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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Tese (Doutorado em Ciência Política) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos Sociais e Políticos. Tese (Doutorado em Ciência Política) – Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

MOTIVAÇÕES E CONDICIONANTES DAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA

Introdução

A seguir, três seções diferentes abordam como o contexto político e econômico influenciou a proposta e o desenvolvimento de cada uma das reformas previdenciárias realizadas. Cada uma dessas seções tem uma subseção que resume os vários custos políticos que os governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Jair Bolsonaro enfrentam quando propõem suas reformas previdenciárias.

Constitucionalização da Previdência Social no Brasil

Somente na Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 18 de setembro de 1946 é utilizado o termo “seguridade social”. Um marco para a consolidação da seguridade social brasileira foi a criação do Instituto Nacional de Seguridade Social (INPS) e a fusão das instituições de previdência e aposentadoria pelo Decreto-Lei nº. 72, de 21 de novembro de 1966 (BRASIL, 1966).

Características e especificidades de alteração dos regimes previdenciários no

No Brasil, existem dois sistemas de seguridade social para funcionários do setor privado: público e privado2. Todos os trabalhadores que não estão enquadrados no regime previdenciário estão enquadrados no regime geral de previdência social (RGPS).

EC 20/98: Reforma na Previdência e no Estado brasileiro

  • Reformulação de estratégias e obstrução da oposição

É neste contexto de divergência sobre o processo de remodelação do papel do Estado brasileiro que ocorreu a reforma previdenciária de Fernando Henrique Cardoso (EC 20/98). Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, as mudanças no sistema previdenciário afetaram principalmente os trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), pois o governo não conseguiu dar continuidade às mudanças destinadas aos trabalhadores do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). ) – servidores públicos, titulares de cargos permanentes.

  • Custos partidários e ideológicos de uma reforma da previdência feita por um partido de

O manifesto do governo do Partido Trabalhista (PT), publicado nas eleições de 2002, já mencionava uma preocupação com a reforma previdenciária. A reforma previdenciária foi enviada ao Congresso pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de abril de 2003.

EC 103/19: A reforma de uma coalizão legislativa majoritária

  • Governo minoritário e apoio parlamentar

A reforma previdenciária de Jair Bolsonaro (EC 103/19) é altamente dependente da trajetória15, sendo a reforma iniciada e não concluída no governo de Michel Temer, a proposta de emenda à Constituição nº 287, apresentada em 5 de dezembro de 2016 (PEC 287 /16). . A reforma previdenciária do governo Bolsonaro fez parte da agenda liberal prometida pelo presidente da República durante a campanha.

Conclusão

A primeira reforma previdenciária realizada foi realizada por meio da Emenda Constitucional nº. 20 de 1998 (EC 20/1998), no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Inserida no quadro das reformas económicas do Estado empreendidas pelo governo FHC, a reforma previdenciária estendeu-se quase ao longo do primeiro governo do presidente.

AS REFORMAS NAS COMISSÕES E O PAPEL DOS RELATORES

Introdução

A primeira parte trata do processo legislativo no Brasil e descreve o procedimento de apreciação de propostas nas Comissões de Mérito e nas Comissões Temáticas, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Além disso, serão discutidas reportagens jornalísticas sobre o progresso das reformas, a fim de revelar o conflito político dentro das comissões.

Processo legislativo para a apreciação de matérias constitucionais

No caso de tramitação de proposta de emenda à Constituição, são sempre constituídas comissões especiais para avaliá-la (art. 34, I, CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2021). A Câmara dos Deputados conta com 25 Comissões Permanentes, responsáveis ​​pela análise de todas as propostas nos seus respectivos campos temáticos (art. 32, CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2021).

Tramitação das reformas nas comissões

  • EC 20/98: uma reforma ambiciosa
  • EC 41/03: uma reforma previamente negociada
  • EC 103/19: uma reforma de temas sensíveis

Esse intervalo de tempo foi resultado da ampla mobilização do Congresso em torno da emenda à reeleição durante o debate no Senado sobre a reforma previdenciária. O novo governo aprendeu politicamente com o conflito generalizado apresentado pela anterior reforma das pensões. A coordenação com os governadores foi um elemento central de uma estratégia bem sucedida de implementação da reforma das pensões.

