A pesquisa discute o valor da música como fonte de informação, sua importância no processo de socialização do indivíduo. Por meio de uma pesquisa teórica e exploratória de base qualitativa e bibliográfica, exploramos a música como fonte de informação para a Biblioteconomia. Portanto, esta pesquisa visa destacar a questão da música na sociedade e sua aplicação como fonte de informação.
A Biblioteconomia: um breve panorama histórico
Preocupado com a organização e sistematização da biblioteca, Gabriel Naudé1 escreveu em 1627 o livro Advis pour dresser une bibliothèque, (o primeiro manual para bibliotecários). Como resultado de suas práticas cada vez mais voltadas para a técnica, ele às vezes se distanciava de seu preconceito social.
Sobre as Fontes de Informação
Para Cunha (2001), as fontes de informação podem ser quaisquer meios ou suportes que contenham informações e podem ser classificadas como formais, semiformais e informais e dentro dessas classificações podem ser primárias, secundárias e terciárias. Eles registram informações que, quando publicadas, são publicadas no contexto do conhecimento científico e tecnológico. As fontes secundárias fornecem informações filtradas e organizadas de acordo com sua finalidade.
Fontes terciárias são aquelas que têm a função de orientar o usuário para fontes primárias e secundárias. Adotando as definições propostas por Muller, para esta pesquisa trabalhamos com fontes informais de informação, ou seja, aquelas resultantes de contatos pessoais, relatórios de gravação, etc., que não estão registradas em artigos, livros ou periódicos. Assim, quando se trata da música como fonte de informação relacionada à biblioteca, os estudos tendem a se concentrar em sua catalogação e preservação, pois este é essencialmente um campo.
É necessário que o bibliotecário abra mão de algumas suposições, inclusive considerando e avaliando apenas determinadas fontes de informação. Porém, é preciso considerar o indivíduo como parte do processo de comunicação, buscando atuar nos diversos campos do conhecimento e exercer ao máximo sua função social no sentido de permitir que o usuário experimente e tome consciência de suas afinidades intelectuais no processo de encontro e afirmação da sua identidade.
Breve História da Música
Sobre a evolução da música no Ocidente, Bennett (1986) divide a história da música em medieval, renascentista, barroca, clássica, romântica do século XIX e música do século XX. A força da música de protesto também pode ser observada no Brasil por meio de movimentos musicais como o Tropicalismo. No entanto, para o público em geral, não se pode negar que contribuíram significativamente, pois se tornou facilmente acessível a um número significativo de pessoas e sem burocracia, principalmente quando se fala em democratização da música gravada.
O caráter hipermídia da web promoveu a “virtualização da música” de forma muito especial, apoiada por. Cavalcanti (2013) reforça ao dizer que a partitura, embora seja um registro no papel, apresenta-se como um equivalente formal de emoções entre o antagonismo de ser um objeto produzido no passado, mas que é possível apreender no presente por na essência do fenômeno musical, sendo o que é: uma recriação em criação e que “a representação da música no documento, gerando a estabilidade da memória, sendo apresentada como recorte de um momento social”. A cadeia produtiva da música consiste na união dos diversos ramos da economia que se dedicam à arte da música, como a indústria fonográfica, shows, comercialização de gravações musicais, etc.
A comercialização de produtos musicais é uma prática que antecede a invenção dos primeiros objetos de reprodução sonora, como o fonógrafo13 e o gramofone14. Por exemplo, a impressão e comercialização de partituras foi uma das atividades econômicas iniciais no mercado musical. Embora a popularização desses meios de comunicação inicialmente tenha impactado negativamente a indústria fonográfica, eles também abriram espaço para outras atividades, como a venda de instrumentos, a organização de grandes shows e a execução de artistas e canções. programas de rádio e posteriormente na televisão, abrindo assim novos nichos que poderiam fortalecer ainda mais o negócio da música.
Essas parcerias e alternativas têm sido responsáveis por aumentar as receitas no mercado de música gravada. No entanto, entendemos que o sucesso do mercado fonográfico no Brasil não se dá apenas pela venda de música em formato digital, pois com as novas tecnologias TIC o mercado se expandiu e o que antes era uma ameaça agora se mostra. eficaz e favorável e, além disso, agrega outras atividades, outras variedades e muitas outras novas possibilidades. Nesse contexto, a partir dos textos supracitados do grupo Engenheiros do Hawaii, Tropicália, Sex Pistols, John Lennon e Delinquentes, foi possível perceber a forma como a informação é distribuída por meio da música e o papel social que ela assumiu e continua sendo . assumir na sociedade, sendo uma forma simbólica de expressão e comunicação, contribuindo para o fortalecimento e afirmação de ideias.
A Disseminação da Informação Através da Música
As Novas Tecnologias e a Arte Musical
9 A produção de informação é operacionalizada por práticas bem definidas e suporta-se num processo de transformação que se orienta por uma racionalidade técnica que lhe é própria; representam atividades relacionadas à coleta, seleção, codificação, redução, classificação e armazenamento de informações. Inicia-se uma nova etapa e uma nova reorganização social, que alguns autores chamam de Sociedade da Informação, onde “a informação é utilizada intensamente como elemento da vida econômica, social, cultural e política” (MORE, 1999). A distribuição e recepção dessas informações mudou com o advento da Internet e das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), mudanças que estão presentes e perceptíveis no cotidiano, nas práticas de aprendizagem e nas relações sociais.
