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Do direito de família

Entidades familiares: Os novos modelos de família

Esse tipo de família tem grande influência na cultura brasileira, por isso o legislador reconheceu a legalidade apenas desse tipo de família no Código Civil de 1916, onde a regulamentou de forma abrangente. Esse tipo de família geralmente se forma quando os pais dizem que não querem, não podem ficar com os filhos ou que o poder familiar lhes foi tirado.

A função social da família

A autorrealização através da emotividade e da vida familiar solidária é a função fundamental da família de hoje. A realização pessoal da afetividade, num ambiente de convivência e solidariedade, é a função básica da família no nosso tempo.

Boa fé no direito de família

187 do CC, quem vai contra a boa-fé objetiva comete abuso de direito e a responsabilidade é objetiva, ou seja, não depende de culpa. Percebe-se, portanto, a fundamental importância da boa-fé objetiva em todo o âmbito do Direito Civil, bem como no Direito de Família, para que as relações sejam pautadas na confiança, na lealdade e para que as partes sejam satisfeitas e não frustrem suas expectativas. .

Princípios constitucionais do direito de família

  • Princípio da afetividade
  • Princípio da solidariedade
  • Princípio da igualdade jurídica entre os cônjuges e companheiros
  • Princípio da convivência familiar

O princípio da afetividade, assim como vários outros, surgiu pela discricionariedade do intérprete na falta de previsão expressa do legislador. O princípio da afetividade também pode ser extraído dos princípios e mandamentos constitucionais; a dignidade da pessoa humana (art. 1º, III); solidariedade (art. 3. I); liberdade (art. 5º, caput), que no direito de família se traduz, entre outras coisas, na liberdade de constituir família e na liberdade de orientação sexual; a proteção especial que a família merece (art. 226, caput); da igualdade entre filhos (art.) e entre cônjuges (art. da adoção como escolha afetiva (art. No Código Civil podemos destacar algumas normas fortemente permeadas pelo princípio da solidariedade familiar: art.).

1.513 do Código Civil protege a “comunidade de vida instituída pela família”, só possível na cooperação entre seus membros; a adoção (art. 1618) decorre não do dever, mas do sentido de solidariedade; o poder familiar (art. 1630) é menos o “poder” dos pais e mais um papel ou serviço a ser exercido no interesse dos filhos; cooperação dos cônjuges na condução da família (art.1567) e assistência mútua moral e material entre eles (art.1566) e.O Código Civil83 de acordo com a CRFB/88 também estabelece o princípio da igualdade nas diversas unidades, conforme estabelece seu art. . 1511, que a organização e gestão da família assenta no princípio da igualdade de direitos e deveres dos cônjuges.

O artigo 1631.º estabelece que os direitos e deveres do pai e da mãe são iguais no que diz respeito à pessoa e no artigo 1690.º à propriedade dos filhos. Através da hermenêutica do princípio da igualdade, torna-se possível reconhecer legalmente as diferentes unidades familiares, bem como a união poliafetiva, e assim ter efetivamente a igualdade entre elas no direito de família.

União estável e Casamento

  • Novos modelos de união estável: União estável homoafetiva

1.723 do Código Civil que, para a formação de união estável, deverá atender aos requisitos de convivência pública, contínua e duradoura, visando à formação de família. Assim, o Código Civil diz que para a celebração de uma união estável não deverá haver entraves legais como prevê o art. Também não há necessidade de manifestação de vontade de formação de união estável para que seus efeitos surjam.

Assim, é plenamente válida a união estável estabelecida por tais pessoas, tendo em vista que a referida lei alterou o art. Para a configuração de uma relação estável, como para qualquer outra entidade familiar, a premissa central e mais importante é a intenção das partes em constituir família, desta forma os demais elementos são acessórios. Outros elementos podem, portanto, ser entendidos como acessórios, uma vez que a sua presença sem anumus familiae não implicará o reconhecimento de uma relação estável.117.

Foram inconstitucionais interpretações que não reconhecessem a relação homoafetiva como entidade familiar que poderia ensejar a união estável. Existem duas correntes doutrinárias no direito brasileiro, no que diz respeito ao elemento da diversidade de gênero para a configuração de uma união estável.

Casamento: Requisitos e a regulamentação legal

Na prática, a previsão legal do dever de casar não faz muito sentido, uma vez que não perturba o casamento e também porquê. Para desencorajar a infidelidade, a bigamia ainda é considerada crime (CP 235), sendo absolutamente necessária a anulação do casamento (CC 1548 II). Os números do abandono de casa (CC 1573 IV) e dos comportamentos desonrosos (CC 1573 VI) não podem ser invocados para a imposição legal da obrigação de coabitação.134.

O casamento estabelece plena comunidade de vida (CC 1511), e confere aos cônjuges a condição de cônjuges, companheiros e responsáveis ​​pelas responsabilidades da família (CC 1565). Não só o Código Civil (CC 1.566 IV), mas também a Constituição (CF 227) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA 4.º) impõem à família o dever de sustentar, guardar e educar os filhos. Embora a liderança da comunidade conjugal seja exercida por ambos os cônjuges (CC 1567) e quaisquer divergências devam ser resolvidas em tribunal, isso não dá origem a responsabilidade solidária, no sentido de que o cumprimento do dever por um dos progenitores exime o outro do dever. fardo.

