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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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A Avaliação de Risco Ecológico (ARA) é uma ferramenta importante para a gestão de áreas contaminadas, pois inclui a identificação dos efeitos adversos dos contaminantes no meio ambiente. Os resultados da LoE química indicaram que o nível de risco associado à poluição por gasolina foi marcadamente reduzido nas águas superficiais e nos sedimentos da área inundada entre 2012 e 2015. Os resultados dos bioensaios agudos e crónicos da LoE ecotoxicológica mostraram uma redução na LoE química. o nível de risco nas águas superficiais e nos sedimentos entre 2012 e 2015.

Para as águas subterrâneas (para as quais se justificam ensaios ecotoxicológicos ao longo do trabalho), o nível de risco ecotoxicológico apresentou uma redução inferior a 10%, o que continua a ser extremo. APA- Área de Proteção Ambiental ARE- Avaliação de Risco Ecológico ARSH- Avaliação de Risco à Saúde Humana. A Avaliação de Risco Ecológico (ARE) avalia os riscos ao nível dos ecossistemas, das populações e dos indivíduos (não humanos) (SUTER, 2006) numa abordagem multidisciplinar.

OBJETIVOS Objetivo geral

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Os princípios que regem uma avaliação de risco ecológico são descritos em inúmeras publicações, como Ferguson et al. De acordo com Swartjes et al. 2011), ao contrário da Avaliação de Risco para a Saúde Humana, que se concentra apenas numa espécie (embora complexa), o foco de uma ARE inclui todo o ecossistema, com as diferentes espécies e os serviços ecossistémicos a elas associados. A Tabela 1 resume os principais protocolos e modelos utilizados para Avaliação de Risco Ecológico, no contexto internacional.

Os níveis do Modelo Sueco de Avaliação de Risco Ecológico incluem: (1) Classificação de Risco; (2) Avaliação básica de riscos; (3) Avaliação detalhada dos riscos. Com base nos resultados de cinco anos de pesquisa, um índice de avaliação de risco ambiental foi desenvolvido por Qu et al. 2010) com base numa análise com duas componentes: (i) o perigo representado pelo risco cumulativo de todas as substâncias potencialmente perigosas e (ii) a vulnerabilidade do ecossistema para avaliar o estado de risco ambiental em cada província chinesa. Na África do Sul, o protocolo de avaliação de riscos faz parte da Gestão Ambiental Integrada, um instrumento central da Lei Nacional de Gestão Ambiental da África do Sul (NEMA) de 1998 (CLAASSEN et al., 2001a).

Tal abordagem inclui tanto os resultados de observações de campo (baseadas em parâmetros ecológicos) quanto os componentes examinados em laboratório (determinações de relações toxicológicas de causa e efeito para estressores físicos e/ou químicos) (BURTON et al., 2002b). A adaptabilidade dos microrganismos é função da redução da concentração de poluentes no solo (PEIXOTO et al., 2008).

Figura 1: Fluxograma de uma Avaliação de Risco Ecológico de acordo com a  tríade holandesa proposta por Jensen e Mesman, 2006
Figura 1: Fluxograma de uma Avaliação de Risco Ecológico de acordo com a tríade holandesa proposta por Jensen e Mesman, 2006

METODOLOGIA

As campanhas de coleta de águas superficiais e sedimentos na área contaminada ocorreram em dezembro de 2012, julho e outubro de 2014 e fevereiro de 2015. Nesse período não foram realizadas coletas de águas subterrâneas, apenas águas superficiais e sedimentos na área inundada, possivelmente afetada pelo acidente. . Portanto, durante o período seco, na ausência de água superficial para coleta, optou-se por coletar amostras de água subterrânea em poços de monitoramento para avaliar uma possível alternativa.

De acordo com a área afetada do desastre, foram selecionados nove pontos de águas superficiais e sedimentos: A, B, C, D, E, F, G, H e I dentro de uma grade amostral de 30 pontos previamente determinada pela pessoa legalmente responsável por um acidente. A amostragem de águas superficiais na área inundada ocorreu em dezembro de 2012 e posteriormente em fevereiro de 2015. Em cada ponto, amostras de águas superficiais foram coletadas em frascos de material inerte (PEAD) e divididas em subamostras necessárias para a conservação adequada. , dependendo do parâmetro. analisar.

As campanhas de captação de água subterrânea nos poços de monitoramento ocorreram nos meses de julho e outubro de 2014 e em fevereiro de 2015. Para a captação de água subterrânea nos poços de monitoramento foi utilizado o método de limpeza de volume definido, descrito na norma ABNT NBR.15847 /2010. As concentrações das substâncias químicas de interesse, detectadas nas amostras de águas superficiais, foram comparadas com os valores de referência para águas doces de classe I, previstos pela resolução CONAMA 357/2005 e apresentados no ponto 3.6 deste trabalho.

