• Nenhum resultado encontrado

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Universidade do Estado do Rio de Janeiro"

Copied!
121
0
0

Texto

Racismo Estrutural na Gestão de Recursos Hídricos: O Caso do Comitê da Bacia da Baía de Guanabara na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos SEGRHI-RJ no Estado do Rio de Janeiro.

Gráfico 01 –  Pessoas por cor/raça nos municípios da RHV-BG........................................
Gráfico 01 – Pessoas por cor/raça nos municípios da RHV-BG........................................

Objetivo geral

Objetivos específicos

Na primeira, discutiremos a questão racial a partir principalmente de autores negros, possibilitando a compreensão da formação histórica, social, econômica e política da sociedade brasileira a partir do racismo estrutural (ALMEIDA, 2019; CARNEIRO, 2005; MBEMBE, 2018; MOREIRA , 2017; QUIJANO, 1993; RIBEIRO, 2019a; WERNECK, 2013). E por fim, identificar e caracterizar a minoria majoritária localizada na área de estudo com foco nas questões raciais.

Racismo estrutural e seus desdobramentos

Almeida (2019) e Moura (2014) afirmam que o racismo é sempre estrutural, não é uma patologia social (racismo individual) nem uma divisão institucional (racismo institucional), mas sim um componente dos sistemas estruturais da sociedade contemporânea. Eles direcionaram a desigualdade social e naturalizaram as relações raciais e impossibilitaram a discriminação racial na sociedade brasileira (ALMEIDA, 2019).

Cidadania racial

A ideia de igualdade material baseia-se na justiça distributiva, onde o Estado é o órgão que regula o acesso às oportunidades sociais e deve distribuir de forma que todos os grupos sociais possam ser beneficiados (MOREIRA, 2017). A representatividade e a participação devem sustentar a prática institucional cotidiana do Comitê de Bacia, envolvendo os diversos grupos sociais que pertencem a esta área.

Maioria minorizada

Lei nº. A Lei 9.433 de 1997, conhecida como “Lei das Águas”, criou a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e criou o Sistema Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (SINGREH). O Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH é um órgão colegiado, consultivo e consultivo, autoridade máxima da hierarquia do SINGREH.

Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos do estado do Rio de

Conselho Estadual de Recursos Hídricos

Composto por um plenário de 32 titulares e 32 suplentes, que, além do CBH, se dividem entre segmentos de órgãos públicos, usuários de água e sociedade civil. É responsável por supervisionar e promover a implementação das diretrizes do PERH, sendo um dos seus quatro objetivos difundir informações, contribuir para a educação ambiental e participar na gestão dos recursos hídricos.

Comitês de Bacias Hidrográficas

Fundo Estadual de Recursos Hídricos

Agências de Água

Instituto Estadual do Ambiente

Gusmão (2015) ilustra, por meio da construção de mapas de pontos, a segregação racial na cidade do Rio de Janeiro. O estado do Rio de Janeiro registrou no último censo (IBGE, 2010) o grupo de pessoas de cor/raça parda e preta acima de 50% da população carioca. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro faz parte da área de atuação do CBH-BG e apresenta alta densidade demográfica, o que provoca grande demanda por água.

A publicação do livro ocorreu em 2013 e é possivelmente o único estudo a mapear e identificar as religiões de base africana no estado do Rio de Janeiro. Em seguida, no segundo capítulo, foi retratada a divisão hidrográfica em regiões e comitês de bacia, além da organização da gestão hídrica no estado do Rio de Janeiro, descrevendo o Sistema Estadual de Gestão de Recursos Hídricos (SEGRHI-RJ). Água e saúde no estado do Rio de Janeiro: uma leitura crítica do arcabouço jurídico-institucional.

Água, doenças, saúde e o arcabouço jurídico-institucional: por uma gestão integrada das águas no estado do Rio de Janeiro. Planos de bacias hidrográficas na prática: uma análise do planejamento de recursos hídricos no estado do Rio de Janeiro / Samuel Muyleart Camargo da Silva.

