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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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Academic year: 2023

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REVISÃO DE LITERATURA

Osso alveolar

O osso nos lados vestibular e lingual do processo alveolar varia em espessura de uma região para outra. O osso que cobre as paredes dos alvéolos (osso alveolar) é frequentemente contínuo com o osso compacto ou cortical nas faces lingual (L) e bucal (B) do processo alveolar10.

Alterações ósseas no periodonto

Na arcada inferior foram mais frequentes nos incisivos centrais, seguidos pelos incisivos laterais e caninos. Ocorre em qualquer parte da superfície radicular exposta e pode estar presente em ambas as arcadas, nas superfícies vestibular e lingual e em qualquer dente, podendo ser localizada ou generalizada16.

Figura 2- Deiscência (A) e fenestração (B) no dente 13, observadas em crânios secos.
Figura 2- Deiscência (A) e fenestração (B) no dente 13, observadas em crânios secos.

Etiologia da deiscência óssea e recessão gengival

  • Fatores diretos
  • Fatores indiretos

Além disso, quando a espessura da raiz vestíbulo-lingual é igual ou maior que a espessura do osso alveolar, pode haver deiscência17. Essas fibras bloqueiam melhor a infiltração de elementos inflamatórios do que aqueles raros, da mucosa alveolar.

Projeção de incisivos inferiores na ortodontia

  • Indicações ortodônticas para a projeção de incisivos inferiores
  • A influência da projeção ortodôntica no periodonto

Vários estudos avaliando os efeitos periodontais da projeção ortodôntica dos incisivos inferiores foram realizados em macacos na década de 1970 e. As pesquisas em humanos que avaliam os efeitos da projeção dos incisivos inferiores no periodonto são todas de natureza retrospectiva2,3,4,6,45. Devido aos diferentes métodos utilizados, o efeito da projeção dos incisivos inferiores sobre o periodonto não está claro, mas a incidência de recessão em adultos após a projeção dos incisivos inferiores foi baixa, variando de 2,8%5 a 10,3%45.

A relação entre o grau de projeção dos incisivos inferiores e a recessão gengival tem sido estudada em diversos estudos retrospectivos em adultos. O efeito da projeção dos incisivos em pacientes adolescentes foi avaliado em 67 jovens utilizando o aparelho Herbst. Uma altura gengival queratinizada inferior a 2 mm pode aumentar a chance de recessão gengival, porém, alguns estudos não observaram relação entre a altura da gengiva queratinizada e a recessão gengival em pacientes com projeção de incisivos inferiores não sofrida.

Avaliação da borda alveolar de dentes anteriores

Esses fatores são: presença de recessão pré-tratamento, biótipo gengival, inflamação gengival, placa bacteriana, espessura da gengiva livre e altura da gengiva queratinizada5,6,36. A presença de recessão pré-tratamento, espessura gengival livre e inflamação gengival foram correlacionadas com recessões gengivais mais graves 2,5. A espessura da gengiva parece ser um fator predisponente mais importante do que a altura da gengiva queratinizada6.

Portanto, o desenvolvimento da tomografia computadorizada (TC) surge como técnica mais adequada para avaliação precisa da altura do rebordo alveolar. Devido à impossibilidade de mensuração direta em pacientes vivos, na maioria dos estudos a mensuração da altura da borda alveolar foi feita em crânios secos, que foram então tomográficos para comparação das medidas por meio de imagens com as medidas reais9,56. Timock et al.57 analisaram a precisão e a reprodutibilidade da medição da altura da borda alveolar de cabeças de cadáveres embalsamadas através de imagens 2D reconstruídas em TCFC em comparação com as medidas reais dessas partes quando foram dissecadas.

PROPOSIÇÃO

Não foram observadas diferenças significativas entre as medidas finais da altura do rebordo alveolar dos incisivos inferiores entre os grupos experimental e controle (Tabela 3). No grupo experimental, os dentes 33, 32 e 43 apresentaram mais de 2,6 mm, em média, de aumento na altura do rebordo alveolar. Este estudo clínico prospectivo teve como objetivo verificar alterações na altura da borda alveolar vestibular na região dos incisivos e caninos inferiores.

Já alguns estudos utilizam apenas a medida da altura da borda alveolar em imagens 2D. Observou-se que as medidas nas imagens 2D foram maiores que as 3D para todos os dentes, o que superestima a altura do rebordo alveolar. Rédua, R, A influência da espessura óssea na medição da altura do rebordo alveolar em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico e espiral.

