Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação) – Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2022.
A pesquisa: pressupostos teóricos e metodologia
Nesse sentido, destaca-se a importância de um exame pré-vestibular em Belford Roxo, considerando que a região apresenta baixa qualidade de ensino, e cenários de vulnerabilidade social para os jovens da Baixada. No caso do Exame Preliminar da Fundação Cecierj, a pesquisa descreve um país com uma prática pouco progressista.
O contexto do surgimento dos pré-vestibulares
Com isso, você tem hoje, em todo o Brasil, mais de 2.200 experiências pré-vestibulares comunitárias seguindo esse método formatado aqui na Baixada Fluminense: professores voluntários, com aulas de cidadania que acontecem majoritariamente nos finais de semana, aos sábados, utilizando os espaços físicos do comunidade em si e não construir espaços próprios, ou seja, esse método aqui desenhado é muito fácil, muito fácil (ALBERTI; PEREIRA, 2004, p. 50). Frei David apresenta a intenção quando criou estes cursos, ou seja, após a criação do PVNC, foi proposta a criação de outros cursos com a mesma intenção, o que obviamente foi concretizado, com o número de mais de 2.200 cursos neste formato em o país.
Sobre relações raciais e o racismo estrutural no Brasil
Desigualdades educacionais
O acesso à educação normalmente possibilita o ingresso no mercado de trabalho, mas a desigualdade na educação da população adulta brasileira também afeta a quase impossibilidade de progresso social dessa população no país. Além disso, segundo Henriques (2001), em 1999, 98% dos jovens negros entre 18 e 25 anos não ingressaram no ensino superior, mostrando que esses jovens praticamente não tiveram acesso ao ensino superior durante a década de 90. Esses números confirmam a situação educacional desigual da população negra no Brasil durante a década de 1990.
Desigualdades sociais
Portanto, os números mostram que nascer negro no Brasil aumenta a chance de ficar pobre no país. Assim, durante a década de 1990, ocorreram mudanças nos debates sobre a desigualdade racial no Brasil, visto que o país foi considerado o país mais importante por muitas décadas. Essas mudanças ocorreram em decorrência da maior mobilização do Movimento Negro, no qual foi possível constatar a desigualdade racial entre negros e brancos, pois esta questão continuou a ser questionada na última década.
A juventude: classes populares e raça/cor
Entre eles, a formação profissional, criada por meio de projetos sociais, em conjunto com governos, para inserir esse grupo no mercado de trabalho. No caso dos jovens das classes populares, mesmo quando ingressaram no mercado de trabalho, não foram reconhecidos e aqueles que tiveram oportunidade de estudar desfrutaram de uma educação de baixa qualidade. Assim, os jovens negros são os mais jovens no ambiente acadêmico, os mais jovens no mercado formal de trabalho e as maiores vítimas da violência.
As políticas da diversidade
Estabelecida como regra, a lei estabeleceu como obrigatória a inclusão do estudo da história e da cultura afro-brasileira no currículo da educação básica. Além disso, a Lei 11.645/08 acrescenta a obrigatoriedade do estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino fundamental e médio. Para formar professores, o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em conjunto com a Universidade de Brasília (UnB), desenvolveram em 2006 um curso sobre História e Cultura Afro-brasileira.
Políticas inclusivas: o acesso ao ensino superior
Portanto, cabe ressaltar que os números dessas medidas afirmativas são positivos, pois possibilitaram maior acesso ao ensino superior também para a população negra. Este exame preliminar surge num momento importante em que foram adotadas políticas públicas no que diz respeito ao reconhecimento da desigualdade no acesso ao ensino superior devido à qualidade insuficiente do ensino, especialmente nas escolas públicas. Bem como políticas feitas a partir do exame desses números, especialmente aqueles relativos ao ingresso no ensino superior, inclusive descrevendo o surgimento de cursos pré-universitários sociais.
O Pré-Vestibular Social da Fundação Cecierj (PVS)
Segundo Bielschowsky (2018), as aulas oferecidas são presenciais de Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Química, Física, História, Geografia e Redação, com duração de 55 minutos, e, remotamente, em Língua Estrangeira, oferecendo espanhol e inglês. Quanto à seleção dos professores, chamados de mediadores, o processo seletivo é realizado por meio de duas fases, sendo a primeira composta por uma prova objetiva de língua portuguesa e da disciplina escolhida para ministrar, com exceção dos candidatos a tutores de Libra e Libra. , e a segunda, caso o candidato tenha tido bom desempenho na primeira, uma prova de aula de até 15 minutos perante uma banca normalmente composta pelos coordenadores das disciplinas em conjunto com um professor convidado. Esse processo é válido para alunos de graduação e que já concluíram o ensino superior.
