Elementos das desigualdades raciais nas políticas públicas habitacionais brasileiras: estudo da centralidade urbana à luz da implementação do programa federal de habitação popular Minha Casa, Minha Vida na cidade do Rio de Janeiro. Elementos das desigualdades raciais na política pública habitacional brasileira: estudo da centralidade urbana à luz da implementação do programa federal de habitação popular Minha Casa, Minha Vida na cidade do Rio de Janeiro de 2010 a 2017.
O acesso assimétrico da população negra à centralidade urbana
O debate sobre o acesso da população negra à justiça fundiária no Brasil – e isso inclui o direito de acesso aos centros urbanos – inclui o reconhecimento de que o país pode manifestar o seu racismo. Se seus descendentes tivessem uma cor de pele mais clara, poderiam ser classificados como uma pequena minoria da população negra que alcançaria uma posição elevada.
As resistências populares urbanas e os benefícios da cidade
Duas Assembleias e uma Moradia In: Dispositivos Urbanos e a Estrutura do Viver: Ordem e Resistência, Rio de Janeiro: FGV Editora. Construção de políticas públicas para a população em situação de rua no município do Rio de Janeiro: limites, avanços e desafios.
A resposta estatal: contrafluxos das classes dominantes
Essas categorias sociais tiveram a cidade do Rio de Janeiro como espaço privilegiado para representar um projeto nacional. Parcelas e Dispositivos Urbanos nas Cidades Contemporâneas In: Dispositivos Urbanos e Trama da Vida: Ordens e Resistências, Rio de Janeiro: FGV Editora.
O acesso da população negra às políticas públicas
Esse também foi o caso de uma das remoções mais simbólicas no centro do Rio de Janeiro, episódio frequentemente utilizado para explicar a ocupação da população negra e pobre nas favelas cariocas. A história da população negra em relação à política pública habitacional tem muito a ver com a história do afastamento desse segmento da população das áreas urbanas de interesse. No caso do Rio de Janeiro, os libertadores foram morar na parte central da cidade, nos conjuntos habitacionais e posteriormente nos morros, após os ataques do Estado à permanência dos pobres indesejados e dos pobres da região central. papel. pessoas negras.138.
Desigualdades raciais e segregação urbana em antigas capitais: Salvador, Cidade d'Oxum e Rio de Janeiro, Cidade de Ogum. Dados disponíveis em < http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/rio-de-janeiro_rj>. Este capítulo oferece, portanto, uma perspectiva situada no espaço do tempo e no espaço do espaço, que abordará o breve histórico das políticas públicas de habitação que antecederam o Programa instituído em 2009, que será localizado na cidade do Rio de Janeiro. Janeiro.
Raça e políticas normativas urbanas
Considerando o panorama apresentado no subcapítulo anterior, o acesso da população negra como um todo às políticas públicas em geral sempre foi dificultado. Aparentemente, porém, a população negra não reivindicaria uma política habitacional urbana específica, pois, como se verá mais adiante, representa a maioria dos beneficiários do grupo um do PMCMV. Nessa linha, o ordenamento jurídico nacional abre caminho para a construção de, por exemplo, uma política de cotas raciais em conjuntos habitacionais centrais públicos e privados, em benefício da população negra.
O Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial184 em seu Eixo 11 fala sobre infraestrutura; e garantir o acesso da população negra aos programas de política habitacional, mas veremos no capítulo três quais são as implicações empíricas. 2º, I, alínea ‘d’ do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial186 conduz o enfrentamento da desigualdade e do racismo, por meio da eliminação do racismo institucional que pode limitar o direito à moradia e o acesso à terra e à moradia da população negra. Com isso, são recentes medidas corretivas previstas em políticas públicas, principalmente no campo da educação, que atentam para as especificidades e necessidades específicas da população negra.
A segregação racial nas políticas administrativas urbanas
O projeto Porto Maravilha coloca novamente em pauta as estratégias de zoneamento funcional e compartimentação da cidade. 201 Com o objetivo de revitalizar a região portuária do Rio de Janeiro, foi criado um projeto chamado Porto Maravilha, que foi trabalhado por meio de um consórcio entre os setores público e privado, no contexto da preparação da cidade para os megaeventos esportivos que viriam vir para o país do Rio de Janeiro. A distribuição injusta dos benefícios decorrentes do processo de urbanização é, em última análise, o resultado de um ordenamento contraditório da cidade que reproduz o pensamento colonial.
A formação de bairros negros nas encostas reflete um padrão de dificuldade de fixação em outras áreas da cidade. 217 “[...] entre os anos 10 e 20, as favelas que se multiplicavam nos morros da cidade seriam tratadas como centros de um “arrebatamento negro”. organizar a ocupação de edifícios abandonados; a luta pelos direitos da população em situação de rua; e a resistência dos marginalizados nas periferias da cidade são tanto insurgências contra a exclusão como resultados do planeamento urbano resultantes da rejeição racista dos outros pela classe dominante.
População negra e o problema habitacional
Por outro lado, foram relatadas más condições de habitação em 52 apartamentos (39,4%). Na habitação da zona central do Rio de Janeiro: invisibilidade, heterogeneidade e vulnerabilidade. Quando o futuro repete o passado: uma análise dos conjuntos habitacionais produzidos pelo programa Minha Casa/Minha Vida na cidade do Rio de Janeiro. Uma análise socioeconômica das aglomerações não normais na cidade do Rio de Janeiro com foco na população negra.