O texto-base da reforma previdenciária foi aprovado no Senado, sem nenhuma alteração na proposta da Câmara. Semelhante à reforma previdenciária do governo Lula, a reforma do governo Bolsonaro também incluiu a negociação de uma PEC paralela (PEC 133/19) para permitir a adoção da reforma principal.

Conclusão

O governo parecia ter aprendido com a dispendiosa experiência da reforma anterior porque, antes de enviar a sua proposta de alteração à Constituição ao Congresso, realizou uma série de consultas e reuniões com vários órgãos políticos e da sociedade civil. A reforma previdenciária do governo Lula foi uma reforma negociada antes mesmo de chegar ao Parlamento. O governo também contou com o cenário favorável dos partidos de oposição, que favoreceram a reforma de Fernando Henrique, mantiveram esta posição à luz da reforma de Lula, especialmente o PSDB, como será analisado no capítulo 3.

Outro fator que explica o rápido avanço da reforma previdenciária do Partido dos Trabalhadores foi a introdução de uma CEC paralela, onde foram deslocados pontos polêmicos da proposta original, como o teto de aposentadoria dos membros do Judiciário; o que também aconteceu durante a reforma anterior. A falta de uma coligação governamental e a insistência em modificar questões sensíveis e de forte impacto social tiveram um impacto negativo na implementação da reforma pretendida.

VOTAÇÕES EM PLENÁRIO, VISIBILIDADE DAS PREFERÊNCIAS E ATORES

Introdução

Será considerada a utilização estratégica de meios regulatórios no processo legislativo, com o objetivo de observar as alterações aprovadas nas reformas, bem como os casos que foram retirados do texto ou derrotados nas votações. Para tanto, serão realizadas a relação entre Executivo e Legislativo, governo e oposição, o voto dos parlamentares, a nomeação de lideranças e a disciplina partidária, a apresentação de pedidos de destaques para votação em separado e as negociações dos principais articuladores das reformas. . avaliados – Presidente da República, dirigentes partidários e presidentes da Câmara e do Senado. A segunda seção trata de como determinados grupos conseguem constituir-se como atores de veto para garantir a manutenção de sua situação ou retardar mudanças nas políticas públicas.

Partidos e políticas no Congresso Nacional

Em 1996, durante a votação dos destaques para votação em separado (DVS) da reforma da Previdência na Câmara, o governo incluiu o PPB na coligação. Os dados sobre acordo com o governo foram obtidos por meio de votações nominais na Câmara em 2019. O padrão de votação dos partidos nas votações nominais pode ser um preditor do grau de alinhamento com o governo.

No decurso da reforma previdenciária do governo Lula, os partidos da sua coligação apoiaram mais de 95% dos votos durante este período. Em 2019, ano em que estava sendo elaborada a reforma previdenciária de Jair Bolsonaro, os dados das votações nominais da PEC 19/06 revelam um apoio significativo do Congresso ao Executivo.

Atores de veto e alterações nas políticas públicas

O sistema é caracterizado pela presença de diversos veto atores ou atores de veto institucionais e partidários cuja dinâmica de atuação varia de acordo com a situação (TSEBELLIS, 1997). Os veto players referem-se a atores individuais ou coletivos cujo acordo é necessário nos processos de tomada de decisão política. O acordo dos atores institucionais de veto pode, em algumas situações constitucionais, ser uma condição necessária e suficiente para aprovar propostas e fazer mudanças políticas; enquanto o acordo dos atores de veto do partido pode não ser estritamente necessário ou suficiente (IDEM, 1997).

A análise dos atores de veto pressupõe três proposições que relacionam os atores de veto às características de mudança ou manutenção do status quo da política (policy). O modelo analítico dos actores de veto assume que a estabilidade política tende a fortalecer-se com o aumento do número de actores com poder de veto, a incongruência entre eles e a coesão interna de cada um deles.