Figura 03 - Mapa de localização da RH V - BG
Figura 03 - Mapa de localização da RH V - BG

Regiões Hidrográficas no estado do RJ

Região Metropolitana do Rio de Janeiro

  • Habitação
  • Emprego
  • Transporte
  • Segurança
  • Saneamento
  • Saúde
  • Cultura
  • Assistência Social
  • Gestão Pública

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) foi criada em 1974 pela Lei Complementar nº. 20, que determinou a fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, ocorrida no ano seguinte. Concentra cerca de 75% da população do estado e os municípios mais populosos são o Rio de Janeiro em primeiro lugar, seguido por São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Em julho de 2020, a Casa Fluminense lançou o Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro abrangendo dez eixos temáticos: assistência social, cultura, educação, emprego, gestão pública, habitação, saneamento, saúde, segurança e transporte.

Nos bairros que têm o metro quadrado mais caro do país: Lagoa, Leblon, Ipanema, Jardim Botânico, Gávea, Copacabana e Leme; Gusmão (2015) retrata a divisão racial por meio da representação de bonecos para facilitar a compreensão, comparando a cidade do Rio de Janeiro à região da Zona Sul.

Figura 06 – Concentração populacional na RMRJ
Figura 06 – Concentração populacional na RMRJ

Região Hidrográfica V – Baía de Guanabara

A região abriga 70% da população nacional, possui o maior complexo industrial do estado do Rio de Janeiro, mas apresenta condições de grande desigualdade econômica e social (IPEA, 2019). Neste território complexo, onde vivem mais de 10 milhões de pessoas (IBGE, Censo 2010), que formam, junto com rios, córregos e mata atlântica, uma relação de filiação direta ou indireta com o corpo-território (MIRANDA, 2018). Na ausência de um planejamento de políticas públicas para infraestrutura habitacional, milhares de pessoas vivem próximas a rios e/ou encostas, o que já faz parte do cotidiano de milhares de famílias: casas desabam, rios transbordam e doenças ameaçam.

Todos os municípios da RH V – BG possuem população predominantemente parda e de cor, conforme dados do IBGE (Censo, 2010) ilustrados na figura abaixo.

Figura 36 – Mapa dos municípios que compõem a área da RH V
Figura 36 – Mapa dos municípios que compõem a área da RH V

Comitê de Bacia da Baía de Guanabara

Estrutura e funcionamento do CBG-BG

Plenária

Vale ressaltar que para o presente trabalho, apesar da pesquisa abranger os três segmentos que compõem a plenária do CBH-BG, o maior foco foi o segmento da sociedade civil, por ser entendido como um espaço que permite o envolvimento de outros da sociedade civil para a gestão da água, neste caso comunidades quilombolas e religiões de origem africana. Segue abaixo uma tabela com a composição dos membros do grupo da sociedade civil que compõem a sessão plenária do biênio 2018-2020, divididos por seis sub-regiões. As indicações dos principais representantes dos segmentos das organizações da sociedade civil serão propostas pelos representantes legais de suas instituições.

As organizações da sociedade civil deverão ter atividades comprovadamente relacionadas aos recursos hídricos e deverão ser ocupadas por membros dos subcomitês das respectivas sub-regiões hidrográficas, observada a proporcionalidade da população residente e, em caso de vacância, deverão ser preenchidos, primeiramente, pelos membros dos Subcomitês e, num segundo momento, poderão ser preenchidos por instituição não integrante dos Subcomitês, que atenda aos segmentos e requisitos da notificação.

Arcabouço institucional-legal do CBH-BG

Este ponto pode ser um obstáculo para a participação de instituições representativas de grupos vulneráveis ​​no espaço político dos comitês de bacia. Costa (2013) destacou esta questão já em sua pesquisa de doutorado como um obstáculo para a não participação de grupos vulneráveis ​​no CB-BG. Diferentes daqueles que representam segmentos do poder público e dos usuários, porque exercem atividades profissionais que são de alguma forma financiadas pelas instituições e/ou órgãos a que pertencem.

Drenagem da Baía de Guanabara-Trecho Leste 3 Drenagem da Baía de Guanabara-Trecho Oeste 5 Lagoa Rodrigo de Freitas Sistema Lagunar 2.

Plano de Bacia do CBH-BG

Regimento Interno

Além da região metropolitana do Rio de Janeiro, a maior parte da população carioca vive em favelas, em condições inseguras, segundo dados do IBGE (O censo dessa população pertence aos grupos de pessoas de cor/parda e negra , ( NASCIMENTO, A., 2019, p. 280). Pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler/escrever por cor/raça - área de estudo. O livro "Presença do Axé: Mapeando terreiros no Rio de Janeiro" é resultado de pesquisa realizada pela PUC-Rio por meio do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA) e do Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA) em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR /PR).

