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TERCEIRIZAÇÃO NO DIREITO DO TRABALHO

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Academic year: 2023

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Relação de Emprego

Relação de emprego e relação de trabalho

442 da CLT, que diz: “Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, que corresponde ao vínculo empregatício”. Diferentes gêneros podem ser caracterizados no vínculo empregatício e o vínculo empregatício não é sinônimo do outro.

Elementos fático-jurídicos da relação de emprego

Os principais elementos da relação de trabalho decorrentes do contrato de trabalho são: a) personalidade, ou seja, um dos sujeitos (empregado) tem o dever legal de prestar serviços em benefício de outra pessoa pessoalmente; b) a raridade do serviço, ou seja, deve ser necessário ao normal trabalho do empregador; c) pagamento pelo trabalho que o empregado irá realizar; d) subordinação jurídica final da prestação de serviços ao empregador.7. A produção já não ocorre inteiramente no mesmo local, a terceirização das atividades de produção e serviços é cada vez mais importante. Esse modelo triangular de relação de trabalho, em que o trabalho é prestado em benefício de terceiro, é denominado “tomador de serviço”.

A terceirização é a modalidade de serviços que visa reduzir custos e busca melhorar a qualidade dos serviços voltados ao ambiente de atividade. Porém, em 1993, em 17 de dezembro de 2013, foi aprovado o Currículo 331 do TST pela Resolução Administrativa nº 23/93, que trataria da contratação de serviços. A contratação de trabalhadores por empresa intermediária é ilegal e constitui vínculo direto com o prestador de serviço, exceto no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03/01/1974).

A contratação de serviços de fiscalização (Lei 7.102 de conservação e limpeza, bem como de serviços especializados vinculados à atividade – por meio do destinatário do serviço) não constitui vínculo empregatício com o segurado, desde que não haja personalidade e subordinação direta. III - A contratação de serviços de fiscalização (lei nº 7.102, de conservação e limpeza, bem como de serviços especializados vinculados à atividade fim do segurado) não constitui vínculo empregatício com o segurado, desde que não existam personalidade e subordinação VI - A a responsabilidade subsidiária do prestador de serviço abrange todos os valores decorrentes da condenação relativa ao período de trabalho.33.

No ponto III do sumário, a referência limita-se a permitir a contratação de serviços de segurança, conservação e limpeza, bem como de serviços especializados, entre a empresa mutuária para a sua atividade fim, desde que não exista personalidade direta e subordinação. As atividades finais são “atividades nucleares que definem a essência da dinâmica de negócios do prestador de serviços”, assim como as atividades intermediárias. Porém, os prestadores de serviços da empresa terceirizada não estarão sujeitos a comprovações, pois são especialistas no que farão.

Empregador e Empregado

Origem do fenômeno

A terceirização é um fenômeno relativamente novo no Direito Trabalhista do país, recebendo clareza sobre o tema e tamanha importância em sua dimensão apenas nas últimas três décadas do segundo milênio no Brasil. No Brasil, a noção de terceirização foi introduzida pelas multinacionais por volta de 1950, devido ao seu interesse em se preocupar apenas com o cerne do seu negócio. As empresas cujas atividades incluem limpeza e conservação também são consideradas pioneiras na terceirização de serviços no Brasil, pois existem desde 1967.

A partir da década de 1970, a legislação heterônoma incluiu um diploma normativo especificamente relacionado à terceirização, estendendo-a ao domínio privado da economia: a Lei do Trabalho Temporário (Lei nº 6.019\74). Algum tempo depois, a lei n.7.102\83 também permitiu a terceirização do trabalho de supervisão bancária, que deveria ser realizado em caráter permanente (ao contrário da terceirização permitida pela lei n.6.019\74, que era temporária).24. Deixou de haver concorrência entre empresas localizadas no mesmo local ou país; houve competição.

