Movimento as pedras no caminho: Construindo a pesquisa
Fragmentos da história e memória do Colégio Pedro II e o discurso
Percorrer a história e a memória do Colégio Pedro II permite compreender um pouco desse imaginário de padrões, excelência e escolas de elite. O Colégio Pedro II, localizado onde atualmente está localizado o Campus Centro, originou-se como Seminário dos Órfãos de São Pedro em 1739, transformado em Seminário de São Joaquim Imperial em 1766, e oficialmente estabelecido como Colégio Pedro II em 1837. Uma das diferenças é que o O título Bacharelado em Ciências e Letras, concedido aos alunos que concluíram o curso de Pedro II, dava acesso aos cursos superiores aliado ao fato de que até a década de 1950, para a validação dos exames das escolas particulares, era necessário que seus programas de ensino fossem o mesmo do Colégio Pedro II, com o título Colégio Padrão do Brasil.
Alguns desses processos nos dão uma ideia dos caminhos que o Colégio Pedro II fez para desenvolver ideias relacionadas aos conceitos dos alunos Pedro II e das escolas de excelência. Portanto, o Colégio Pedro II assistiu a um esvaziamento do curso de Primeiro Grau, já que não havia curso primário. Após a eliminação dos vestibulares, foi feito um convênio com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, disponibilizando vagas aos alunos avaliados com conceitos A (Excelente), trazendo as crianças da rede municipal para o 5º ano, (atual 6º ano), que permitiu voltar a preencher as bancadas do Colégio Pedro II e dar continuidade à sua história como escola de excelência.
Voltando ao escopo desta pesquisa, tentarei compreender os processos de expansão e como eles afetaram a forma de acesso e a democratização do Colégio Pedro II. De acordo com algumas dessas pesquisas, Cavaliere (2008) aponta que a questão da tradição do Colégio Pedro II pode ser entendida como a transmissão de narrativas ou valores de geração em geração, algo que fica como lembrança, uma memória ou. personalizado. 55 Entre outros estudos sobre a escola, podemos citar: Jovens negros do Colégio Pedro II: protagonismo na construção de um coletivo de resistência Michelle Botelho Silveira e Lima (2016); O Surgimento dos Pedrinhos: Uma Análise Histórica das Concepções Curriculares dos Dois Primeiros Currículos Gerais para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Pedro II de Flávia Assis de Carvalho (2012).
Quanto ao Colégio Pedro II, não é possível identificar o perfil étnico-racial mais atingido pelo júbilo, que expulsou alunos reprovados na instituição por dois anos consecutivos e que ocorreu a partir do 3º ano, (atual 4º ano) do ensino fundamental. educação, procedimento que só foi extinto em 2015. Porém, a aposentadoria serviu como forma de seleção para excluir alunos “inaptos” para manter a excelência do Colégio Pedro II. Os relatos dos jovens mostraram que o racismo se manifesta de diferentes formas dentro do Colégio Pedro II: às vezes de forma menos direta e mais direta.
57 A Frente Negra é um movimento de estudantes negros do Colégio Pedro II, formado por um grupo de jovens com idades entre 17 e 18 anos. Veja a dissertação de mestrado da professora Michele Botelho Silveira Lima, Juventude negra do Colégio Pedro II: papel fundamental na construção de um coletivo de resistência.
No meio do caminho tinha uma pandemia
Ou seja, o Mutirão, foi a união de diversas vozes e ações individuais e/ou coletivas no cotidiano da escola e fora dela, a partir de ações de grupos ou pequenas pessoas, com diferentes motivos e perspectivas que entendiam que uma democratização e popularização acesso ao Colégio Pedro II. Esse movimento foi organizado e constituiu o movimento dos Pais do Colégio Pedro II contra a ideologia de gênero e a doutrinação dos estudantes, diretamente relacionado ao Movimento Escola sem Partido (Esp.)78. Uma das consequências deste momento foi que o ESP conseguiu preencher as 4 vagas, disponibilizadas aos responsáveis, no Conselho Supremo - CONSUP do Colégio Pedro II.
82 Disponível em: https://sindscope.org.br/lutas/geral/racismo-campus-humaita-ii-colegio-pedro-ii-e-repudiado. Talvez agora vá menos, mas a Tijuca mudou de local, mas já havíamos conversado um pouco sobre isso, como precisamos fazer do Colégio Pedro II uma escola mais diversificada. Pedro II do Humaitá deve ser provocado, e a única forma dessa provocação acontecer é um gesto prático de ir até o Santa Marta e registrar todo mundo.
Embora Pedro II não coloque isso na agenda, não creio que um esforço conjunto o faça. Não podemos perder de vista que esse tradicionalismo, que para mim é a expressão desse colonialismo completo, acho que não há mais nada a dizer sobre isso, essa imposição do aluno ideal de Pedro II, que deve saber muitas coisas e deve ser de uma certa maneira. Essas vagas são divididas entre educação pré-escolar, 1º ano do ensino fundamental I e/ou as demais vagas de 2º, 3º, 4º ano nos seis campi do Colégio Pedro II, que se divide da zona sul à zona oeste, em média oferecem 550 vagas.
