CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS
Existem diversas expressões utilizadas em doutrinas e textos jurídicos para definir direitos fundamentais, incluindo “direitos humanos”, “direitos humanos”, “liberdades fundamentais”, entre outras. Os direitos humanos derivariam da própria natureza humana e, portanto, do seu carácter inviolável, eterno e universal; os direitos fundamentais seriam os direitos objetivamente vigentes numa ordem jurídica concreta.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Na tradução livre do autor: “Não se pode falar propriamente de direitos fundamentais antes da modernidade. Ora, os direitos fundamentais de segunda geração correspondem aos direitos de igualdade, como será demonstrado a seguir.
A LIBERDADE E A IGUALDADE
Neste momento histórico, os direitos humanos aparecem como reação e resposta aos excessos de um regime absolutista que tenta impor controle e limites aos abusos do Estado. A solução foi limitar e controlar o poder do Estado, que deveria basear-se na legalidade e no respeito aos direitos fundamentais.
A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
O princípio da dignidade humana pode, portanto, ser visto como o fundamento de todos os direitos fundamentais. Daí a necessidade de uma melhor investigação sobre a dimensão e a sua importância, que será implementada na próxima fase deste estudo. Segue-se uma quarta fase na estruturação do princípio da dignidade humana, que agora é representada pela descoberta do mundo dos valores.
A UNIVERSALIZAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E OS NOVOS
A dignidade da pessoa humana, como explicitada ao longo do texto, é o grande fundamento dos direitos fundamentais e é o fundamento de toda a ordem que se propõe ser efetivamente democrática. Esta doutrina perpassa o Estatuto do Idoso e é elencada como instrumento essencial ao grande projeto constitucional e legislativo que lhe está subjacente, ou seja, a referida efetividade dos direitos fundamentais e o resgate da dignidade da pessoa humana.
OS DIREITOS FUNDAMENTAIS NO ORDENAMENTO JURÍDICO
Só aqui é que a protecção dos idosos, apoiada nos princípios da cidadania e da dignidade humana, é considerada como parte do conjunto de direitos que promoverão uma sociedade justa, igualitária e solidária, fundamento do Estado Democrático e Social da Lei. e metas a serem perseguidas pelo Estado brasileiro. Garantir os direitos fundamentais dos idosos é uma alternativa inteligente para garantir os direitos de todas as pessoas. A mera previsão de tal diretriz constitucional seria, portanto, suficiente para proteger os idosos, nos múltiplos aspectos de sua vulnerabilidade.
Porque, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso se baseia em uma doutrina, que, por analogia com esta, pode ser chamada de doutrina da proteção integral do idoso. A proteção integral pressupõe, portanto, a satisfação de todas as necessidades humanas, respeitando os princípios constitucionais da dignidade humana e da igualdade. Assim, o acordo de alimentos a favor dos idosos enquadra-se perfeitamente na categoria de instrumentos jurídicos disponibilizados ao Ministério Público para proteger os direitos desta parcela da população.
Portanto, à luz da dignidade da pessoa humana e do princípio da proporcionalidade, não há motivos para derrubar a projeção judicial do acordo de alimentos informalmente assistido e homologado pelo Ministério Público em favor do idoso, não nego. O reconhecimento dos Direitos Fundamentais, no Brasil recente, é produto direto da Constituição Federal de 1988 e do Estado Social Democrata de Direito nela adotado. Verifica-se, portanto, a existência de um novo rumo político-jurídico, que visa a protecção da dignidade da pessoa humana e, consequentemente, a implementação de acções de integração dos idosos.
Por fim, o trabalho destaca o papel dos órgãos oficiais responsáveis pela proteção integral dos idosos (conselhos comunitários, delegacias de polícia, ministério público e poder judiciário). Em última análise, o Estatuto do Idoso deve ser visto como um instrumento de garantia da cidadania dos idosos, como parte do processo de redução das desigualdades e como elemento configurador de uma ordem que visa proteger a dignidade da pessoa humana.
A PROTEÇÃO DO IDOSO NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
O ESTATUTO DO IDOSO (LEI 10.741/03)
- Conceito de Idoso
- A Proteção Integral
- A Política de Atendimento ao Idoso
Na sua génese, o sistema de protecção integrada adoptado pelo estatuto do idoso (a lei segue os mesmos modelos de protecção integrada de crianças e jovens, adoptados com a edição do estatuto da criança e do jovem (lei 8.069/90). ) A criação de um sistema nacional de tutela dos idosos é uma necessidade indispensável para a concretização da cidadania para todos. Se o Estatuto da Criança e do Jovem constituiu um primeiro momento nesta luta, o Estatuto do Idoso é a sua continuação, o que mostra que os instrumentos legais de da protecção revelaram a sua utilidade e importância, integrando-se num processo de progresso contínuo, sempre para colocar a dignidade da pessoa humana como uma prioridade para as actividades do Estado a todos os níveis.
O papel do Ministério Público na proteção dos interesses individuais indisponíveis aos idosos. Por outro lado, a legitimidade do acordo do Ministério Público, permite uma maior dimensão da mesma operação como instrumento de salvaguarda da dignidade dos idosos, sem falar, como na lição transcrita, da inutilidade do referido dispositivo . 111 RAMOS, Paulo Roberto Barbosa (org.) Estatuto do idoso comentado pelo Ministério Público, Florianópolis: ed.
Não é difícil defender a plena viabilidade de um acordo extrajudicial de alimentos homologado pelo Ministério Público competente para proteger os interesses fundamentais dos idosos. A Lei do Idoso não se limitou a determinar as disposições no âmbito da relação entre o poder público e o indivíduo. Antonio Carlos Volkmer e José Rubens Morato Leite (organizadores), São Paulo: Saraiva, 2003;. org.) Estatuto do Idoso com Comentários de Promotores, Florianópolis: ed.
