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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Nisto percebi que sendo a linguagem a “ferramenta” para a aprendizagem da Filosofia, o dizer filosófico justifica-se como arte porque a vida é permeada pela linguagem quando pensamos, sentimos e agimos. Quando propomos uma reflexão sobre pensar a palavra como “ferramenta” para aprender Filosofia, permito-me, neste primeiro momento, fazê-lo.

Sobre a palavra como “ferramenta” para ensinar Filosofia

Do escrever e ler para aprender Filosofia como conhecimento de vida

Para tanto, na perspectiva de Nietzsche, a filosofia surge como um “freio na roda do tempo” para mostrar à ciência que é necessário reconsiderar os enunciados que ela contém. Refletindo sobre essa situação, o “filósofo” e seu “discípulo” discutiram a dificuldade de aproveitar a força do “mestre” e o espírito autêntico do “gênio” para promover um ensino e uma aprendizagem de filosofia de qualidade.

Da interação dos saberes entre aluno e professor

Pensar nessa arte de ler e escrever que “dança” com as palavras me traz de volta à importância do uso da linguagem criativa como “instrumento” de ensino e aprendizagem de filosofia para a vida. Uma palavra cruzada com emoção e pensamento como “ferramenta” para ensinar e aprender filosofia pode fazer você querer pensar por si mesmo.

Do domínio da língua materna para a apropriação dos textos filosóficos

Do sistema educacional

Para isso, você terá que ter vontade e coragem para se tornar “dono de si mesmo”, para contar a “verdade sobre si mesmo” aos outros. Significa buscar um “remédio” para controlar a “doença” que aflige a humanidade, ou seja, equilibrar o que causa a culpa através da “memória” e o que liberta o medo através do esquecimento. Para isso, marcavam-se na memória do indivíduo, como se “marcassem” o gado, para que não esquecessem a dor.

Portanto, nessas duas leituras, analiso principalmente a perspectiva da “singularidade” para repensar a prática de ensinar e aprender filosofia. Para fazer isso, ando na linha tênue do tempo e do espaço em que a “disciplina” da filosofia foi oferecida. É fundamental que existam “mestres” que orientem aqueles que ainda não conseguem seguir sozinhos.

Sobre a linguagem como arte: pulsão de vida concreta

Do corpo que fala

Portanto, é preciso “ser dono de si mesmo”, ou seja, ir além de uma simples vontade, agregar mais força, nutrir a vontade com um poder forte – a autoconquista. Por um lado, existe a fraca vontade de poder, que resulta na estagnação de forças, na adaptação e na conformidade. Por outro lado, a vontade de poder é forte quando as forças se expandem, resultando em criação e recriação.

Este desejo está subordinado a três condições: a saúde do corpo, a experiência vivida e o pensamento livre, pois é na intercessão destas condições que a vontade pode ser promovida a um poder forte e afirmador da vida. Portanto, no dizer antidogmático, ou seja, criativo, filosófico, está presente a vontade de poder forte, que amplia o poder de dizer e de ouvir, influenciando os outros no ensino de Filosofia, através da sensação do corpo que “fala”. Nesta primeira análise do lugar habitado pela palavra, que atua no momento do dizer da linguagem como arte, o corpo “fala” quando imbuído da vontade de poder forte e como dizer filosófico criativo.

Da má consciência que cala

Eu sou o caminhante do eu e a inflação dos seus conceitos.” O eu diz para si mesmo: "Sinta dor agora!" E então o eu sofre e reflete sobre como não pode mais sofrer – e portanto deve pensar. Para o cristão, a passagem pela vida corresponde a uma “ponte para outra existência”; para o moralista, “a obediência aos costumes” e para o metafísico, “a verdade indiscutível”. Esse discurso estabelece a necessidade de dependência de algo ou alguém fora da vida concreta.

Isto representa a característica de um “espírito livre” singular, imbuído de vontade de poder forte, de forças ativas de transformação, ou seja, de estar em constante mudança, de ser “dono de si” e portador de poder. O que cega é uma luz muito brilhante”. Esta cegueira involuntária pode ocorrer em condições como a “vontade de verdade” dominada pelo “poder da razão”, levando o indivíduo diferente à exclusão. Este jovem, imbuído de cor, vida e coragem, aumentará a sua potência activa, no momento em que for encorajado a afastar-se da “manada”, a seguir o seu próprio caminho, a difundir o pensamento inovador.

Do ler e escrever que “dança” com as palavras

Neste ponto, analiso a relevância da leitura e da escrita em movimento, ou seja, “dança” com as palavras. Mas na arte de ler e escrever como pulsão de vida, seria necessário transformar-se, ter coragem de superar-se e vontade de “dançar” com as palavras. Nessa perspectiva, o caminho que pode levar a uma compreensão da leitura e da escrita que “dança” com as palavras é a coragem de “se mostrar”.

Assim, “dançar” com as palavras é uma forma de “dizer a verdade sobre si mesmo”, bem como “sobre a vida que viveu”. Este seria um momento em que a linguagem pode surtir efeito, pois no momento em que se esquece de suas características, como as “verdades”, pode-se “dançar” com as palavras. Assim Nietzsche (2005b) nos convida a “dançar” com as palavras: “Aprendi a andar, desde então adoro correr.