Os movimentos de luta internos ao Colégio Pedro II, ou que nele ecoam diretamente, sempre existiram em função do espaço social ocupado pela escola. Mas esses discursos tanto de Téo quanto de Nelson Rodrigues são discursos comuns no imaginário social do tradicionalismo Colégio Pedro II. Não podemos perder de vista esse tradicionalismo, que para mim é a expressão dessa colonialidade total, acho que não há outra palavra para falar disso, dessa imposição do aluno Pedro II ideal que deve saber muitas coisas e deve ter uma certa forma.
O edital do sorteio do Colégio Pedro II está disponível apenas online na página. Até o momento, a unidade Realengo é a única que coloca a mensagem impressa na porta da escola, em papel A4. Meu filho está participando do Pedro II e sei que existe um filtro de pessoas que não têm acesso ao sorteio do Pedro II e portanto não podem participar porque não têm acesso às informações do concurso. Quando digo que o Colégio Pedro II transformará completamente a vida de uma família através da inclusão de seus filhos nesta escola Téo, isso me leva a perguntar qual o propósito dessas ações para popularizar o acesso a instituições de ensino reconhecidas como de excelência. , como o CPII, na perspectiva de uma pessoa responsável.
Pedro II é, portanto, esta oportunidade para quebrar a manutenção da situação de exclusão.
Experiência de 2020/2021
A Rede Popular CPII está lançando publicamente uma campanha de inscrições gratuitas para o sorteio de ingressos do Colégio Pedro II que ocorrerá nos próximos meses. O debate sobre o CPF deu o que falar, não só na Assembleia Geral do Sindicato dos Servidores Universitários Pedro II, mas também nas minhas páginas nas redes sociais, ao apontar que o CPF é uma exigência elitista, pois excluiria mais crianças de um processo seletivo para falta de documento. Para tanto, enfatizamos a necessidade da articulação do Mutirão CP2 Popular com o Centro de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do Colégio Pedro II - NEABI - CPII, visto que alguns dos funcionários participantes do Mutirão CP2 Popular também fazem parte do Centro .
De dentro da comunidade escolar, como tal, projetou-se nas áreas periféricas dos diferentes campi, mobilizando-os para o ingresso no Colégio Pedro II e para movimentos de fora para dentro, à medida que essas áreas se mobilizaram e se organizaram para acessar este Colégio para ingressar. . Se olharmos os números gerais do Colégio Pedro II, atualizados em 2021 em relação ao seu perfil de alunos até 2019, veremos que o Mutirão é necessário até para esticar esses números e descobrir o que está por trás deles no Ensino Médio, Regular e Técnico, que tem cotas sociais e raciais, e no 6º ano, que tem cota social e cota social da escola pública, o que esses números podem dizer. Sendo um dos maiores desafios de escrita acadêmica que vivenciei desde a graduação, o ato de contar minha própria história, por meio da escrita narrativa, me permitiu refletir sobre os caminhos da minha vida, da minha formação, o que me levou a investigar o processo seletivo de acesso ao Colégio. Pedro II através de sorteio e do Mutirão Popular CP2 buscando a democratização e popularização desta escola.
Os marcadores construídos nos múltiplos espaços-tempos que ocupei/viajei, incluindo Pedagoga, Professora de Crianças Indígenas, Funcionária Pública, Mãe de Criança Negra e estudante do Colégio Pedro II, trabalhadora e ativista desde a adolescência, além da inserção no meio social movimentos, na vida sindical, nos partidos políticos nortearam esta pesquisa. Caminhos percorridos que me levaram a questionar o caráter aparentemente democrático do Sorteio, como política de acesso ao Colégio Pedro II nas etapas da educação infantil e do ensino fundamental I. Os dados coletados no estudo, bem como as histórias dos sujeitos que construíram o Mutirão CPII Popular confirmam que, apesar de políticas mais progressistas, como o fim da aposentadoria, o Sorteio na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, o Colégio Pedro II mantém um perfil predominantemente branco, não apenas em relação à população estudantil e ao corpo docente, mas também nos seus métodos de avaliação, valores e normas culturais.
A percepção empírica da não representação da diversidade racial e social no Colégio Pedro II geriu as experiências do Movimento Popular CP2. Nesse sentido, a importância do Mutirão na luta pela popularização do acesso, entre outras, de crianças pretas, pardas, indígenas aos primeiros anos do Colégio Pedro II, torna-se de extrema importância na busca pela igualdade racial nesta escola. Nesse sentido, as contribuições desta pesquisa também aparecem no upload de mais algumas “folhas” no trabalho da formiga, que tem sido a tarefa de democratizar e popularizar o Colégio Pedro II, onde pode ser incluída a infância das aulas. de uma forma igualmente popular.
Lei de cotas no ensino médio: investigando o acesso de jovens negros e negras ao Colégio Pedro II. Criação de Pedrinhos: Análise histórica das concepções curriculares dos dois primeiros planos gerais de ensino para os anos iniciais do ensino fundamental do Programa de Pós-Graduação em Educação Colégio Pedro II da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.