O paradigma dessa sociedade decorre de um processo social de desenvolvimento científico e tecnológico, que gera consequências técnicas, sociais, culturais, políticas e econômicas cumulativas e irreversíveis e, consequentemente, alteram as formas de discussão e organização da sociedade. As novas TICs que segundo Cruz (1997, p. 160) são "o conjunto de dispositivos individuais, como hardware, software, telecomunicações ou qualquer outra tecnologia que fazem parte ou gerenciam o processamento da informação, ou que a contenham", juntamente com a popularização da Internet marca finalmente um momento importante na história da comunicação e informação, pois possuem mais agilidade no processo de sua distribuição, proporcionando maior. O advento das mídias interativas, como a Internet, trouxe para as relações sociais uma maior possibilidade de conexão entre as pessoas, em tempo extremamente rápido e independente da distância, espaço, ou seja, computadores, além da adição de formas de comunicação típicas de outros eras, como a escrita, a imagem e o som, e a aceleração da velocidade da informação, permitem uma interligação planetária sem precedentes que nos transforma efectivamente em habitantes de uma verdadeira aldeia global.
Para Levy (1999, p. 92), o ciberespaço é "definido como um espaço de comunicação aberto pela interconexão global de computadores e memórias de computadores", enquanto a cibercultura é o resultado do impacto que as novas TIC e o surgimento da Internet estão causando na sociedade. presentes nas áreas sociais, econômicas e culturais. Antigamente o público tinha que esperar a data em que o CD estaria disponível nas lojas físicas para ouvi-lo, hoje ele tem a opção de baixar ou ouvir o novo lançamento pela internet sem sair de casa.
A fonte da música impressa: uma análise documental
No campo da música tiveram grande impacto, o que levou a uma reorganização no ramo da música tendo o público como objetivo final. Com a invenção do disco dupla face (com gravação em ambos os lados), nas primeiras décadas do século XX, a indústria fonográfica se organizou como hoje: uma indústria de entretenimento de massa para consumo individualizado e preferencialmente para uso doméstico. . Fatores econômicos contribuíram para a popularização do rádio e da televisão, principalmente o rádio, que assim se tornou um grande vilão para a indústria fonográfica.
Com as mudanças no mercado musical, a forma de curtir também mudou, pois surgiram os shows ao ar livre, que aproximavam o intérprete do seu público, e nesses eventos reunia um número cada vez maior de pessoas, o que para os patrocinadores significava o início da um novo modelo de negócios. em que a indústria fonográfica não dependia mais apenas da venda de discos. As operadoras de áudio estavam cada vez mais compactas e fáceis de usar, o que permitiu que a indústria fonográfica expandisse seu mercado investindo também na venda de aparelhos de reprodução, pois enquanto as operadoras mudavam, mudavam também as de reprodução. Até a era do CD, a indústria fonográfica era um dos principais expoentes da indústria fonográfica, pois conseguia conviver com as mudanças de formato e, principalmente, trabalhar com elas.
O surgimento da Internet e sua popularização no lar foi sem dúvida um marco do final dos anos 90 e início do século XXI, principalmente quando relacionamos com a indústria fonográfica, como seu surgimento e as mídias que se seguiram, como o surgimento do MP3 , a forma de envio de serviços, como o Napster e as redes p2p, e principalmente a idealização de uma internet mais rápida (rede de banda larga), que teve grandes impactos negativos na indústria fonográfica, como queda brusca nas vendas de CDs, além de preocupações sobre violação de direitos autorais, pois a música foi baixada e distribuída sem permissão. Segundo pesquisa da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), 46% da receita veio da comercialização e licenciamento de músicas gravadas no meio digital (internet e telefonia móvel) e, segundo o próprio site da entidade, as assinaturas online são também responsável. para aumentar a receita.
A Banda Delinquentes
A imagem do vocalista, Jayme Katarro, exerce forte representatividade e senso de identificação com seu público, tornando-os uma banda referência no estado e no exterior, o que pode ser comprovado pelos shows sempre lotados e pelos fãs que acompanham e cantam suas músicas Nessa perspectiva, servirão de exemplo para esta análise três letras emblemáticas do grupo: Vagamundo, Indiocídio e Matança de Animais. Fuja em desespero para o paraíso do pecado. O inferno urbano revive o bizarro massacre de um povo inocente.
Mas mesmo com as diversas manifestações que mostram a música como parte fundamental da vida humana, sua importância para a biblioteconomia muitas vezes se limita a sua organização em acervos, o que não está errado, mas é preciso entender mais profundamente esse tipo de informação. pesquisar. Nesse contexto, o bibliotecário pode trabalhar esse tema de diversas formas, inclusive exercendo seu papel de intermediário, apresentando essa fonte de informação que pode ser lida e ouvida, e orientando sua origem e formato (CAMPELLO , CALDEIRA, MACEDO , 1998). Para que ocorra essa ampliação do conhecimento, é necessária uma ação denominada fonte, mais precisamente, fonte de informação.
A princípio, a pesquisa buscou questionar por que os focos de estudos sobre informação musical sob a ótica da biblioteconomia estão frequentemente relacionados ao mesmo tema, porém, com o decorrer da pesquisa, foi possível perceber que não havia como separar os técnica e as práticas de biblioteconomia ao lidar com informações musicais. A realização do trabalho possibilitou verificar a importância das fontes de informação para o ser humano e para a biblioteconomia, enfatizando a informação musical. Disponível em: https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-.
Análise da produção, implementação e avaliação de um modelo de divulgação de informação no contexto de uma comunidade urbana.
Como a música é utilizada pela Banda Delinquentes como fonte de