Desde então, essa técnica tornou-se uma ferramenta indiscutível em todo o mundo, inclusive no Brasil, devido à crescente descentralização do trabalho. Embora o Código Civil de 2002 já regule a celebração de contratos e a prestação de serviços, a norma regulamentadora da terceirização permaneceu por muito tempo sem texto legal para o meio, pois está previsto apenas o trabalho temporário além dos serviços de limpeza e segurança .

Conceito de terceirização

Devido a esse fenômeno, o trabalhador é inserido no processo produtivo do usuário do serviço, o que se estende a essas condições de trabalho, que permanecem fixas com uma entidade intermediária. A terceirização provoca uma relação trilateral diante do emprego de mão de obra no mercado capitalista: o trabalhador, o prestador de serviços, que exerce suas atividades materiais junto à empresa receptora dos serviços; a empresa terceirizada que emprega esse funcionário; a empresa receptora de serviços que recebe a oferta de mão de obra, mas não assume a posição clássica de empregadora do trabalhador envolvido. Esta contratação pode envolver tanto a produção de bens e serviços, como a necessidade de contratação de serviços de limpeza, vigilância ou mesmo serviços temporários.27.

A ideia principal é que a terceirização deve abranger a atividade não-core, ou seja, deve abranger a atividade intermediária. O fenómeno da externalização consiste na transferência de atividades consideradas secundárias, ou seja, de apoio, para outra, onde a empresa se centra na sua atividade principal. Refira-se que, entre outras coisas, as ciências da administração, da economia e do direito do trabalho apresentam uma grande diversidade de conceitos relativamente ao fenómeno da terceirização.

Alguns especialistas chamam esse processo de “especialização flexível”, ou seja, as empresas emergem com alto grau de especialização em determinado tipo de produção, mas com capacidade de atender aos pedidos mutáveis ​​de seus clientes.29. Mas podemos estabelecer a terceirização, como a prestação de determinados serviços a empresas externas, para que possam exercer a sua atividade não específica, permitindo à empresa estabelecer-se na sua atividade principal. o prestador de serviços, o contratante formal do empregado, e o prestador de serviços, o verdadeiro beneficiário da força de trabalho do empregado.

Regramento da Terceirização

  • A Súmula 331 do TST
  • Terceirização Lícita e Ilícita

A expansão desenfreada da utilização de serviços de terceirização tem gerado enorme desconfiança na correção do processo, bem como questionamentos sobre os prejuízos que a utilização dessa prática causaria aos trabalhadores. 256, que estabelecia a distinção entre a mera terceirização de trabalho, que continuava ilegal, e a prestação de serviços técnicos especializados, posição que legalizaria a terceirização, e posteriormente foi estendida a todas as atividades desenvolvidas pelo prestador de serviço. I - É ilegal a contratação de trabalhadores por empresa intermediária, pois está diretamente relacionada ao prestador de serviço, exceto no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de

Na hipótese do inciso IV, temos a relação de responsabilidade subsidiária da empresa mutuária, quando esta contrata uma empresa para o exercício de sua atividade, as empresas de serviços têm quanto ao cumprimento dos custos trabalhistas pelas empresas de serviços, justificado pelo fato que, caso essa prestação não se concretize, o primeiro será subsidiariamente responsável e deverá então assumir o pagamento das obrigações acima referidas. A terceirização jurídica pode ocorrer em quatro grupos principais de situações sócio-jurídicas, a saber: 1) Contratação de trabalho temporário – regulamentada pela Lei nº 6.019/74, onde pode ser realizada substituição temporária de pessoal efetivo ou por necessidade de trabalho adicional . Este trabalhador estará legalmente vinculado a uma agência de trabalho temporário. 2) As atividades de fiscalização – regulamentadas pela Lei nº 7.102/83 (súmula 331, III, ab anitio) podem hoje ser exercidas por qualquer segmento do mercado de trabalho, administrado por empresas especializada em serviços.3) Conservação e limpeza – (súmula 331, III) – tem característica inequívoca porque não se enquadra na atividade empresarial.

