The purpose of investigation of this study is the resilience of the intensive care nurse facing the situations of variability of the work in intensive care unit. These professionals also have high self-esteem because they are placed in the context of intensive care.
A Ergonomia e o conceito de variabilidade
As dimensões técnica, econômica e social do trabalho só existem efetivamente em função da atividade que as implementa e organiza (GUÉRIN et al., 2001, p.26). O outro tipo de variabilidade é a acidental, representada como “uma peça mal fixada que não cabe, uma ferramenta que quebra, um dossiê incompleto” (GUÉRIN et al., 2001, p.48).
O trabalho em Terapia Intensiva e suas repercussões para a saúde do
Porém, por se tratar de um processo dinâmico, deve ser ajustado de acordo com a experiência prática e relacionado às necessidades de cuidados de enfermagem dos clientes. Enfermeiro: líder da equipe de trabalho, responsável pela assistência de enfermagem sistematizada, voltada à prevenção de doenças e à manutenção da saúde;
Resiliência
Os termos mais comumente usados para lidar com a adversidade são fatores de risco, eventos de vida ou estressores, enquanto os fatores de proteção são geralmente chamados de amortecedores (PESCE et al., 2004). Porém, quando falamos em fatores de proteção e resiliência, os conceitos ainda são misturados e confusos. Porém, hoje os pesquisadores do tema estão conscientes da importância de analisar os fatores de risco como um processo (GARCIA, 2001).
Os factores de protecção são descritos como “recursos pessoais ou sociais que mitigam ou neutralizam o impacto dos riscos”. Para alguns autores, apenas os fatores de proteção são preditivos de resiliência, enquanto os fatores de risco não possuem essa capacidade. Segundo Sapienza e Pedromônico (2005), a capacidade de enfrentar fatores de risco e beneficiar-se de fatores de proteção torna o indivíduo resiliente.
Tipo de estudo
Concepção teórica
Nesse sentido, Gil (1999) conclui que o materialismo dialético pode ser entendido como um método de interpretação da realidade. Com base nessas considerações, este estudo procurou manter um olhar crítico, entendendo que a realidade é contraditória e em permanente transformação, conforme as leis da dialética. Estas categorias são mais ricas em conteúdo do que as leis, uma vez que as categorias também refletem as propriedades e aspectos universais da realidade objetiva.
As leis da dialética foram idealizadas por Hegel e são extraídas da natureza, bem como da história da sociedade humana (TRIVIÑOS, 1987). A luta dos opostos é a fonte do desenvolvimento da realidade (GIL, 1999). b) A lei da transição da quantidade para a qualidade: A transição das mudanças quantitativas para as qualitativas é uma lei geral do desenvolvimento do mundo material. Assim, quantidade e qualidade são características inevitáveis de todos os objetos e fenômenos e estão inter-relacionadas (GIL, 1999). c) A lei da negação da negação: a qualidade resultante da transformação nega e supera aquilo que é transformado, e o resultado, embora retenha aspectos da substância anterior, também será negado.
Cenário de estudo
A abordagem dialética permitiu a discussão dos resultados a partir de sua negação, num movimento de sínteses de teses-antíteses, mas sem exclusão total ou parcial dos resultados, visto que fazem parte da construção do objeto reconhecido como um todo. O ambiente físico desta unidade de terapia intensiva é composto por posto de enfermagem, desbridamento, três banheiros, sala de descanso para médicos e enfermeiros, sala de gestão, copa, secretaria compartilhada e vestiário. A equipe de saúde que presta assistência nesta unidade é composta por 33 enfermeiros, sendo 32 plantonistas, e um gerente de unidade com jornada de trabalho caracterizada como diária.