Análise socioeconômica das áreas urbanas subnormais da cidade do Rio de Janeiro com foco na população negra, 2016. Este é o panorama da crise habitacional na cidade do Rio de Janeiro, que atinge especialmente a população negra residente. O direito à moradia digna e o Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial no Estado do Rio de Janeiro.
Centralidade e as políticas habitacionais urbanas federais
A partir deles foi possível construir um retrato dos atuais projetos de primeira renda construídos na cidade do Rio de Janeiro com recursos do programa. C3%ADíndice-de-desenvolvimento-humano-idh-municipal-an%C3%A1lise-para-a-cidade-do-rio-de-janeiro- janeiro-2015>. O mapa contido na Figura 4 mostra como ocorre espacialmente essa disparidade racial na cidade do Rio de Janeiro.
A cidade e o lazer: desigualdades socioespaciais na distribuição de equipamentos culturais na cidade do Rio de Janeiro e a construção de um indicador norteador de ações de políticas públicas. Infográfico demonstrando a visível divisão racial na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Regimes de Diferenciação, Registros de Identificação: Identidades, Territórios, Direitos e Exclusão Social In: Dispositivos Urbanos e a Estrutura da Vida: Ordens e Resistências, Rio de Janeiro: FGV Editora.
População negra em perspectivas atuais: O Programa "Minha Casa, Minha
No próximo tópico, alguns dos resultados desse tipo de política habitacional, pautada numa lógica liberal, ficarão visíveis no cotidiano da população negra atendida pelo PMCMV. É evidente que a população negra está sobre-representada nestas empresas com rendimentos mais baixos, as chamadas empresas sociais. Do abrigo ao presídio, atualmente a população negra também parece estar segregada em alguns espaços simbólicos da cidade.
Note-se que embora o primeiro capítulo mostre que a população negra está historicamente afastada da região núcleo, aqui percebe-se que mesmo quando um empreendimento é construído na região núcleo de uma cidade, o local escolhido acaba carregando uma carga historicamente irônica. Aqui, apresenta-se um nexo causal entre as baixas chances de ascensão social da população negra, que, imbuído de racismo estruturado na sociedade, acaba por resultar no empobrecimento secular da população negra. Para completar esta ordem causal, a população negra é a maior clientela destes empreendimentos de primeira linha, que, também por serem mais baratos, são construídos em sua maioria em áreas distantes do centro da cidade.
Considerações sobre o percurso da pesquisa
Este modelo contratual em que as instituições privadas têm o poder de determinar onde as pessoas negras e pobres devem viver, além de violar o significado tradicional de igualdade material, também rompe com a lógica da igualdade como não subjugação316. Poderíamos até dizer que as escolhas das regiões que receberam habitação de nível 1 são determinadas unicamente pelo valor do terreno, se historicamente a construção do valor do terreno não tivesse recebido intervenções políticas de orientações racistas. Isso, em última análise, mostra que as escolhas presentes na dinâmica urbana não são determinadas apenas pelo custo do lugar, pois entre negros e brancos que estão na mesma classe, eles ainda levam vantagem.
Rolnik, em sua pesquisa sobre os assentamentos do PMCMV em São Paulo, conseguiu demonstrar que as pessoas ali residentes viviam em locais centrais da cidade. O autor conclui ainda afirmando que as pesquisas baseadas neste tipo de informação não são as únicas que revelam a divisão particular a ser estudada, mas são elementos que complementam e são complementados por outros tipos de material. A Política Nacional de Saúde Integral para a População Negra do Sistema Único de Saúde reconhece que as pessoas de menor renda, em sua maioria negras, que vivem em condições de moradia inseguras, ou seja, o verdadeiro público-alvo das políticas de habitação social, também são mais expostos a riscos para a saúde330.
A Política Pública "Minha Casa, Minha Vida": um pouco sobre o Conjunto
337 Apesar disso, como afirmam Rocha e Corona, já existia: “[…] um decreto de 2010 que prioriza a destinação de 5% das vagas do programa Minha Casa, Minha Vida para moradores de rua”. V CORONA, J. 344 Apesar disso, o legislador criou alguns mecanismos para que o programa recuperasse sua plena vigência, como o projeto de lei nº. 888 de 2019, que dispõe sobre o tratamento tributário do rendimento mensal das construtoras com contratos de construção habitacional celebrados no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Projeto que estabelece brevemente um regime especial de tributação para empreendimentos que envolvam o desenvolvimento de imóveis residenciais de importância social, assinado no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida.
Segregação socioespacial e percepção de risco de violência em conjuntos residenciais do programa Minha Casa Minha Vida: o caso de Viçosa/MG. Minha Casa, Minha Vida”, fundada em 2009, por não cumprir as diretrizes de um plano habitacional, não conseguiu dar respostas à questão da habitação (escassez habitacional), mas sim adotou as estratégias de desenvolvimento económico do país.358. Segundo relatório do Conselho Brasileiro de Arquitetura e Urbanismo: “Segundo dados da Controladoria Geral da União (CGU), mais de 56% dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida apresentam problemas construtivos.
Contributos para minorar o problema da centralidade urbana na política
Disponível em:
Megaeventos e violações dos direitos humanos no Rio de Janeiro: Dossiê do Comitê Popular da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Territórios Autônomos pelo Direito à Cidade no Rio de Janeiro: Utopia Vivenciada no Carnaval de Rua. Disponível em:
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