevistados lembra do local onde está o objeto, L. 79 anos/masculino) relata “Sou bem organizado (..) não tenho dificuldade em encontrar”. Segundo Neri e Yassuda (2004), “a memória de curto prazo permanece relativamente estável ao longo do envelhecimento” (p.145). A memória de trabalho é responsável por armazenar informações na memória e ao mesmo tempo utilizá-las para resolver problemas.
Segundo Neri e Yassuda (2004), a memória de trabalho sofre alterações durante o envelhecimento normal, que se caracteriza por dificuldades na execução simultânea de tarefas. Damasceno (2000) confirma esse dado, para o autor há alterações na memória de trabalho devido à desaceleração do processamento da informação com a idade. Para investigar os efeitos do envelhecimento na memória de trabalho, eles fizeram três perguntas sobre mudanças na capacidade aritmética mental, dificuldade em somar e/ou subtrair números mentalmente e dificuldade em lembrar o que pretendia dizer durante uma conversa. .
Para Bertolucci (2000), realizar cálculos é um exemplo de memória de trabalho, pois envolve a manipulação de informações. E Yassuda (2006) como exemplo de memória de trabalho apresenta a execução mental de três operações matemáticas diferentes e depois a soma dos três resultados. Esse fato pode ser explicado pelo fato de que com o aumento da idade torna-se cada vez mais difícil manipular informações, resultando em declínio no desempenho em tarefas que exigem o uso da memória de trabalho (BERTOLUCCI, 2000).
75 anos/homem) relata “da família, lembro de todos e às vezes esqueço dos amigos” e E. 72 anos/mulher) menciona “os aniversários dos netos, conheço todos”. Segundo Bertolucci (2000), os idosos têm dificuldade de lembrar o contexto, ou seja, quando e onde a informação foi apresentada.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em relação ao estudo das alterações na memória de curto prazo, notou-se que a maioria dos idosos avalia sua memória como boa para eventos atuais. Quanto ao estudo da memória de trabalho, foram identificadas alterações com o processo de envelhecimento e não em tarefas de cálculo mental, uma vez que a maioria dos idosos classificou sua memória como eficiente. Percebe-se que este estudo fornece dados sobre as crenças dos entrevistados e possíveis alterações de memória causadas pelo processo normal de envelhecimento, o que contribui para o conhecimento dos profissionais que trabalham com o envelhecimento e suas alterações, bem como para o público em geral que o deseja. . conhecer mais sobre as alterações psicológicas geradas no processo de envelhecimento humano.
Por se tratar de uma pesquisa transversal, analisando apenas alguns dados individuais coletados em um único momento, sem monitoramento ao longo do tempo, acaba sugerindo que as alterações encontradas na memória referem-se ao processo de envelhecimento. Porém, essa relação é feita através de referências bibliográficas e não através de um estudo detalhado do processo de envelhecimento dessas pessoas. Portanto, recomenda-se o desenvolvimento de um estudo longitudinal, o que é impossível na iniciação científica. Portanto, só será possível em estudos longitudinais confirmar se as alterações observadas pelos idosos na memória são decorrentes do processo de envelhecimento ou se são decorrentes do processo de envelhecimento.
Portanto, este trabalho possibilitou compreender as percepções dos idosos entrevistados sobre o funcionamento de sua memória e as alterações identificadas no processo de envelhecimento, a fim de alcançar os objetivos propostos no início deste estudo. a área do envelhecimento e da psicologia, que deve discutir constantemente a possibilidade de trabalhar com os idosos, com o objetivo de reduzir os seus problemas e melhorar a sua qualidade de vida. Você utiliza alguma estratégia para ajudar no processo de memorização de acontecimentos, como agenda, repetir algo para não esquecer, criar listas de tarefas, escrever mensagens em notas para lembrar depois, entre outras. Você percebe alguma dificuldade em aprender coisas novas (como as regras de um jogo ou instruções para usar um novo dispositivo eletrônico).
Você notou alguma mudança na sua capacidade de realizar cálculos mentais durante o processo de envelhecimento? Você acha difícil lembrar o ano da última eleição presidencial? Você percebe problemas para lembrar nomes de lugares familiares, como a escola onde estudou.
Sou muito organizado em relação às coisas que guardo, por isso não tenho dificuldade em encontrá-las.”
APÊNDICES
- Apêndice A
- Apêndice B
- Apêndice C
- Apêndice D
- Apêndice E
Quando lhe perguntarem quem ganhou a última eleição presidencial, poderá ter dificuldade em descobrir esta informação. Os compromissos que assumimos: bancários, sociais, familiares, são coisas que procuramos não esquecer.” No meu caso não mudou quase nada, mas às vezes a gente esquece alguma coisa (..) hoje me sinto bem, sei que tudo que eu quero fazer, eu faço, planejo e faço”.
É mais fácil lembrar da época da infância do que dos últimos anos, do que passamos. Tem coisas que não, porque são coisas que a gente não trata, mas o que é pessoal para mim, eu sei onde está”. Ando no escuro e pego tudo que preciso, tenho tudo guardado no lugar certo”.
É importante, eu uso a memória para procurar coisas que não sabemos onde escondemos." Veja, eu tenho que procurar coisas que eu uso em casa, mas minhas roupas, minhas coisas, eu lembro onde elas estão guardadas ”.