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Academic year: 2023

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Trabalho de conclusão de curso apresentado no componente curricular Estágio Supervisionado II - Ênfase em Psicologia e Processos Educativos, como parte dos requisitos para o curso de Bacharelado em Psicologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. O trabalho de conclusão de curso, apresentado no componente curricular Estágio Supervisionado II – Ênfase em Psicologia e Processos Educativos, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em Psicologia pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, sob orientação do Prof. dr. Adriana Lourenço Lopes. Adriana Lourenço Lopes (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).

Este trabalho relata a experiência dos estágios supervisionados I e II do curso de psicologia do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), liderado pela professora Adriana Lourenço Lopes. O estágio supervisionado com ênfase em psicologia e processos educacionais tem como objetivo identificar e analisar as oportunidades para o psicólogo atuar no contexto escolar, com o objetivo de desenvolver e/ou aprimorar os conhecimentos e habilidades necessárias ao processo de formação do futuro profissional em psicologia. Este trabalho é composto por seis sessões e tem como objetivo descrever e discutir as experiências de estágio com base nos pressupostos teóricos da psicologia escolar, com foco na educação de jovens e adultos (EJA) e na escola como instituição disciplinar.

A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) E A PRODUÇÃO DO FRACASSO ESCOLAR: A PSICOLOGIA ATUANDO NO MODELO DE ESCOLA DISCIPLINAR.

A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) E A PRODUÇÃO DO FRACASSO

Salas de aula antes frequentadas majoritariamente por adultos que não tinham acesso à escolaridade estão conquistando um público mais jovem (BOLIS et al, 2015) que busca acelerar seus estudos para superar o viés de idade (BERGER, 2009). 1 “A medicalização é o processo pelo qual as questões da vida social são reduzidas à lógica médica, vinculando o que não é adequado às normas sociais a uma suposta causalidade orgânica, expressa na doença do indivíduo”. (Definição do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade). Portanto, o cansaço e as dificuldades de conciliação da dupla jornada escolar-trabalho contribuem para que os jovens tenham um mau desempenho escolar (DUTRA-THOMÉ, PEREIRA e COLLER, 2016).

Hoje, este direito é negado quando não lhes é oferecida outra alternativa senão permanecer num sistema educativo que não garante nem cria condições para o acesso efectivo a uma educação de qualidade, enquanto as condições efectivas para o exercício deste direito através da manutenção de condições de exclusão e desigualdades que foram transferidas para o próprio sistema escolar (p. 1062). É necessário investir igualmente na educação para que a educação de qualidade seja ministrada ao mesmo nível em todo o país. Segundo ele, o profissional de psicologia deve “[..] apoiar um campo de pesquisa que dê ao professor tempo para também sair do seu lugar marcado na dicotomia ensino x aprendizagem, no sentimento de impotência diante das circunstâncias, na desistência transformações cotidianas”.

O psicólogo escolar deve assumir uma postura crítica para que seu trabalho promova mudanças no contexto escolar e deixe de ser agente de exclusão e culpabilização social.

NINGUÉM PODIA IR PARA O OUTRO LADO NÃO, PORQUE NA ESCOLA TINHA MUITO

Ela trabalha na escola há oito anos e seu relacionamento com os alunos é amigável. Os alunos que se aproximaram ficaram curiosos para perguntar quem eu era e o que faria na escola. Para ouvir os alunos e colher informações sobre o que eles pensam da escola, as perguntas são “O que eu mais gosto na escola?” e “O que eu menos gosto de fazer na escola?”

O pôster se chamava “Projeto Psicologia Escolar: Sobre o que você quer conversar conosco?” e fiquei no quarto por alguns dias. O objetivo foi que eles reconhecessem que sabem alguma coisa e que podem ensinar algo uns aos outros, enfatizando seus pontos positivos, pois na escola apontam constantemente as características negativas desses jovens. Esperamos a coordenadora da EJA chegar na escola e conversamos com ela e a subdiretora sobre a situação.

Porém, o vice-diretor disse rudemente que quem sabe o que está acontecendo é quem esteve na escola a semana toda e que o que vimos é muito pouco. Na verdade, quem integra a escola ao longo do ano letivo conhece melhor as realidades e os problemas da instituição. Essa situação ilustra como os alunos da EJA são vistos na escola: um problema.

Segundo Schneirder e Fonseca (2013, p. 236), “A EJA é o lugar para aqueles alunos que não se enquadram nas normas da escola regular e que teriam sua última chance de resgate através da escolarização ali”. Contudo, é importante questionar o que é essa escolarização. Nas vivências na escola e nas relações com os alunos, a impressão que se tem é que eles estão na escola, mas não há sentimento de pertencimento. Fui estagiário de Psicologia e tenho que me posicionar de forma a definir o lugar da Psicologia na escola.

Essa atitude crítica em relação ao meu desempenho me fez pensar diversas vezes sobre o que estava fazendo na escola. 3º momento (5 minutos): Explicarei a ideia do pôster “Projeto Psicologia Escolar” e que deverão propor temas para nossas oficinas em outro momento.