Da união do coração com o pensamento

No próximo tópico, continuo na defesa de uma filosofia repleta das características do filósofo do futuro, onde coração e pensamento se unem. Scarlett Marton (2010, p. 144) comenta que Nietzsche considera a linguagem verbal como uma forma de comunicar algo porque “no momento em que alguns indivíduos procuram viver juntos, surge a necessidade de estabelecer uma designação de coisas cujo uso seja válido e uniformemente obrigatório”. ". Na visão de Nietzsche, porém, existem duas perspectivas sobre esse deus: o primeiro deus Dionísio "aparece" no livro O Nascimento da Tragédia, onde valoriza a linguagem estética como a mais nobre representação simbólica que atua na vida humana, que origina-se das forças naturais.

A autora escreve sobre a vida plurianual onde o ideal seria “criar as próprias realidades”, pois diz que a vida “não tem adjetivo. Após apresentar à autora Clarice Lispector e ao autor Rubens Alves belos escritos onde “dançam” com as palavras entre “criar e mostrar a realidade”, continuo com o meu. Lembro-me também dos escritos de Nietzsche quando criticava a educação e a cultura de seu tempo.

Sobre o perspectivismo no dizer filosófico

Da oferta do ensino de Filosofia

Em outras palavras, de uma forma ou de outra tem sido dada muita importância à oferta da “disciplina” da filosofia nas instituições de ensino. Em 7.044, a “disciplina” da filosofia foi reintroduzida no currículo, mas limitada a apenas uma hora-aula, nas séries do 2º ano. A imposição legitimada da inclusão e exclusão da “disciplina” da filosofia no “currículo” escolar representou e ainda representa a manutenção da modelização do pensamento pelo discurso em prol da padronização do conhecimento proposta para as massas.

Contudo, este problema vai além da remoção da filosofia da “disciplina” dos currículos escolares; falta também um espírito inquisitivo e experimental nas afirmações filosóficas. Refletir sobre o que a “disciplina” da filosofia oferece e a experiência de ensinar e aprender a pensar significa também repensar as questões sociais e culturais como uma intersecção com a educação. Ela pode ser encontrada, de forma mais direta, na prática didático-pedagógica de ensino e aprendizagem de filosofia.

Do ensinar e aprender Filosofia na sala de aula

Nessa perspectiva, continuo pensando em questões relevantes para o ensino e a aprendizagem de filosofia em sala de aula. No tópico a seguir, analiso algumas questões relacionadas ao cotidiano da aprendizagem e do ensino de filosofia em sala de aula. Para tanto, levanto questões sobre a falta de papel questionador do professor de filosofia; a impossibilidade de ensinar filosofia a todos; problemas com pensamento independente; a prática docente do professor e o exercício de aprendizagem do aluno.

Cito aqui alguns escritos de autores que se comprometem a pesquisar práticas didático-pedagógicas na prática de ensino e aprendizagem de filosofia. Destaco oito situações práticas relacionadas ao ato de ensinar e aprender Filosofia: metodologia; aulas expositivas; falta de interesse; diálogo; Há um impasse nesta questão, pois supõe-se que haja uma dicotomia entre vontade e inteligência na aprendizagem e no ensino.

Da conversa sobre Filosofia e relatos do dizer

Para ampliar a nossa reflexão sobre o momento em que se ensina e se ensina Filosofia, estas questões são seguidas de outras: a “disciplina” da Filosofia fomentaria a promoção do pensamento crítico e criativo. O terceiro relato de experiência, como poucos dizem, aconteceu no momento em que foi implementada a inesperada proposta educacional de aulas de Filosofia a distância. Volto aqui à questão colocada anteriormente a respeito da questão que se refere ao lugar da “disciplina” da Filosofia nas instituições de ensino: seria a filosofia uma “disciplina”.

Para isso, seria necessário desenvolver um idioma filosófico em perspectivas, como a imagem de uma teia onde sentimentos, pensamentos e ações se interligam à luz da vida vivida. Com base nisso passo para o próximo tópico, onde analiso a importância de desenvolver o “cultivo de si mesmo”, “de ser o que se é”. Porém, é preciso construir uma base sólida, dominar a língua materna, manter conhecimentos versáteis e refletir sobre a vida para depois poder pensar por si mesmo.

Nisto entendo que existe um “jogo” que se manifesta na emoção e se sustenta entre a potência de pensar, sentir e agir que se libera através das palavras à luz da experimentação na vida vivida. Entendo que no ensino e na aprendizagem de filosofia há um confronto entre diferentes tipos de conhecimento processados ​​através das palavras, numa tensão entre aqueles que ainda não estão totalmente carregados pelo espírito de “rebanho” e aqueles que pretendem ser únicos, genuínos e capaz de pensar por si mesmo.

Do tornar-te quem se é

Do tornar-se mestre e da valorização do gênio

Porém, para o surgimento de uma cultura autêntica, seria necessária a presença do “mestre” para “pegar na mão” dos alunos, mas somente quando eles estiverem “maduros”, para deixá-los ir. Ao absorver as qualidades do filósofo matinal, o professor “mestre” será capaz de estimular o impulso criativo no ensino de filosofia. Que através do dizer filosófico do “mestre” possamos enfrentar os desafios de agir com palavras diante das vicissitudes da vida e à luz da diversidade humana.

Aqui você pode despertar o desejo de criar e assim liberar ‘novos’ pensamentos através das palavras. Ao traduzir o ensino da “Filosofia Técnica” no ensino da “Filosofia Criativa”, pode surgir um “novo” caminho que pode ser seguido, com o objetivo de conhecer a arte de ensinar Filosofia como linguagem criativa para a vida. Portanto, nesta dissertação defendo a possibilidade de implementar na educação filosófica a arte de ensinar filosofia como linguagem criativa para a vida.

Referências

Documentos relacionados

Erick Felinto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ, Brasil Francisco Rüdiger, Pontifícia Universidade Católica e Universidade Federal do Rio Grande do Sul