A presente monografia jurídica tem por objetivo discutir a inconstitucionalidade do inciso V, do artigo 230 da Lei nº 9.503/97, que dispõe sobre a apreensão de veículos automotores em razão do não recolhimento do IPVA do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. O escopo principal deste trabalho é analisar a ilegalidade ou não da remoção de veículos automotores em decorrência do não recolhimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, supondo-se para tanto a inconstitucionalidade do inciso V, do art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro (lei 9.503/97), também busca demonstrar se há erros cometidos pelo legislador do Código de Trânsito Brasileiro ao condicionar a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) ao pagamento integral do IPVA e outras dívidas administrativas.
A retirada de veículos com a intenção, mesmo que implícita, de cobrança de débito de IPVA conflita diretamente com o princípio do não confisco e do devido processo legal e suas consequências, a saber: a proteção ampla e contraditória, o direito de acesso à justiça, a capacidade contributiva. e proporcionalidade. Este trabalho tem como objetivo trazer a discussão existente sobre a inconstitucionalidade, ou não, no que diz respeito à apreensão/remoção de veículos em decorrência do descumprimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), verificando assim . se a ação de remoção/sequestro violar princípios constitucionais. Praticamente, ambos são realizados simultaneamente, já que a falta de licenciamento é a justificativa que autoriza o estado a prosseguir com o roubo de veículos e o destino é o pátio credenciado pelo Detrans, até que a administradora cumpra os requisitos.
Para aprofundar, é preciso entender o que caracteriza o imposto predial sobre veículos automotores e como ele deve ser recolhido. O IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – foi instituído pela Emenda Constitucional nº 27, de 28/11/85, ainda sob os auspícios da Constituição de 1967, com as alterações promovidas pela Emenda Constitucional 01/69.
DO DIREITO TRIBUTÁRIO BRASILEIRO
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA
O Imposto sobre Propriedade de Veículos, popularmente conhecido como IPVA, é classificado como competência municipal e incide sobre a propriedade de veículos, cujo pagamento é feito anualmente. É fácil perceber que, de fato, a existência de um verdadeiro imposto final sobre a propriedade de veículos automotores no Brasil não é recente, com a Emenda Constitucional (CE) 27 sanando seus evidentes vícios de inconstitucionalidade.10. VEÍCULO AUTOMÓVEL - qualquer veículo automóvel de propulsão que circule com propulsão própria e se destine normalmente ao transporte rodoviário de pessoas e mercadorias, ou à tracção rodoviária de veículos utilizados no transporte de pessoas e mercadorias.
Assim, ao caracterizar o conceito de veículo automotor para efeito de pagamento do IPVA, os integrantes do Supremo Tribunal Federal tentaram discriminar os veículos automotores que não são objeto do recolhimento do IPVA no recurso extraordinário do Estado do Amazonas, afirma o relator Ministro Marco. Portanto, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores afeta apenas os veículos que circulam por terra, ou seja, veículos terrestres, e não navios e aeronaves. III - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto estadual incidente sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seu território.13.
Portanto, a Administração Nacional de Trânsito (DENATRAN) é responsável pela emissão anual do registro e licenciamento de veículos automotores. VI - estabelecer procedimentos para formação e licenciamento de condutores de veículos, emissão de documentos de condução, registro e licenciamento de veículos; VII - expedir a carteira de habilitação, a carteira nacional de habilitação, os certificados de matrícula do veículo e o certificado anual de habilitação por delegação aos órgãos executivos dos estados e do distrito federal;
III - Fiscalizar, fiscalizar as condições de segurança dos veículos, registrar, licenciar, lacrar a placa e os veículos licenciados, emitir o certificado de matrícula e licença anual, após delegação do órgão federal competente.15. Conforme estipula a Lei nº, todo proprietário de veículo automotor é obrigado a possuir um documento denominado Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Erros foram cometidos pelo legislador do Código de Trânsito Brasileiro ao condicionar a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos Automotores (CRLV) ao pagamento integral do IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores).
Porém, conforme estipula a lei de trânsito brasileira, você só poderá receber o certificado de matrícula e habilitação do veículo após o pagamento do IPTU, além disso, deverá ser pago o seguro DPVAT obrigatório, que se caracteriza como seguro compulsório. danos causados por veículos automotores em terra, taxa de renovação de licença e multas de trânsito.
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Com a autoridade de polícia administrativa exercida pela administração, é possível proteger os direitos e deveres dos cidadãos garantidos pela constituição, com o objetivo de prevenir abusos ou excessos de autoridade. Para compreender esse tema, é necessário também entender a gravidade do poder de polícia exercido pelo Estado e por que ele é responsável por eventuais danos causados pela falta de controle e de legislação adequada. A autorização policial é uma atividade da administração pública que limita e disciplina direitos, interesses ou liberdades, regula a prática de ação ou abstenção da situação real, com o objetivo de preservar o interesse público em termos de segurança, higiene, ordem, costumes, produção disciplina. e o mercado, a realização de atividades económicas que dependam de concessão ou permissão das autoridades públicas, a paz pública e o respeito pela propriedade e pelos direitos individuais ou coletivos.
Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que, ao restringir ou disciplinar direito, interesse ou liberdade, efetivamente regula a prática de ato ou abstinência, em razão do interesse público relativo à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e ao mercado. , o exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, da tranquilidade pública ou do respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando este for exercido pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, tendo em conta o processo legal e, tratando-se de actividade que a lei considere discricionária, sem abuso ou abuso de poder .23. Do ponto de vista tributário, o poder de polícia caracteriza-se como a atividade exercida pela Administração Pública, no sentido de limitar o direito e regular as ações praticadas pelos contribuintes.
A expressão “poder de polícia” refere-se, na verdade, ao poder de fiscalização exercido pela administração pública sobre os administrados, não se confundindo com as atividades de manutenção da ordem ou segurança públicas ou com as da polícia judiciária. Ou seja, sempre que a administração pública praticar atos relativos à concessão de licença, autorização, isenção, exclusão ou fiscalização, será paga a taxa de polícia. Como destacou Elias, o poder de polícia refere-se à atividade do Estado através da Administração Pública para fiscalizar os administrados, que neste caso são os cidadãos contribuintes.
O poder da polícia está em grande parte ligado ao princípio da supremacia do público sobre o privado, e por isso o contribuinte não pode deixar de pagar, usando o argumento de que não utiliza o serviço oferecido. A taxa devida aos poderes de polícia consiste em atividade administrativa pública que limita ou disciplina direitos, interesses ou liberdades e também regula o exercício de ato ou omissão de fato pelo sujeito passivo, nos termos do art. 78 do CTN. 25. A base para a enumeração do poder de polícia deve estar de acordo com a atuação dos agentes responsáveis pelo poder de polícia.
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DO PROCESSO TRIBUTÁRIO
Princípio do Direito ao Devido Processo Legal
Por isso foi dito, na introdução deste artigo, que o princípio do devido processo legal é o princípio fundamental do ordenamento jurídico brasileiro em relação, em especial, ao processo. Dessa forma, o autor destaca que o devido processo legal é considerado um dos mais importantes dentro do ordenamento jurídico justamente por conter em seu conteúdo uma série de outros princípios que o tornam de grande importância. José Frederico Marques apud Acquaviva (op. cit.) é expresso no sentido de que o princípio do devido processo também permite a necessária imparcialidade do juiz.
Segundo Marcus, o que caracteriza o devido processo legal é precisamente fundamentado, pois é uma relação onde os fatos ocorridos passam por esses procedimentos apenas se houver lei anterior ao fato que o determine. O devido processo legal refere-se aos processos judiciais e administrativos, onde são garantidos à parte diversos direitos processuais, como direito à citação, comunicação, ampla defesa, defesa oral, apresentação de provas em defesa de seus interesses, a defensor legalmente habilitado (advogado ), ao contraditório, à contra-argumentação contra as provas apresentadas pela outra parte (mesmo quando se trata de depoimento), à justiça natural, ao julgamento público com recurso a provas legais, à imparcialidade do juiz, à punição fundamentada, à dupla jurisdição e à coisa julgada.50 . Dessa forma, o aspecto do devido processo legal caracteriza-se como o direito à defesa e ao contraditório, onde o representante será considerado culpado somente após sentença transitada em julgado sem recurso.
No que diz respeito à legislação tributária brasileira, para permitir o confisco de bens de um determinado contribuinte, também é necessário que o contribuinte siga um procedimento legal adequado, durante o qual ele tenha a oportunidade de expressar suas necessidades antes de pagar o imposto. Apresentar argumentos que possam garantir que a importância do processo jurídico brasileiro seja respeitada. A administração pública existe para que a relação entre o Estado e a sociedade seja melhor regulada; possui poderes conferidos pelo Estado para que possa exercer suas funções.
Os impostos existem para o funcionamento do Estado, é com eles que se atendem as necessidades básicas da sociedade, bem como a projeção orçamentária é feita com base nas receitas a serem recebidas. Senhor, todos devem contribuir para garantir que haja segurança, saúde, educação e outros serviços prestados pelo Estado de forma gratuita e devolutiva. O objetivo do primeiro é ser um documento de porte obrigatório para que possa atestar ao condutor que seu veículo está apto a trafegar com segurança, enquanto o objetivo do IPVA é ser um imposto sobre a propriedade do seu veículo.
São diretamente contrários ao devido processo e à ampla defesa quando praticam sumariamente atos oficiais no exercício do poder de polícia, desacreditam o poder judiciário e o tabelião, obrigam o administrador a manifestar interesse ou a abandonar o imóvel, aliás os terraços estão lotados de veículos deteriorados, muitos dos locais ainda não são adequados e podem representar um risco para a segurança pública, como a propagação de epidemias.