Embora direitos e deveres sejam atribuídos aos cônjuges (CC 1.566), não há obstáculo para que o casal, mediante acordo prévio, decida como deseja viver a vida. Não podem incluir cláusulas que violem a disposição absoluta da lei (KP 1655), prevejam a lei da herança (CC 426) e da pensão alimentícia (CC.

Poliafetividade: Regularização da situação fática pela união estável

Elementos caracterizadores

A poliafetividade é um conceito de amor diverso e, portanto, todos que estão em um relacionamento participam da união simultânea e conscientemente.141. A relação poliamorosa capaz de criar uma família deve ser sustentada na solidariedade, na cooperação e no respeito pela dignidade de cada um dos seus componentes e, portanto, baseada na devoção, na ética, na solidariedade mútua e na preservação da dignidade dos seus membros.145. É necessário que a relação poliamorosa se traduza num meio adequado de promoção da pessoa humana que tende a materializar as suas aspirações espirituais e o desenvolvimento e personalidade dos seus membros, qualificada pela procura da felicidade íntima e pessoal e permitindo a plena realização da sua praticantes. , em conformidade com o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.146.

Por isso, a união poliafetiva enquadra-se neste conceito ontológico-constitucional de família, devendo, portanto, ser reconhecida e protegida.147. Portanto, não está de acordo com a sua regulamentação impedir o reconhecimento da união poliafetiva como ser familiar, pois também é um arranjo familiar formado pelo amor e pela plena comunidade de vida entre seus membros. Dito isto, a união poliafetiva é defendida com base no consentimento das pessoas mais velhas e capazes, em favor da poliafetividade de todos aqueles que compõem a união, bem como com base no respeito mútuo de todos os seus membros e na igualdade de direitos e deveres .151 .

Visto que, como já demonstrado, as famílias se estruturam com base nos princípios da dignidade humana, do afeto, da solidariedade e da igualdade. Assim, considerando que as relações poliamorosas baseiam-se na dignidade dos seus membros, na formação de vínculos de amor, bem como na livre expressão da vontade dos seus membros, bem como no casamento e na união estável, não há razão para qualquer incompatibilidade, pois é uma entidade amorosa como qualquer outra.

Mútuo consentimento: nova roupagem da monogamia

Quanto à monogamia, esta foi criada ao longo dos anos como um princípio socialmente consolidado e historicamente construído.155 Contudo, a sociedade atual, compreendendo os princípios constitucionais da dignidade humana, da solidariedade, da igualdade, da liberdade e da democracia inerentes às relações familiares, não permite mais afirmar que a monogamia existe como princípio no direito da família. A tese da quebra ou superação da monogamia como princípio estruturante do estatuto jurídico da família verifica-se no sentido do reconhecimento do princípio da diversidade dos núcleos familiares e também da superação da família formada pelo casamento como modelo global reconhecido pelo Estado . 226 da Constituição Federal é entendida como cláusula geral de inclusão e proteção da família em suas diversas manifestações, não há razão para negligenciar uma família em favor de outra pela simples razão de que esta provém do casamento e a outra de um associação não formalizada. 156.

Desta forma, tais formas de união não devem ser impedidas pela sociedade ou pelo Estado, uma vez que aceitaram viver assim, razão pela qual não se trata de quebra do contrato de amor, nem de adultério, uma vez que todos os envolvidos no relacionamento tem plena consciência do que foi estipulado. No poliamor é diferente, não existe traição pois as pessoas que se relacionam não escondem o fato de que amam os outros. A relação torna-se real e, desde que todas as partes envolvidas estejam familiarizadas com a situação, não há nada que as impeça de se envolverem.159.

Portanto, se as partes de acordo optam pela relação poliamorosa e têm a plena comunidade de vida, não há razão para negar a sua existência e colocá-las nas fronteiras da protecção estatal, ou seja, não lhes dar nenhuma garantia de não dar direitos ou obrigações entre si. A democracia é o difícil exercício de construir um espaço onde todos possam se encaixar, conviver com respeito e profunda consideração pelo direito à diferença.

Reconhecimento e suas consequências jurídicas

Assim, Elpídio Donizzetti e Felipe Quintella (2013, p. 910) defendem a necessidade de criação de normas de Direito de Família que regulem as uniões não monogâmicas, com o objetivo de não deixar sem proteção normativa adequada uma série de situações que, no mundo atual de globalização . , é provável que se tornem mais frequentes.174. As uniões poliamorosas são executórias, sob pena de exclusão injusta e injustificável dos direitos fundamentais, atentando o Estado democrático de direito e a dignidade dos seus membros. A evolução do Direito de Família permitiu que outras organizações familiares fossem reconhecidas como pessoa jurídica familiar, como a união permanente.

Nesse sentido, ficou comprovado que a Constituição Federal estabelece a família como base da sociedade, protegendo todos os seus direitos e sobretudo dando prioridade à própria pessoa, à luz dos princípios constitucionais do direito de família. Tratado de direito penal, parte especial 4: dos crimes contra a dignidade sexual a dois crimes contra a confiança pública. Curso de direito penal, seção especial: crimes contra a dignidade sexual e crimes contra a administração pública.

Comentários ao novo Código Civil: direito de família, direito pessoal, relações de parentesco (artigos 1.591 a 1.638). Princípios constitucionais do direito de família: guarda compartilhada à luz da lei 11.698/08: família, criança, adolescente e idoso.

Referências

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