Levantamento bibliográfico sobre o PVS
Em 2003, a lei incluía disposições para membros de minorias étnicas (entre eles, indígenas e Kulombolas), filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores da administração de segurança e prisões, mortos ou incapacitados em decorrência do serviço prestado. e as pessoas. com deficiências. Ainda no campo do impacto social, Souza (2020) apresenta uma análise das percepções dos estudantes sobre as políticas de cotas no acesso ao ensino superior no Brasil, partindo da questão de como os estudantes percebem as cotas para ingresso em universidades públicas nas modalidades étnicas e étnicas. social pela Lei Estadual nº. legislação para reserva de vagas, em relação às seguintes cotas: i) alunos da rede pública de ensino; ii) estudantes autodeclarados negros e indígenas; iii) pessoas com deficiência; e iv) filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária falecidos ou incapacitados em decorrência do serviço prestado. É importante destacar que a lei foi substituída pela lei nº, que prorroga por mais dez anos a reserva de vagas em instituições públicas estaduais, com a inclusão do kulombola, e fixa os números em 20% das vagas reservadas a negros , indígenas e estudantes de comunidades quilombolas, 20% das vagas reservadas para estudantes do ensino médio da rede pública, municipal, estadual ou federal e 5% das vagas reservadas para estudantes com deficiência, e filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores penitenciários de segurança e administração, mortos ou incapacitados devido ao serviço.
Relação entre a autora e o campo de investigação
Nesse sentido, o estudo realizado nesta pesquisa tem como objetivo abordar as experiências de estudantes negros que se formaram na PVS e estão atualmente cursando a universidade. Nesse contexto, vale destacar o texto “De que lado estamos?”, do autor Becker (1977, p. 133), no qual se mostra que na pesquisa um lado está sempre protegido, como sempre está. Posições: Nunca podemos evitar tomar partido. Kilomba (2019) discorda que a distância emocional, social e política seja sempre uma condição favorável à investigação, apontando para a ideia de que ser “insider” produz uma base importante para a investigação centrada no sujeito.
Breve descrição do município de Belford Roxo e sua relação com o
O Grupo de Suporte à Orientação Acadêmica (SOA)
O material didático sobre Direitos Humanos conceitua cidadania ao longo do tempo para conectar direitos humanos e cidadania no Brasil, apresentando o que são. Isso porque, durante as discussões, os estudantes costumam expor seus posicionamentos, em sua maioria, baseados em suas próprias experiências, que tendem a permear as questões raciais. Nesse sentido, considerando o município de Belford Roxo como um local onde a política estadual é realizada na ausência, contar com um projeto como o PVS é importante para que a população tenha oportunidades que minimizem as desigualdades.
Juventude negra do PVS de Belford Roxo
Quanto ao processo seletivo, existem duas modalidades de cursos ao longo do ano, o curso extensivo que acontece de março a dezembro, e o curso intensivo que acontece de junho a dezembro. Durante o período de triagem foi um assunto muito recorrente ao longo de todo o processo, a questão da quantidade de documentos era um empecilho para os interessados não conseguirem vaga. Além disso, são descritos os critérios de seleção dos entrevistados e as questões que foram abordadas e analisadas, para que o objetivo da pesquisa fosse alcançado.
A pesquisa…
Relação da autora com os pesquisados
O único que não era aluno foi contatado por meio de um amigo, facilitador do centro de Belford Roxo, que foi solicitado a ser indicado para participar do estudo. Embora a maioria dos entrevistados tenha vivenciado o processo de Pré-Entrada Social, o contato com eles já havia sido perdido há muito tempo. No entanto, quando os pesquisaram nas redes sociais, foram muito úteis. Alguns disseram que sentiram falta do curso e dos ensinamentos do autor.
O Ser Negro (a)
Etapas da Pesquisa
Com base no formulário, foram levados em consideração os seguintes critérios, mostrando como a experiência pré-universitária e/ou universitária contribuiu para a identidade negra e/ou dos alunos que ingressaram por meio de ações afirmativas (reserva de vagas, cotas, recompensas, etc. ). Todos foram feitos no computador, por meio da plataforma Google Meet, e gravados no software denominado OBS Studio24. O entrevistado Jorge, 24 anos, ofereceu a entrevista em seu quintal, utilizando seu celular, durante todo nosso diálogo permaneceu no mesmo local com uma parede branca ao fundo.