O PERCURSO DO ESTÁGIO: DESCRIÇÃO E REFLEXÕES

Nossos encontros: do silenciamento à participação ativa

Enfatizei que as atividades não eram avaliativas, que não seriam avaliadas e que não eram obrigadas a participar. Sugeri que escrevessem duas “coisas” que sabiam fazer e que poderiam ensinar aos outros, e mais duas que não sabiam fazer e queriam ensinar. Idealizar uma aula que não é a verdade me fez pensar que a oficina não tinha funcionado.

Foi preciso entender que para esse grupo, que não estava acostumado a ser ouvido ou escutado, os resultados das oficinas foram positivos. Um aluno, que não participou da aula, pediu-me que escrevesse as palavras desenhadas no quadro. O desgaste era visível e além de ajudá-la a organizar as tardes, procurei oferecer apoio ouvindo-a sobre suas preocupações com a docência e com o sentimento de solidão na escola.

Ela disse que não gostava da profissão e só a seguiu porque foi a forma como encontrou contato com a arte. A autora afirma que isso gera uma turma revoltada, pois, além de não serem consultados sobre essa mudança, são afastados dos vínculos afetivos construídos na escola. Por ter sido agredido, ele não conseguiria continuar na escola e terminaria o ano letivo em casa fazendo atividades enviadas pelos professores.

Os amigos do aluno já pediam transferência também, outros colegas choravam no quintal e o clima na escola era triste. A maior parte do discurso dos professores consistia em afirmar que já não conseguiam lidar com estes alunos e em rotular estes jovens como causas perdidas. 34 Nesse sentido, a equipe escolar ocupa esse lugar e monitora e pune aqueles que não se comportam como os professores e a escola exigem.

Uma escolarização de carácter excludente que não tem em conta que as dificuldades de aprendizagem podem ser o resultado de um sistema educativo deficiente e desatualizado. Isso é resultado desse modelo escolar excludente, que não oferece oportunidades que despertem o interesse desses jovens. É uma crítica a este modelo de normalização e medicalização da sociedade, que não sabe conviver com os outros, nem respeitá-los.

A atividade consiste em escrever em uma folha de papel ofício duas “coisas” que o aluno sabe fazer e pode ensinar aos outros, e outras duas coisas que o aluno não sabe fazer e quer aprender.

Não habita, se habitua: o (não) lugar dos (as) estudantes da EJA na escola

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Vale ressaltar aqui que a educação é essencial para que ocorram transformações sociais, políticas e culturais e que desempenha um papel importante na vida de crianças, jovens e adultos. Embora me colocar nos dois lugares tenha sido importante para eu entender as duas posições e não “tomar partido”, refleti sobre isso e cheguei à conclusão de que não estava ali para ocupar o lugar do aluno, nem do aluno. a professora). A gestora que disse durante o estágio não estar “vendo os frutos” do nosso trabalho, finalmente entendeu que as mudanças acontecem aos poucos e dependem de muitos fatores.

Quanto à turma em que ocorreu a experiência, como mencionado anteriormente, não era a turma que eu queria estar, mas era a turma que eu precisava estar para entender que apesar de idealizar uma aula, ela nunca estará à altura nossas expectativas e É na sala de aula real que o movimento acontece. Jovens na educação de jovens e adultos: contradições entre sua atuação como sujeitos de direitos e o silêncio nos espaços escolares. Posteriormente será sugerido dividir a turma em duplas e em cada dupla um aluno apresenta o outro.

O objetivo desta atividade é promover o autoconhecimento dos alunos para que reconheçam o seu potencial, pois é importante destacar os aspectos positivos desses alunos. Para maior participação, pedirei a um aluno que peça um número de cada vez até que todos participem. Os números correspondem às palavras (por exemplo, o número 27 diz racismo) e os alunos devem procurar as palavras que aparecem na sua música.

Porém, o jogo continuará até que todos o concluam, pois quando as palavras saírem discutirei com a turma o que significam. Momento 2 (40 minutos): Fornecerei a todos os alunos frases e sinais preconceituosos e não preconceituosos que digam “Concordo” e “Discordo”. Para cada afirmação, os alunos deverão erguer uma placa com a sua posição e explicar o motivo da sua resposta, estimulando assim o debate.

2º momento (40 minutos): Foi realizada uma pesquisa inicial para saber de quais personalidades negras os alunos gostavam e pedi que trouxessem fotos dessas pessoas, poemas ou letras de músicas relacionadas à negritude, se possível. Utilizando o material, a turma deverá mostrar o que trouxe e explicar porque escolheu esta foto/música/poema. 2ª parte (40 minutos): Trago materiais para que a turma faça cartazes para expor no quintal durante a semana de conscientização negra.

O que você acha que um psicólogo faz? Para saber o que entendem por psicologia e desmistificar a ideia de que psicologia é só para loucos, explicaremos mais tarde onde os psicólogos podem trabalhar e no que trabalham.

Referências

Documentos relacionados

6 CONCLUSÃO Através da análise dos resultados do questionário aplicado aos alunos da EJA Educação de Jovens e Adultos do SESI Serviço Social da Indústria na modalidade a distância,