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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Revisão sistemática de estudos sobre a acurácia diagnóstica da ultrassonografia no diagnóstico de esteatose hepática e gordura abdominal em jovens / Márcia Takey – 2017. Revisão sistemática de estudos sobre a acurácia diagnóstica da ultrassonografia no diagnóstico de esteatose hepática e gordura abdominal em jovens. Como resultado, foram desenvolvidos estudos de imagem envolvendo medidas de gordura abdominal e pesquisa de esteatose hepática (EH).

A ultrassonografia (US) tem sido proposta como uma alternativa não invasiva à tomografia computadorizada (TC) e à ressonância magnética (RM) tanto para o diagnóstico por imagem da EH quanto para a medição da gordura abdominal. Não foram encontrados estudos examinando a acurácia da ultrassonografia em comparação com a tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética para medir a espessura da gordura abdominal nesta população. A busca na literatura científica não revelou a presença de revisões sistemáticas sobre a acurácia da ultrassonografia no diagnóstico de EH e na mensuração da espessura da gordura abdominal em adolescentes.

Portanto, o presente projeto de tese tem como objetivo geral identificar e sintetizar as evidências disponíveis sobre a acurácia da ultrassonografia no diagnóstico de EH e na mensuração da espessura da gordura abdominal subcutânea e visceral em comparação com a tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética.

Figura 1 –  Figura 2 –  Quadro 1 –  Figura 3 –  Figura 4 –  Figura 5 –  Figura 6 –  Figura 7 –  Figura 8 –  Quadro 2 –  Figura 9 –  Tabela 1 –  Figura 10 –  Tabela 2 –
Figura 1 – Figura 2 – Quadro 1 – Figura 3 – Figura 4 – Figura 5 – Figura 6 – Figura 7 – Figura 8 – Quadro 2 – Figura 9 – Tabela 1 – Figura 10 – Tabela 2 –

Obesidade na adolescência

A obesidade é generalizada em países desenvolvidos e em desenvolvimento e afeta tanto crianças e adolescentes quanto adultos (PITREZ FILHO et al., 2012). Altos níveis de ácidos graxos livres induzem resistência à insulina e promovem disfunção endotelial (FONSECA-ALANIZ et al., 2006; IBRAHIM, 2010). Portanto, faz-se necessária a utilização de um método que permita mensuração confiável do tecido adiposo abdominal (SIEGEL et al., 2007).

Alguns estudos demonstraram correlação altamente significativa entre o VAB determinado pela TC e pela US (ANDRADE et al., 2014). Estudos em adolescentes obesos na Europa, América do Norte e Ásia indicam que a prevalência da DHGNA está entre 10% e 77% (BARSHOP et al., 2009). Estudos recentes desenvolvidos por Fishbein et al. 2006) mostraram que a adiposidade visceral é um fator de risco para DHGNA.

A comparação entre ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética no diagnóstico de EH em adultos é apresentada no Quadro 1 (VAJRO et al., 2012). A TC foi testada como método de avaliação da gordura corporal na década de 1980 (TOKUNAGA et al., 1982). Assim, a área de tecido adiposo subcutâneo pode ser obtida subtraindo-se a área de tecido adiposo visceral do tecido adiposo total (Figura 5C) (FISHBEIN et al., 2006).

Estudos definiram a fração de gordura hepática (GF) considerada normal, obtida por ressonância magnética, como inferior a 9% (FISHBEIN et al., 1997; FISHBEIN et al., 2005). Esse processo reduziu a probabilidade de perda de estudos relevantes e a subjetividade na sua seleção (PAI et al., 2003). A especificidade não pôde ser calculada porque este estudo não incluiu pacientes controle (sem a doença) (TOBARI et al., 2009).

Em estudos italianos (PACIFICO et al., 2007; POZZATO et al., 2008), a esteatose foi classificada ultrassonograficamente como: ausência de esteatose (0), esteatose leve (1), moderada (2) ou grave (3). Assim como no estudo de Pacifico et al. (2007), não foi possível dentre os resultados apresentados atingir isoladamente as metas de desempenho dos jovens. Para calcular a fração de gordura (GF), o método de dois pontos de Dixon foi modificado por Fishbein et al.