São quarenta técnicos de enfermagem, 14 médicos assistentes, três médicos rotineiros e um médico assistente, um fisioterapeuta assistente e dois nutricionistas (um responsável pela dieta enteral e outro pela dieta oral) e sete secretárias. A escala de plantão da equipe de enfermagem, com exceção do enfermeiro chefe, é de 12 x 60, então eles trabalham 12 horas e têm folga de 60 horas, mas a equipe de enfermagem também faz três acréscimos mensais na escala de serviço, perfazendo um total. de 12 horas adicionais de trabalho por cada trabalhador daquela equipa, atingindo o horário de trabalho expresso no contrato de trabalho (40 horas semanais).
Sujeitos do estudo
Procedimentos éticos
Técnicas e instrumentos para coleta de dados
Da mesma forma, foi garantido o anonimato da instituição, retirando-se qualquer menção à mesma, tanto nos depoimentos dos sujeitos quanto no documento de aprovação da pesquisa pelo CEP apresentado neste trabalho. Neste estudo, o diário de campo (Anexo D) foi utilizado de forma complementar para a coleta de informações, abrangendo o descritivo, incluindo todos os aspectos observados, desde o ambiente físico até a expressão facial dos sujeitos e o reflexivo, onde o pesquisador deixa . suas impressões. Vale ressaltar que após a realização da entrevista semiestruturada e aplicação do diário de campo para coleta de informações, utilizou-se a escala de resiliência (Anexo B) para avaliar os sujeitos desta pesquisa.
Para utilização da escala de resiliência na versão em português, foi solicitada autorização aos autores desta escala através do site oficial (http://www.resiliencescale.com), preenchendo um questionário online com dados do autor e do estudo para Ser desenvolvido. Vale ressaltar que a utilização da escala de resiliência neste estudo não pretende fornecer uma análise quantitativa dos dados obtidos. O objetivo é avaliar o nível de resiliência dos sujeitos, a fim de aprofundar e apoiar a discussão dos resultados advindos da entrevista semiestruturada e do diário de campo, por meio da análise qualitativa dos principais itens para definição da classificação dos sujeitos com respeito à resiliência.
Operacionalização da coleta de dados
A escala de resiliência desenvolvida por Wagnild e Young (1993) é um dos poucos instrumentos utilizados para medir os níveis de ajustamento psicossocial positivo face a acontecimentos importantes da vida. No Brasil, a referida escala já aprovou sua adaptação transcultural e versão para a língua portuguesa, o que concluiu que a escala de resiliência possui validade de conteúdo a priori, uma vez que seus itens refletem a aceitação geral das definições de resiliência, após serem publicadas no Brasil, no Caderno de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública (PESCE et al., 2005). Assim, com a associação dessas três técnicas de coleta de dados, buscou-se obter a apropriação mais confiável possível do objeto de estudo em questão.
Por fim, foi aplicada uma escala de resiliência, com os próprios sujeitos lendo e marcando as questões. Outra situação estava relacionada à dificuldade de entrar em campo para coleta de dados devido aos prazos estabelecidos pelo gerente de enfermagem para abordagem dos sujeitos, pois tinham que respeitar as pequenas pausas que existiam em sua rotina de enfermagem para não atrapalhar a dinâmica funciona. Porém, mesmo com essas situações de “variabilidade” que permearam o desenvolvimento da pesquisa, considera-se que a fase de coleta foi realizada e que os objetivos do estudo podem ser alcançados.
Análise dos dados coletados
Para controle, foi feita uma lista nominal dos participantes e atribuído um número ao lado de cada nome, de acordo com a ordem de participação. A primeira situação foi a demora na obtenção da autorização para realização do estudo por parte do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição cenário deste estudo. A terceira situação que dificultou a coleta foi o momento institucional de implantação de novos procedimentos técnicos e administrativos que exigiam capacitação dos funcionários, limitando o tempo livre dos potenciais sujeitos.
Segundo Bardin (1979), a análise de conteúdo é adequada para a compreensão do significado da comunicação, mas ao mesmo tempo direciona o olhar analítico para outro significado, outra mensagem, que é vista através ou ao lado da primeira mensagem, que pode ser psicológica, sociológico, político e histórico. Este capítulo apresenta os resultados obtidos a partir da análise dos dados recolhidos, os quais foram organizados de acordo com as categorias de análise mencionadas no capítulo anterior.