A DISCRICIONARIEDADE ADMINISTRATIVA COMO OBSTÁCULO À
Além disso, não podemos esquecer que as construções, serviços, compras e alienações serão adjudicadas através de concurso público (CF, Art. 37, XXI)98. A decisão de que o controlo administrativo é uma forma de expressar a função judicial pode parecer óbvia. Esta transcendência dogmática é o resultado de um processo que ocorre e emerge da crise do atual paradigma positivista, que é insuficiente para resolver os conflitos decorrentes da complexidade da realidade social existente.
A Constituição já reconhece o acesso à escolaridade obrigatória como direito público subjetivo (artigo 208, § 1º), norma que tem como contrapartida a responsabilidade da autoridade competente pela não oferta da escolaridade obrigatória pelo Poder Público (artigo º). Portanto, relacionada a uma situação concreta, a norma constitucional programática tem potencial para gerar direitos positivos e sua exigibilidade judicial, em função disso, torna-se necessária: se ainda não é possível incentivar o Estado a implementar uma ação geral para proteção. de direitos, a situação é diferente quando são postas em jogo as necessidades de um indivíduo ou de um determinado grupo, quando se pode reconhecer a existência das situações subjetivas acima mencionadas e com elas também a nota da sua aplicabilidade através dos tribunais. Excluindo a tese da discricionariedade descabida, a única dúvida que poderia ser levantada seria a natureza da norma em questão, se é um direito programático ou um direito determinativo.
Esta prerrogativa legal impõe consequentemente ao Estado, devido à elevada importância social da educação pré-escolar, a obrigação constitucional de criar condições objetivas que possibilitem de forma concreta o benefício das “crianças de zero a seis anos” (CF , art. 208, IV), efetivo acesso e atendimento em creches e unidades pré-escolares, sob pena de configurar uma inaceitável falha estatal capaz de frustrar, injustamente, por inércia, o integral cumprimento, do Poder Público, da determinação do Estado, conforme o próprio texto da Constituição Federal lhe impôs. Os municípios – que atuarão prioritariamente na educação básica e na educação pré-escolar (CF, art. 211, § 2º) – não poderão se afastar do mandato constitucional juridicamente vinculativo que lhes foi conferido no art. 208, IV, da Constituição da República, e que representa fator limitante da discricionariedade político-administrativa das unidades municipais, cujas opções, no caso de assistência infantil em creche (CF, art. 208, IV), não podem ser exercidas de forma que comprometa, com o apoio de um tribunal de simples conveniência ou de mera ocasião, a efetividade deste direito fundamental de natureza social.
UM INSTRUMENTO DE ESPECIAL IMPORTÂNCIA: a legitimidade do
- O Idoso e os Alimentos
- O Papel do Ministério Público na Tutela dos Interesses Individuais
Não é senão o produto da luta travada pela salvação da cidadania, pela realização da dignidade da pessoa humana em todas as suas dimensões, um processo de conquistas lentas, mas que tende a solidificar-se à medida que aumenta a consciência pública das pessoas. direitos de cidadania e o papel do Estado em relação às disposições constitucionais. A alimentação, portanto, ao se tratar de uma pessoa com mais de 60 anos, ganha uma nova dimensão, revelando sua condição de instrumento de garantia da dignidade da pessoa idosa, ampliando o dever. Vale ressaltar o contexto em que tais noções surgiram (e, até agora, foram mantidas): como já dito, houve uma característica recente nessa atuação ministerial, que naturalmente desconfiou dos tribunais e fez com que os estudiosos (geralmente conservadores quando o assunto relacionado com a atribuição de poderes), especialmente quando se trata de um direito relacionado com a existência da pessoa humana, como é o caso dos alimentos devidos.
De acordo com isto, a norma não pretendia reconhecer privilégios antigos, mas sim uma proteção necessária que garanta a compensação das desigualdades existentes, de forma a garantir o equilíbrio necessário entre os princípios da igualdade e da dignidade humana.”116. Trata-se, portanto, de uma intervenção legislativa legítima e constitucional, pois assenta na dignidade protegida da pessoa humana, e é autorizada sobretudo pela necessidade de protecção da função social da propriedade na acepção do artigo 170.º. , III da Constituição da Federação. É por isso que vemos a legitimidade da regulamentação implementada na Lei do Idoso, que, ao estabelecer a reserva de lugares nos estacionamentos e nos veículos de transporte público, ao garantir o não pagamento de tarifas e a prioridade nas filas, serve não só a dignidade da pessoa humana e a igualdade, mas sobretudo a procura da função social da propriedade como fundamento da regulação económica no quadro de um Estado democrático de direito adoptado por uma carta política válida.
CEARÁ Carta/E-mail Não há delegacia especializada ESPÍRITO SANTO Carta/E-mail Não há delegacia especializada. RIO GRANDE DO NORTE Email Não há delegacia especializada. RIO GRANDE DO SUL Carta/E-mail 2 Delegacias especializadas. PERNAMBUCO Carta/E-mail 1 Ministério Público (promoção e defesa dos direitos humanos e do idoso na capital).
É, portanto, uma das principais diretrizes que devem nortear a luta pela implementação do sistema de proteção integral presente no Estatuto do Idoso e, neste caso, a íntima correlação entre a almejada eficiência estatal e a preservação da dignidade do idoso a pessoa humana deve estar presente, pois atende aos ideais superiores que norteiam a existência do Estado brasileiro.