Pode-se observar que hoje em dia a terceirização é cada vez mais utilizada de forma ilegal, pois as empresas utilizam essa forma de trabalho em benefício próprio, os prestadores de serviço ficam dependentes da empresa mutuária e ainda há personalidade nessa relação. as atividades principais, ou seja, as atividades principais da empresa. Na verdade, a terceirização significa uma parceria entre empresas, com divisão de serviços e assunção de responsabilidades por cada parte. É necessário verificar se a empresa prestadora do serviço possui sede e se o funcionário não presta serviços exclusivos à empresa beneficiária, pois isso pode comprovar a ilegalidade da contratação, criando personalidade junto ao destinatário do serviço.

A terceirização é aceitável desde que não haja vínculo empregatício entre o mutuário e o empregado, mas é necessário, no entanto, um estudo das consequências da terceirização no contrato de trabalho.

Precarização das relações trabalhistas

Para se tornar uma ferramenta útil, a terceirização deve ser vista como uma parceria no ambiente de trabalho, que ocorre de forma legal. Contudo, este tipo de trabalho tem consequências importantes; um dos aspectos que deve ser enfatizado é que a terceirização do trabalho dos empregados torna os direitos trabalhistas inseguros e seus salários reduzidos. Acontece que os empregadores muitas vezes tentam mascarar o emprego direto. relacionamento, isto é, realidade. Dizer que a terceirização não a torna precária é tentar fazer com que todos pareçam idiotas. Afinal, a situação das condições de trabalho dos trabalhadores terceirizados na realidade brasileira apresenta um dos mais altíssimos números de acidentes industriais, inclusive fatais, há mais de vinte (vinte) anos; trabalhar vários anos consecutivos sem tirar férias; jornada de trabalho excessiva; não receber verbas rescisórias; falta de segurança social e de pagamentos de terras, para não falar do assédio causado pela discriminação e, mais especificamente, pela invisibilidade.43.

Portanto, antes de contratar um empreiteiro externo, o empregador deve estudá-lo cuidadosamente, pois em caso de implementação inadequada, causará prejuízo, prejuízo à empresa, de modo que esta terá que arcar com as consequências. Após o estudo sobre a terceirização no direito do trabalho realizado nesta monografia, é possível fazer uma análise ampla do quão prejudicial seria esse tipo de trabalho, mesmo que na forma jurídica, para os trabalhadores. Mas por falta de legislação e controle específico, podemos dizer que esta forma de trabalho tem um único propósito, reduzir os custos da empresa, evitar pagamentos sociais pelo emprego.

No segundo capítulo abordamos a terceirização de forma mais específica, atribuindo sua origem, seu conceito, apesar do conceito jurídico não possuir conceito jurídico sobre o tema, suas normas, Súmula 331 do TST, e as formas de terceirização que são legais e ilegais.. Chegamos então à conclusão de que, no universo atual da terceirização, mesmo que seja realizada de forma legal, se houver vantagem, será apenas para o empregador, o que trará um grande aumento na insegurança do trabalho, já que mesmo essas empresas seguem a forma expressa do enunciado da súmula 331 do TST, o que significa uma forma “legal” de trabalho, mas que trará consequências ruins para os trabalhadores. Os resultados desta forma de trabalhar têm consequências de longo alcance, destacando-se a insegurança das relações laborais, as reduções salariais significativas, a fragmentação das relações laborais e os abusos por parte das empresas, conduzindo a riscos que prejudicam a função que protege a classe trabalhadora, sendo muitas vezes utilizar apenas a terceirização com o único propósito de reduzir custos trabalhistas e fraudar pagamentos trabalhistas.

Mas a pesquisa realizada confirmou, portanto, a hipótese levantada de que a terceirização, mesmo que feita de forma legal, não beneficiaria os trabalhadores, pois o trabalhador terceirizado será cruelmente distanciado diretamente da empresa mutuária, mesmo porque não o faz. subordinação entre a empresa principal (mutuário) e o empregado terceirizado, que é insegura por todos os meios e meios possíveis de uma forma que desrespeita milhões de trabalhadores.

Consequências Nocivas da Terceirização para o

Referências

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