Análises referentes às Evidências Ecotoxicológicas (LoE) Para avaliar a toxicidade em amostras de águas superficiais e subterrâneas, foram realizados testes ecotoxicológicos agudos e crônicos utilizando espécies representando diferentes níveis tróficos como organismos teste. Todos os ensaios ecotoxicológicos foram realizados no Laboratório de Biorremediação e Fitotecnologia (LABIFI) da UERJ pela equipe de Ecotoxicologia do LABIFI, incluindo o autor do presente trabalho.A Tabela 14 apresenta os bioensaios agudos e crônicos realizados com amostras de águas superficiais e subterrâneas. O efeito tóxico foi determinado comparando os resultados de inibição do crescimento e taxa de crescimento de algas expostas a amostras de águas superficiais (área de referência e riacho) e subterrâneas, em relação ao controle negativo (branco).

A solução estoque do sensor foi preparada em cada frasco adicionando 1 mL de água de diluição (água do mar artificial).

Figura  3:  Mapa  da  área  de  estudo  com  os  10  pontos  de  coleta  de  água  e  sedimentos e os 9 poços de monitoramento
Figura 3: Mapa da área de estudo com os 10 pontos de coleta de água e sedimentos e os 9 poços de monitoramento

RESULTADOS

Com base nas análises cromatográficas foi possível identificar e quantificar os poluentes de interesse nas amostras de águas superficiais nos dois períodos analisados ​​(dez/2012 e fev/2015). Durante a campanha realizada neste período, os pontos de águas superficiais A e C não apresentaram água para captação e posterior análise. O risco químico, calculado a partir das concentrações dos poluentes de interesse em cada ponto de amostragem de águas superficiais, é mostrado na Figura 5.

Os resultados das análises físico-químicas realizadas nas três campanhas de águas subterrâneas (julho e outubro de 2014 e fevereiro de 2015) foram comparados com os valores de intervenção da Decisão da Diretoria da CETESB nº. 045 de 2014 (DD045/14) e encontram-se abaixo. Tabela 22: Análise de metais, BTEX e TPH-GRO em 9 poços de monitoramento de águas subterrâneas, coletados em outubro de 2014. Vale ressaltar que durante esta campanha o poço de monitoramento (6), considerado poço de referência para análise de águas subterrâneas, não apresentou água para amostragem.

Tabela 26: Resultados da primeira campanha de testes agudos em águas subterrâneas com Aliivibrio fischeri (Microtox®) e Daphnia similis, expressos em CE50 (%); e crônica em A. Finalmente, a última campanha de águas subterrâneas (Tabela 28) mostrou toxicidade aguda para ambos os organismos teste em 5 dos 8 poços analisados. Tabela 28: Resultados de águas subterrâneas de testes agudos com Aliivibrio fischeri (Microtox®) e Daphnia similis, expressos em CE50 (%); e crônica da 3ª campanha subterrânea com Artemia salina, Desmodesmus subspicatus e Daphniasimilis, expressa em taxa respiratória (%), inibição de crescimento (%) e concentração de efeito não observado (CENO) e efeito observado (CEO), respectivamente.

A Tabela 33 resume os resultados da 1ª campanha de águas superficiais na análise dos grupos fosfato lábeis alcalinos (µg PO4³-mL-1 plasma) e na contagem de MN em O.niloticus. A segunda campanha de águas superficiais (Tabela 34) apresentou aumento no número de amostras com efeitos desreguladores endócrinos: 07 das 08 amostras (B, D, E, F, G, H e J; esta última foi selecionada como área de referência não afetado pelo acidente) mostrou efeitos negativos significativos em comparação com o controle. A 1ª campanha de águas subterrâneas indicou efeitos significativos de perturbação hormonal e genotoxicidade em todos os furos analisados ​​em comparação com o controlo (Tabela 35).

A última campanha de águas subterrâneas causou novamente a mortalidade de todos os indivíduos testados (n=5) na amostra do poço 4 (Tabela 37). A análise de biomarcadores de desregulação endócrina e genotoxicidade em amostras de águas subterrâneas envolveu algumas incertezas devido à falta de indivíduos para a análise de todos os poços de monitoramento durante as três campanhas de amostragem. Durante a segunda campanha de águas superficiais, houve redução da contaminação por gasolina nos pontos amostrais, evidenciada pela segregação espacial dessas amostras.

Figura 4:Modelo Conceitual da área contaminada.
Figura 4:Modelo Conceitual da área contaminada.

DISCUSSÃO

Paralelamente a esta possível fonte de Pb, a presença de argilominerais expansivos nos sedimentos da área de estudo pode desempenhar um papel importante na adsorção e sequestro geoquímico deste cátion metálico (CESAR et al., 2013). O reaparecimento do BTEX nessas manchas pode estar relacionado à presença de uma fase residual de gasolina nesta matriz. Conforme observado no presente estudo, os sedimentos apresentaram as maiores concentrações de naftaleno em relação às águas superficiais (JAWARD et al., 2012).