A maioria das casas de axé está localizada na região metropolitana do Rio nos seguintes municípios: Rio de Janeiro (apareceu em 98 bairros), representando uma concentração de 46,5%; e o restante foi distribuído para a Baixada Fluminense (Nova Iguaçu, Nilópolis, Duque de Caxias, São João de Meriti, Mesquita e Belford Roxo) com 11% desses estabelecimentos; e leste da Baía de Guanabara (São Gonçalo; Niterói; Cachoeira de Macacu; Guapimirim;. A ideia original era realizar um estudo em todos os comitês de bacia do estado do Rio de Janeiro e comparar a existência de elementos que pudessem indicar ou não, a participação de grupos negros nesses espaços políticos Ao final desta pesquisa, os dados coletados, sistematizados, descritos e analisados ​​confirmam a presença do racismo estrutural na dinâmica institucional de um dos espaços políticos de gestão de água doce no estado do Rio de Janeiro Janeiro, Comitê da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG).

Gráfico 02 - CBH-BG - Plenária – Titulares: separado por segmento/cor/raça
Gráfico 02 - CBH-BG - Plenária – Titulares: separado por segmento/cor/raça

Perfil dos atores institucionais dentro do CBH-BG – gestão 2020/2022

Novo olhar para RH V-BG: comunidades quilombolas e religiões de matrizes

Comunidades quilombolas

Até outubro de 2020, o site da Fundação Palmares registrava um total de 30 comunidades quilombolas certificadas no estado do RJ, mas esse número aumenta se contarmos aquelas em processo de reconhecimento e certificação. Autor, 2021, com base em dados coletados no site da Fundação Palmares / Acessado em 18 de dezembro de 2020. O mapa abaixo é uma representação visual desses grupos na área de estudo – RHV-BG.

A Constituição de 1988 incorpora o termo quilombola no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), garantindo direitos aos remanescentes de comunidades quilombolas.

Figura 44 - Comunidades quilombolas identificadas dentro da RH V-BG
Figura 44 - Comunidades quilombolas identificadas dentro da RH V-BG

Religiões de matrizes africanas

1 Candomblé Inclui casas definidas exclusivamente como Candomblé, mas também todas as casas designadas como Candomblé com mistura de outra denominação; 2 Umbanda Inclui as casas que se autodenominam Umbandista, bem como todas as casas que se autodenominam Umbandista e. 3 Outros bens Inclui todas as denominações que não se declararam Candomblé ou Umbanda;

Abaixo segue uma demonstração das comunidades tradicionais identificadas dentro da área RH V-BG, levando em consideração os dois grupos identificados e caracterizados durante o estudo.

Figura 45 - Índice de instituições das religiões de matrizes africanas identificadas na RH V-BG
Figura 45 - Índice de instituições das religiões de matrizes africanas identificadas na RH V-BG

Contribuições da filosofia africana na gestão das águas

Em outro caso, em 12 de fevereiro de 2021, a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) instituiu uma comissão especial de combate ao racismo estrutural e institucional (CECREI) com o objetivo de propor medidas concretas por meio da “realização de estudos , seminários, cursos e dinâmicas grupais e individuais, com o objetivo de sensibilizar todos os agentes que atuam e prestam serviços" na PGE-RJ. Phttps://www.rebob.org.br/post Pesquisaras-aindam-resultados-do -projeto-marca-d-agua-na -vila-cidada / Acessado em dezembro de 2020.aulo; Ubu Editora, 2020. O mito da democracia racial e a relação entre raça e política no Brasil: reflexões de Carlos Halsenbalgo; http:/ /periodicos.unimontes.br/argumentos;.

Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/igualdade-racial/seppir-promovendo-a-igualdade-racial-para-um-brasil-sem-racismo.

Imagem

Figura 02 - Regiões Hidrográficas do estado do RJ e seus respectivos CBHs
Figura 05 - Mapa da divisão atual das RHs com a divisão em Regiões de Governo do estado do RJ
Figura 07 - Mapa sinalizando a área de estudo na cor roxa– RH V-BG
Figura 08 – Percentual da população preta ou parda em relação ao total de habitantes
+7

Referências

Documentos relacionados

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia Universidade do Estado do Rio de Janeiro Centro de Educação e Humanidades Faculdade de Comunicação