An idea of the main thesis is to discuss the need for an educational vision in the field of images. The main idea of this thesis is to argue the need for an educational action focused on reading the images. Conterpoints between the theories of Regis Debray and Lucia Santaella & Noth would have been possible, as a basis to delve deeply into the analysis of the image object of the thesis, the advertising campaigns of the social matrix or educational e, and therefore far removed from the characteristics of Debray's image riddles (related to the works of art).
The results of the analyzes of the images carried out for the researcher had served as parameters to analyze the results of the empirical experiences with the teachers. The school teachers had perceived the intended message when they understood the articulation of the three messages of the advertising image, related to the accumulated cultural knowledge of each teacher, who in addition to recognizing the indicated signs can also understand them within the sintagma of the image. The results of the study had made it possible to understand how the indicated signs guide the understanding of the connotation and the importance of the orienting function of the linguistic message of the images.
It is observed that the pedagogical mediation with this methodology for reading images can contribute to a better understanding of the visual messages.
INTRODUÇÃO
A intenção de mapear o percurso da imagem no que ela representa para o homem e como o homem a representa é retirar, deste panorama, o nosso objeto de investigação: as imagens contemporâneas que descreveremos no ponto 3.5 A imagem da tese. Para compreendermos a imagem como sistema linguístico, discutiremos brevemente a estrutura da linguagem verbal e a oposição dos linguistas à compreensão da linguagem imagética. Entendemos que embora as imagens publicitárias carreguem uma mensagem pré-concebida, as diferentes constituições histórico-sociais dos indivíduos permitem diferentes significados.
Procuramos compreender como o sistema simbólico da imagem pode contribuir para a leitura da mensagem visual. Nesse sentido, a tese aproxima-se do estruturalismo francês, pois enfatiza a estrutura do trabalho publicitário, entendido como mensagem. Não foi, portanto, difícil apropriar-se de novas referências como as de Barthes, uma vez que este autor também reconhece o conhecimento antropológico e o conhecimento cultural como necessários ao processo de descodificação das imagens publicitárias.
Vários autores do nosso processo de leitura confirmam a interdisciplinaridade do campo dos estudos da imagem.
OBJETIVO
A IMAGEM
A nova era da imagem surge com uma sociedade mais laica e humanista que se liberta da tutela clerical. O resultado deste método de produção artesanal, além da própria imagem, é “[..] um objeto único, autêntico e, portanto, solene, carregado de uma santidade [..]” (SANTAELLA & NÖRTH 2005.p. 164) . Santaella & Nörth, embora descrevam, em seu livro, as mudanças na produção técnica da imagem, concentram sua teorização na existência de um objeto real e inspirador na representação da imagem.
É preciso ir até a imagem para poder contemplá-la, pois ela é única, indo a museus, templos e galerias. Esse significado é percebido através dos signos da imagem e da forma como esses signos são inseridos na cena da imagem. Assim, Barthes entende que a retórica da imagem só pode consistir em “[..] um inventário bastante extenso.
O vetor que nos interessa vai da imagem à recepção (recepção de imagem), como entender a sua mensagem e como essa imagem é composta. Em seu livro “Introdução à análise de imagens” (2000), Joly propõe uma análise da imagem onde fica clara a estrutura de sua produção. Barthes desenvolveu uma metodologia de análise de imagens que lhe permitiu identificar as mensagens que continham.
Aumont entende que “[..] o problema do significado da imagem é, portanto, o da relação entre imagens e palavras, entre imagem e linguagem”. (AUMONT.2001.p,248). Neste exemplo acima, a polissemia entre texto e imagem é discutível mesmo quando podemos decodificar os signos linguísticos, que são passíveis de interpretação, por pertencerem a uma língua. Ou seja, como a imagem é interpretada e não o que é interpretado, pois conhecemos a propriedade polissêmica já descrita acima.
O que queremos destacar é a função de fixação, que segundo Barthes (1990) refere-se à orientação da conotação em relação à polissemia da imagem “[..] toda imagem é polissêmica e pressupõe, subjacente aos seus significantes, en . As mensagens icônicas são veiculadas pela imagem literal ou pela imagem significada; e através da imagem cultural ou imagem conotada “[..] o espectador da imagem recebe tanto a mensagem perceptiva quanto a cultural [...]” (idem.p ,31).A importância de distinguir, na estrutura da imagem, esta primeira mensagem (nomeada) da segunda (conotada), refere-se à dificuldade de leitura da imagem ao nível da imagem conotada.
A organização dos elementos imagéticos marcados (signos percebidos antropologicamente) orienta a interpretação dos elementos imagéticos conotados (sinais culturais).
METODOLOGIA DA PESQUISA
As imagens foram apresentadas aos participantes em uma apresentação em PowerPoint (uma imagem por slide) para visualização individual na tela de um computador em rede, de forma que cada pessoa pudesse visualizar a imagem individualmente em sua própria máquina. Cada sujeito recebeu uma folha de papel para preencher, que incluía uma tabela com duas colunas e três linhas, conforme Tabela 2.
RESULTADOS-
Esse posicionamento é observado através da iluminação da cena, que também localiza a temporalidade da imagem como noite. Quanto aos procedimentos da imagem analisada, vemos que a ausência de moldura cria uma ampliação da imagem vista e a cor escura enfatiza a noite e o líquido preto. Seguindo a ordem de análise da imagem anterior, descreveremos os sinais da figura 8: em primeiro plano vemos 2 (dois) cigarros acesos, na posição vertical, colocados paralelos.
A mensagem linguística “Os cigarros matam centenas de vezes mais que o terrorismo” traduz explicitamente a mensagem da imagem. O logótipo “O Dia” não tem qualquer significado implícito e a mensagem verbal por baixo dele tem pouco significado em relação à forte denotação da imagem. Este procedimento técnico de imagem é essencial para a analogia com as Torres Gêmeas: o paralelo, a altura e a direção da fumaça.
A mensagem conotada é ancorada na mensagem linguística e leva o espectador a compreender o porquê da mensagem visual: uma campanha publicitária realizada para um jornal sobre a luta contra o tabaco que é veiculado no dia internacional antitabagismo. A analogia entre o combate ao tabagismo e a mensagem icónica indicada (a disposição dos cigarros fazendo a analogia com a destruição das torres gémeas) permite uma liberdade polissémica da imagem. A mensagem conotada é indicada pela frase da mensagem significada, e também pelo forte apelo da mensagem significada.
Se na foto 7 o espectador não conhece a ONG Greenpeace, é possível que ele não entenda a cena da foto porque não encontra associação com sua lição. Na Figura 8, a analogia das Torres Gêmeas parece ser muito fácil de reconhecer devido à superexposição da imagem do ataque de 11 de setembro. Em relação à Figura 9, conforme mencionado anteriormente, o tom afetivo da mensagem significada determina a mensagem conotada.
Foram distribuídas tabelas para descrever a imagem percebida e interpretar a mensagem que ela transmitia. Como podemos observar na tabela 05, ao observar as placas na descrição da figura, 20% dos professores já as entendiam como torres e não como cigarros. Os 13% que tiveram percepções diferentes em relação ao sinal indicado não levaram em consideração a analogia que tentou orientar a produção da imagem.
Entendemos que 47% dos professores compreenderam o sintagma da linguagem da imagem e conseguiram se expressar sobre a mensagem pretendida sem utilizar a mensagem linguística como legenda.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É razoável supor que as imagens terão funções narrativas em relação ao domínio da comunicação oral na sociedade. Além desta escrita, as demais imagens não são consideradas uma forma de comunicação, são imagens artísticas. O momento comunicativo virtual segue o ritmo e a velocidade da videoesfera de Debray (1994, p fluxus é o nome da nossa era [..] estamos no visual"; com isso ele quer dizer que vivemos em uma espécie de ambiente permanentemente saudável; o a imagem está antes da palavra, mas o som, diz Debray, existe antes mesmo da imagem.
Como diz Santaella (2006 p. 12) em seu livro “O que é semiótica”, as imagens chegam até nós em casa quando simplesmente ligamos a televisão, da mesma forma que a água, o gás ou a eletricidade nos chegam. A comunicação através da linguagem não verbal é mais inclusiva e inclui todas as pessoas que não têm acesso à linguagem escrita. E as imagens contemporâneas entram neste momento presente, não como escrita não-fonética, mas como linguagem não-verbal.
O que entendemos como questão fundamental na nossa discussão é a centralidade da imagem num tipo de comunicação que, com intensidade crescente, se realiza através da linguagem não verbal. Através de uma análise de sistemas de signos imagéticos, podemos contribuir para um hábito de leitura visual que facilitará a produção de sentido presente no universo social em que vivemos. Analisei recentemente o filme Tio Meu Matou um Cara (PINHEIRO. 2006) como exemplo da nova cultura oral de que Almeida fala.
Na abertura do filme, durante a apresentação, os cenários são informatizados como um videogame; as apresentações de atores, produtores e demais técnicos são apresentadas em forma de menus clicáveis, mudando de tela e utilizando o cursor como guia das cenas, da mesma forma que os videogames são apresentados em suas interfaces. Essas "pistas" estão na forma de ícones exibidos verticalmente no lado direito da tela para ajudá-lo a progredir nas fases do jogo. Quando é necessário armazenar informações sem suporte técnico ou associativo, há grandes problemas por parte dos personagens.
Com falta de história tradicionalmente armazenada ou de elementos mnemônicos; As histórias estão presentes nas narrativas pós-modernas na forma de vislumbres e recortes. A investigação que conduzo nesta tese sobre imagens em registo semiológico é mais uma tentativa de abordar o problema fundamental da nossa discussão, que é a centralidade da imagem na sociedade atual, numa forma de comunicação predominantemente não-verbal.
Subjetividade, sujeito e atividade criativa: questões para a formação continuada de educadores na abordagem sócio-histórica. Orgs.) Relações estéticas, atividade criativa e imaginação: sujeitos e (in)experiências.