Relativamente ao risco químico, a queda acentuada dos compostos BTEX nas águas superficiais foi responsável pela redução do nível de risco em 61%, passando de 0,72 (alto) em 2012 para 0,11 (inexistente) em 2015, que só se manteve elevado no ponto D devido à presença de Pb em concentrações 10 vezes superiores à RC 357/05. BTEX acima dos VPs do DD045/14. O reaparecimento do BTEX nesta matriz em outubro de 2014 e fevereiro de 2015 indica a possível presença de uma fase residual de gasolina. A presença de uma série de compostos (e seus metabólitos) não analisados ​​no presente estudo, devido à ênfase na poluição pela gasolina, também pode explicar os resultados aparentemente contraditórios encontrados em fevereiro de 2015.

A presença de BTEX em altas concentrações, medida em poços de monitoramento, causou reações tóxicas agudas em O. O teste de frequência de MN em O.niloticus mostrou-se muito sensível à presença de contaminantes nas amostras testadas em comparação com as amostras de controle. . A quantificação do biomarcador fosfato alcalino-lábil (fosfato alcalino-lábil ALP), que permite a quantificação indireta de vitelogenina em O.niloticus, revelou a presença de compostos com potencial atividade estrogênica na maioria das amostras de águas superficiais e subterrâneas analisadas.

O resultado sugere que o efeito desregulador endócrino observado não está apenas relacionado com a presença de BTEX nestas matrizes. Análises químicas de amostras de água de rios australianos (SCOTT et al., 2014) demonstraram a presença de compostos com atividade estrogênica em 88% deles, sendo o Bisfenol-A o mais frequentemente encontrado (66% das amostras) na concentração de 24 vezes superior à concentração prevista que não causa nenhum efeito (PNEC) na biota. O principal fator que contribuiu para o resultado encontrado nesses pontos foi a presença de Pb em concentrações acima dos níveis de proteção da biota aquática, fato que aumentou o nível de risco químico.

A presença de poluentes superiores aos valores de orientação adotados neste estudo não resultou em efeitos toxicológicos na mesma medida (ou seja, para a mesma amostra, o alto nível de risco químico correspondeu a riscos ecotoxicológicos baixos ou moderados);

CONCLUSÃO

CONSELHO CANADENSE DE MINISTROS DO MEIO AMBIENTE. Uma Estrutura para Avaliação de Risco Ecológico em Locais Contaminados no Canadá: Orientação Geral, 1996. APÊNDICE A - TABELA DE RESUMO DE PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DE 10 AMOSTRAS DE ÁGUAS SUPERFICIAIS DURANTE 20-2 DE DEZEMBRO. PARÂMETROS ICO-QUÍMICOS EM 9 AVES SUBTERRÂNEAS EM JULHO DE 2014.

ANEXO D - VISÃO GERAL DOS PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS EM 09 POÇOS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA EM OUTUBRO DE 2014. ANEXO E - TABELA DE VISÃO GERAL DOS PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS EM 08 POÇOS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA APÊNDICE E - TABELA RESUMO DOS PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS EM 08 POÇOS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA ANEXO E-20. PROPRIEDADES FÍSICAS QUÍMICAS DE 10 AMOSTRAS DE ÁGUAS SUPERFICIAIS EM DEZEMBRO DE 2012.

APÊNDICE C- TABELA DE VISÃO GERAL DOS PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS EM 9 POÇOS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA EM JULHO DE 2014. APÊNDICE D- TABELA DE VISÃO GERAL DOS PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS EM 09 POÇOS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA APÊNDICE 4. OUTUBRO-2. OUTUBRO. TABELA - PRODUTOS QUÍMICOS NAS 08 ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EM FEVEREIRO DE 2015.

ANEXO F – ANÁLISE DE METAIS SINTÉTICOS, BTEX E TPH-GRO DE 10 PONTOS DE SEDIMENTOS EM DEZEMBRO DE 2012. ANEXO G – TABELA SINTÉTICA DE METAIS, BTEX E TPH-GRO POLÍTICA DE ANÁLISE 410 POINTIF10. IX H – TABELA RESUMO DE METAIS, BTEX E TPH-GRO D ANÁLISE DE 10 PONTOS DE SEDIMENTOS EM OUTUBRO DE 2014.

ANEXO I - TABELA RESUMO DA ANÁLISE DE METAIS, BTEX E TPH-GRO DOS PONTOS DE SEDIMENTOS DE 10 DE FEVEREIRO DE 2015.

Imagem

Figura 1: Fluxograma de uma Avaliação de Risco Ecológico de acordo com a  tríade holandesa proposta por Jensen e Mesman, 2006
Tabela 2: Propriedades físicas e químicas e biodegradabilidade de BTEX.
Tabela 3: Dados físico-químicos do naftaleno e 1,2-metil naftaleno.
Figura  3:  Mapa  da  área  de  estudo  com  os  10  pontos  de  coleta  de  água  e  sedimentos e os 9 poços de monitoramento
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Referências

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