Assim, a área de tecido adiposo subcutâneo pode ser obtida subtraindo-se a área de tecido adiposo visceral do tecido adiposo total (FISHBEIN et al., 2006). A medida de acurácia expressa a concordância entre os resultados do teste do índice em relação ao padrão de referência (RUTJES et al., 2007). Este processo reduzirá a probabilidade de perda de estudos relevantes e a subjetividade de sua seleção (PAI et al., 2003).

Figura 1 – Imagens de EH à microscopia óptica
Figura 1 – Imagens de EH à microscopia óptica

Geral

Específicos

Tipo de estudo

Uma revisão sistemática é um método de pesquisa científica que visa responder a uma questão específica e que utiliza métodos explícitos e sistemáticos para identificar, selecionar, avaliar criticamente estudos, coletar e analisar dados dos estudos incluídos na revisão, sintetizar os resultados de vários estudos primários por meio de uma estratégia que limita vieses e erros aleatórios (COOK; MULROW; HAYNES, 1997; HIGGINS; GREEN, 2005). Uma revisão sistemática de estudos de acurácia diagnóstica foi realizada para resumir as evidências sobre a acurácia da US.

Questão de estudo

Busca na literatura e seleção dos artigos

O investigador do estudo pesquisou na literatura científica artigos publicados que avaliassem a precisão diagnóstica da ultrassonografia no diagnóstico de EH e na medição da gordura abdominal subcutânea e visceral. As bases de dados pesquisadas foram MEDLINE (acessível via PubMed), Cochrane Database of Systematic Reviews (acessível via portal de periódicos CAPES), SCOPUS, WEB of SCIENCE, LILACS e ADOLEC (estas duas últimas acessíveis via BIREME). Foram considerados elegíveis desenhos de estudos intervencionistas e observacionais realizados no Brasil e no exterior, no período de janeiro de 2000 a setembro de 2015, envolvendo adolescentes obesos ou com sobrepeso, com idades entre 10 e 19 anos, de ambos os sexos. e/ou exames de ressonância magnética para examinar HE e/ou medir a gordura abdominal.

A estratégia de busca utilizada para encontrar os artigos primários e os ajustes necessários nas palavras-chave pesquisadas frente à base de dados estão descritos no APÊNDICE B. Nenhum filtro específico foi utilizado para busca de estudos de precisão devido à tentativa de unitermo para utilizar a probabilidade de busca bibliográfica. Portanto, evitou-se um potencial viés pela perda de estudos que não foram incluídos (perda de artigos não indexados com esta palavra-chave).

As referências bibliográficas obtidas pela busca foram inseridas em um software de gerenciamento de referências (EndNote® versão básica online), o que permitiu aos revisores remover duplicatas, monitorar os estudos incluídos e excluídos e eliminou a necessidade de impressão dos resumos obtidos (PAI et al., 2003) . . A primeira etapa de seleção dos artigos foi realizada por dois revisores, de forma independente, por meio da avaliação de títulos e resumos. Discordâncias quanto à inclusão ou exclusão de um estudo em questão foram resolvidas mediante consulta a um terceiro revisor.

Nesta fase foram selecionados artigos relacionados à US e ao problema de saúde em questão (FPM em adolescentes obesos ou com sobrepeso) e estudos relacionados à mensuração da US. Foram excluídos estudos sobre outras causas de EH além da obesidade, resumos de congressos, artigos, editoriais, artigos de revisão, estudos em animais, teses e dissertações. Em seguida, numa segunda etapa, estudos adicionais foram incluídos de forma independente por três revisores, por meio do exame das listas de referências de artigos potencialmente relevantes previamente selecionados para a revisão sistemática, que atenderam a todos os critérios de elegibilidade (Quadro 2) para leitura. completo.

Medidas de validade Sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo, valor preditivo negativo, razão de verossimilhança positiva, razão de verossimilhança negativa ou ter os resultados para construção de uma tabela de contingência 2 x 2 (verdadeiro positivo, verdadeiro negativo, falso positivo e falso negativo).

Extração de dados

A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada por meio da escala QUADAS (ANEXO D), ferramenta de avaliação da qualidade dos estudos de acurácia diagnóstica incluídos na revisão sistemática (WHITING et al., 2003).