MATERIAL E MÉTODO

Seleção da amostra

O grupo experimental foi composto por 15 pacientes após surto de crescimento com idade média de 3 anos, sendo 3 homens e 12 mulheres. Esses pacientes apresentavam discrepância dentária negativa na arcada inferior maior que 3 mm, curva de Spee moderada ou profunda, cuja opção de tratamento ortodôntico incluiria projeção dos incisivos inferiores, uma vez que os perfis faciais eram retos ou côncavos. Esses pacientes apresentavam boa arcada inferior, ou seja, sem discrepância dentária ou curva de Spee e não necessitaram de protrusão ou substituição de incisivos inferiores.

Esses pacientes procuraram tratamento na Clínica de Pós-Graduação em Ortodontia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Todos os pacientes selecionados não apresentaram crescimento adicional, o que possibilitou avaliar alterações no processo alveolar apenas devido à movimentação dentária. O termo de consentimento livre e esclarecido foi assinado por todos os pacientes antes do início do tratamento (Anexo 1).

Documentação ortodôntica

Fotografias digitais também foram tiradas pelo mesmo ortodontista utilizando uma câmera digital Canon Rebel XTi (Canon Inc., Tóquio, Japão). Modelos de gesso da arcada inferior foram utilizados para mensurar a discrepância inicial do modelo (DM). A maior largura mésio-distal dos pré-molares, caninos e incisivos inferiores foi medida e somada para obter o espaço necessário.

Os aparelhos foram instalados pelo mesmo profissional e consistiam em tubos colados nos segundos molares e braquetes colados nos demais dentes. Para o grupo experimental, o objetivo do tratamento na arcada inferior foi alinhar e nivelar todos os dentes, permitindo a projeção dos incisivos inferiores até a resolução completa da compactação dentária. A distância intercaninos (DIC) da arcada inferior foi medida diretamente na boca do paciente no início do tratamento e após o término da fase de alinhamento e nivelamento.

Figura 4-Fotografias iniciais extra-orais (A, B e C) e intra-orais (D a H) de paciente do grupo  experimental
Figura 4-Fotografias iniciais extra-orais (A, B e C) e intra-orais (D a H) de paciente do grupo experimental

Avaliação periodontal

O arquivo foi aberto em formato de radiografia, com imagem de perfil da mandíbula, onde foram digitalizados os pontos cefalométricos do mento, gônio, crista e ápice do incisivo inferior mais projetado (Figura 7A). O IP visível foi avaliado clinicamente como a presença ou ausência de placa supragengival visível na superfície bucal68. A GS foi determinada clinicamente por inspeção visual e palpação antes do início do tratamento, durante a distensão do lábio inferior.

Pacientes com margens gengivais finas, cuja transparência permitia a visualização dos vasos sanguíneos e dos contornos das raízes dentárias, foram considerados como tendo biótipo gengival fino. O biótipo gengival espesso apresentava margens gengivais espessas, que pouco se alteravam quando o lábio inferior estava distendido e não apresentava propriedades de transparência. Biótipo gengival fino com coloração mais clara e visualização dos vasos sanguíneos e do contorno radicular ao longo do alvéolo.

Obtenção das tomografias computadorizadas

O GI foi avaliado pela presença ou ausência de sangramento gengival quando a sonda foi passada ao longo da superfície vestibular da margem gengival, ao longo do longo eixo do dente, de distal para mesial68. Após a aquisição do exame, os dados foram exportados com um programa especial I-CAT no formato DICOM (Digital Imaging and Communication in Medicine), e essa sequência de arquivos de cada paciente foi importada pelo programa Dolphin Imaging.

Medição da altura da borda alveolar por TC

  • Medição da altura da borda alveolar vestibular em imagens 2D
  • Medição da altura da borda alveolar vestibular em imagens 3D

A ferramenta régua do programa foi usada para medir imagens 2D e 3D. Figura 10 – Reconstrução bidimensional do dente 33 para avaliação da altura do rebordo alveolar em corte transaxial de 1,0 mm. Cortes transaxiais foram feitos perpendicularmente à linha parabólica e formaram uma imagem bidimensional dos caninos e incisivos inferiores. Nos três cortes foi medida a distância entre a borda alveolar vestibular e a borda incisal, foi considerada a maior medida e esta medida foi chamada de altura da borda alveolar (BA2D).

Com a ferramenta régua foi marcada a distância entre a parte mais apical da margem alveolar até a borda incisal, vestibularmente, denominada BA3D (Figura 13). A maior distância da borda incisal ou ponta da cúspide até a margem alveolar vestibular foi medida para incisivos e caninos inferiores, em imagens 2D e 3D, antes e depois do alinhamento e nivelamento dentário. O BA final, obtido na imagem pós-nivelamento, foi subtraído do BA inicial, obtido na tomografia pré-tratamento, para obter a variação da altura da borda alveolar bucal, que foi chamada de ΔBA.