Perfil das enfermeiras no cenário da Terapia Intensiva
O progresso tecnológico afeta direta ou indiretamente a organização do serviço de saúde, bem como a prática profissional das equipes nesse contexto de trabalho. O ideal desses profissionais de trabalharem próximos ao paciente, de prestarem assistência direta no enfrentamento de situações complexas, variáveis e imprevisíveis, de lidarem com os limites entre a vida e a morte, é reafirmado quando têm a oportunidade de trabalhar em uma instituição onde há são condições de trabalho. e incentivos infraestruturais favoráveis ao desenvolvimento de atividades laborais de qualidade. Assim, além do papel de coordenador da dinâmica de trabalho da Unidade, o enfermeiro assume o papel de elo de ligação entre o paciente e a equipe multiprofissional, como mediador das relações interpessoais no ambiente de trabalho.
Bem como a falta de compromisso com a instituição hospitalar em que trabalham e com a ajuda prestada, talvez relacionada com a imaturidade decorrente da pouca experiência pessoal e profissional dos enfermeiros cada vez mais jovens que ingressam no mercado de trabalho. A necessidade de mobilização contínua de suas capacidades psicocognitivas e motoras seria um fator de elevada carga de trabalho e, portanto, de esgotamento psicofísico. Será abordada essa situação dialética que envolve características do contexto de trabalho em terapia intensiva, com fatores de risco para o sofrimento psicofísico dos trabalhadores e o perfil profissional e pessoal do enfermeiro, que pode obter prazer em uma atividade com alto potencial de sofrimento. na próxima categoria.
Do sofrimento ao prazer: o sentimento dialético da enfermeira intensivista
Dentre as muitas situações encontradas no ambiente de trabalho hospitalar, os profissionais de saúde geralmente lidam com as limitações humanas, a impotência, as evidências de que não se pode ser um deus, vivenciando situações de morte e o processo de morrer, vivenciando o adoecimento e a dor. Muitas vezes, essas situações exigem apoio especializado, educação continuada, entre outras questões que envolvem condições de trabalho (CAMPOS, 2007b). Essa complexidade específica da terapia intensiva aparece nos relatos dos enfermeiros intensivistas como geradora de estresse e esgotamento psicofísico.
O trabalho desempenha um papel importante na promoção da saúde do trabalhador porque, sendo uma invenção, (re)existe e (re)cria o trabalhador e o próprio processo de trabalho. Aumentar o grau de autonomia dos colaboradores nos processos de pensar e fazer o seu trabalho, aumentar o grau de abertura aos processos de criação e manter a indissociabilidade entre atenção e gestão, no caso do processo de trabalho em saúde, faz com que, em nossa opinião, seja possível passar da dor ao prazer no trabalho, sem cair na banalização do sofrimento ou na idealização do prazer. Eu achava que a enfermeira aqui na Unidade de Terapia Intensiva era muito mais enfermeira do que na unidade de internação.
A resiliência da enfermeira intensivista: fatores protetores da saúde
Entre as variáveis que foram mais relevantes para pontuar e determinar a classificação desses enfermeiros como resilientes estão: “Costumo lidar com problemas de uma forma ou de outra”, “Posso enfrentar momentos difíceis porque já tive problemas antes” e “Quando estou em uma situação difícil, geralmente encontro uma saída.” É importante ressaltar que a organização e o ambiente de trabalho em que atuam incentivam o desenvolvimento de tais qualidades. Dissertação (Mestrado em Enfermagem), Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.
Dissertation (Masters in Nursing), Anna Nery School of Nursing, Federal University of Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. Speciale (Doktorgrad i sygepleje), Anna Nery School of Nursing, Federal University of Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006a. Speciale (doktorgrad i sygepleje), Anna Nery School of Nursing, Federal University of Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003.
Dissertação (mestrado), Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1992. A quais fatores você atribui a manutenção da sua saúde dada a dinâmica de trabalho na terapia intensiva.