O processo de votação

  • EC 20/98: um conflito estendido
  • EC 41/03: dividir para conquistar
  • EC 103/19: uma reforma terceirizada

43 No segundo turno da votação da reforma previdenciária do governo de Fernando Henrique Cardoso, sim. Durante a votação dos dois turnos da reforma na Câmara, servidores organizaram marchas contra a reforma da Previdência. Na votação da reforma da Previdência (PEC 67/03), a oposição tentou incluir o debate de uma PEC paralela para dificultar a aprovação da reforma; estratégia de ofuscação (PIERSON, 1994).

Em 27 de dezembro de 2003, o Senado aprovou em primeiro turno o texto básico da reforma previdenciária. Alcolumbre, ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foram os principais articuladores da reforma previdenciária no Congresso Nacional.

Conclusão

As derrotas sofridas no primeiro turno de votação da reforma na Câmara ensinaram ao Executivo a lição política da necessidade de estabelecer coordenação com os líderes governamentais. O governo entendeu que o governo em conjunto com a sua coligação seria uma ferramenta fundamental e necessária para aprovar a matéria. Apesar de sua reforma ter retomado pontos derrotados na proposta pretendida por Cardoso, o governo Lula parecia ter aprendido com os obstáculos para lidar com a reforma anterior.

A reforma do governo de Jair Bolsonaro caracterizou-se, por outro lado, pela delegação na gestão dos assuntos. Os principais responsáveis ​​pela aprovação do caso foram os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, que assumiram a coordenação das negociações dos pontos da reforma com os líderes partidários.

MUDANÇAS E MANUTENÇÃO DE PRERROGATIVAS

Introdução

Alterações empreendidas pelas reformas

O governo queria unificar as idades de homens e mulheres, com uma contribuição mínima de 40 anos para a reforma completa. Os servidores ativos agora deverão ter 53 (homens) e 48 (mulheres) para usufruir do benefício, enquanto os futuros servidores precisarão de no mínimo 60 (homens) e 55 (mulheres), com 35/30 anos de contribuição. Masculino: 60% do salário médio de contribuição desde julho de 1994 mais 2% por cada ano superior a 20 anos de contribuição.

Após a aposentadoria você deverá trabalhar mais um ano (50% de dois anos), totalizando 31 anos de contribuições. Valor da pensão: 60% do salário-prêmio médio desde julho de 1994 mais 2% para cada ano que ultrapassar 20 anos de prêmio.

Elites e a manutenção do seu poder

  • Militares: uma elite resguardada
  • Magistrados: uma elite coesa e mobilizada
  • Servidores públicos: uma elite enfraquecida

A reforma do governo Lula (EC 41/03), por sua vez, estreitou seu foco nas mudanças do Regime Próprio dos Servidores Públicos (RPSP). A reforma da previdência militar (Lei 13.954/19) foi muito mais branda do que a reforma da previdência dos trabalhadores do setor privado (EC 103/19), mas também trouxe mudanças importantes. Os magistrados foram um ator notório no veto à reforma previdenciária do governo FHC (EC 20/98).

A reforma previdenciária do governo Bolsonaro, EC 103/19, foi voltada aos trabalhadores do setor privado. Introduz sistema de seguro complementar de previdência para servidores públicos federais por tempo indeterminado e determina outras medidas.

Conclusão

Disponível em: https://www.terra.com.br/economia/reforma-da-previdencia/emocionado-maia-agradece-votacao-expressiva-na-. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/567845- camara-conclui-2o-turno-da-reforma-da-previdencia-texto-vai-ao-senado/. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias reforma-da-previdencia-e-aprovada-em-Primeiro-turno.

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias senado-aprova-ultimo-destaque-ao-texto-da-reforma-da-previdencia. Disponível em: https://www.dgabc.com.br/Noticia/313414/pt-vai-apoiar-integralmente-texto-de-jose-pimentel.

Referências

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Professor Adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO Professor Adjunto da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFRRJ Doutor em Direito pela Universidade