DA RESPONSABILIDADE CIVIL
CONCEITO
Elementos fundamentais
O dano moral no Brasil e sua evolução
Dignidade da pessoa humana inserida na responsabilidade civil
DO DANO MORAL
- CONCEITO
- FUNÇÃO DA INDENIZAÇÃO PELO DANO MORAL
- FUNÇÃO COMPENSATÓRIA
- FUNÇÃO PUNITIVA
- FUNÇÃO PREVENTIVA
Em outras palavras, podemos dizer que dano moral é aquilo que fere a própria esfera pessoal da pessoa (seus direitos de personalidade), e viola, por exemplo, sua intimidade, privacidade, honra e imagem, bens jurídicos constitucionalmente protegidos”. 15. Carlos Roberto Gonçalves define dano moral da seguinte forma: Dano moral é aquele que atinge o ofendido como pessoa, sem causar dano ao seu patrimônio. O dano moral não é exatamente a dor, a angústia, o nojo, o sofrimento mental, a humilhação ou o complexo sofrido pela vítima do evento danoso, pois esses estados de espírito constituem o conteúdo, ou melhor, a consequência do dano.
Maria Helena Diniz define o dano moral de forma muito sucinta, dizendo que “dano moral é o dano aos interesses não patrimoniais de pessoa física ou jurídica, causado pelo fato danoso”. A autora Maria Celina Bodin de Moraes ensina que “tanto o efeito não patrimonial do dano aos direitos patrimoniais subjetivos (hipótese do dano moral subjetivo) quanto o insulto aos direitos da personalidade (dano moral objetivo) serão danos morais reparáveis, ambos. são tipos aceitos no ordenamento jurídico brasileiro.”21. Ao observarmos o conceito de dano moral indenizável, importa agora analisar quais são as suas funções, sendo fundamental que numa primeira análise se observe que, tratando-se de dano moral indenizável, não se fala propriamente em compensação. é conhecido no dano patrimonial e na responsabilidade civil em geral, dentro do qual se origina a reparabilidade do dano moral, institutos que se orientam pelo princípio da restitutio in integrum.
Portanto, principalmente quando se trata de dano moral, não é possível restabelecer o status quo anterior. Portanto, é incorreto o uso do termo indenização, abrindo infração à ideia de reparação ou indenização, e portanto o valor dado ao título de indenização por dano moral serve como solução ineficaz para o interior do ser pacificado. a vítima e tentar destruir o dano através de uma infinidade de caminhos que o dinheiro pode oferecer, a critério da vítima. Não há qualquer desacordo na doutrina e na jurisprudência sobre se o dano moral deve ser reparado e, em caso afirmativo, essa reparação ocorrerá. Portanto, o juiz cum grano salis deve levar em conta o caráter repressivo da indenização por danos morais.
Contudo, aplica-se o entendimento de que a indenização pecuniária por dano moral tem dupla natureza: compensatória para a vítima e punitiva para o infrator. In casu, tendo em vista o valor declarado no acórdão recorrido a título de indenização por danos morais em R$ (cinquenta mil reais), em razão das particularidades do caso e face à gravidade dos fatos descritos no acórdão recorrido, o adequação da remuneração aos parâmetros adotados por este Tribunal no valor de R$. Na determinação do valor da indenização por dano moral em razão de ato doloso, atentando-se ao princípio da razoabilidade e aos critérios da proporcionalidade, deve-se levar em consideração o bem jurídico lesado e as condições econômico-financeiras do infrator e do infrator, sem perder de vista o grau de repreensibilidade da ação e a gravidade do ato ilícito e do dano causado.
Uma vez que a conduta dolosa do agente visa ao fim ilícito de tirar a vida das vítimas, a arbitragem para indenização por dano moral também deve pautar-se no caráter penal e educativo da indenização. Assim, a teoria da sanção exemplar se alia à de caráter compensatório, para que haja uma visão geral do quantum na determinação do dano moral.38.
PARÂMETROS DE FIXAÇÃO DO QUANTUM
CRITÉRIOS SUBJETIVOS
- Extensão do Dano
- Intensidade do Sofrimento Experimentado pela Vítima
- Duração do Sofrimento Experimentado pela Vítima
- Grau de Culpa das Partes
- Condições Pessoais da Vítima
- Razoabilidade, Equidade e Prudente Arbítrio do Juiz
Carlos Roberto Gonçalves sobre esta questão diz que “em geral, a indemnização é medida pela extensão do dano”.43. O Código Civil de 2002, no artigo 944 e parágrafo único, afirma que “a indenização é medida pela extensão do dano. O critério de extensão do dano se divide em outros dois critérios, que são de grande valia para auxiliar o juiz nesta problemática: a intensidade e a duração do sofrimento da vítima.
Esta questão cronológica é uma parte objetiva que está presente no critério da duração do sofrimento vivido pela vítima, que está contido no critério da extensão do dano. Neste caso, independentemente de outras circunstâncias, o valor da indemnização deveria ter sido fixado em valor superior, uma vez que o dano foi maior. Atualmente, segue-se a linha de rejeitar a importância da culpa no sentido da responsabilidade civil e gradualmente se sustenta o entendimento de que a reparação do dano é necessária mesmo que não haja culpa do autor.
De acordo com o critério de repetição do comportamento causador do dano, são registrados no direito do consumidor eventos em que se verifica o aparecimento de intenção última e mesmo de intenção direta e, portanto, a avaliação do grau de culpa das partes, especialmente o grau da culpabilidade do agente causador, é de grande importância na determinação do valor da indenização por danos além da capacidade. Observa-se, portanto, que as circunstâncias pessoais da vítima influenciam precisamente a extensão do dano além da capacidade, pois servem para estabelecer a importância do direito muito pessoal que é violado para a parte lesada. O juiz, ciente desta condição especial da vítima, poderá avaliar melhor a extensão do dano e suas consequências na vida e na rotina da vítima.