Vivências em Belford Roxo - a periferia e a experiência de ser negro
Dessa forma, Jorge identificou uma segregação espacial, em que pessoas mais leves ocupam espaços privilegiados que ele diz serem mais organizados, diferentemente da cidade de Belford Roxo. Por exemplo, o local onde mora, a cidade de Belford Roxo, fica longe dos locais que ela precisa frequentar, como a Universidade. Dessa forma, observou-se que as necessidades da cidade de Belford Roxo contribuem negativamente para a experiência de ser negro dos entrevistados, principalmente quando comparamos seus municípios com regiões privilegiadas.
Análise dos dados do formulário Google Forms…
Pré-vestibular social, Universidade e Cor
Duas das entrevistadas, Vitória, aluna da Unirio, localizada na zona sul do Rio de Janeiro, e Maria, aluna da UFRJ, no campus Xerém, reconhecem a importância dos coletivos, mas justificam a falta de associação com os negros. Coletivos estudantis por falta de menção às suas atividades e existência. Porém, ambos afirmaram que embora não haja uma movimentação forte entre esses grupos, diálogos sobre questões raciais acontecem na comunidade estudantil negra. A pandemia de Covid 19 provavelmente contribuiu para a falta de comunicação entre grupos e estudantes negros.
Cicatrizes do racismo cotidiano
A função do racismo é colocá-lo em segundo plano ou cobri-lo com um véu. Nesta frase, Maria descreveu um caso de perseguição, numa loja, em que foi considerada incivilizada e possível ladra. Ou seja, toda vez que ela voltava para a loja ela era colocada em um cenário colonial, toda vez que ela ia para a loja ela vivenciava esse choque.
Consciência antirracista e o tornar-se negro (a)
Sobre o divórcio, Jorge relatou que o racismo diário o levou a se afastar da sociedade: “Vivi o racismo, principalmente na escola. Tanto na escola quanto nas provas pré-vestibulares, comecei a ficar quieta em ambientes lotados.” Sobre a intemporalidade, Mariana, 23 anos, relatou: “O racismo trouxe muitas cicatrizes. Tanto na Donana quanto no Coletivo de Geografia Negra da UFRJ, os movimentos dos quais participo, me deram essa dimensão do conceito de identidade, mas essa identidade coletiva, porque minha identidade pessoal veio das minhas experiências, das minhas memórias, memórias que foram construídas .
Sociabilidade
Todo esse momento de pré-vestibular, ingresso na universidade, minha transição também fez muita diferença nesse processo. A adesão aos movimentos sociais envolve também a questão da sociabilidade, neste sentido três dos entrevistados destacaram a importância desses movimentos neste processo de “descolonização de si”, ou seja, dar voz e visibilidade às pessoas subalternadas e oprimidas. Falar sobre questões raciais foi importante para que esses sujeitos criassem uma consciência antirracista, seja no pré-vestibular, na Universidade, na sala de aula ou fora dela, foi através dos diálogos que se construíram conhecimentos que eles levaram para outros lugares levaram . , o que os fez refletir sobre a realidade e os conduziu ao processo de construção da identidade negra.
Formas contemporâneas de construção da identidade negra
Porém, as redes sociais podem ajudar até certo ponto nessa construção, por exemplo, pessoas como seus pais não estão nesse espaço. Outro ponto importante que também foi apresentado foi que as redes sociais podem ser importantes, mas também podem ir contra esses objetivos e ser um ambiente que irá confirmar a discriminação. Embora as redes sociais aumentem as chances de propagação do preconceito, elas funcionam como formas de contribuir para a construção da identidade negra.
Expectativas futuras e Cor
Também foi considerado importante que Bruna apresentou a importância das redes sociais na construção da identidade negra, mas não utilizou suas redes para focar nessas questões porque indica que a sociedade vê os negros estudando esses temas raciais como se pudessem simplesmente fazer isso . falar sobre isso, ou seja, como se a população negra só pudesse falar de questões raciais. Por isso gosta de falar sobre alimentação, exercícios, poesia e moda, seu assunto preferido na internet. Eles merecem e podem falar sobre tecnologia, inovação, Afrofuturismo, tema que ela também gosta de falar.
Observações sobre a pandemia
Disponível em: https://docplayer.com.br/amp/7267357-Ampliando-futuros-o-curso-prevestibular-comunitario-da-mare.html. Disponível em: http://www.cdi.uneb.br/site/wp-content/uploads/2016/01/nadia_maria_cardoso.pdf. Percepções dos estudantes pré-vestibulares sociais (PVS) sobre a política de cotas no acesso ao ensino superior brasileiro.