Síntese e análise dos resultados

Dentre as opções para resumir a acurácia diagnóstica de um estudo individual e avaliar o desempenho do teste índice em pessoas com e sem a doença, temos a sensibilidade (probabilidade de o resultado do teste índice ser positivo se a doença estiver realmente presente; representa o verdadeiro positivo da amostra) e especificidade (probabilidade do resultado do teste índice ser negativo quando a doença está ausente; representando os verdadeiros negativos para a amostra, respectivamente) (MACASKILL et al., 2010). Portanto, o RVN descreve quantas vezes um resultado negativo no teste é mais provável em quem tem a doença do que em quem não tem (MACASKILL et al., 2010). Contudo, o checklist PRISMA não é um instrumento de avaliação de qualidade para avaliar a qualidade de uma revisão sistemática (MOHER et al., 2009; GALVÃO; PANSANI; HARRAD, 2015).

Dos estudos que examinaram a acurácia da US no diagnóstico de EH em adolescentes obesos ou com sobrepeso em comparação com a ressonância magnética registrada para leitura completa, dois estudos foram realizados na Itália (PACIFICO et al, 2007; POZZATO et al, 2008) e um no Brasil. (NASCIMENTO et al, 2015). O número total de participantes, incluindo crianças e adolescentes, foi de 160 pacientes; destes, 26 adolescentes estavam eutróficos (NASCIMENTO et al., 2015). Não foi possível identificar o número exato de adolescentes obesos ou com sobrepeso incluídos no estudo de Pozzato et al. 2008), apesar das tentativas de contato com os autores italianos via e-mail.

Um estudo em que foi comparada a sensibilidade da US com a TC na avaliação de EH e EHNA foi o de Tobari et al. Os três estudos incluídos na presente revisão (PACIFICO et al., 2007; POZZATO et al., 2008; NASCIMENTO et al., 2015) utilizaram a fração de gordura hepática (GF) determinada por ressonância magnética como comparador quantitativo contra o qual os achados da ultrassonografia exames foram avaliados. Além dos exames de imagem, todos os pacientes foram submetidos a exames laboratoriais e avaliação antropométrica (PACIFICO et al., 2007; POZZATO et al., 2008).

A ressonância magnética foi realizada pelo método Dixon modificado por Fishbein et al. 1997) e o FG do sinal do fígado foi calculado a partir da intensidade média do sinal do pixel. No terceiro estudo, publicado em 2015, Nascimento et al., na cidade de Porto Alegre (Rio Grande do Sul/Brasil), compararam a acurácia da US com a análise computadorizada por meio do cálculo do índice hepatorrenal para o diagnóstico de DHGNA, por meio de ressonância magnética como referência. Ao contrário de Soder, Baldisserotto e Silva (2009), Nascimento et al. 2015) comparou os resultados da US com outro exame de imagem em uma população composta apenas por adolescentes.

Um estudo de Nascimento et al. 2015) mostrou que a US pode atingir a alta precisão necessária para uso como teste diagnóstico. Portanto, outros testes substitutos são utilizados para avaliar o grau de esteatose e prever o risco de progressão para doença hepática terminal (VAJRO et al., 2012). Até o momento, não existem muitos estudos que tratem de métodos para diagnóstico rápido e preciso da gordura abdominal em pediatria (GORAN; KASKOUN; SHUMAN, 1995; SAKUNO et al., 2014).

Para uma medição precisa do GAV é importante que a medição ocorra no final da expiração (GORAN; KASKOUN; SHUMAN, 1995; YOSHIZUMI et al., 1999). Estudos anteriores definiram a GF normal do fígado obtida por ressonância magnética como inferior a 9% (FISHBEIN et al., 1997; FISHBEIN et al., 2005). A avaliação da qualidade metodológica dos estudos será feita por meio da escala QUADAS, ferramenta para avaliar a qualidade dos estudos de acurácia diagnóstica incluídos na revisão sistemática (WHITING et al., 2003).

Figura 9 – Fluxograma da seleção dos estudos incluídos na revisão sistemática
Figura 9 – Fluxograma da seleção dos estudos incluídos na revisão sistemática

Imagem

Figura 1 –  Figura 2 –  Quadro 1 –  Figura 3 –  Figura 4 –  Figura 5 –  Figura 6 –  Figura 7 –  Figura 8 –  Quadro 2 –  Figura 9 –  Tabela 1 –  Figura 10 –  Tabela 2 –
Figura 1 – Imagens de EH à microscopia óptica
Figura 2 – Imagens de EHNA e cirrose hepática à microscopia óptica
Figura 3 – US demonstrando a medida da espessura da gordura abdominal subcutânea  e visceral
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Referências

Documentos relacionados

Caderno de Direitos e Políticas Públicas, Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, ISSN 2675-0678, a... Caderno de Direitos e