A razoabilidade, a razoabilidade e o julgamento prudente do juiz são critérios subjetivos idênticos entre si, que devem necessariamente ser combinados com outros parâmetros na avaliação do dano não econômico. É comum que existam acórdãos que não façam distinção entre os demais parâmetros utilizados para determinar o valor compensatório do dano moral, sob o pretexto de utilizar apenas a razoabilidade, a razoabilidade ou mesmo a prudente discricionariedade do juiz. Estes critérios nunca poderão ser os únicos na avaliação do valor compensatório do dano não económico, sob pena de arbitrariedade por parte do órgão sentenciador e desrespeito pelo princípio da justificação da pena.
DANO MORAL NA JUSTIÇA DO TRABALHO
- Impactos causados na justiça do trabalho em razão do
Além disso, a razoabilidade, a equidade e a prudente discricionariedade do juiz são parâmetros que de alguma forma estão sempre presentes em qualquer sentença e fazem parte da rotina de qualquer magistrado interessado na efetiva aplicação da justiça. O que se pode concluir é que a razoabilidade e a proporcionalidade não são, no nosso contexto jurisprudencial, verificáveis na sentença, que serve como verdadeira. Ora, diz-se que se baseia no referido princípio a fixação do montante, sem qualquer justificação; Ora, afirmou-se que o princípio foi ofendido, para modificar o valor, sem, contudo, mostrar onde se situa a infração.
A razoabilidade deveria, sim, ser aplicada a todas as punições que envolvam danos morais, como instrumento de ponderação dos interesses envolvidos, para servir de parâmetro adicional na busca por uma indenização justa, o que infelizmente não ocorre na prática 54. Anteriormente à reforma, a CLT não não possui critérios objetivos para determinação do valor da indenização, portanto o caso foi analisado e avaliado pelo juiz com base na subjetividade. Conforme explicado acima, o artigo 223 – G § 1º do WGT comporta quatro tipos de infrações, cada uma com natureza própria e respetivo valor indemnizatório.
O texto legal não dá exemplos dos tipos de infracções que se enquadram nestes 4 tipos de infracções, cabendo ao juiz analisar o caso concreto. Embora existam críticas quanto à fixação de critérios objetivos para quantificação do dano moral na Justiça do Trabalho, muitos juízes acreditam que tal fixação ajudará de alguma forma o juiz na imposição de uma sentença, justamente porque eliminará as dificuldades do juiz em avaliar o caso específico, arriscando assim uma decisão arbitral sobre o montante da indemnização que não corresponde ao caso específico. Contudo, por se tratar de uma alteração recente e por terem sido impostas poucas sentenças nesse sentido, ainda é cedo para comprovar as consequências daí resultantes e opinar se a quantificação dos danos foi boa ou má, dado que à medida que o período avança , o tempo , estes podem se exibir melhor.
DA INSEGURANÇA JURÍDICA E ATIVISMO JUDICIAL
Na quantificação dos danos morais emerge também o ativismo judicial, uma vez que a abstenção do poder legislativo em regulamentar a quantificação das indenizações por meio de critérios objetivos não permite que litígios desta natureza sejam resolvidos de forma confiável e adequada. O ativismo judicial é uma atitude que escolhe uma forma específica e proativa de interpretar a Constituição, ampliando seu significado e alcance. Portanto, ultrapassar os limites de competência impostos pela Constituição, ter um magistrado no papel de legislador, significa que existe.
Dessa forma, uma interpretação extensiva no contexto da questão da quantificação da indenização por danos morais significa que existem penas de valor ridículo e desproporcional que não podem garantir que a vítima seja adequadamente indenizada e que o perpetrador não repita o ato ilícito. . A sentença baseada na mera crença do juiz também contribui para o activismo judicial e para a crescente incerteza jurídica nas suas sentenças. Em sua estrutura, o presente trabalho teve um panorama geral da responsabilidade civil, que destacou seus conceitos, seus pressupostos e elementos fundamentais, sem tratar da dignidade da pessoa humana no contexto da responsabilidade civil.
Quando se trata da essência do trabalho, ou seja, da insegurança jurídica e do ativismo judicial quanto à arbitragem sobre o valor da indenização, fica claro que a insegurança jurídica surge justamente pela falta de critérios objetivos, pois com essa falta o juiz julga um caso baseado em outro, que é um tipo de evidência emprestada. Neste caso, é impossível uma análise aprofundada do caso e, como resultado, não é possível emitir um julgamento eficaz que resolva o conflito controverso e, consequentemente, garanta o respeito pelas funções de responsabilidade civil. O ativismo judicial ocorre quando o legislador se recusa a regulamentar determinada matéria, o que faz com que o juiz o faça com uma interpretação extensiva.
Devido a esta interpretação, muitas vezes o juiz julga o caso com base em suas convicções e crenças pessoais, analisando assim a reclamação sem a efetividade necessária. Conclui-se que a solução para o problema apresentado é estabelecer critérios objetivos para determinar o valor da indenização nas ações judiciais por danos por mora, tal como foi feito na Justiça do Trabalho após a reforma (a lei que regulamenta a indenização, portanto, em forma tabular com base no dano sofrido, as funções da responsabilidade jurídica seriam melhor levadas em consideração e haveria maior celeridade na avaliação desses tipos de processos. Disponível em: