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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Prof. Dr. Ana Chrystina Venancio Mignot (Orientadora) Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. A pesquisa começa com o assassinato do filho primogênito de um importante jornalista e intelectual brasileiro, Odylo Costa.

Figura 1 - Reportagem do Jornal Última Hora (16 de março de 1963) 5
Figura 1 - Reportagem do Jornal Última Hora (16 de março de 1963) 5

Uma tragédia anunciada na vida de Odylo Costa, filho

Ainda em 1952, ingressou no Diário de Notícias e na Tribuna da Imprensa, ambos no Rio de Janeiro. Casou-se em 1914 e assumiu a direção do jornal A Tribuna, de seu sogro, o deputado paranaense Bartolomeu de Souza e Silva. Em 1919 retornou a Porto Alegre para dirigir A Federación, órgão oficial do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), a convite de Borges de Medeiros, principal dirigente do grupo.

Figura 2 - O casal Odylo e Nazareth em sua primeira viagem à Europa.
Figura 2 - O casal Odylo e Nazareth em sua primeira viagem à Europa.

Um crime e suas repercussões na imprensa

Da profundidade da minha dor humana, nestes dias que se abateu sobre um homem que sempre pensou mais nos outros do que em si mesmo, sinto que tenho o direito, como o pai de Odylo Costa, o neto, o menino que morreu homem em defesa da sua masculinidade como homem, da sua humanidade como homem, para apelar aos milhares de crianças do mesmo país que foram levadas a pensar no sacrifício do meu filho. Senti a morte do neto de Odylo Costa tão profundamente como sentiria a morte de um neto muito querido.

Figura 6 - Odylo e seu compadre Manuel Bandeira.
Figura 6 - Odylo e seu compadre Manuel Bandeira.

O sofrimento vira luta: a FUNABEM como projeto

Faleceu no Rio de Janeiro em 27 de abril de 1964, menos de um mês após o golpe militar que derrubou Goulart." Fonte: Dicionário Biográfico Histórico Brasileiro após 1930. Morreu em 13 de outubro de 1990 no Rio de Janeiro." Fonte: Brasileiro dicionário biográfico histórico depois de 1930.

Do SAM à FUNABEM: transformações no Complexo de Quintino

Instituição intermediária, o Centro Brasileiro da Infância e Adolescência (CBIA) funcionou entre a antiga FUNABEM e o Centro de Educação Integral (CEI) durante o governo do então governador do estado do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. No final de 1995, o novo governador do estado do Rio de Janeiro, Marcello Alencar75, instituiu o Centro de Educação Integral (CEI) por meio do decreto nº. 21.752, séc. Em março de 1983, Marcelo Alencar aceitou o convite de Brizola, então governador do Rio de Janeiro, e aceitou a presidência do Banco do Estado do Rio de Janeiro (BANERJ).

Em novembro, Marcelo foi indicado por Brizola para substituir o médico Jamil Haddad à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro. Uma delas, Clarissa Matheus, foi eleita vereadora da cidade do Rio de Janeiro em 2006. SILVA, Fabricio Pereira.

Sujeitos da política do bem-estar do menor

Memórias das antigas internas

Todo mundo que tinha família ia para casa, eu ia para casa da minha mãe, mas não tinha ligação, meus irmãos que saíram antes já estavam trabalhando. Fiquei mais tempo no hospital, só comecei a frequentar mais a casa da minha mãe quando fui para o Catetinho e a diretora de lá achou que eu deveria ficar mais tempo com minha família do que ficar no hospital, mas para mim foi um parto , eu não tinha conexão nenhuma, me sentia um peixe fora d'água, não me sentia bem, não gostava. Fui rejeitada, as pessoas me perguntaram porque eu gostava mais da freira do que da minha mãe, mas eu não tinha ligação, não me sentia bem ali.

No primeiro dia em que respondi à Ruth, que era filha da minha avó, ela me expulsou. A primeira aula de sexo que tive foi na sétima série com a professora de ciências.

Figura 7 – Rozalia e Valéria no pátio interno do Abrigo Padre Anchieta
Figura 7 – Rozalia e Valéria no pátio interno do Abrigo Padre Anchieta

Entre documentos escolares

Algumas outras observações pertinentes ao processo também foram relevantes: alguns dos internos não possuíam certidão de nascimento e por esse motivo não foram incluídos nas tabelas de dados; Nem todos os alunos da Escola XV de Novembro eram pensionistas, alguns eram semi-reformados. Esse material foi utilizado pela secretaria para emissão de histórico escolar quando houve solicitação de ex-alunos da Escola XV de Novembro. Sem levar em conta o Rio de Janeiro, integrante da região Sudeste, que representa o berço da maioria dos alunos da Escola XV de Novembro, com 195 alunos.

A maioria das meninas matriculadas na Escola XV de Novembro (180), aposentadas ou não, tinha a paternidade registrada na FUNABEM e na certidão de nascimento – que não é a mesma do pai atual. Com base nos registros da ETE República, traça-se um perfil das meninas que frequentavam a Escola XV de Novembro durante a década de 1970: 75% eram matriculadas por pai e mãe, 21% apenas por mãe; 81% eram cariocas, 7% eram nordestinos; 52%.

Figura 8 - Caderneta escolar
Figura 8 - Caderneta escolar

Representações dos sujeitos e da política na Revista Brasil Jovem

Segundo Fawler de Melo, autor do Prefácio ao "pequeno - problema social" no Brasil e a ação da Funabem de 1978, a Revista Brasil Jovem é editada e distribuída regularmente em todo o país, desde 1966. A terceira última página é impressa com o título: “Juventude na prevenção: Trabalho no campo social é participação, é cooperação, é valor, é protesto, é vida”. Depois a imagem de crianças e jovens negros num ambiente que parece vir de uma comunidade, então chamada de favela. Interrompeu duas vezes essa função para assumir o cargo de reitor da universidade, onde permaneceu por cerca de um ano.Em 1967, durante o governo do general Artur da Costa e Silva, foi nomeado pelo ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama. , nomeado. e Silva - seu parceiro e colega de classe -, coordenador de revisão de código.

O Jornal do Brasil é um bom exemplo das mudanças pelas quais a imprensa brasileira passou, além da presença de Odylo, filho, em sua história. Quando pesquisei notícias sobre menores e a FUNABEM no Jornal do Brasil na década de 1970, encontrei nada menos que novecentos e treze acontecimentos.

Figura 10 - Folha interna B
Figura 10 - Folha interna B

Sob o olhar da população: vítimas ou algozes?

Dentro do período selecionado, Jornal do Brasil, encontrei vinte e quatro artigos onde o assunto abordado é o menor. O Jornal do Brasil teve uma de suas publicações apreendida por apresentar fotos de menores em uma matéria. Por mais que procuremos dar dados ao JORNAL DO BRASIL e abrir portas, para termos uma avaliação justa da complexidade do problema juvenil e do grande trabalho que tem sido feito pelo governo federal desde 1964, de vez em quando nós. tenho o desagrado de ler as declarações deste órgão que mostram a continuação de uma abordagem quase prejudicial na abordagem de questões relacionadas à FUNABEM.

Mário Altenfelder, Presidente da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor - FUNABEM - Rio, Jornal do Brasil. O assunto especial da carta foi um editorial publicado pelo Jornal do Brasil em 28 de julho de 1971, que noticiava, entre outras coisas, que crianças eram espancadas na Fundação.

A imprensa modelando o olhar

Médici soube utilizar o esporte como ninguém: “No final da Copa da Independência, o Jornal do Brasil anunciou sua presença no estádio. A abordagem mais teórica e a preocupação com o atendimento aos menores também aparecem no Jornal do Brasil, que é registrado na tabela 7 (na seção: Debates, encontros e simpósios) sobre a questão dos menores, com 12 publicações Segundo Foucault (1987), a produção de conhecimento está diretamente ligada ao poder, portanto ao longo do período houve uma construção de conhecimentos sobre a questão dos menores.

Talvez esta possa ser mais uma pista para explicar porque foram publicadas tantas notícias ao longo da década que abordaram o debate sobre a questão dos menores e a política de atendimento a este segmento da população. Portanto, ter notícias sobre os debates sobre a hospitalização, a questão dos menores, a política de cuidados e o código para menores não causará surpresa.

Entre denúncias e críticas, uma instituição em xeque

Na Câmara dos Deputados de Brasília foi criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que ficou conhecida como CPI dos Menores Abandonados ou simplesmente CPI dos Menores, que passou a investigar como os menores eram tratados no Brasil. O próximo capítulo apresentará esta CPI e suas implicações para o debate sobre a saída de menores no país. A carta do deputado federal Manoel de Almeida foi uma resposta a discursos que insinuavam que os parlamentares minimizaram e até desacreditaram a participação do ministro da Agricultura na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de menores.

A criação da CPI estimulará a discussão e uma série de pesquisas e estudos sobre a questão dos menores no país. E esse debate, que levou à criação da CPI, parece ter sido alimentado por uma sucessão de relatórios sobre a questão dos menores no Brasil na primeira metade da década de 1970.

A Comissão Parlamentar de Inquérito

Parece que a compreensão do problema dos menores como uma questão de ordem pública justificaria a instituição de uma CPI para compreender os motivos que levariam à ineficiência das políticas públicas para este segmento da população. O discurso do deputado Manoel de Almeida, intitulado A Realidade Brasileira do Menor, proferido na sessão de 8 de abril de 1976, traz uma lista de todos os depoentes e suas funções, além dos membros da comissão parlamentar de inquérito criada para investigar . o problema das crianças e menores carentes no Brasil e dos membros do comitê consultivo,104 permite concluir que ele foi criado por profissionais da área de. Desde o início não houve intenção de responsabilizar os cidadãos pela questão dos menores, muito menos os políticos ou técnicos.

No discurso proferido na sessão de 8 de abril de 1976, por Manoel de Almeida, há uma exposição do pensamento político brasileiro sobre a questão dos menores. JG DE ARAÚJO JORGE105 – Completando à parte, quero dizer que o grande mérito da CPI dos menores abandonados foi justamente este último.

Mapeamento da situação do menor abandonado no Brasil

Por exemplo, o número de menores desfavorecidos no município X não está documentado e o prefeito é solicitado a dar a sua opinião pessoal e empírica sobre o assunto. Abrangem os seguintes temas: número de menores abandonados no Brasil em 1975; número de menores desfavorecidos no Brasil em 1975; natureza dos incidentes antissociais cometidos por menores em 1974; número de agências que lidavam com o problema de menores abandonados no Brasil em 1975 e de menores de 0 a 18 anos em 1975. Um número muito inferior se comparado ao número de menores desfavorecidos no mesmo ano mostrado na Figura 28.

Na Figura 24, o gráfico mostra o número de agências que lidavam com o problema dos menores abandonados em 1975. É interessante notar que as regiões com maior percentual de menores abandonados no país, praticamente equivalentes, não apresentam o mesmo nível. de informar sobre as agências que lidam com o problema.

Figura 16 – Circular enviada aos Prefeitos dos municípios brasileiros em 1975
Figura 16 – Circular enviada aos Prefeitos dos municípios brasileiros em 1975

A resposta da FUNABEM

A fundação tinha um único propósito, baseado na ideia de que fazia parte da política nacional de bem-estar dos menores: “a integração completa dos homens, crianças antes marginalizadas, a uma forma produtiva e adaptada da sociedade brasileira”. 1964 - Dedica-se à campanha de revisão do sistema de assistência às crianças abandonadas, o que levou em grande parte à extinção do antigo SAM e à criação da Instituição Nacional de Protecção de Menores. OITAVA REUNIÃO: DECLARAÇÃO DO DR. FAWLER DE MEL, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO NACIONAL DE BEM-ESTAR JUVENIL.

NOVA REUNIÃO: TESTEMUNHO DE FREI ANTONIO KERGINALDO MEMORIA, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PARA O BEM-ESTAR DOS MENORES DO CEARA. DÉCIMA REUNIÃO: DECLARAÇÃO DO PROFESSOR LUIZ GONZAGA TEIXEIRA, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PARA O BEM-ESTAR DOS MENORES DE BELO - HORIZONTE, MG. IRNA MARILIA KADEN, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO MENOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

MARIO SALVADOR, CONSELHO MUNICIPAL DE BEM-ESTAR JUVENIL DE UBERABA, MINAS GERAIS.

Imagem

Figura 1 - Reportagem do Jornal Última Hora (16 de março de 1963) 5
Figura 2 - O casal Odylo e Nazareth em sua primeira viagem à Europa.
Figura 3 - Odylo’s boy por ocasião da sua posse na ABL em 1970
Figura 4 - Foto oficial da posse de Odylo Costa, filho na ABL.
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Referências

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