Figura 10-Reconstrução bidimensional do dente 33 para avaliação da altura da borda alveolar,  nos cortes trans-axiais de 1,0 mm
Figura 10-Reconstrução bidimensional do dente 33 para avaliação da altura da borda alveolar, nos cortes trans-axiais de 1,0 mm

Tratamento estatístico

RESULTADOS

  • Reprodutibilidade do método
  • Discrepância de modelo, inclinação do incisivo inferior e distância
  • Altura da borda alveolar
  • Correlação da remodelação da borda alveolar com a projeção e expansão

Todas as medidas obtidas em imagens 2D foram maiores que aquelas medidas em 3D tanto para o grupo controle quanto para o experimental, demonstrando que as medidas 2D superestimam a altura da borda alveolar em comparação às medidas 3D (Figuras 15 e 16). Portanto, verificou-se que o aumento da altura da borda alveolar foi significativo para os caninos inferiores e não significativo para os incisivos nos casos de projeção e expansão da arcada inferior. Porém, os dentes 33, 32 e 43 do grupo experimental apresentaram aumento significativo na altura da borda alveolar, indicando maior perda óssea nestes dentes (Tabela 4).

Para quantificar a alteração ocorrida na altura da borda alveolar de cada dente, o BA inicial foi subtraído do BA final, obtendo-se assim a variável ΔBA. Para verificar a relação entre a expansão dentária e a variação da altura do rebordo alveolar dos caninos inferiores, o ΔDIC foi correlacionado com o ΔBA para os dentes 33 e 43 para cada grupo. Não foi observada interação significativa, mostrando que nesta amostra não há correlação entre a espessura gengival e o tipo de remodelamento na borda alveolar dos dentes avaliados (Tabela 7).

Figura  14-Inclinação  dos  incisivos  inferiores  (IMPA),  em  graus,  distância  intercaninos  inferior (DIC) antes e após o alinhamento e nivelamento dentário e discrepância de  modelo  inicial (DM)
Figura 14-Inclinação dos incisivos inferiores (IMPA), em graus, distância intercaninos inferior (DIC) antes e após o alinhamento e nivelamento dentário e discrepância de modelo inicial (DM)

DISCUSSÃO

  • Desenho experimental e seleção da amostra
  • Altura da borda alveolar
  • Correlação da remodelação da borda alveolar com a projeção e expansão
  • Avaliação dos fatores periodontais com a remodelação da borda alveolar
  • Considerações Finais

Fica claro como a visualização da borda alveolar é mais perceptível no osso grosso do que no osso fino, em ambos os tipos de imagens. Em (A) pode-se observar uma medida do dente 32 feita com a ferramenta régua do programa Dolphin, que facilita a visualização da borda alveolar no osso grosso. Em (B) podemos observar a medida do dente 33 e a dificuldade de visualização da borda óssea da borda alveolar no osso fino.

Além disso, variações ósseas foram medidas em radiografias cefalométricas laterais que podem superestimar mais a perda óssea do que a TCFC55 e alterações. Nossos resultados mostraram que para os caninos inferiores a perda óssea foi de aproximadamente 2,5 mm, para uma expansão média de 2,0 mm. Assumindo que a perda óssea é necessária para que ocorra a recessão gengival, estes estudos também não encontraram relação entre o grau de projeção dos incisivos e a perda óssea.

Figura  23-  Reconstrução  das  imagens  tomográficas  em  3D  de  pacientes  da  amostra  com  diferentes  tipos  ósseos
Figura 23- Reconstrução das imagens tomográficas em 3D de pacientes da amostra com diferentes tipos ósseos

CONCLUSÕES

Application of limited cone beam computed tomography to the clinical assessment of alveolar bone grafting: a preliminary report. Accuracy and reliability of buccal bone height and thickness measurements based on cone-beam computed tomography. Effect of bone thickness on alveolar bone height measurements from cone-beam computed tomography images.

Cone-beam computed tomography for assessment of root length and marginal bone level during orthodontic treatment. Evaluation of high-resolution cone-beam computed tomography in the detection of simulated interradicular bone lesions. Accuracy of cone beam computed tomography at different resolutions assessed on the bony covering of the.

Imagem

Figura 1-Cortes transversais do processo alveolar mandibular em níveis que correspondem  aos terços coronário (a) e apical das raízes (b)
Figura 2- Deiscência (A) e fenestração (B) no dente 13, observadas em crânios secos.
Figura 3- Recessão gengival com exposição de parte da superfície radicular nos dentes 33  e 34
Figura 4-Fotografias iniciais extra-orais (A, B e C) e intra-orais (D a H) de paciente do grupo  experimental
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Referências

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Alessandra Maia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil Ana Beatriz Rangel, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil Ana Carolina Correia, Universidade Federal do Rio